A ASML, empresa holandesa fundada em 1984, é a única no mundo capaz de produzir máquinas de litografia ultravioleta extrema essenciais para a fabricação dos semicondutores mais avançados. Com valor de mercado superior a 530 bilhões de dólares, figura entre as empresas mais valiosas da Europa.
O CEO Christophe Fouquet destaca que a demanda por suas máquinas permanece extremamente alta. Ele prevê que o mundo enfrentará escassez de chips por anos devido a esse cenário.
As máquinas de litografia da empresa podem custar mais de 400 milhões de dólares cada. Fouquet argumenta que, apesar do alto custo inicial, a tecnologia pode reduzir os custos de produção de chips em até 30 por cento.
A ASML trabalha para ampliar sua capacidade produtiva e atender à demanda crescente. Investimentos massivos em infraestrutura de inteligência artificial por Microsoft, Meta, Amazon e Google impulsionam essa necessidade.
Fouquet acredita que a complexidade da tecnologia e o tempo investido em seu desenvolvimento são as principais barreiras contra a concorrência. Muitos desejam alcançar o nível da ASML, mas poucos compreendem o esforço necessário para isso.
O CEO também ressalta a importância de manter diálogo aberto com o governo dos Estados Unidos sobre controles de exportação. O objetivo é equilibrar os negócios globais com a preservação da vantagem tecnológica da empresa.
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Lucas Moreira
05/05/2026
US$ 530 bilhões de valor de mercado e monopólio tecnológico legítimo, conquistado sem um centavo de subsídio estatal. Enquanto isso, o BNDES torra bilhões tentando “nacionalizar” produção de chips com resultados pífios. É a prova de que inovação de verdade nasce de capital privado, incentivos fiscais inteligentes e liberdade econômica, não de estatal ineficiente.
Alice T.
05/05/2026
Lucas, querido, a ASML nasceu de joint ventures com governos europeus e depende de pesquisa básica financiada com dinheiro público desde os anos 80. Sem subsídio estatal? A Holanda deu isenção fiscal bilionária e a UE bancou boa parte do desenvolvimento do EUV. Esse papinho de “sem um centavo” é a maior fake news liberal desde “gotejamento econômico”.