Uma onda de ataques violentos por colonos israelenses atingiu diversas comunidades na Cisjordânia ocupada, com incêndios criminosos em casas e veículos e agressões físicas a palestinos em várias localidades.
A agência de notícias palestina Wafa informou que um homem e seu filho foram atacados com instrumentos cortantes na vila de Khirbet Shuweika, ao sul de Hebron. Eles sofreram ferimentos na cabeça e foram levados para tratamento hospitalar.
Uma residência foi incendiada na vila de al-Lubban Asharqiya, ao sul de Nablus. Equipes da Defesa Civil Palestina intervieram rapidamente para conter as chamas e evitar maiores danos.
Em Abu Falah, no nordeste de Ramallah, colonos queimaram um veículo e picharam slogans racistas nas paredes das casas. Fontes de segurança citadas pela Wafa confirmaram os atos de vandalismo.
Forças israelenses forçaram a exumação de um corpo recém-enterrado na localidade de al-Asaasa, perto de Jenin. Os militares alegaram que o local do sepultamento invadia a proximidade de um assentamento.
Um palestino foi agredido e teve seu telefone celular roubado na cidade de Beit Fajjar, ao sul de Belém. O caso integra a sequência de incidentes violentos reportados na região.
Palestinos que realizavam um piquenique na área de Burak Sulayman, ao sul de Belém, foram dispersados por forças israelenses com granadas de atordoamento. A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino prestou atendimento a duas pessoas afetadas por gás lacrimogêneo, e outras cinco vítimas precisaram ser evacuadas do local.
Fiéis que saíam de uma mesquita em Tuqu, no sudeste de Belém, foram alvejados com bombas de gás lacrimogêneo e dispositivos sonoros. O prefeito de Tuqu, Taysir Abu Mufreh, relatou que alguns fiéis foram mantidos trancados no interior do local de culto.
Quatro palestinos foram detidos enquanto caminhavam próximo a uma linha férrea em Battir, a oeste de Belém. Três indivíduos adicionais foram presos em Nablus no decorrer de uma operação militar.
Novos confrontos eclodiram entre moradores locais e colonos na vila de Silwad, ao nordeste de Ramallah. A tensão permanece elevada em diversas partes da Cisjordânia.
Organizações de direitos humanos denunciam a falta de responsabilização nos ataques promovidos por colonos. Tais ações ocorrem frequentemente com a aparente proteção das forças israelenses presentes na área.
Mais de 700 mil israelenses residem atualmente nos assentamentos construídos na Cisjordânia. O direito internacional classifica essas construções como ilegais e geradoras de instabilidade regional.
Esses incidentes ilustram a escalada de violência na região ocupada. Conforme detalhado pelo portal Al Jazeera, as autoridades palestinas cobram medidas concretas para deter a impunidade dos agressores.
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