O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que o Ocidente esperava o colapso russo em seis meses após as sanções impostas em 2022 — e que essa aposta fracassou.
Putin fez a declaração durante as comemorações do 81º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista. Ele ressaltou que, ao invés do colapso previsto, o país exibiu força e resiliência notáveis.
O líder russo apontou a adesão da Finlândia à OTAN como uma ação motivada pela crença equivocada de que a Rússia se tornaria vulnerável. A entrada do país escandinavo na aliança foi concretizada em abril de 2023.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia criticou duramente a medida, alegando que ela prejudicaria as relações bilaterais e a estabilidade regional no norte da Europa. Autoridades russas alertam que o território finlandês pode vir a ser utilizado como base militar contra a Rússia, inclusive para o armazenamento de armas nucleares.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, classificou os planos de militarização finlandesa como uma confrontação concentrada. Moscou considera a expansão da OTAN para o leste uma violação das garantias dadas à Rússia após o término da Guerra Fria.
Putin garantiu que todas as tentativas do Ocidente de infligir uma derrota estratégica à Rússia fracassaram. O presidente creditou a resiliência nacional à força moral e espiritual do povo russo, bem como à sua coragem e coesão.
Ele prestou homenagem aos veteranos e aos militares do país por sua capacidade de superar adversidades. «Nossa coesão e capacidade de resistir a tudo são a chave do nosso sucesso», disse Putin em seu discurso.
As declarações reforçam a mensagem de que a Rússia está bem posicionada para resistir a pressões externas e preservar sua soberania. A cobertura completa foi publicada pelo portal RT.
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