O presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, concluiu visita estratégica a Kampala com a assinatura de seis acordos bilaterais com Uganda. O encontro marcou o encerramento da nona sessão da comissão permanente mista entre os dois países.
Tshisekedi e o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, realizaram conversa privada com duração de uma hora. A delegação congolesa reuniu 17 ministros durante as discussões de alto nível.
A segurança regional dominou a agenda bilateral entre os líderes. Eles reafirmaram o compromisso conjunto com a operação militar Shujaa contra as Forças Democráticas Aliadas, que atuam no leste da RDC e mantêm ligações com o Estado Islâmico.
Os presidentes consideraram positiva a avaliação dos resultados e confirmaram a continuidade das ações conjuntas. O comércio também ganhou relevo nas conversas entre as partes.
A RDC consolidou-se como principal destino das exportações ugandenses ao registrar 962 milhões de dólares no ciclo 2024-2025. Este volume representa aumento de 29 por cento em dois anos.
Os chefes de Estado analisaram ainda o potencial do setor petrolífero na fronteira compartilhada. O campo Albert, situado na região limítrofe, recebeu atenção especial dos líderes.
Tshisekedi propôs a participação da RDC nas infraestruturas de petróleo em desenvolvimento no Uganda, incluindo oleodutos e refinarias em construção. Museveni aceitou de imediato a iniciativa apresentada pelo homólogo congolês.
A relação entre Kinshasa e Kampala superou períodos de tensão para se afirmar como parceria indispensável. O projeto da estrada Kasindi-Beni-Butembo avança com aporte financeiro da RDC e apoio do Banco Mundial.
Esta via deve melhorar a conectividade e o fluxo econômico na zona fronteiriça. Os avanços concretos demonstram o amadurecimento da cooperação bilateral em múltiplos domínios.
O diretor adjunto de comunicação da presidência congolesa, Giscard Kusema, destacou a importância dessas iniciativas para ambos os lados. A informação foi divulgada pelo portal da presidência congolesa.
Com informações de RFI.
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Paula Santos
12/05/2026
É bom ver dois países buscando cooperação, mas a Mariana levantou um ponto essencial: transparência. Como cristã, acredito que todo acordo deve ser feito com honestidade e olhando para o bem do povo, não só para o lucro. Petróleo e segurança podem sim trazer desenvolvimento, mas sem Deus e sem ética vira exploração. Vamos orar para que esses líderes governem com temor e justiça.
Mariana Costa
12/05/2026
Independente da ideologia de cada um aqui nos comentários, o que me preocupa nesses acordos é a falta de transparência pública. Se a cooperação em segurança for realmente para estabilizar a região dos Grandes Lagos, ótimo, mas quando petróleo entra na jogada a história mostra que os conflitos tendem a se intensificar, não diminuir. O cidadão comum congolês continua sem energia elétrica enquanto o petróleo vai embora.
João Batista Alves
12/05/2026
Meus irmãos, lendo esses comentários vejo que o mundo perdeu o rumo. Enquanto esses líderes assinam acordos de petróleo, a família tradicional é atacada em todos os cantos. Cadê a menção a Deus e aos valores cristãos nessa cooperação? O Marcos ali em cima já avisou: é o globalismo ateu querendo explorar os recursos da África enquanto destroem a moral. Oremos para que o Brasil não siga esse mesmo caminho.
Letícia Fernandes
12/05/2026
João Batista Alves, seu comentário carrega uma angústia genuína diante da dissolução dos referenciais tradicionais, e é precisamente essa angústia que o capitalismo explora com maestria. Quando o senhor clama por Deus e pela família tradicional em meio a acordos bilionários de petróleo na África, está, sem saber, reproduzindo o mecanismo ideológico que mantém de pé justamente o sistema que produz esses acordos predatórios. A superestrutura burguesa sempre soube usar a moral cristã como biombo: enquanto Tshisekedi e Museveni negociam a extração de recursos que enriquecerão acionistas em Londres e Luanda, a igreja que o senhor frequenta provavelmente está pedindo ofertas para pagar as contas da luz. O “globalismo ateu” não existe como força autônoma — o que existe é o capitalismo tardio, que não tem pátria, deus nem família, apenas taxa de lucro. A religião, nesse teatro, cumpre a função de consolar os que perdem tudo: o emprego, a terra, a dignidade.
O conceito de “família tradicional” que o senhor defende é, em si, um produto histórico da consolidação da propriedade privada e do Estado moderno. Não há nada de transcendente nela — é uma unidade econômica de reprodução da força de trabalho, disciplinada para produzir herdeiros e consumidores dóceis. Quando o senhor vê esse modelo sendo “atacado”, está sentindo na carne as contradições do próprio sistema que o criou: o capital precisa ao mesmo tempo da família como instituição reprodutora e da destruição dela quando convém aos seus ciclos de acumulação. O petróleo congolês não sai da terra sem destruir comunidades inteiras, sem separar pais de filhos, sem transformar avós em refugiados climáticos. Quem ataca a família, meu caro, não são os “globalistas ateus”, mas a perfuratriz da TotalEnergies operando 24 horas por dia no Kivu do Norte. A moral cristã que o senhor evoca jamais impediu um barril de petróleo de ser extraído — pelo contrário, muitas vezes o abençoou, como na União Soviética de Stalin ou na ditadura Mobutu, ambos fingindo devoção enquanto vendiam o subsolo africano.
O senhor termina orando para que o Brasil não siga esse caminho, mas é preciso lembrar que o Brasil já está nele há mais de quinhentos anos. Nossa formação social sempre combinou violência extrativista com retórica piedosa — das capitanias hereditárias aos fundos de pensão que financiam mineradoras na Amazônia. A família tradicional brasileira, com sua hierarquia patriarcal e sua moral católica, foi a base social que permitiu a escravidão, a grilagem de terras e a atual exploração do pré-sal por multinacionais que não pagam impostos dignos. Enquanto o senhor pede Deus nos acordos africanos, em Brasília a bancada evangélica aprova marcos regulatórios que entregam o petróleo da Margem Equatorial a estrangeiros sem consulta a povos indígenas. A fé não é o antídoto contra o neocolonialismo; ela é, na maioria das vezes, o ópio que adormece a consciência crítica exatamente onde ela mais deveria despertar — na luta concreta contra a exploração de classe e a pilhagem dos territórios periféricos.
Carlos Rocha
12/05/2026
Enquanto esses líderes assinam papéis, o empreendedor de verdade sabe que o que destrava riqueza é segurança jurídica e baixa carga tributária, não acordo de políticos. Petróleo na África sempre vem com apetite estatal voraz – no fim, quem paga a conta é o contribuinte. Eduardo, você tocou no ponto: burocracia e “cooperação” viram desculpa para taxa extra. Menos estado, mais mercado.
Mariana Ambiental
12/05/2026
Carlos, menos Estado e mais mercado na África é exatamente o que garante que a Petrogal e a TotalEnergies levem o petróleo enquanto as comunidades locais continuam sem água potável. Quem paga a conta não é o contribuinte, é o povo expulso da terra.
Tadeu
12/05/2026
Só mais um acordo político pra fazer volume. Petróleo na África sempre vem com insegurança jurídica, então não sei se isso vai animar o mercado de fato. Quero ver é o impacto no preço do barril e se alguma estatal brasileira vai entrar nessa dança.
Marcos Conservador
12/05/2026
Esses acordos são só mais um passo do globalismo ateu para explorar os recursos da África enquanto espalham ideologia comunista. Cadê a menção a Deus e aos valores cristãos nessa cooperação? Enquanto isso, o Brasil importa essa mesma agenda esquerdista disfarçada de desenvolvimento.
Fernanda Oliveira
12/05/2026
Amigo, o problema não é “globalismo ateu” — é o mesmo neocolonialismo de sempre, onde petróleo e segurança servem pra manter elites no poder enquanto comunidades locais são expulsas das terras. Cadê a justiça social nesses acordos? Isso sim é o que deveria nos indignar.
Eduardo Teixeira
12/05/2026
Acordos de petróleo e segurança são sempre bem-vindos para destravar investimentos, mas fico de olho nessa tal “cooperação” que, na prática, muitas vezes vira mais burocracia e taxa extra. Seja na África ou aqui no Brasil, o que o setor produtivo precisa é de regras claras e carga tributária civilizada, não de mais acordos que engordam o Estado.
Celio Fazendeiro
12/05/2026
Mais dois corruptos fazendo acordozinho pra explorar petróleo enquanto a África continua sendo esse antro de miséria. Se dependesse de mim, mandava queimar essas florestas todas e botava esses índios pra trabalhar de verdade. Enquanto isso, no Brasil, a bancada ruralista tá de mãos atadas por causa de ambientalista.