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Irã anuncia bloqueio a armas dos EUA no Estreito de Ormuz e ameaça expulsar Washington de toda a região

11 Comentários🗣️🔥 O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, discursa em evento com a bandeira do Irã ao fundo. (Foto: en.mehrnews.com) As Forças Armadas do Irã anunciaram que não permitirão a passagem de armamentos dos Estados Unidos pelo Estreito de Ormuz com destino a bases militares na região. O porta-voz do Exército iraniano, o brigadeiro-general […]

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O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, discursa em evento com a bandeira do Irã ao fundo. (Foto: en.mehrnews.com)

As Forças Armadas do Irã anunciaram que não permitirão a passagem de armamentos dos Estados Unidos pelo Estreito de Ormuz com destino a bases militares na região.

O porta-voz do Exército iraniano, o brigadeiro-general Mohammad Akraminia, declarou que qualquer país que deseje transitar pela via marítima deverá fazê-lo sob supervisão das forças armadas iranianas, garantindo o que chamou de ‘passagem sem dano’. A declaração foi feita durante cerimônia em memória do ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, o major-general Abdolrahim Mousavi.

O anúncio representa uma escalada significativa no posicionamento estratégico de Teerã sobre uma das passagens marítimas mais disputadas do planeta. Pelo Estreito de Ormuz transita cerca de 20% do petróleo consumido globalmente.

Akraminia detalhou que a parte ocidental do Estreito de Ormuz está sob o comando da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), enquanto a seção oriental é controlada pela Marinha do Exército da República Islâmica do Irã. Segundo o general, esse controle integrado tem potencial de gerar receitas ao país equivalentes ao dobro da renda proveniente do petróleo.

O militar afirmou que, apesar de duas décadas de planejamento por parte de adversários para atacar o Irã, as forças armadas do país não apenas mantiveram sua capacidade de combate como frustraram ativamente os objetivos hostis por meio de ataques de mísseis e operações terrestres. Akraminia sustentou que todos os objetivos do inimigo na guerra recente — incluindo a destruição das capacidades nucleares e de mísseis, a fragmentação do território e a derrubada do sistema político — fracassaram integralmente.

A doutrina militar iraniana, segundo o brigadeiro-general, é agora de natureza ofensiva, e qualquer erro cometido por um adversário será respondido com a mais severa das reações. Conforme reportagem da Mehr News Agency, as declarações foram feitas em tom de advertência direta a Washington.

“Após a primeira revolução que expulsou o Xá e a segunda revolução que expulsou a América do Irã, expulsaremos a América de toda a região, e sua presença será eliminada desta região para sempre”, afirmou Akraminia, segundo o canal Press TV. A retórica marca uma virada no discurso público das forças armadas iranianas, que passam a projetar não apenas defesa territorial, mas uma reconfiguração geopolítica de toda a presença militar americana no Oriente Médio.

Em separado, o vice-chefe de Operações Culturais e Psicológicas da Marinha do IRGC, Saeed Siahsorani, foi ainda mais direto em discurso proferido na cidade de Amol. Siahsorani lançou um aviso explícito aos Estados Unidos e ao presidente Donald Trump: “Se a América e o Trump pessoalmente quiserem fazer algo estúpido, transformaremos o Golfo Pérsico no maior cemitério azul de fuzileiros navais americanos.”

O oficial declarou ainda que o Estreito de Ormuz passou a ser chamado, no discurso das forças armadas iranianas, de “Estreito da Honra do Islã”. O conjunto das declarações sinaliza que Teerã está disposta a utilizar o controle sobre essa passagem estratégica como instrumento de pressão geopolítica direta contra Washington e sua rede de bases militares no Golfo Pérsico.


Leia também: Irã afirma controle do Estreito de Ormuz e ameaça transformar o Golfo Pérsico em cemitério de tropas dos EUA


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João Batista Alves

13/05/2026

Cecília Silva, você tocou num ponto que ninguém quer encarar: enquanto esse pessoal debate geopolítica como se fosse novela, o povo brasileiro tá pagando a conta. E o pior é que falta uma liderança moral no mundo pra conter essas ameaças. O Irã brinca com fogo, e a ONU parece mais preocupada em aprovar pautas progressistas do que em garantir a paz. Rezemos para que a sabedoria divina ilumine os governantes antes que isso vire uma guerra de consequências imprevisíveis.

    Fernanda Oliveira

    13/05/2026

    João, com todo respeito, mas essa ideia de que a ONU é uma entidade neutra que deveria nos salvar é um dos maiores mitos da geopolítica. A ONU foi criada pelos vencedores da Segunda Guerra e até hoje reflete os interesses das potências, especialmente dos EUA e seus aliados. Pedir “liderança moral” a uma instituição que legitima sanções que matam crianças no Iêmen e no Irã é ignorar como o sistema internacional é estruturalmente violento. A verdadeira paz não vem de cima, mas da gente se organizar pra desmontar essa lógica imperialista que joga trabalhadores do mundo inteiro uns contra os outros.

Cecília Silva

13/05/2026

Enquanto a galera da Zona Sul debate geopolítica de butique, aqui na quebrada a gente sente na pele o preço do pão e do gás subindo com essa novela. O Irã sabe que um confronto direto seria suicídio, então faz esse teatro pra manter a imagem de “resistência” enquanto o povo iraniano morre de fome sob sanções. Mas ninguém pergunta por que os EUA insistem em manter base militar em cada canto do mundo, né?

Cecília Torres

13/05/2026

Nadia, você tem razão sobre o teatro de “resistência” do regime iraniano, mas acho que o problema é ainda mais básico: essa narrativa de bloquear armas americanas no Estreito de Ormuz é mais um capítulo de desinformação geopolítica. O Irã sabe que uma ação direta contra a Marinha dos EUA seria suicídio militar, então o que sobra é blefe para consumo interno e para inflar o ego de aiatolás. Enquanto isso, o mercado de petróleo reage ao pânico e o Brasil paga a conta, como sempre.

Nadia Petrova

13/05/2026

Alice T., você tocou num ponto crucial: a tal “soberania energética” virou piada de mal gosto depois que desmontaram a capacidade de refino nacional. Mas voltando ao Irã, acho engraçado como esse regime usa o teatro de “resistência” pra desviar atenção da própria economia afundada por sanções e corrupção interna. Bloquear o Estreito de Ormuz é tiro no pé — eles dependem da passagem de petróleo tanto quanto qualquer comprador. Blefe clássico de regime autoritário que precisa de um inimigo externo pra sobreviver.

Carmem Souza

13/05/2026

Pessoal, essa tensão no Oriente Médio me preocupa como cristã, porque a guerra nunca é caminho de Deus. Mas também não adianta só rezar e ignorar o impacto real no bolso do trabalhador brasileiro, como o Ronaldo lembrou. Que tal a gente pedir paz e, ao mesmo tempo, cobrar dos nossos governantes políticas que protejam a economia popular?

Maria Antonia

13/05/2026

Ronaldo, você foi cirúrgico. O Brasil sempre paga a conta quando esses regimes autoritários começam a brincar de guerra. O Irã está blefando, mas o estrago no bolso do brasileiro já começa com o preço do petróleo. Enquanto isso, o governo daqui só aumenta imposto em vez de reduzir a dependência desse mercado.

    Alice T.

    13/05/2026

    Maria Antonia, o problema não é só o Irã ou o governo brasileiro aumentar imposto — é que o Brasil nunca teve soberania energética porque os mesmos liberais que choram com o preço do diesel são os que privatizaram a Petrobras e entregaram o refino pros estrangeiros. Enquanto a esquerda não pautar a retomada do controle estatal do petróleo, vamos continuar reféns de qualquer crise geopolítica.

Lurdinha Deus Acima de Todos

13/05/2026

Ah, pelo amor de Deus, já começou a guerra na minha televisão de novo? 😡 Vão fechar as igrejas também? 🙏🇧🇷

    Bia Carioca

    13/05/2026

    Lurdinha, a guerra não vai fechar igreja nenhuma, mas o povo brasileiro precisa se preocupar com o preço do petróleo e o impacto no transporte público, não com esse alarmismo religioso furado.

    Ronaldo Pereira

    13/05/2026

    Lurdinha, enquanto você se preocupa com igreja, o trabalhador brasileiro já sente no bolso o preço do diesel subindo por causa dessa crise. A classe operária não vive de alarmismo religioso, vive de luta contra a exploração que se aproveita até de guerra pra lucrar.


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