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Espanha confirma prisão de Netanyahu se ingressar em território nacional

0 Comentários🗣️🔥 O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu discursa em evento. (Foto: actualidad.rt.com) O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou que o país cumprirá rigorosamente as ordens de prisão da Corte Penal Internacional contra autoridades israelenses. A declaração foi feita em entrevista ao programa UpFront da rede Al Jazeera. Albares garantiu que […]

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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu discursa em evento. (Foto: actualidad.rt.com)

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou que o país cumprirá rigorosamente as ordens de prisão da Corte Penal Internacional contra autoridades israelenses. A declaração foi feita em entrevista ao programa UpFront da rede Al Jazeera.

Albares garantiu que a Espanha preservará a soberania das leis internacionais caso Benjamin Netanyahu entre em seu território ou espaço aéreo. O governo agirá em conformidade com as obrigações judiciais emanadas de Haia para assegurar a aplicação do direito internacional.

Segundo reportagem do portal RT, Netanyahu evitou rotas que sobrevoassem a Espanha para se esquivar de desdobramentos jurídicos. A postura reflete o isolamento diplomático de Israel diante de medidas adotadas por Madrid.

A Espanha já aprovou leis para impor embargo total à exportação de armas e tecnologia militar para Israel. Albares destacou que as medidas são fundamentadas em princípios de humanidade, solidariedade e justiça.

O ministro enfatizou que todos os países devem acatar decisões da Corte Internacional de Justiça. Israel não possui prerrogativa para ignorar tais ordens, segundo o chanceler.

Albares afirmou que hospitais civis e locais de culto não podem ser transformados em alvos militares. Classificou a destruição na Faixa de Gaza e no sul do Líbano como uma vergonha para a humanidade.

A Espanha reconhece o direito de Israel existir em segurança, mas exige o mesmo direito para palestinos e libaneses. Albares criticou a interação de Israel com seus vizinhos, pautada pela violência e guerra permanente.

O chanceler defendeu a coexistência pacífica e criticou governos europeus que hesitam em condenar as violações em curso. Afirmou que sua posição é baseada nos valores europeus e no direito internacional.

A postura de Madrid representa uma ruptura com a passividade ocidental. Albares reiterou que a solidariedade é a única via para resgatar a dignidade das instituições globais.


Leia também: Noruega, Espanha e Irlanda reconhecem Estado Palestino Independente


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