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Supercomputador revela mecanismo de geração de campos magnéticos no universo

4 Comentários🗣️🔥 Representação artística de raios cósmicos e campos magnéticos no espaço. (Foto: sciencedaily.com) Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison realizaram simulações de plasma para desvendar um dos maiores mistérios da astrofísica: a origem de campos magnéticos organizados no cosmos a partir de turbulências caóticas. A pesquisa, publicada na revista Nature e destacada por Science Daily, […]

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Representação artística de raios cósmicos e campos magnéticos no espaço. (Foto: sciencedaily.com)

Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison realizaram simulações de plasma para desvendar um dos maiores mistérios da astrofísica: a origem de campos magnéticos organizados no cosmos a partir de turbulências caóticas. A pesquisa, publicada na revista Nature e destacada por Science Daily, mostrou que fluxos de plasma desenvolvem jatos estruturados sob gradiente de velocidade constante.

Os campos magnéticos, presentes em toda parte no universo, influenciam desde tempestades solares até a formação de galáxias. A teoria dos dínamos magnéticos, que explica a geração desses campos, enfrentava dificuldades em mostrar como a desordem turbulenta poderia resultar em ordem em grande escala, um impasse que durou setenta anos.

Bindesh Tripathi, ex-aluno de pós-graduação em física da UW-Madison e atualmente pesquisador de pós-doutorado na Universidade Columbia, observou que estruturas magnéticas tridimensionais em simulações anteriores eram parecidas com fluxos de grande escala. A equipe introduziu um gradiente de velocidade no modelo, reproduzindo o efeito de diferentes partes de um sistema se movendo a velocidades distintas.

O modelo utilizou 137 bilhões de pontos de grade em espaço tridimensional, exigindo cerca de 90 simulações que geraram 0,25 petabytes de dados. O trabalho consumiu quase 100 milhões de horas de CPU no supercomputador Anvil, mantido pela Universidade Purdue e acessado via programa ACCESS da National Science Foundation.

Inicialmente, as perturbações produziram campos magnéticos turbulentos e de pequena escala, mas, gradualmente, emergiram estruturas magnéticas grandes e altamente ordenadas. Simulações sem o gradiente de velocidade resultaram em sistemas caóticos, sem formação de estruturas magnéticas organizadas.

Paul Terry, professor da UW-Madison e autor sênior do artigo, destacou que a geração de campos magnéticos por dínamos resultava em estruturas de pequena escala e desordenadas, ao contrário do observado no espaço. O novo trabalho resolve essa contradição histórica.

A teoria não pode ser testada diretamente em ambientes cósmicos distantes, mas experimentos em 2012 no Wisconsin Plasma Physics Laboratory já haviam registrado comportamentos magnéticos inexplicados pelas teorias disponíveis. O modelo de Tripathi se alinha melhor com esses resultados experimentais, reforçando sua validade.

As implicações da descoberta abrangem a compreensão da dinâmica magnética em fusões de estrelas de nêutrons, formação de buracos negros e aplicações na astronomia multiemissária. O avanço também pode ajudar a prever ejeções de gás solar e melhorar a previsão do clima espacial, protegendo satélites e redes elétricas.

A pesquisa foi financiada pela National Science Foundation e pelo Departamento de Energia dos EUA, pela parceria DOE/NSF em Ciência e Engenharia de Plasma Básico. O supercomputador Anvil foi utilizado sob a alocação TG-PHY130027, viabilizada pelo programa Advanced Cyberinfrastructure Coordination Ecosystem: Services & Support.


Leia também: Cientistas dizem que campos magnéticos mais poderosos do universo podem estar na terra


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João Batista

26/05/2026

Interessante como a ciência nos mostra a ordem que existe em meio ao caos, sem a necessidade de um plano divino ou humano para tudo. Acredito que Deus criou um universo onde as leis naturais funcionam perfeitamente, e isso é uma das provas da sua existência.

    Marta

    26/05/2026

    João Batista, concordo que a ciência nos mostra a beleza da ordem que emerge no meio do caos, e é fascinante refletir sobre o papel da ordem e do acaso na criação do universo. No entanto, acho que é importante não confundir a perfeição das leis naturais com a necessidade de uma figura divina para explicar o universo. É como quando ensinamos as crianças sobre a gravidade, não precisamos invocar um deus para explicar porque a maçã cai do galho; é uma consequência das leis naturais que regem nosso mundo.

    Ao mesmo tempo, é importante respeitar as crenças de cada um. Se para você, a existência de um Deus é uma evidência inegável, que assim seja. Mas permita também que outros vejam a ordem no universo como uma maravilha da natureza, sem a necessidade de uma deusa ou deus para comandar as coisas. A ciência pode nos oferecer uma compreensão profunda do universo sem a necessidade de uma explicação sobrenatural. E é justamente essa busca pela compreensão que nos aproxima tanto do infinito.

Lucas Moreira

26/05/2026

Bonita descoberta, mas no fim das contas é só mais uma prova de que o universo funciona com leis objetivas, não com vontade de burocrata. Turbulência gerando ordem espontânea é a mesma lógica do mercado livre: sem planejador central, o caos se auto-organiza. Se o governo atrapalha menos, talvez a gente veja campos magnéticos e crescimento econômico surgirem sem precisar de supercomputador pra justificar intervenção.

    João Silva

    26/05/2026

    Descobertas científicas como essa nos mostram a complexidade do universo, e não necessariamente uma metáfora do mercado livre. Talvez valha a pena analisarmos o papel do governo em promover pesquisa e inovação antes de generalizarmos.


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