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China amplia petróleo offshore enquanto Reino Unido enfrenta crise de preços

0 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre China expande produção de petróleo offshore enquanto Reino Unido enfrenta crise de preços. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6) A companhia petrolífera estatal chinesa CNOOC anunciou o início da produção plena na primeira fase do campo de Kenli 10-2, localizado no sul do Mar de Bohai. Esta iniciativa reforça a estratégia […]

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Ilustração editorial sobre China expande produção de petróleo offshore enquanto Reino Unido enfrenta crise de preços. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

A companhia petrolífera estatal chinesa CNOOC anunciou o início da produção plena na primeira fase do campo de Kenli 10-2, localizado no sul do Mar de Bohai. Esta iniciativa reforça a estratégia de Pequim para aumentar sua autossuficiência energética e reduzir a dependência das importações de petróleo e gás.

Considerado o maior reservatório litológico de águas rasas da China, o campo já está produzindo mais de 20.500 barris de petróleo bruto por dia, segundo informações do portal especializado Oilprice.com. O projeto Kenli 10-2 é o primeiro desenvolvimento chinês de um reservatório de petróleo pesado do tipo ‘ramificado’ em ambiente offshore, conhecido por sua complexidade geológica.

A infraestrutura da fase inicial inclui uma nova plataforma central de processamento, duas plataformas de cabeça de poço não tripuladas e um total de 79 poços de desenvolvimento. A CNOOC, principal produtora de petróleo e gás offshore da China, tem registrado recordes de produção consecutivos, com picos históricos alcançados em 2024 e novamente em 2025.

Outras empresas estatais chinesas também aceleraram a produção doméstica, como a Sinopec, que expandiu a extração de óleo de xisto na base de Jiyang, na província de Shandong. Adicionalmente, a Sinopec anunciou uma importante descoberta de gás de xisto ultraprofundo na província de Sichuan.

Paralelamente, pequenas refinarias independentes chinesas, conhecidas como ‘teapots’, têm adquirido petróleo da Rússia, Venezuela e Irã, contornando as sanções ocidentais. Essas operações utilizam sistemas financeiros alternativos e táticas como a desativação de transponders de navios para evitar a detecção pelos mecanismos de vigilância marítima dos EUA.

Em forte contraste, o Reino Unido enfrenta um severo choque nos preços de energia, com as contas residenciais programadas para subir 13% a partir de 1º de julho. O regulador de energia do país, Ofgem, elevou o teto de preços em resposta direta à alta do gás natural no mercado internacional, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.

O CEO da Ofgem, Tim Jarvis, declarou que a volatilidade nos mercados globais e os preços mais altos do gás no atacado estão impactando diretamente os consumidores britânicos. A crise evidencia a vulnerabilidade do país, onde o gás natural ainda responde por um terço da geração de eletricidade e é essencial para o aquecimento residencial.

A dinâmica geopolítica da energia também foi destacada pela recente decisão dos EUA de aliviar sanções à Venezuela, visando liberar mais petróleo no mercado internacional. A medida ocorre em um contexto de necessidade de conter a escalada de preços em meio a tensões no Oriente Médio.

A convergência destes movimentos, com a China aumentando sua produção, refinarias asiáticas operando fora dos mecanismos de sanções e o Ocidente lidando com a inflação energética, indica um realinhamento significativo no cenário global. Esses fatos demonstram a centralidade contínua dos combustíveis fósseis nas disputas por poder e estabilidade econômica.

Com informações de MATRIZ_ENERGETICA.


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