O governo mexicano, sob a administração da presidente Claudia Sheinbaum, promove mudanças significativas na valorização dos professores do país. Durante a Quarta Transformação, mais de um milhão e duzentos mil docentes foram basificados, garantindo estabilidade e melhores condições de trabalho. Essa iniciativa faz parte de um esforço para reverter políticas neoliberais que, por décadas, corroeram o poder aquisitivo dos profissionais da educação.
Segundo comunicado conjunto das secretarias de Gobernación e de Educación Pública (SEP), além do Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado, essas medidas marcam o fim de uma era de confronto e falta de reconhecimento dos educadores. Mario Delgado, titular da SEP, destacou que a relação atual com os professores se baseia no respeito e no diálogo, reconhecendo a educação pública como pilar essencial para o desenvolvimento nacional.
Um dos aspectos mais notáveis dessa transformação é a recuperação salarial dos professores. Após 36 anos de governos neoliberais, os docentes viram seu poder aquisitivo ser reduzido. Desde 2018, porém, uma política de recuperação salarial foi implementada, resultando em aumentos significativos. Em 2025, foi autorizado um aumento salarial de 10%, seguido por um incremento de 9% neste ano, consolidando a trajetória de recuperação dos rendimentos dos educadores.
Além disso, a presidente Claudia Sheinbaum emitiu um Decreto de Mobilidade Laboral, que reformulou os mecanismos de transferência de local de trabalho para os docentes. A medida prioriza critérios como transparência, antiguidade e anos de serviço, permitindo que mais de 75 mil professores se aproximem de suas comunidades e famílias, facilitando o exercício da profissão de maneira mais eficaz.
Essas ações refletem o compromisso do governo de Sheinbaum com a regularização laboral e a valorização dos professores, oferecendo estabilidade jurídica e melhores condições de trabalho. Conforme relatado pelo La Jornada, a recuperação salarial, a mobilidade laboral transparente e a basificação em massa representam avanços sem precedentes para o magistério nacional.


Adriana Silva
08/06/2026
Faz o L, México virando Cuba, professora lacradora vai dar aula de comunismo agora? Kkkk
Luizinho 16
08/06/2026
Cala a boca tioza, vai defender teu mito fascista e deixar professor mexicano em paz, seu bolsominion ridículo
Carlos Meirelles
08/06/2026
Bonito discurso, mas estabilidade sem meritocracia é receita para acomodação. Professor merece salário digno, sim, mas atrelado a desempenho e resultados, não a cabide de emprego público. O dinheiro do contribuinte mexicano poderia gerar mais retorno se investido em liberdade econômica e escolas geridas por iniciativa privada.
João Silva
08/06/2026
Carlos, essa defesa da meritocracia ignora que o “mérito” em sociedades desiguais é sempre mediado por privilégios de classe; basificar o magistério não é cabide, é reconhecer que educar não se mede com métricas de mercado.
Mariana Alves
08/06/2026
Carlos, sua referência à “liberdade econômica” como critério de eficiência educacional revela uma confusão estrutural entre valor de uso e valor de troca — categoria central na teoria do valor-trabalho que você, ao invocar o mercado como árbitro da qualidade docente, parece ignorar deliberadamente. A educação não é um bem fungível, nem o professor um prestador de serviços cuja produtividade se mede em outputs quantificáveis: ela é um processo histórico de constituição subjetiva, de mediação simbólica e de reprodução — ou contestação — das relações sociais. Quando você propõe “escolas geridas por iniciativa privada”, está, na verdade, propondo a privatização da função social da escola: não mais um espaço de formação crítica e coletiva, mas um canal de seleção precoce, de hierarquização funcional e de naturalização das desigualdades. Isso não é liberdade — é disciplinamento sob outra roupagem.
Além disso, sua noção de “desempenho” pressupõe um sujeito pedagógico abstrato, descolado das condições materiais concretas em que atua: salas superlotadas, ausência de material didático, violência institucional contra estudantes indígenas e afrodescendentes, precarização crônica da infraestrutura escolar — tudo isso é invisibilizado quando se reduz a avaliação docente a indicadores estatísticos extraídos de provas padronizadas. O México não está simplesmente “aumentando salários”: está reconhecendo, após décadas de luta dos sindicatos independentes como a CNTE, que a basificação é um ato político de desmercantilização do trabalho docente — ou seja, de recusa à sua transformação em mero insumo para a acumulação. É nesse sentido que a reforma educacional mexicana, mesmo com suas contradições, representa um contraponto radical ao modelo chileno de voucher, que não gerou equidade, mas sim uma rede de escolas de castas, conforme demonstrou a Comissão Nacional de Educação do Chile em seu relatório de 2023.
Por fim, há uma ironia histórica que vale destacar: os países que mais avançaram em indicadores de aprendizagem — como Cuba, Vietnã e até mesmo a Finlândia — nunca adotaram métricas de desempenho individualizado como critério de remuneração docente; pelo contrário, investiram sistemicamente na formação contínua, na autonomia pedagógica e na valorização coletiva da profissão. Isso não é acomodação: é estratégia. E quando você fala em “retorno ao contribuinte”, talvez valha lembrar que o maior retorno social não se mede em PIB per capita, mas na capacidade de uma sociedade de produzir sentidos comuns, de cultivar a dúvida como método e de transformar a indignação em projeto coletivo — tarefas que, convenhamos, nenhum algoritmo de avaliação por desempenho jamais conseguirá mensurar.