Porque eu sou Charlie | O Cafezinho

O Cafezinho

segunda-feira

12

janeiro 2015

121

COMENTÁRIOS

Porque eu sou Charlie

Escrito por , Postado em Cultura, Humor, Ideologia



Marche-republicaine-a-Paris-trois-parcours-sont-prevus_article_popin (1)


 

Dante Alighieri, no Canto XXVIII, do Inferno, traça uma caricatura de Maomé infinitamente mais brutal e ofensiva do que jamais nenhum desenhista contemporâneo ousou fazer.

Ao chegar à região mais profunda do oitavo círculo do inferno, onde penavam as almas daqueles que, em vida, haviam semeado discórdias (para os católicos italianos, era o que Maomé tinha feito), Dante se depara com homens com membros retalhados, cabeças mutiladas, intestinos pendurados.

Entre eles, destaca-se Maomé:

Già veggia, per mezzul perdere o lulla,
Com’io vidi un, così non si perdugia,
Rotto dal mento infin dove si trulla:
Tra le gambe pendevam le minugia;
la corata pareva e ‘l tristo sacco
che merda fa di quel che si trangugia.

Tradução literal:

Assim como um barril, que o meio perde ou o fundo,
Eu vi um homem (não se fura assim um barril),
Rasgado desde o queixo até onde se digere:
Entre as pernas pendiam os intestinos;

Os pulmões apareciam expostos, e também o triste saco (estômago)
que transforma em merda o que se come.

*

Não sei como nenhum jihadista não se lembrou de fuzilar membros das incontáveis associações de amantes da poesia de Dante.

Trata-se um ataque “terrível” ao principal ídolo do islamismo. Mas é arte, é expressão. Dante não merece morrer por causa disso. Ninguém merece morrer por causa de uma expressão artística.

A arte não precisa ter razão ou ser politicamente correta para ter direito à existir. Não precisa ser boazinha ou deixar de ofender os outros. Ela tem direito de existir, porque isso está expresso nos artigos 18 e 19 da Declaração Universal dos Direitos do Homem, da qual o Brasil é um entusiasta signatário.

*

O assunto é muito sério, porque envolve não apenas uma discussão radical sobre liberdade de expressão, mas sobre o direito à vida!

Uma discussão radical, profunda e embebida em sangue.

O Charlie Hebdo foi acusado, nas redes sociais brasileiras, de racismo, islamofobia, e, de maneira geral, de extrapolar os limites da “decência” política.

Na França, a extrema-direita, que sempre foi vítima das charges do Charlie Hebdo, iniciou o movimento “je ne suis pas charlie” (eu não sou charlie).

Aqui no Brasil, curiosamente, parte da esquerda tomou partido contra Charlie Hebdo.

Leonardo Boff publicou texto de um “padre”, também intitulado “Je ne suis Charlie Hebdo”, que me provocou calafrios.

No texto, o autor diz que condena “os atentados em Paris, condeno todos os atentados e toda a violência, apesar de muitas vezes xingar e esbravejar no meio de discussões, sou da paz e me esforço para ter auto controle sobre minhas emoções…”

(…) “Não acho que nenhum dos cartunistas “mereceu” levar um tiro, ninguém o merece, acredito na mudança, na evolução, na conversão. Em momento nenhum, eu quis que os cartunistas da Charlie Hebdo morressem. Mas eu queria que eles evoluíssem, que mudassem… Ainda estou constrangido pelos atentados à verdade, à boa imprensa, à honestidade, que a revista Veja, a Globo e outros veículos da imprensa brasileira promoveram nesta última eleição.”

O autor queria que eles “evoluíssem, que mudassem”…

Como é que é?

Falar isso de um chargista assassinado covardemente com vários tiros, me parece uma falta de noção absoluta.

A esquerda vai adotar a posição de um autor que queria que os cartunistas do Charlie “evoluíssem”?

(Correção: Boff corrigiu seu post, o autor não é um padre, é sujeito chamado Rafo Saldanha. Não faz diferença nenhuma).

Isso é o que podemos chamar de “esquerda burra”.

Além do mais, quando alguém sente necessidade de repetir, tantas vezes, que “em momento nenhum, eu quis que os cartunistas da Charlie Hebdo morressem”, é porque no fundo sabe que emitirá uma opinião sectária e idiota.

Nenhum texto inteligente precisa repetir que “nenhum dos cartunistas mereceu levar um tiro”!

Ora, quanto as acusações de racismo, esse texto do Kiko Nogueira, no Diario do Centro do Mundo, dá uma resposta quase definitiva. As charges supostamente racistas contra uma ministra negra do governo socialista francês, na verdade eram uma defesa de Charlie à uma acusação a ela feita por um político da Frente Nacional, extrema direita francesa. A ministra agradeceu o Charlie e hoje é uma das estão na linha de frente em defesa de sua memória.

As charges contra um negro, também mostradas como racistas, não eram contra a negritude do sujeito, mas sim contra um humorista antissemita, amigo do Le Pen, conhecido por seu reacionarismo de direita, e que, por acaso, é negro.

Para mim, o racismo está na ignorância de não entender que negros também podem ser alvos de charges, não por serem negros, mas por suas ideias e posição.

Outras capas estão sendo veiculadas, sem contextualização, e até mesmo com tradução apressada, num furor bizarro para descrever um jornal conhecido por suas opiniões progressistas como “racista” ou “preconceituoso”.

Luis Fernando Veríssimo, nosso último cronista de esquerda, afirma que o seu conceito de cidade civilizada é aquela onde se pode sair de madrugada e encontrar um lugar para comer uma sopa, e… comprar um jornal como Charlie Hebdo.

Veríssimo é habitué de Paris há décadas, humorista e desenhista, acompanha desde o início o trabalho do Charlie Hebdo. Diz que é um jornal “nitidamente de esquerda, mas que nunca a livrou das suas gozações. Seu alvo preferencial é a direita religiosa francesa”.

Seria, evidentemente, uma outra violência isentar Charlie Hebdo de críticas.

Há charges pesadas, agressivas, quiçá de mau gosto.

Não deve ser fácil manter um jornal impresso independente, que não explora concessão pública, como a Globo ou o SBT, não usufrui de nenhum monopólio, e quase não tem publicidade.

Há uma tendência pelo escândalo, para chocar o politicamente correto, que suponho ser inerente à sua estratégia de sobrevivência comercial.

Entretanto, devemos tomar cuidado com uma coisa.

Mesmo que o jornal fosse de extrema-direita, mesmo que as acusações de racismo fossem verdadeiras, mesmo que o objetivo do jornal fosse humilhar as minorias.

Mesmo assim, errados estariam aqueles que os mataram. Não o jornal.

O crime capital, em qualquer religião, é o assassinato, não a ofensa.

A liberdade de expressão pressupõe, evidentemente, o direito à qualquer um de dizer o que quiser. Mesmo as coisas mais horríveis.

Esta liberdade pode ser mais ou menos regulada pelo Estado, segundo a legislação de cada sociedade.

Mas jamais, em sociedade nenhuma, ela pode ser regulada pela morte e pelo terrorismo político.

Aqui no Brasil, Sheherazade, apresentadora do SBT, meio que defendeu o direito ao linchamento, quando alguns rapazes brancos de classe média acorrentaram um jovem negro a um poste, no Flamengo (meses depois, os mesmos rapazes foram presos por tráfico, mas sobre isso a Sheherazade não falou), e houve um movimento para que o SBT não mais recebesse verbas federais.

Não se tratava de censurar Sheherazade, mas de impor um limite civilizatório: ela pode falar o que quiser, mas então que não receba dinheiro público para defender linchamentos.

Entretanto, estávamos falando de uma concessão pública, na TV aberta.

O Charlie Hebdo é um jornal impresso, que vive de assinatura. Poucas semanas antes da tragédia, eles estavam pedindo ajuda financeira aos leitores.

Não eram nenhum tentáculo do “imperialismo americano ou europeu”. Eram jornalistas e desenhistas tentando ganhar honestamente a vida, usando a criatividade.

Eu entendo o politicamente correto. Entendo também o politicamente incorreto. São ambos necessários, e face da mesma moeda. Precisam conviver em harmonia.

Sem o politicamente incorreto, a vida seria insuportável.

Sem o politicamente correto, idem. Alias, sem o politicamente correto, o politicamente incorreto perderia a graça.

Mas é preciso traçar uma linha divisória entre a civilização e a barbárie. Porque é mais que uma linha. É um abismo, a separar a vida e a morte.

Matar alguém por causa de um desenho é uma barbaridade tão grotesca que deveria congelar imediatamente qualquer crítica que tivéssemos àquele desenho.

Eu sou um blogueiro, e vivo também da criatividade.

Um título, um desenho, um esforço para ser polêmico, pode causar confusão, pode ofender sensibilidades.

As pessoas têm o direito de se sentirem ofendidas, com ou sem razão.

Charges tucanas ofendem profundamente petistas. E vice-versa. Charges anti-católicas ofendem profundamente católicos.

Faz parte do jogo.

Os ofendidos tem o direito de usar a Constituição para responder à ofensa.

Tem o direito de reagir com emoção, com xingamentos.

Podem organizar manifestações e protestos. Em casos extremos, podem até pichar a fachada do jornal e revista.

Mas não tem o direito, evidentemente, de reagir com violência física contra desenhistas e jornalistas.

Nem de justificar a violência física ou reduzir a sua gravidade com argumentos falsamente políticos.

Quando se mata um desenhista, ataca-se toda a sua família, todos os seus amigos, todos os desenhistas do mundo, seja qual for a sua ideologia.

Dito tudo isso, falemos um pouco sobre a manifestação ocorrida em Paris, ontem.

Quase 4 milhões de pessoas!

A maior manifestação pela paz da história da França. A maior do mundo!

Aqui no Brasil, tentou-se esnobar a manifestação por causa da presença do primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Ora, ele era um entre 4 milhões!

E estava ao lado de M. Abbas, o presidente da Autoridade Nacional Palestina.

Os dois, lado a lado, criam um símbolo que constitui um belíssimo gesto de paz.

Não, o terrorismo não está resolvido.

A paz não está resolvida.

O mundo não ficou uma maravilha depois da marcha em Paris.

Mas tudo é um processo.

A extrema-direita francesa não teve presença significativa na marcha em Paris. A Marie Le Pen teve que fazer a sua própria caminhada, mixuruca, numa cidadezinha francesa onde tem votos cativos. Uma marcha puxada pela polícia.

Entendo que setores um pouco viciados da esquerda brasileira, essa esquerda de sofá, confortavelmente instalada num sectarismo fácil, tenham reticência contra manifestações espontâneas, com bandeiras difusas, que terminam em quebra-quebra e que são manipuladas facilmente pela mídia e transformadas em arma política para se criar uma atmosfera de instabilidade.

Entendo, também já as critiquei, mas também já me autocritiquei por esse tipo de receio excessivo.

O que vimos em Paris, todavia, neste domingo, foram 4 milhões de pessoas marchando com um foco específico, pela paz.

A paz é a única bandeira realmente universal, transversal a todas as ideologias, que poderia reunir 4 milhões de pessoas numa mesma passeata.

Não houve um incidente. Não apareceu um único black bloc.

Isso é lindo!

O debate sobre a marcha foi perpassado pela crítica à sua suposta hipocrisia.

“Morreram 2 mil nigerianos hoje, porque ninguém marcha por eles?”

Ora, uma marcha pela paz significa uma marcha contra todo o tipo de guerra, contra todo o tipo de violência, contra todo tipo de terrorismo, seja aquele feito por fanáticos religiosos seja o terrorismo de Estado.

Não podemos cair nesse tipo de sofisma populista barato!

Também precisamos conversar um pouco sobre o islamismo.

Criticar o islamismo não é “islamofobia”.

O Islã precisa ser criticado, e precisa aprender a ser criticado, inclusive duramente, com sarcasmo, acidez e violência simbólica.

Como todo radicalismo religioso, o islâmico é retrógrado, brutal, discrimina mulheres, gays, minorias e “infiéis”.

No Estado Islâmico (Isis), quase 4 ou 5 milhões de mulheres vivem sob o risco de amputação genital, porque é nisso que os radicais do Isis acreditam, que a mulher não pode ter prazer.

Como assim não podemos criticar isso?

É islamofobia fazer uma crítica radical a esse tipo de fanatismo brutal e desumano?

Há um agravante. O radicalismo islâmico experimenta, há anos, uma perigosa expansão.

O Ocidente, sobretudo os EUA, têm culpa nisso.

Os países mais laicos do Oriente Médio, Iraque e Líbia, nos quais havia separação rigorosa entre religião e política, e onde as mulheres gozavam de plena liberdade civil, foram invadidos e se tornaram, hoje, focos de fanatismo religioso e terrorismo.

A mesma coisa vale para o Irã. .

O Irã tinha um governo laico e democrático, chefiado pelo primeiro-ministro Mohammad Mossadegh, que nacionalizara as empresas petrolíferas. Os EUA não gostaram e patrocinaram um golpe de Estado, que resultou na ditadura pró-ocidental do Xá Reza Pahlevi (1953-1979), que destruiu a democracia, a liberdade de expressão, o laicismo, criando o caldo de cultura política para um contra-golpe dos aiatolás, a única força política nacional ainda organizada.

Antes da marcha deste domingo, o recorde deste tipo de manifestação pertencia à marcha contra a guerra no Iraque.

As guerras do Ocidente, seus golpes, são quase sempre profundamente antipopulares. Por isso, são organizados em segredo e são alimentadas à base de mentiras veiculadas pela mídia.

Sempre que a política internacional é debatida à luz do dia, ela melhora. Por isso a importância da marcha em Paris. Ela obriga os dirigentes a tirar o debate dos porões dos serviços secretos e levá-lo à opinião pública, à verdadeira opinião pública, não aquela viciada e corrompida por uma imprensa mantida sempre à beira da falência.

Aliás, é interessante observar que o principal ataque às populações árabes, palestinas, africanas, e a pobres de todo mundo, jamais aconteceu nas páginas de um jornalzinho de humor atrevido e esquerdista, como era o Charlie Hebdo, e sim nos grandes jornais sérios, que não publicam charges ofensivas, que mantém um comedimento politica e rigorosamente correto.

Entretanto, interessa aos povos que as mudanças se dêem de maneira pacífica e democrática. A violência apenas interessa aos barões da indústria bélica. A eles, e somente a eles, interessa o terrorismo, porque força os Estados a aumentarem seus gastos militares.

Para a direita, de maneira geral, o terrorismo oferece uma série de vantagens. Ele ajuda a abafar o debate político sobre direitos sociais. Afinal, quem se interessará por discutir esse tipo de coisa diante da ameaça à vida de inocentes? Diante da ameaça da barbárie e do caos?

Para a maioria, para a esquerda, o terrorismo não oferece vantagem nenhuma. Diante do terrorismo, a esquerda encolhe eleitoralmente, e se intimida politicamente.

Mais uma razão para não cometer erros primários, como fazer críticas, algumas delas levianas, outras até mesmo injustas, ao trabalho de desenhistas mortos barbaramente por fanáticos da direita islâmica. Essas críticas, francamente, não tem importância neste momento, e confundem o debate. Fica parecendo falta de solidariedade, falta de respeito, falta de noção, falta de amor à liberdade.

Devemos focar todas as energias na análise das causas que levaram a um ato tão bárbaro. Entre elas, seguramente, está a promoção do ódio, de maneira que não adianta apenas entender a geopolítica.

É preciso reagir sem ódio, sem a tolice de sair distribuindo culpas. Cabe, sobretudo, não culpar as vítimas!

Objetividade, calma, lucidez, tolerância, inteligência, cultura são as únicas armas que possuímos para combater a indústria da guerra, da ignorância, do fanatismo e da morte.

PS: Capa do Charlie desta quarta-feira.

B7LkgfQIEAEhBU4


 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário

Editor em Cafezinho
Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.
Miguel do Rosário

segunda-feira

12

janeiro 2015

121

COMENTÁRIOS

Se você fizer login como assinante do Cafezinho ou usando sua rede social, o comentário será aprovado automaticamente.

121 Comentários em "Porque eu sou Charlie"

Avise-me quando
avatar
Verônica
Visitante

Interessante texto.
Levanta uma boa discussão acerca do tema, o que na minha opinião é o melhor a ser feito nesse momento.

Juliana Roiz
Visitante

amei o seu texto. o melhor que li sobre o assunto até agora. parabéns! :)

katia
Visitante
Bom… Vamos por parte. 1. Charges pra mim (sou formada em artes plásticas e não sou artista) não é arte, especialmente quando faz parte de jornal. É, no máximo, jornalismo! 2. Quando a matéria diz que não se trata liberdade de expressão, mas sobre o direito à vida, leva algum imbecil a pensar que uma coisa anula a outra. 3. Nunca vi tanta gente da direita francesa a favor de Charlie por ver neles a grande chance de capitalizar com a radicalização. Nunca uma charge ofensiva e debochada de Moisés seria permitida. isso nunca seria aceitável pela judeuzada endinheirada da… Read more »
Nanih Junho
Visitante

só digo uma coisa: amocê! Texto maravilhoso. Mas acho que falar mais seria redundância… rs

Mauro Chazanas
Visitante

Bravo!
Um texto maravilhoso.

O retorno
Visitante

Antes os irresponsáveis “humoristas” do Charlie Hebdo insistiam em dizer que seguiam somente as leis da França e não as de Maomé. Hoje alguns deles já não seguem mais as leis da França e talvez estejam neste momento sendo julgados exatamente pelas de Maomé. Ironia.

Luciano Prado
Visitante

Miguel você tem todo o direito de pisar na bola, tem muito crédito. Reconheça que você pegou uma onda ruim. Só não vale insistir nisso. Ainda assim tem todo o direito de continuar pisando na bola. “EU SOU CAFEZINHO”. Aquele do Miguel que todos conhecemos.

Luciano Prado
Visitante

POR O GLOBO COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
15/01/2015 11:27 / ATUALIZADO 15/01/2015 11:31

Papa Francisco: ‘Liberdade de expressão não dá direito de insultar a fé do próximo’

Em viagem pela Ásia, pontífice condena mortes em nome da religião, mas alerta para limites do discurso

Jorge Moraes
Visitante
O ser cartesiano morreu há muito tempo: só se é algo ou alguém, precisamente quando não se pensa. A partir daí, com (alguma) “tinta de galhofa”, a questão de ser ou não ser Charlie, e mais ainda, a urgência de se posicionar de forma clara sobre algo com tanto de circunstancial, assume feitio de falsa questão. Charlie tentava ser defensor dos fracos e oprimidos? Sim, talvez ele pudesse ser o anjo. Com o tempo, passou a portar – simbolicamente, evidente – o “45” que o ex Jorge Ben consagrou em sua canção. Até que um dia, depois de vários “avisos”,… Read more »
Maurilio Gadelha
Visitante

EU SOU O CAFEZINHO, O CONVERSA AFIADA, O VIOMUNDO, O DCM,ETC. E O NASSIF gente processado por afirmar que o jornalismo da GLOBO é tendencioso. No Brasil,A liberdade de imprensa é negada por quem?Por muçulmanos, nazistas, stalinistas, fascistas, palestinos ou judeus?

jose marcos
Visitante

Sinto muito Miguel, não concordo com você, pois o fato de uma pessoa ser barbaramente assassinada não a transforma, automaticamente,num ícone. Se assim fosse, teríamos que dizer, se tal fatalidade acontecesse com um FHC ou Maluf, por exemplo, EU SOU FHC, EU SOU MALUF. As charges do Charlie eram grosseiras, vulgares e debochavam, até de forma pornográfica, das religiões como um todo e não apenas dos fundamentalistas. Eu não sou Charlie, eu sou LUIS NASSIF.

Armand de Brignac
Visitante

Porque você não diz de uma vez por todas: EU SOU LULA !

jose marcos
Visitante

Digo Sr Armand, não tenho nada que esconder: EU SOU LULA. Satisfeito??????????????????????????????????

Sergio Santos
Visitante

Quanta baboseira e hipocrisia. Justifica um preconceito por outro, cometido por Dante, um ocidental, sujeito aos mesmos preconceitos. Mesmo discurso dos lacaios americanos e europeus, aliados da direita raivosa. Não concordo com o Terrorismo, seja de que lado for; mas sou contra charges que ofendem símbolos religiosos, pois se trata da Alma de um povo. Tchau, Cafezinho… retirando de meus Favoritos.

Henrique from Curitiba-Pr
Visitante

EU “quase” SOU O CAFEZINHO; EU “quase” SOU O TIJOLAÇO. Miguel e Brito vocês perderam uma grande chance de terem ficado quietos nesse episódio “Eu sou Charlie”! No máximo poderiam ser criticados por omissão!

Eliseu Leão
Visitante
O bluff da comissão de frente A  comissão de frente da principal coluna da manifestação, que reuniu um milhão de pessoas, ao lado do Hollande, da Merkel, Netanyahu e outros bichos, foi uma das maiores – e sem precedentes – manipulações de sentimentos populares confeccionada para a imprensa-impresa. Não existiu nenhuma comissão de frente. Esses hipócritas estavam à frente de um nutrido grupo de gorilas da segurança. Chegaram, percorreram 100 metros, pousaram para as fotos e clips e bateram em retirada horas antes da chegada dos manifestantes. Não era uma comissão de frente, parecia mais um bloco de sujos do tipo ”o… Read more »
renato
Visitante

Porque não sou Renato.

Vitor
Visitante

Miguel, coloca mais uns 2 posts aí, tá meio parado isso aqui…

Luiz Mourão
Visitante

“Mas eu queria que eles evoluíssem, que mudassem… Ainda estou constrangido pelos atentados à verdade, à boa imprensa, à honestidade, que a revista Veja, a Globo e outros veículos da imprensa brasileira promoveram nesta última eleição.”: O QUÊ?!?!?!?!?!?!
Péra aí!!!
Boff disse isso MESMO?!?!?!?!?!?!
Verdade, boa imprensa, honestidades?!?!?!?!?!?!
De que país esse sujeito está falando?!?!?!?!
E é um “homem de deus”…
Bem, está explicado…

ORRAIO
Visitante

VC não entendeu o que Boff escreveu.

Luiz Mourão
Visitante

Tem razão o amigo, não entendi no momento; entendi agora…
Obrigado!!

gg
Visitante

Je suis Nassif

Marcio Bertoni
Visitante

Lindo texto, Miguel Do Rosario, obrigado! Guilherme Zani, vc deveria ler isso…

REINO DE CLIO
Visitante

O MUSEU NACIONAL FECHOU!

Alô URFJ! Tem alguém vivo ai? O Museu Nacional fechou! Mas não no Reino de Clio! Convidamos todos a visitar este e vários outros museus no link abaixo:

http://reino-de-clio.com.br/Museus.html

gg
Visitante

Vai dar káka…quero ver prender milhoes de internautas…fizeram merda…agora. é como falou o filosofo comandante. Cada cachorro que lamba sua caceta

Czar
Visitante

Eu sabia que ia dar merd@….Tái:

FRANÇA PRENDE HUMORISTA QUE FAZ CRÍTICAS A JUDEUS: http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/166522/Fran%C3%A7a-prende-humorista-que-faz-cr%C3%ADticas-a-judeus.htm

Todo aquele showzinho em favor da liberdade de expressão era apenas para faturar. Aguardo, ancioso, o pronunciamento dos defensores do humor sobre esse caso.

Será que o Benjamin Netanyahu fará passeata para defendê-lo ?!?

A hipocrisia reina nos dias atuais….rs

Armand de Brignac
Visitante
Texto de uma parisiense : Antes de julgar o jornal é preciso conhecer os fatos: O desenhista Maurice Sinet foi despedido do jornal Charlie Hebdo depois de uma coluna publicada 02 de julho de 2010, na qual fez humor sobre uma possível conversão ao judaísmo de Jean Sarkozy (filho do ex-presidente Sarkozy). O desenhista Maurice Sinet fez uma charge fazendo referência ao filho de Sarkozy onde aparece a frase ”Ele acaba de falar que quer se converter ao judaísmo antes de se casar com sua noiva, judia, e herdeira dos fundadores da Darty. ELE VAI FAZER UM GRANDE CAMINHO NA… Read more »
Czar
Visitante

Tá vendo Miguel, é precisa defender estas causas com calma e com a razão.
Esta revista Francesa não é o que parece ser:

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/166631/Cartunista-foi-demitido-de-Charlie-por-piada-'antissemita‘.htm

Miguel do Rosário
Visitante

Essa demissão não significa nada. O cara trabalhou lá por muitos anos.

alice
Visitante

Bravo Miguel! e a confusão conceitual continua. Creio que é porque não temos liberdade de expressão nem de imprensa no nosso país, não sabemos o que seja isto.

Adamastor Xexéu
Visitante

Para muitos, uma charge de Maomé sendo sodomizado, é arte, criatividade…
Quanta bobagem…
Depois, dizem que a Globo fritou o cérebro somente dos coxinhas…Errado, teve mais gente!

Ricardo
Visitante
Não concordo acho que arte não pode ser usada como desculpa para qualquer agressão, pois jamais poderia apoiar uma quadro com a filha de quem escreveu o artigo sendo estuprada e ainda achar que isso é arte…isso seria agressão das mais rasteiras e banais. Arte que ofenda religião alheia e sentimentos pessoais devem ser categorizadas e se for o caso classificadas como agressivas a religião x ou y e não poderiam ter divulgação livre. Arte comemorando o extermínio de judeus???? ou o assassinato de palestinos pelos israelenses isso seria arte??? Ainda acho que meu direito começa quando termina o do… Read more »
Eliane de Luca
Visitante

Com toda certeza, por estes argumentos (que assino embaixo) e por outros mais é que “NÃO SOU CHARLIE”
Abraço.

Joca de Ipanema
Visitante

O Miguel não falou em arte. Falou em liberdade de expressão. Em países livres e democráticos, os ofendidos tem sempre o direito de procurar reparação junto a justiça. O resto e barbárie, não importa qual motivo seja.

Jocilene
Visitante
Discordo também do cafezinho faço vênia ao querido Miguel mas não acho que a Liberdade de um indivíduo possa se sobrepor a outros direitos fundamentais como por ex: o direito a honra. Nós que vivemos em um Estado Democrático de Direito sabemos o quanto a liberdade nos é assegurada e protegida pela Constituição. Mas de fato desenhar Maoemé de forma tão agressiva simulando estupro ou estrela de Davi no orifício não tem nada de engraçado talvez tenha para os franceses ou alguns brasileiros que acham que vale tudo em nome da arte. As pessoas se enganam que o direito a… Read more »
alice
Visitante

Charlie não era um indivíduo e sim uma publicáção! dá para entender a diferença?

Vinicius
Visitante
De minha parte evito, sempre q não cochilo, chamar os outros de burros, idiotas etc. Deixo isso pros Reinaldos Azevedos e Jabôres da vida. Prefiro sempre validar o pensamento contrário ao meu, contrapondo idéias com idéias. Eu iria até mais fundo, recomendando uma espécie de “cristianismo político” – nunca cair na pilha, mesmo se me xingaram, e me manter ao nível das idéias. Assim, saímos do botequim e entramos num espaço construtivo e que capta boas-vontades, e não alimenta raivas e outros sentimentos que não constróem. Isso é inteligência política – de longo prazo, quer dizer, aquela que realmente funciona.… Read more »
Fernando Soares Campos
Visitante
Samba do crioulo doido, Miguel, foi isso que você escreveu. Eu tinha acabado de ler Zizek tratando do mesmo assunto, tive essa mesma impressão, como tive de muitos outros articulistas e “pensadores”, inclusive do tal padre-leigo, ou leigo-padre, sei lá. Mas você foi mais fundo, afinal, creio que os demais não têm o savoir faire do carioca. Concordo contigo quando diz que “…quando alguém sente necessidade de repetir, tantas vezes, que “em momento nenhum, eu quis que os cartunistas da Charlie Hebdo morressem”, é porque no fundo sabe que emitirá uma opinião sectária e idiota.” Aí eu fiquei esperando você… Read more »
natalia
Visitante

Não sou Charlie, nem nunca serei. Tomo o maior cuidado para não ofender crenças em público. No particular discuto muito com crentes (a maioria são familiares). Os não crentes são difíceis de encontrar.
Agora, sou contra matar quem ofende uma crença nossa ou de outrem. O processo cível é a melhor saída. De processo em processo, quebra-se o originador das ofensas.

Solange Barifouse
Visitante

Um contraponto interessante sobre alguns aspectos….

Vinicius
Visitante

Charb, o dono, e Wolinski, um dos principais cartunistas, eram judeus. Associações Árabes na França entraram com ações contra a Charlie Hebdo e não deu em nada. Agora pergunto: vc acha q o Judiciário Francês interpretaria da mesma maneira uma ação contra uma revista dirigida por dois árabes debochando do Holocausto? Não estou dizendo q eles eram sionistas, ou anti-islâmicos, mas o fato é que eram judeus debochando de Maomé. É isso, Miguel, q acho q vc não está ponderando. Quem embarca nessa de Je suis Charlie está aderindo a uma campanha de Luto Seletivo. Tô fora. Não me representam.

Carlos Roberto
Visitante

Pra qual lado não é ofensivo?

Elisa
Visitante

Na França, quando o John Galiano, diz ele que estava bêbado, fez supostas ofensas aos judeus em um restaurante ele foi processado. Então não há essa liberdade total lá não. E, para mim, dizer que os ofendidos devem fazer uma manifestação é não reconhecer que lá como aqui existem estruturas de poder, inclusive judicial e policial, que privilegiam alguns e tratam outros com descaso. Ninguém em sã consciência deve aceitar o terrorismo assim como ninguém deve aceitar que o outro seja ofendido, verbalmente inclusive. Continuo com a sábia frase de Cristo: “Trate o outro como gostaria de ser tratado”.

henrique de oliveira
Visitante

Não tinha 4 milhões de pessoas o numero oficial é de 1 milhão e duzentas mil o premie israelense estava numa ponta e Habas em outra e nem se olharam , o jornal é de propriedade de um judeu , logo as ofensas aos muçulmanos tinha sim a intenção de ofender.Não sou Charlie e nunca serei pois canetas , lápis e teclados podem sim matar e ferir muito mais que uma AK 47.

alice
Visitante

Charb não era judeu e se fosse e daí? o judeu ali era Wolinski,um jovem senhor de 80 anos. Acabo de ver uma chaarge bem violenta sobre o holocausto numa publicação franc^^esa. Fooi censurada? absolutamente!

Joca de Ipanema
Visitante

Aprenda pelo menos a ler a imprensa. 5 milhões foram na França inteira. Em todas as grandes e médias cidades. Em Paris a gendarmerie contou 1,5 mi. Vais dar agora uma de O Globo, manipulando números de manifestações segundo teus interesses? O palestino estava numa ponta e o judeu na outra. Pô. Que argumento pueril!

gg
Visitante

Porque eu nao sou charlie.? Porque eu nao sou manipulado

Vinicius
Visitante

Kkkkkk… Simples assim!

Roberto
Visitante
Estou decepcionado com você, Miguel do Rosário, por não reconhecer prontamente os claros indícios de que esse ataque contra o Charlie Hebdo foi um “false fag”, mas vamos ao mais importante. Até o momento, 54 ataques já foram cometidos contra muçulmanos na França, ataques claramente inspirados pela “Marcha da Paz” que melhor seria chamada de “Marcha dos hipócritas”, pois lá estavam os sionistas Netanyahu, Poroshenko e Sarkozy, todos genocidas, para não falar dos líderes de países integrantes da OTAN, a mesma OTAN que arma e financia os mesmos terroristas takfiri que neste exato momento estão matando inocentes na Síria, no… Read more »
Sidnei Brito
Visitante

Acho que o texto do Rafo Saldaña (autor que não conheço devidamente) não está sendo bem interpretado.
Pelo que entendi, o autor apenas sustenta que a condenação do ato inominável cometido por terroristas não obriga a uma adesão automática aos métodos do jornal.
Há, aqui no Brasil, certas revistas semanais de que não gosto e cujos métodos jornalísticos não aprovo. Se algo terrível lhes acontecesse (coisa que, espero, nunca acontecerá) teriam minha solidariedade contra o ato brutal; mas isso não me faria passar a apoiar seus métodos condenáveis.
Acho que é só isso a questão do “ser ou não ser” Charlie.

Visitante

Porque não sou Charlie?
Remédio pro ódio é o amor… Mostrar a outra face e nunca revidar e muito menos provocar quem quer que seja…
Respeito e canja de galinha não fazem mal a ninguém…
Agora repudiar ataques covardes de terroristas alienados com o “nada”, isso sim é totalmente oportuno.
Tolerância gente

Visitante

A análise mais completa e lúcida que li. Parabéns, Miguel! Fiquei vários dias sem conseguir acessar teu blog, não sei o que houve. Agora voltou “ao ar”.

Henrique from Curitiba-Pr
Visitante

Muito blá-blá-blá para ficar no “nem sim nem não” e “antes pelo contrário”, se necessário também no “vice-versa”! Seria muito melhor para “O Cafezinho” e “O Tijolaço” (por extensão!) ficarem na omissão como se nunca tivesse ocorrido esse episódio de TERRORISMO POLÍTICO em Paris no qual os dois irmãos mulçumanos e o pessoal do Charlie foram bodes expiatórios, cada qual à sua maneira, para bem servir os objetivos da alta política internacional! Entendeu Miguel do Rosário?

jp
Visitante

Acho q ele nunca se informou sobre quem controla os extremistas do secto takfiri… Os mesmos que estavam nessa marcha idiota…

sergio bonilha
Visitante

oi miguel,

vê-se que você escrevia bem exaltado dessa vez, o texto está uma miscelânia…

mas, como esse assunto é bem complexo – tenho certeza de que você sabe disso – solicita a perspicácia que costuma lhe acompanhar; releia o post, verá o tom agressivo de alguns parágrafos que pouco ajuda na discussão…

atenciosamente,
sergio bonilha

Cláudio Pereira
Visitante
“je ne suis paz miguel”. Análise equivocada a sua. Sou totalmente contra os assassinatos. Sou totalmente contra o terrorismo. Sou totalmente contra o humor incorreto, o preconceito, o escárnio contra qualquer crença – inclusive a crença de não crer. Não sou “charlie” e não sou “miguel” nesse texto seu. Caso você ache que a presença do BiBi na primeira fila de uma pequena manifestação ultra-guardada (não a grande, a do povo) é correta, mude para Israel e comece a aplaudir o bombardeio de Gaza do camarote perto do mar. Ou então mude para a França para poder comprar o Charlie,… Read more »
Isadora Bonder
Visitante

Pbén pelo texto Miguel Do Rosario!

Francisco de Assis
Visitante
VIVE LA LIBERTÉ DE EXPRESSION DE TOUS LE MONDE . “Os dois (Benjamin Netanyahu e Mahmoud Abbas), lado a lado, criam um símbolo que constitui um belíssimo gesto de paz.” . Com esta assertiva poética, Miguel do Rosário abre um futuro de esperança para os palestinos em Gaza e na Cisjordânia. Depois deste “belíssimo símbolo”, só falta agora a Faca e o Pescoço se sentarem à mesa em Tel Aviv para assinar o Tratado de Paz, com as fronteiras originais da partilha da Palestina. . Só para lembrar: a penúltima vez que os sionistas e palestinos (Yitzhak Rabin e Mahmoud… Read more »
Jaide
Visitante

Li em dois sites estrangeiros que o Holande pediu ao Bibi para não comparecer ao evento. Embora tenha concordado com o pedido, o israelense foi e perfilou-se bem na comissão de frente. E ainda estendeu sua permanência em Paris. Poderoso, não?

PS: Pouca informação sobre o suicídio do policial francês que investigava o caso. Também não li ou vi nada sobre as cerimônias fúnebres. Os mortos da Charlie Hebdo ainda não foram enterrados?

Francisco de Assis
Visitante
Jaide . O que diz Janio de Freitas sobre o “belíssimo gesto de paz”, como citado por Miguel: . “A fileira simbólica …. Dos 25 presidentes e primeiros-ministros na primeira fila, não preenchem cinco dedos os que estejam isentos de envolvimento com algum tipo de violência grave, não sejam coautores da difícil situação do seu país, e não sejam suspeitos de estar ali menos por sinceridade do que por proveito político e eleitoral. Neste caso incluído o próprio e patético presidente francês François Hollande. . Olhar para aqueles chefes nacionais é ter a percepção antecipada do insucesso a que estão… Read more »
jp
Visitante
Olá meu amigo! Você está enganado embora esteja bem intencionado. Quanto a essa demissão isso mostra tudo… Libertinos e suas idéias, pena que com o rabo preso com os judeus. Querem protestar a favor da liberté sendo que a liberté foi negada ao cartunista deles. Irônico não? Liberdade de expressão é um conceito absoluto e ilimitado? Pra que as leis não é mesmo? E outra… Quando você ridiculariza o profeta dos caras você não está combatendo nem o ódio nem a violência dos grupos radicais, e sim, incitando cada vez mais ódio e preconceito que servem de motor para esmagar… Read more »
Euler
Visitante

O fato do meu comentário estar “aguardando a moderação” não seria uma forma de censura? Que, aliás, eu concordo (com essa forma de “censura” ou mediação), mas que contradiz o discurso do direito à plena liberdade de expressão da arte e da palavra.

Euler
Visitante

Insisto: por que meu outro comentário, anterior a este, continua aguardando a moderação, e este, com poucas linhas, foi aprovado automaticamente? O critério é pela quantidade de linhas escritas? Interessante…

Euler
Visitante
Longe de mim querer justificar o assassinato covarde de qualquer pessoa, jornalista ou padre ou cidadão comum. Mas, – e esse MAS não é para justificar ou contradizer o que acabei de afirmar – chamou-me a atenção a grande adesão da população francesa às manifestações de solidariedade aos jornalistas do Charlie Hebdo. E por que isso me chamou a atenção? Por que este ato condenável de terroristas contra pessoas indefesas acontece toda semana em várias partes do mundo. Os países ricos da Europa, a França incluída, patrocinam e apoiam, sob o comando dos EUA, centenas de atos de terror de… Read more »
Carlos Trindade
Visitante

quem nunca viu humor ofensivo?… aqui mesmo no brasil?

Messias Franca de Macedo
Visitante
” (…) Frantz Fanon e Edward Said analisam brilhantemente esse processo de desumanização do oprimido e o modo como isso é uma ferramenta vital para possibilitar a opressão sem que o opressor se sinta culpado. Em muitos casos, o opressor acredita que está ajudando esses “selvagens”, libertando-os do seus costumes bárbaros e religiões barulhentas, ensinando-lhes a serem civilizados, democráticos, comerem com garfo e faca e ouvir Mozart. É o tal “fardo do homem branco”, uma abominação retórica feita de arrogância, ignorância e às vezes até um pouco de boa intenção por parte de algumas pessoas que compram esse discurso. (…)… Read more »
Carlos Trindade
Visitante
Luciano Prado
Visitante

Excesso de obviedade e algumas imprecisões sobre o direito a liberdade de expressão. Peço perdão ao moço por nâo ter ido até o final do texto.

Jaide
Visitante

E por falar em liberdade de expressão, os “pacifistas” da OTAN estarão em Washington no próximo mês para definir ações contra o extremismo (palavras do Obama). A principal delas tem a ver com a Internet, o controle dessa poderosa rede de comunicação direta. Na esteira do clamor, da adesão maciça ao “Je suis Charlie”, pretendem alvejar a liberdade da internet. Um golpe de mestre.

Gouvan Cavalcante de Magalhães
Visitante

A fé, todas as fezes, desculpem o ato falho, e a pieguice vai levar o mundo a guerra. Os do capital vão mais uma vez faturar alto. Aquele desfile em Paris, com aquela comissão de frente, foi mesmo sinistro. Merecia uma bela charge, eu os faria todos esqueletos, desfilando no Inferno de Dante, claro a turma do Chalie Hebdo faria melhor. Tomara que sobre uma praia para eu, nós ateus, tomarmos um último banho de mar antes de virarmos pó. Amem.

Mauricio Gomes
Visitante
Pois bem, eu não sou. É lógico que não há nenhuma justificativa civilizada para a eliminação covarde de seres humanos, seja em Paris, na Palestina ou aqui no Rio. Mas será que se alguma revista publicasse agora uma charge ironizando a morte dos cartunistas isso seria considerado “liberdade poética” ou de expressão? Ou então uma charge “ironizando” os fornos crematórios nazistas repletos de judeus? Isso pra mim não é arte, tanto quanto as charges que o jornal fazia. Uma coisa é criticar as religiões, os políticos, etc. Isso pode e deve ser feito. Outra é, direta ou indiretamente, propagar o… Read more »
gg
Visitante

Show. Porque – charlie ebdoo deve ser criticado. Leuam no 247. Muito bom.
Voce café. Se dobrará no oitavo circulo. Aposto 10 contra um

Sandra Francesca de Almeida
Visitante

Parabéns, parabéns! Pela lucidez e pela coragem. Moi aussi, je suis Charlie. E como sei o que isto representa, não preciso sair por aí dizendo: Je suis Baga, e etc, etc. Isto é mais do que óbvio. Obrigada por este texto, Miguel Do Rosario.

gg
Visitante

Voce esta confundindo liberdade de imprensa com libertinagem de imprensa. E nao adianta rebuscar.sinto muito . Mad . Continuo nao sendo charlie

gg
Visitante

Simplesmente – eu nao sou charlie. Seus contratempos sao frageis. Sinto muito. Mas . Eu continuo nao sendo charlie

Regina Vieira
Visitante

ousar na ofensa e no desrespeito p q? em nome da liberdade de expressão? vale tudo…

Manoel PeTralha
Visitante

100% apoiado. O melhor texto até o momento relativo ao brutal assassinado do profissionais do Charlie Hebdo.
Parabéns, Miguel!

Sônia Thiesen
Visitante

A análise mais completa que li. Excelente, Miguel!

Heitor
Visitante

Eu sou Santiago Andrade. Vítima da manipulação da mídia nas manifestações de 2013.

Heitor
Visitante

No próximo ato terrorista, quando explodirem um ônibus, uma lanchonete, uma escola, quero ver a repercussão da mídia. Este caso só perde para 11 de setembro.

Os honrados chargistas podem tudo. Ninguém pode questionar as suas babaquices.

Não estou aqui fazendo nenhuma apologia ao terrorismo, por favor.

Messias Franca de Macedo
Visitante
… E se ao invés de mandar a Excelentíssima Senhora Dilma Rousseff “tomar no c.”, em plena abertura da Copa do Mundo, algum xiita movido pelo PIG resolvesse dar um tiro na presidente da República?! Atentado instigado pela aposta nos habeas corpus do “supremo” gilmar mendes e na blindagem conferida aos que destilam ódio contra o PT! As avenidas de Paris teriam sido o espelho das de Brasília?! ‘Os(as) jornalistas amigos(as) dos patrões barões da nossa grande MÉRDIA nativa’ fariam algum tipo de mea culpa?! Como teria sido a edição do programa global ‘FimTrágico’?! E a do *’JN’?! E a… Read more »
Darci Almeida
Visitante

Eu não sou Charlie Hebdo, eles não me representam e nem a a liberdade de expressão. Sou humanista, africano, palestino, europeu, americano. Somos todos iguais. apenas humanos.

Martim
Visitante
Miguel, sobre a crítica ao islamismo, acha mesmo que se a religião ou a cultura deles afirmar que a mulher não pode sentir prazer cabe a nós interferir com críticas? Digo, o debate sobre as culturas agressivas em determinado pontos já foi pauta constante na ONU, devemos ou não interferir. Por exemplo se você crítica ou islamismo por isso cética também as culturas africanas onde a mulher quando nasce é costurada em sua parte genital e só será aberta por meio de uma faca com seu marido na fase adulta. Digo isso é barbárie total, tamanho sofrimento causado por essa… Read more »
alcarpinteiro
Visitante

Uma charge nunca justificará um assassinato, mas o Charlei Hebdo faz o papel do sujeito que conta piada em que os outros é que são ridicularizados. Muito cômodo. É o ofensor que se ofende quando a vítima se diz ofendida. Que tal combinarmos que da próxima vez que Danilo Gentili contar uma piada com um negro, um gay, um feio ou uma feminista, nós exibimos um cartaz dizendo “Eu sou Gentili!”?
Não contem comigo. Eu prefiro exibir o cartaz “Respeito é bom e eu gosto!”.

Rogério
Visitante

Danilo Genitili está muito preocupado que a falta de seu apoio. De tão preocupado com sua não adesão, ele ele não vai dormir está noite!

Helder
Visitante

Você é Roger ou Rogério?

Helder
Visitante

Ou que tal se algum idiota conclamar a volta da ditadura, diremos “eu sou Bolsonaro?”.
Claro, desde que não seja no programa do Jô.

jose neves
Visitante
Tres pontos: 1 – A livre expressão deve ser total, irrestrita e indecomponível, certo? Mas como entender a louvada presença de Netanyahu – ultra direita israelense – e impedir a presença dos Le Pen – ultra direita francesa – na manifestação contra o terrorismo, cerceando a sua (deles) liberdade de manifestar-se contra o atentado? Não há nisto um viés político procurando evitar o crescimento local dos Le Pen, demonstrando que a livre expressão depende muito de quem vai e de quem vem? 2 – Dante certamente não foi estripado pelos muçulmanos porque, a época, na Europa, os católicos é que… Read more »
Juba
Visitante

Agora estou igual ao São Tomé.
Pergunta: e se não foi um ataque de terroristas islâmicos?

Cecilia Corrêa
Visitante

Gosto muito da matéria mas tem uma coisa que fiquei sem entender e se alguém puder me esclarecer eu agradeço: como se sabe que o ser retalhado era Maomé? Dante cita isso? Obrigada.

Cecilia Corrêa
Visitante

Gosto muito da matéria mas tem uma coisa que fiquei sem entender e se alguém puder me esclarecer eu agradeço: como se sabe que o ser retalhado era Maomé? Dante cita isso? Obrigada.

O Cafezinho
Visitante

sim, alguns versos depois, ele diz que se trata de Maomé. “Or vedi com’io mi dilacco! vedi como storpiato è Maometto”. Há toda uma literatura sobre isso. Obrigado pela pergunta.

Roberto Oliveira
Visitante

… E Mossad.

Roberto Oliveira
Visitante

Tô bem de boa de ser Charlie. Já tem manipulado demais dando suporte a política terrorista da NATO/USA.

Mário
Visitante
Miguel, quase me convenci a ser também Charlie Hedbo, depois que li seu texto. Isso se deu, principalmente, pelo argumento de que a arte não deve sofrer qualquer tipo de restrição. Ocorre que esse tipo de raciocínio não pode prescindir de outro, de que toda regra tem uma exceção. No caso do do texto a que L. Boff fez referência para não se considerar Charlie Hedbo, a exceção está no fato de que se a revista tivesse sofrido algum tipo de reprovação (uma advertência que fosse) sobre as charges ofensivas publicadas a respeito do Islã, quando fora acionada judicialmente por… Read more »
Miguel do Rosário
Visitante

Não para isso que existe “manifestação”?

Mário
Visitante

De que adianta garantir o direito do cidadão ofendido, em fazer manifestação em frente ao prédio da revista, se não lhe é garantido valer-se das vias institucionais para que sejam coibidos os abusos praticados em nome da arte?

Miguel do Rosário
Visitante

há vias institucionais, mas há sociedades que não consideram que haja “abuso” em caso de livre expressão artística.

Miguel do Rosário
Visitante

Mas se pode reagir sempre. Se há liberdade, pode-se fazer uma manifestação política em frente à revista.

jose neves
Visitante

Hmmmm…isto parece a ideia neo liberal de que o próprio Mercado corrige as suas difunções…

Miguel do Rosário
Visitante

Não, se houver calunia usa-se a justiça. Se for apenas um desenho provocante, a manifestação.

Mário
Visitante

Então vc concorda que o direito de manifestação artística não é absoluto.

alvaro braz maciel
Visitante

Porque eu não sou Charlie Hebdo
Vi uma charge que eles desenharam um arabe de 4 com os testículos pendurados e uma estrela de davy em cima do cu . Me deu nojo. o Cara que fez isto tinha certeza que não ia ser punido por tamanha ofensa a um povo. Ninguem tem o direito de ofender desta maneira ,como também minguem tem o direito de tirar uma ou mais vidas para cobrar uma putaria desta com nome de arte

Miguel do Rosário
Visitante

E daí? Se fosse charge contra judeu ou católico seria nojento da mesma forma. Tem que aceitar a charge. É charge. Além do mais, o texto deixa bem claro. Não importa a crítica. Temos que nos unir em prol do direito à vida e à liberdade. Os fanáticos que não gostam da charge, então não olhem para ela. Tem coisa pior na internet contra tudo e todos.

AlceuCG
Visitante

É mesmo o Miguel do Rosário quem está argumentando e respondendo? Você censurou um comentário meu, portanto esta sua posição é pura hipocrisia!

Miguel do Rosário
Visitante

estou liberando tudo. vou ver se seu comentário foi para o spam

Miguel do Rosário
Visitante

não está lá. sempre salve o comentário no wordpad ou notepad

Roberto
Visitante
Não concordo com o que voce escreveu. Não se pode, em nome de uma suposta liberdade de expressão, ofender a quem voce quiser, isso em primeiro lugar. O mundo islâmico vêm sendo ofendido diariamente e era uma questão de tempo para quem alguns extremistas executassem algum atentado. O dia chegou. Em segundo lugar, talvez até mais importante de tudo que vejo fora das discussões, é o fato de se pretender que culturas diferentes pensem da mesma forma. Normalmente um Estado pressupõe uma cultura, usos e costumes aplicados em um território demarcado. Atualmente os Estados não tem mais território. O que… Read more »
Miguel do Rosário
Visitante

O mundo islâmico vem sendo ofendido? E os milhões de mulheres, gays e minorias que vêm sendo ofendidos pelo mundo islâmico?

jp
Visitante
Opa, resposta etnocêntrica. Como se no mundo ocidental já não houvesse bastante preconceito e agressão a essas minorias muitas vezes também de forma sistemática e institucionalizada. Por conta disso agora vai partir pro vale tudo com a cultura dos caras atacando o maior ícone religioso deles? Não justifica. Existem outras formas de atacar esses problemas que não é exclusivo somente do mundo islâmico, no caso do desrespeito a essas minorias. Portanto este seu argumento não achei válido. No mundo ocidental ainda acho mais nojento ainda pois os ataques e os preconceitos contra as minorias existem sob a fachada de falsa… Read more »
Vitor
Visitante

Concordo com você Miguel…
Temos o direito sim de criticar o mundo islâmico, ainda mais com tantos direitos humanos sendo feridos sistematicamente…

Jaide
Visitante

Somente no mundo islâmico tantos direitos humanos são sistematicamente ofendidos?
Sou mesmo desinformada. Achava (na verdade ainda acho) que nessa seara o mundo ocidental tem muitos pecados e, por conta disso, devia ser menos pródigo em suas acusações aos outros neste e em outros quesitos.

Vitor
Visitante

Quem disse somente foi você, não eu…
O que concordei com o Miguel e continuo concordando é que a forma de tratamento que dão a mulheres e gays é lamentável…

Miguel
Visitante

Quem disse “somente”? Em todo lugar!

Visitante

O MEU CONSELHO É DE QUE NOS BRASILEIROS, NÃO DEVEMOS NOS METER COM CONFUSAO DELES, PQ NAO SENAO VAI ACABAR SOBRANDO PARA NOS, ACHO QUE RELIGIÃO DEVE SER RESPEITADA, AQUI LA OU EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO.

Joao Vieira
Visitante

Parabens pela CLARIVIDENCIA, Miguel

Giovani
Visitante
Miguél, Não compartilho da sua visão de que, em nome da arte, se pode tudo. Os tempos são outros…Comparar a liberdade poética de tempo atrás, quando Dante compunha os seus versos, é simplificar demais a análise do atual mundo complexo. Na época de Dante havia escravidão de povos inteiros e isso era “normal”, TODAS as mulheres eram apenas objetos na maioria das culturas e crianças não passavam de “adultos pequenos”, com árduos e pesados afazeres. Definitivamente, meu caro, o mundo, desde a época de Dante, evoluiu e as excrescência citadas acima quase não acontecem mais, e quando acontecem são duramente… Read more »
Gilmar Antunes
Visitante

Em nome da arte, até acredito que possa. Pra mim, o que não pode é a instilação ao ódio, a apologia ao preconceito, usando a arte como ferramenta. Se se restringisse à arte, ficaria só nesse campo e quem se responsabiliza por ela é o próprio autor, não uma sociedade inteira.

wpDiscuz