Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Desconstruindo Roberto Romano, um udenista de meia tigela

Por Miguel do Rosário

23 de novembro de 2011 : 16h59

(Roberto Romano, professor de ética na Unicamp e PHD em udenismo midiático)

Os jornais de hoje trazem um ataque udenista triplo. Roberto daMatta publica o mesmo artigo no Globo e no Estadão, intitulado Mentira & Politicagem. Outros dois flancos são cobertos por Roberto Romano, no Estadão, com USP e corrosão do caráter, e José Neumanne, no mesmo jornal, com Quem tem medo da mentira?.

Os três artigos parecem afinados no mesmo diapasão. São pomposos, confusos e arbitrários. Neumanne é o mais pomposo, DaMatta o mais confuso, Romano o mais arbitrário. Imagino os três vestidos de toga como senadores romanos, rostos severos, imprecando contra os últimos excessos da plebe. Falarei aqui dos textos de Neumanne e Romano. O daMatta eu analisarei em outro post.

Não me estenderei muito em relação a Neumanne. Seu artigo aliás tem uma grande virtude, que o redime: critica violentamente a disposição de alguns juízes do Supremo Tribunal Federal para destruir as provas da Operação Satiagraha, aquela que serviu para condenar o banqueiro Daniel Dantas (mas que depois foi “descondenado”).

Mas é interessante comentar ao menos um trecho, porque ele repete o chavão goebbeliano de que o ministro Lupi “mentiu” no Senado.

Não será a verdade um valor positivo a ser perseguido também no Estado Democrático de Direito? A pergunta ganha força quando se sabe que no mesmo dia o País foi informado de que o chefão do Partido Democrático Trabalhista(PDT) – no qual Dilma militou –, Carlos Lupi, mentiu com loquacidade e desfaçatez. E, ao desmentir, mentiu mais numa vez, desmoralizando a natureza redentora da mentira, consagrada no mais popular e sagrado dos livros, a Bíblia.

Eu não sei o quanto Lupi é mentiroso, corrupto e depravado. Atenho-me exclusivamente ao fatos e ao que ele disse no Senado. Lupi jamais disse que não conhecia Adair Meira. Ele disse que não tinha relações, que não possuía vínculos, mas ressaltou que poderia sim se encontrado com ele em algum evento. Esse é o fato. Esse é o ponto que vem sendo descaradamente manipulado. Repito: não sei se Lupi disse mentiras em todo o resto de seu depoimento, mas o que a imprensa vem discutindo é essa afirmação específica. Daí temos colunistas construindo teses filosóficas inteiras em cima de uma acusação injusta e inconsistente. Daí que é para falar de mentira e verdade, nesse caso específico, a imprensa tem vendido, e repetido ad nauseam, até convertê-la em verdade absoluta, que Lupi teria dito que não conhecia Adair, e depois desmentido, dizendo que o conhecia sim. O próprio Adair confirmou que não tinha qualquer relação com Lupi.

As pessoas fingem desconhecer a realidade de um político tradicional como Lupi, que é de lidar com dezenas de pessoas diariamente, saltitando daqui para lá sem mesmo saber direito para onde vai ou de onde vem, ou com quem irá se encontrar. Um ministro, ou melhor, um quadro político, é durante boa parte de seu tempo, uma peça sendo movimentada por forças políticas que lhe fogem ao controle. Nem falo isso para desmerecer ou justificar Lupi. É uma realidade inevitável, visto ser humanamente impossível um quadro das altas esferas políticas manter o controle de sua própria agenda.

Pois bem, falemos agora do artigo de Roberto Romano, que é (se me permitem lhes servir uma gordurosa sequência de adjetivos) pedante, melancólico, confuso, sem criatividade, covarde, manipulador e… mentiroso.

Romano faz um ataque vil ao militante político, praticando uma generalização, com perdão da palavra, simplesmente idiota. Partindo de um autor norte-americano (claro, uma teoria dessa só poderia vir de lá), Romano incorre naquele insuportável erro acadêmico de esquematizar a realidade, como se esta fosse um “case” a ser estudado numa sala de aula.

Nem sempre os autores não tem culpa das interpretações estúpidas de suas obras, e não sou especialista em Sennet para desculpá-lo ou não, mas é preciso entender que a sociologia nunca pode se pretender examinar a realidade da maneira leviana como faz Romano. Devemos, claro, submeter a realidade a nosso escrutínio intelectual, mas apenas sob a luz do bom senso. As teorias sociológicas servem para nos dar uma base, um apoio, nunca para fechar nosso campo de visão a seus conceitos.

Vamos destrinchar e analisar por partes o artigo de Romano. Minhas observações estão em vermelho:

Movimentos como os descritos por Sennett conduzem milhões às ruas para exercer pressão sobre a sociedade e o Estado.

Mas pouco ou nada fazem diante de descalabros ocorridos na economia, no Judiciário, no Executivo, nos Parlamentos. A identidade maior deixa de ser a cidadania e se transfere para instâncias que defendem particularidades.

Veja aí que exemplo de desonestidade intelectual. Como alguém em sã consciência pode botar todo tipo de manifestação popular no mesmo saco! Há tempos não via tamanho ato de irresponsabilidade científica. Que movimentos são esses que conduzem milhões às ruas? E como assim eles nada fazem diante dos descalabros da economia, etc? Em 2002, pouco antes do início da guerra no Iraque, milhões foram às ruas em todo mundo, num ato que a história jamais esquecerá em favor da paz e contra as mentiras e a manipulação das notícias. Nos EUA, tivemos manifestações belíssimas em favor dos direitos civis, contra o racismo, contra a guerra do Vietnam. DaMatta não entende nada de ciência política. Com a burocratização da política institucional, que foi um processo meio que inevitável, os partidos perdem o monopólio da “participação política”, ao mesmo tempo em que ampliam o seu poder sobre a “representação política”. A “participação política”, que é uma instância de poder presente desde os primórdios da democracia no planeta, transfere-se para a sociedade civil, que a exerce através das manifestações populares.

Naturalmente, nem sempre as manifestações populares tem bandeiras corretas, ou encaminhadas corretamente, mas isso não importa; mesmo erradas, elas representam um sentimento popular, que tem um valor político fundamental.

Romano esquece ainda que uma das características mais originais da democracia americana, e que marcou desde então um avanço importante no próprio conceito global de democracia, as minorias são constitucionalmente protegidas contra os desejos às vezes tirânicos da maioria. Os fundadores da democracia americana pensavam em proteger os ricos, que eram naturalmente uma minoria, contra os excessos democráticos de uma maioria ansiosa por mudanças políticas; mas ao longo do tempo, essa teoria serviria para defender qualquer minoria: negros, deficientes físicos, pessoas ou grupos especiais; a receita deu certo, no sentido de conferir segurança legal e moral a todos os grupos minoritário dos EUA, o que, ao fim, gera segurança coletiva universal, visto que o universal em política nada mais é do que o conjunto de suas minorias.

Sennett respeita os referidos modelos intimistas, mas também mostra o quanto sua pauta é unilateral e autoritária, tiranizando seus adeptos. A corrosão do caráter é potencializada quando os grupos e indivíduos assumem o perfil da militância.

O militante padrão, por mimetismo, sacrifica normas éticas, sociais e política sem proveito de seu movimento, visto por ele como a fonte última dos valores. Todos os demais âmbitos seriam movidos por interesses escusos. A maior parte do material histórico e sociológico usado por Sennett vem dos EUA e da Europa.

Outra estupidez teórica, uma esquematização truculenta, uma forçação de barra. Ao criar um “militante padrão”, Romano violenta a realidade, que é obviamente complexa, rica, contraditória. Há militantes corruptos atuando em causas nobres. Há militantes honestos atuando em causas corrompidas ou equivocadas. Cada caso é um caso.

No Brasil, temos um campo mais complexo. Aqui, longe de permanecerem distantes e hostis aos poderes públicos, lutando contra eles na concorrência para dominar indivíduos e grupos, movimentos sociais mantêm excelentes tratos com os governos e Parlamentos. Eles sabem aplicar ventosas nos cofres estatais (as ONGs…) de modo a expandir suas forças, mas guardam a retórica contrária ao Estado.

A busca de verbas põe a militância ao dispor de partidos políticos hegemônicos. O militante exerce seu fervor de tal modo que, em pouco tempo, pratica o que suas doutrinas condenavam ou condenam. O militante, cujo caráter foi corroído, julga que os interesses sociais alheios à sua pauta são “burgueses”, “abstratos”, “conservadores”.

A desonestidade intelectual de Romano não tem freios. Os movimentos sociais não tem “excelentes tratos com governo e parlamentos”. Isso é mentira. Pergunte aos movimentos sociais se tinham excelentes tratos com o governo FHC, ou se tem com o governo de São Paulo? Ou se tem, de maneira geral, com as milhares de prefeituras, câmaras de vereadores, assembléias legislativas e governos estaduais, espalhados pelo país? Em sua grande maioria, os movimentos sociais enfrentam grande oposição, às vezes brutal, às vezes criminosa, das instituições do Estado. Os movimentos sociais tem boas relações com os governos que ele apóia, o que é um fator democrático de amadurecimento, que deve ser comemorado, e não condenado. Um movimento social que não distinguisse um governo de outro estaria sendo sectário e exercendo, como se diz, a política pela política, sem pensar nos fins a que se propõe. O governo Lula/Dilma, portanto, constitui uma exceção na longa noite de raios e trovões que tem sido a relação entre movimentos sociais e o Estado. As forças conservadoras sentem-se profundamente incomodadas com o fato do governo petista adminstrar com inteligência (embora nem sempre com justiça) a sua relação com os movimentos sociais. Estão acostumadas com a truculência. Com seu jeitinho escorregadio, aliás, o texto de Romano prega a violência contra os movimentos sociais, afinal se eles não são legítimos e se seus militantes não passam de agentes políticos corrompidos e inúteis, nada mais correto que descer o cacete nesses depravados!

Quanto a buscar os partidos, trata-se de uma tendência absolutamente saudável, em alguns casos, por parte dos movimentos sociais, e a crítica de Romano neste ponto é revoltantemente contraditória. Ora ele critica os movimentos sociais por agirem por fora das vias constitucionais, ora ele os critica por fazerem-no. Decida-se!

Aí ele diz que “o militante, cujo caráter foi corroído, julga que os interesses sociais alheios à sua pauta são “burgueses”, “abstratos”, “conservadores”. Ora, que simplificação imbecil! Em primeiro lugar, ele fala em “caráter corroído”, como se houvesse uma regra para isso, ou como se essa corrosão não pudesse acontecer em qualquer outra esfera social ou institucional. Nas academias, por exemplo. Tenho parentes e amigos na academia que me garantem que se trata de um ambiente altamente corrosivo quanto ao “caráter”. O próprio Romano, com sua desonestidade intelectual crônica, é um exemplo vivo.

Ele se imagina autorizado a manter em lugares estratégicos oligarcas exímios na arte de roubar os cofres públicos. Na superfície, movimentos como a UNE (e suas subsidiárias) arvoram palavras de esquerda. Mas dão suporte às mais retrógradas forças políticas. Líderes estudantis que ontem lutavam contra a corrupção, ao subirem ao poder de Estado, guardam excelentes relações com oligarcas truculentos. Entre as manifestações contra Fernando Collor e o realismo de hoje não existiria, para a esquerda oficial, nenhum elo.

Aí vai mais um exemplo de infâmia. Os líderes estudantis não guardam “excelentes relações” com oligarcas truculentos. Romano novamente entra em contradição. Ele quer o quê? Que o movimento estudantil defenda a luta armada contra o Sarney? Ora, esses “oligarcas truculentos” foram eleitos pelo voto popular, não podemos confundi-los, se é que temos alguma vaga noção de ciência política ou respeito pela democracia política, com coronéis aliados da ditadura militar. As pessoas podem até ser as mesmas, mas as circunstâncias mudaram completamente. As manifestações contra Fernando Collor ocorreram no marco de circunstâncias políticas e econômicas absolutamente particulares, e pelo jeito ainda não foram estudadas suficientemente pelos cientistas políticos. Collor foi eleito pela mídia, que mentiu descaradamente acerca do que ele representava. Ou Romano esqueceu disso? Collor não tinha partido. Ele ganha as eleições a partir de um processo midiático gigantesco de mitificação de sua pessoa, de um lado, e demonização da esquerda, de outro. Quando o país viu quem era Collor, quando os estudantes adquiriram uma certa consciência política do que ele significava, eles foram às ruas para derrubá-lo. Foi um movimento bonito, responsável, pacífico e consciente. As mesmas qualidades que tem os estudantes para “não” repetir essas manifestações quando não há razão para isso. Afinal é preciso inteligência para saber a hora de se manifestar e saber a hora de não se manifestar. É muita hipocrisia de Romano elogiar uma e não a outra. É como se ele se pretendesse o grande guru ideológico e político do movimento estudantil.

Os valores antes repetidos qual ladainhas são ditos “bravatas” pelos que aderiram à razão de Estado corrompida. A militância é processo corrosivo a ser notado em todas as profissões.Em todos os setores da vida social e política ela dissolve valores efetivos em prol dos dirigentes demagógicos e de suas aliança sem proveito próprio.

A que assistimos na USP nos últimos dias? Lutas contra o arbítrio autoritário dos oligarcas? Denúncias de corrupção política (que lesa milhões de brasileiros em termos de educação, saúde, cultura, ciência e tecnologia)? Batalhas contra a falta de democracia nos grandes partidos, nos quais os dirigentes são donos das alianças, das candidaturas, dos cofres, sem ouvir as bases? Movimentos contra o privilégio de foro,algo que faz de nosso Estado um absolutismo contrário à República? A pauta dos militantes, professores e alunos é alienada em todos os sentidos, da marijuana ao populismo rasteiro.

Romano usa o que aconteceu na USP, uma confusão dos diabos originada na incapacidade para o diálogo do governo paulista, começando por sua imposição de um reitor que a universidade não queria, para fazer uma odiosa generalização para todo movimento social brasileiro? Cada revolta popular nasce de uma situação específica, e a beleza da política reside no fato de que, nos desejos mais particulares de um grupo, muitas vezes se encontra o fio condutor para um interesse universal. Quando aquela senhora negra se recusou a ceder seu assento a um branco, num ônibus de uma cidade no sul racista norte-americano da década de 60, e foi presa, ela não protestava contra a corrupção, contra os dirigentes partidários, ela protestava contra uma injustiça específica, mas de sua revolta particular deflagrou-se uma espiral de manifestações em todo os EUA em prol do fim do apartheid racial e pelos direitos civis de todos os americanos. Em cada revolta local e particular, repito, encontramos o gérmem de um anseio coletivo e universal.

Militantes fazem sua revolução em escala micrológica contra o reitor, mas os dirigentes nacionais do movimento estudantil negociam apoio aos donos do poder, os verdadeiros soberanos.

Romano, os donos do poder são os donos do dinheiro, não os dirigentes políticos eleitos pelo voto do povo. Uma hora você critica os movimentos por atuarem por fora das instituições, outra hora você os acusa por se articularem, de maneira democrática e pacífica, junto às instituições políticas constitucionais. Na verdade, você criminaliza ambos: o movimento social e a instituição política democrática. Trata-os como dois mafiosos; em oposição ao quê?; ah, a imprensa livre… Ora, imprensa livre, instituição política e movimento social, tem mais é que dialogar democraticamente. Desse jogo de pressões, nasce a democracia moderna.

Aviso aos bajuladores do petismo: a noção de caráter é velha como o saber humano e foi estudada, sobretudo, por um pensador “burguês”, Immanuel Kant.

Frase desnecessariamente agressiva, quase preconceituosa. “Bajuladores do petismo”? Por que radicalizar o debate dessa maneira? Não poderia simplesmente dizer “simpáticos ao petismo”? A troco de quê esse filósofo de araque agride a grande maioria do povo brasileiro que tem votado em governos do PT? O resto da frase é uma pedância infantilóide típica do neoconservadorismo tupi, e que tem um forte aroma de complexo de inferioridade. Ao se referir a Immanuel Kant como “burguês”, entre aspas, Romano pretende contrapor a esquerda à filosofia clássica? Ora, Kant é respeitadíssimo em qualquer meio intelectual, seja qual for a cor ideológica desse grupo.

Para ele, o caráter é “marca distintiva do ser humano como racional, dotado de liberdade”. O caráter”indica o que o ser humano está preparado para fazer a si mesmo”. Dentre as técnicas para a corrosão do caráter, as drogas são as piores.

Ã? Que cambalhota interessante. Inicia fazendo uma citação descontextualizada e, por isso, vazia, do grande filósofo alemão, e termina fazendo uma condenação generalizante e moralista às drogas. Está certo, as drogas corróem o caráter, mas acrescente aí, no rol das drogas, o uísque, o jornal nacional, e os artigos de Roberto Romano.

É irresponsabilidade ética afirmar que elas não prejudicam os usuários ou “ajudam a melhorar a imaginação nas artes e nas ciências”. A leitura de pesquisas como a de Alba Zaluar,sobre a indústria das drogas, traria prudência aos seus apologetas nos câmpus. Militantes sempre ignoram e combatem a liberdade e a dignidade alheias, basta ver as multidões que apoiaram tiranias modernas, do fascismo ao stalinismo. Hoje, na USP, a militância aposenta a busca de “mudar o mundo”.

Bem, não li ninguém até agora dizer que as drogas “não prejudicam os usuários”. Em primeiro lugar, o que se discute aqui é a maconha, e não as drogas de maneira geral. Aconselho Romano a assistir mais palestras de Fernando Henrique Cardoso, o grande líder nacional (e agora, até internacional) em defesa da legalização da maconha. Ninguém diz que a maconha não prejudica o usuário. O cara fica doidão e evidentemente aquilo o prejudicará de alguma maneira. O que se discute é até onde um regime democrático tem direito de proibir que um indivíduo fume um cigarro de maconha com base na premissa de que esta o prejudica. A maconha já foi liberdada na Argentina e em dezenas de estados americanos. O jovem vai ao cinema e seus ídolos estão todos lá, na telinha, fumando maconha sem culpa. Alguma coisa está errada. E que raios de frase é essa: “Militantes sempre ignoram e combatem a liberdade e a dignidade alheias, basta ver as multidões que apoiaram tiranias modernas, do fascismo ao stalinismo.” Ora, e as grandes manifestações pela liberdade que assistimos nos anos 60? E as grandes e emocionantes manifestações nos países árabes, em prol da democracia e da liberdade? Romano não está regulando bem.

Sobramos coquetéis Molotov para a defesa do nada, da irrelevância absoluta, da morte.

Para vocês verem como o sujeito não tem caráter. Os estudantes acusam a polícia de ter “plantado” coquetéis molotov na reitoria, apenas para desmoralizá-los, e eu tendo a acreditar neles, mesmo que eu não tenha aprovado o que eles fizeram. De qualquer forma, é outra infâmia inacreditável pretender associar “coquetéis molotov” a um contexto de militância social e política onde a maioria esmagadora age de maneira pacífica.

Quanto a algo ser de uma “irrelevância absoluta”, é um conceito absurdo e autoritário. Nada é absolutamente irrelevante. Francamente, não entendi o vocábulo usado ao fim do artigo. Seria um anacoluto? Ou ele está chamando os estudantes da USP de pertencerem a seitas satânicas e que defendem a morte de tudo, todos, até de si mesmos? Francamente, eu acho que Romano anda fumando alguma coisa. Como não deve ser maconha, porque leu no livrinho da Alba Zaluar que não é boa, imagino que deve ser algo bem exótico. Talvez um cipó amazônico?

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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serge

25 de agosto de 2012 às 22h51

muito interessante sua coerência, e a forma como detectou algumas falhas no artigo de romano…me pergunto se não levou a coisa toda do lado pessoal também…

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