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Haddad critica monopólio da comunicação

Por Miguel do Rosário

08 de novembro de 2013 : 23h45

Bom sinal. A fala de Haddad é uma demarcação político e ideológica importantíssima, vinda de um quadros mais importantes do PT, visto que é prefeito da maior cidade do país.

Haddad diz que não vai tolerar ‘terrorismo’ de ‘monopólio da comunicação’

Prefeito afirma que ‘império’ tenta difundir desinformação e avalia que oposição a reajuste do IPTU chegou até a quem terá isenção. ‘Não podemos ter uma sociedade monolítica em que só alguns falam’

por Gisele Brito, da RBA publicado 08/11/2013 16:22

Prefeito entende que campanha de desinformação leva cidadão beneficiado a se queixar do IPTU
São paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou o que ele chamou de “monopólio da comunicação no país” hoje (8), ao defender seu governo e, especialmente, o projeto de revisão da Planta Genérica de Valores, que reajusta o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).

Segundo Haddad, graças a “desinformação” e“terrorismo” até pessoas que serão beneficiadas pela mudança na cobrança do imposto se sentiram injustiçadas – pelo projeto aprovado na Câmara, 33% ficarão isentos de pagar IPTU e 8% terão redução no tributo.

Com as mudanças, os imóveis na região central terão os maiores reajustes médios, enquanto distritos na periferia terão aumento menor e redução do imposto. Aposentados que ganham até três salários mínimo, terão isenção total de IPTU.

Diante de uma plateia que se autodenominou “aqueles que o elegeram”, durante cerimônia de sanção da lei que amplia o Programa VAI – voltado à promoção cultural para jovens da periferia –, o prefeito disse que falta liberdade de expressão no país. “Nós não podemos ter uma sociedade monolítica em que só alguns falam. E esses alguns têm o pensamento único e só o pensamento deles que vale. Tudo que difere do que eles pensam está errado”, disse. “É o império da comunicação, querendo ditar a política pública em São Paulo. Mas comigo isso não vai funcionar.”

O prefeito citou medidas adotadas por sua gestão e que ele considera estruturais, como a renegociação da dívida com a União, a criação da Controladoria Geral do Município, a vistoria de contratos e a criação de faixas exclusivas de ônibus. “O povo vai compreender na hora que chegar o carnê (do IPTU) o senso de justiça do projeto que foi aprovado pela Câmara, apesar da desinformação, do terrorismo que foi feito esse tempo todo. Mas a consistência do projeto se impõe, porque nós temos um rumo para a cidade.”

No último dia 5, o juiz Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, suspendeu o aumento do imposto. O magistrado alegou que a votação na Câmara Municipal não cumpriu os ritos necessários de participação popular. Ontem, a administração petista pediu que o juiz reconsiderasse a decisão, e, no entanto, o agravo foi negado.

O projeto sancionado prevê que o reajuste do imposto em 2014 será de até 20% para imóveis residenciais e até 35% para comerciais. Nos anos seguintes, os valores que ficarem acima dos tetos serão repassados ao imposto com tetos de 10% e 15%, respectivamente.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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7 comentários

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Geraldo Amorim Filho

10 de novembro de 2013 às 12h16

Só a sacanagem que a FALHA, digo, folha fez está semana já merece ser vista como o monopólio da mídia faz o que bem entende. Por isso estão com medo das últimas notícias da CASA ROSADA!

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Suzana De Souza Leão

09 de novembro de 2013 às 16h56

Bravo! o/

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Walter Pinto

09 de novembro de 2013 às 15h19

tá na hora de alguem peitar essa gangue organizada pela globo, fsp e veja q tão a um passo de darem novo golpe de estado no brasil, tem que ir pra cima desta mafia organizada em conjunto com dem psdb

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Carlos Mendes

09 de novembro de 2013 às 09h55

A grande mídia que serviu e se beneficiou da ditadura, virou partido politico representante da massa cheirosa. Regulação da mídia e direito de resposta já.

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Augusto Pinheiro

09 de novembro de 2013 às 05h33

Ainda bem que pelo menos esse coloca o trem nos trilhos. Chega de covardia e subserviência. O Brasil e a democracia exigem isso.

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Flavio R. Cavalcanti

09 de novembro de 2013 às 03h44

Não entendi o verbo “tolerar” no título, uma vez que não existe no texto — nem com aspas, nem sem aspas.

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Mario Alexandre Teixeira

09 de novembro de 2013 às 02h25

A votação obedeceu os trâmites legais ou não ? A matéria não dá a resposta.

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