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Investimento estrangeiro bate recorde em novembro

Por Miguel do Rosário

19 de dezembro de 2013 : 11h32

A informação apurada pelo blog Cartas Persas, de que o investimento estrangeiro direto (IED) bateu recorde em novembro, implica que o mundo está acreditando no Brasil. IEDs são investimentos em produção, não especulativos, e portanto não esperam retorno no curto prazo. São investimentos de quem acredita no potencial econômico do país.

Os dados confirmam que, a depender do resto do mundo, nosso desenvolvimento está garantido; agora só resta nossos próprios capitalistas acreditarem no país, o que será difícil se não diversificarem as fontes de suas informações. De qualquer forma, estamos chegando a um momento econômico em que o empresário nacional que não acreditar e não investir no país, acabará perdendo dinheiro. Perderá, sobretudo, oportunidade.

Os estrangeiros estão aí, acreditando, construindo novas fábricas no Brasil, enquanto a Fiesp está preocupada em… promover a candidatura de seu presidente e atrapalhar a vida do prefeito da capital de São Paulo.

*

No blog Cartas Persas

Investimento estrangeiro direto em novembro bate recorde para o mês

Capital produtivo vindo do exterior somou US$ 8,3 bilhões, aumento de 81% em relação ao mesmo mês do ano passado

Os dados de novembro do Balanço de Pagamentos do Brasil vieram acompanhados de um tom de velório, digno de uma grande catástrofe, por conta do déficit de US$ 5,1 bilhões no saldo de transações correntes. De fato, o resultado não foi bom, e há motivos para preocupação. Mas há também motivos para comemorar: o investimento estrangeiro direto (IED) atingiu US$ 8,3 bilhões, maior marca da registrada na história para o mês de novembro, aumento de mais de 80% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Assim, no acumulado do ano, o IED chegou a US$ 57,6 bilhões, e até o fim do ano deve passar a marca dos US$ 60 bilhões pelo terceiro ano seguido.

Assim, o mandato de Dilma terá sido o período com maior investimento estrangeiro produtivo da história. E ainda falta mais um ano para terminar sua administração.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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8 comentários

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Frederico Carvalho

21 de dezembro de 2013 às 00h54

Pode ser, Cafezinho…mas há dificuldades. Trazer tecnologia, por exemplo: se uma multinacional se instala aqui sem que o governo seja sócio pelo menos igual, capaz de impor condições do interesse nacional, normalmente com importante ajuda federal, com tecnologia que o Brasil não domina, o que acontece em seguida? Nenhuma empresa do país nunca mais dominará a tecnologia e entrará no ramo da empresa estrangeira que entrou. Foi o que ocorreu no tempo de JK, quando, fortemente incentivado o ingresso de multinacionais do ramo, de fato o Brasil abdicou para sempre de jamais vir a ter qualquer indústria automobilística nacional. A Coreia do Sul, que era bem mais pobre que o Brasil então, não caiu neste conto e tem a grande indústria veicular que tem hoje, respeitada no mundo todo. E o Brasil já detinha incipiente indústria veicular instalada por Vargas…que foi forçada a fechar! Foi o entreguismo no mais alto grau! Repito que estou do lado d’O Cafezinho no corajoso jornalismo que pratica a favor do nosso país e contra seus espoliadores internos e externos, entre os quais, na frente interna, o complexo Globo e o resto da mídia enganadora, que não passa de trombeteira de mentiras e falsas teorias neoliberais que beneficiam unicamente o 0,1% de patifes que lhe dão ordens.

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O Cafezinho

20 de dezembro de 2013 às 20h43

pode ser, frederico. mas em tese é bom, é dinheiro entrando para investimento produtivo, gerando emprego e trazendo tecnologias para cá.

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Frederico Carvalho

19 de dezembro de 2013 às 18h09

Mesmo investimento estrangeiro direto (FDI) pode ser ruim: por exemplo, compra de terras para agricultura industrial (tem acontecido muito), compra de empresas brasileiras, mineração, indústrias nas quais o país não domina a tecnologia, entre muitos outros. Ademais, o ingresso de divisas obriga à emissão de reais e o “investimento” pode ser fraudulentamente exagerado, com outras finalidades. Mas estou do lado dO Cafezinho, a favor do Brasil.

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O Cafezinho

19 de dezembro de 2013 às 15h39

Investimento estrangeiro direto é do que falamos aqui. Só para fins produtivos.

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Frederico Carvalho

19 de dezembro de 2013 às 15h33

Tal investimento é muitas vezes deletério e deve ser proibido. Aliás, o investimento estrangeiro só deve ser permitido em casos especiais, sujeitos a duro escrutínio. “Investimento” externo na bolsa e em outras especulações deve ser repudiado de plano.

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Vitório Passos

19 de dezembro de 2013 às 14h16

QUE HORROR!

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Ninguém

19 de dezembro de 2013 às 11h55

Oi, Miguel.

A título de curiosidade, o IED do período FHC inclui o dinheiro da privataria, certo?

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    Miguel do Rosário

    19 de dezembro de 2013 às 12h41

    Sim, claro.

    Responder

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