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O esvaziamento de Marina Silva

Por Miguel do Rosário

21 de março de 2014 : 12h09

O dado mais impressionante observado na pesquisa Ibope divulgada ontem é o acelerado esvaziamento das intenções de voto em Marina Silva.

A ex-ministra tinha 21% das intenções de voto em outubro do ano passado (na mesma época, Dilma tinha 39%), caiu brutalmente par 14% em novembro, e agora tem 12%, situando-se abaixo de Aécio Neves.

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A íntegra da pesquisa Ibope pode ser lida aqui.

Vale a pena também dar uma olhada nessa tabelinha montada por Maurício Dias, para sua coluna na Carta Capital, comparando pesquisas dos diferentes institutos. Observe que Dilma tem acima de 62% dos votos válidos em todos.

 

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Outro fator intrigante na pesquisa é a estagnação de Eduardo Campos. Todos os analistas políticos achavam que, ao se unir a Marina Silva, suas intenções de voto iriam disparar. Tanto é que o próprio entregou à Marina um certo poder de “veto” às alianças que ele mesmo, Eduardo, vinha costurando há meses, quiçá anos. Aconteceu o contrário. Em outubro de 2013, mês no qual apareceu com grande destaque na mídia, em virtude da filiação de Marina Silva a seu partido, o PSB, Campos tinha 10% das intenções de voto. No mês seguinte, contrariando as expectativas de que iria “herdar” os votos de Marina, o pernambucano caiu para 7%. E agora, na pesquisa de março de 2014, se mantém em 7%.

A pesquisa é péssima para a oposição, porque mostra Dilma pairando olimpicamente na liderança, elegendo-se tranquilamente no primeiro turno, e com uma base eleitoral consolidada nas regiões mais pobres, nas cidades menores e junto às camadas mais humildes da população. Esse eleitorado é muito menos volúvel que a classe média ou público de grandes cidades.

Entretanto, Dilma também voltou a liderar na classe média, no sudeste e nas grandes cidades. Repare que Dilma tem 32% junto àqueles que ganham mais de 5 salários, contra 24% de Aécio e 10% de Eduardo Campos.

Outras tabelas do Ibope:

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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4 comentários

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J Ferreira

23 de março de 2014 às 10h29

No caso do adultério, que você fala, é pelo fato deles traírem quando ainda estava casado com o PT. A separação veio depois da traição.

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Rainédson Freire

21 de março de 2014 às 20h15

Ambos se merecem: São dois adúlteros que quando estiverem de casamento com o PT estava tudo bem. De repente ambos se separaram e passaram a discunjurar o PT e aliados…Ora coerência é fundamental no ser humano. É por isso que ambos não decolam, NEM COM A MIDIA ARREGANHADA PARA ELES…

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Antonio

21 de março de 2014 às 15h18

Não sei porque, mas foi universitário que votou nela. Talvez seja por não terem experiência.Agora 4 anos mais tarde talvez amadureceram, e viram que a realidade é outra.

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Eliana

21 de março de 2014 às 13h20

Eduardo Campos é um traidor.
Marina Silva anda com Heráclito Fortes e” Bohausen” para fazer a nova política.
O povo não é burro.
O povo observa as atitudes dos políticos traidores, sabe quem está do seu lado, e quem está contra.
A Marina é uma decepção. Nunca imaginei que ela se venderia , se aliaria com o que há de mais reacionário
na política brasileira.
Não duvide, o “Partido Rede in(Sustentabilidade ), vai morrer antes de nascer.
Os poucos que caíram no conto da Sereia da Osmarina, já estão caindo fora.

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