Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Gilberto Carvalho e as vuvuzelas

Por Miguel do Rosário

22 de maio de 2014 : 15h44

Vários leitores pediram para que eu não ficasse tímido, e usasse a oportunidade de falar pessoalmente com o ministro Gilberto Carvalho, titular da secretaria-geral da Presidência da República, para dar uma prensa no governo na questão da comunicação.

Na medida do possível, eu dei.

Em bate papo realizado nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, usei minha fala para passar um recado claro: o Brasil vive um apagão na comunicação, que por consequência se converte num apagão político. Boa parte dos distúrbios que vemos nos últimos meses refletem esse problema.

Lembrei ao ministro que o problema da comunicação se desdobra na economia. Contei-lhe a metáfora do corretor de imóveis. O mundo, aí incluindo os brasileiros, vê o Brasil através da mídia, já que as pessoas não têm condições de conhecer todos os lugares do país mesmo que passassem a vida inteira viajando e estudando nossos gráficos.

A mídia tem de mostrar nossos problemas, fazer críticas, mas tem a obrigação de mostrar nossas potencialidades. Ao não fazê-lo, ela age como um corretor de imóveis que mostra apenas os defeitos de um apartamento, mas não abre a janela para mostrar uma vista espetacular. Essa vista é nosso futuro, são nossas reservas de petróleo, a agricultura mais moderna do mundo, abundância de água, todo o tipo de recursos naturais, nosso clima, nossas praias, uma população jovem e empreendedora, etc

Também usei a oportunidade para criticar a precariedade da internet no Brasil. Tudo bem, não há correlação de forças para aprovar neste momento uma lei de mídia, embora eu ache que nunca teremos essa correlação se o governo não entender a sua importância e não participar da luta política. Mas o governo, ao menos, podia investir mais na infra-estrutura de banda larga no país. O programa lançado por Paulo Bernardo, há alguns anos, revelou-se um fiasco.

Contei ao ministro sobre minha experiência no Encontro Nacional dos Blogueiros, em São Paulo, do qual participou o próprio ex-presidente Lula. Disse-lhe que conheci blogueiros maranhenses que estão transformando o debate político no estado, e isso numa região onde a maioria dos acessos é por conexão discada! Pedi-lhe que, já que o governo tem medo de falar em regulamentação da mídia (não usei essas palavras), que olhasse para a infra-estrutura da internet no país.

Eis o vídeo com minha intervenção e a resposta do ministro (que na verdade, tentou responder, mas não conseguiu, tanto é que foi rápido). Continuo em seguida.

Gilberto Carvalho é gente boa, isso todos sabem, até mesmo o segurança com quem eu conversei no saguão do quarto andar do Planalto, enquanto aguardava o início do bate papo, ao som das vuvuzelas. Carvalho disse que acompanha os textos do blog e que ficou feliz em me conhecer. Quero acreditar nisso, porque isso mostraria que, não só eu, mas as pessoas que comentam neste blog estão sendo ouvidas (às vezes inutilmente, mas sendo ouvidos, o que é um primeiro passo) pela cúpula do governo.

Ao final da conversa, que contou com a presença do editor da Carta Maior, Joaquim Palhares, sentado a meu lado, e do editor do Jornal GGN, Luis Nassif, sentado logo em seguida, tiramos foto ao lado do ministro. Brincamos que a imprensa iria nos atacar de novo, chamando-nos de “camaradas”. Carvalho fez uma cara de preocupado, como quem não tinha pensado nisso, e disse “pois é, essas fotos tem esse problema”. Mas eu o tranquilizei e disse que estava tudo bem.

Essas picuinhas da imprensa serão esquecidas um dia, mas a minha foto ao lado de um grande cara como Gilberto Carvalho ficará para sempre.

Entretanto, confesso que não fiquei muito entusiasmado com minha visita ao Planalto, nem com o bate papo com Gilberto. Quer dizer, é um bom sinal que eles queiram ouvir os blogueiros e tal, mas por outro lado talvez haja um bocado de demagogia em tudo isso.

Carvalho está lançando o Participa.br, um portal que traduz o desejo do governo de ouvir mais a população. O conceito é extraordinário, e até por isso é daquelas ideias que só acreditamos quando estiver funcionando e depois que avaliarmos seus resultados. Sem contar que, sem uma internet banda larga disseminada em todo o país, como existe hoje nos EUA, em toda a Europa e quase toda Ásia urbana, parece mais uma dessas ideias burocráticas de governo para fingir que está fazendo alguma coisa “moderna”.

Ao lado de Carvalho, havia um burocrata que encheu a boca para falar que o Participa.br era uma iniciativa tão boa, tão orgânica, que não tinha .gov. Como se isso tivesse alguma importância!

O ministro não respondeu minha pergunta sobre o “apagão na comunicação”. Falou que o governo se preocupa em melhorar a infra-estrutura de internet, está fazendo alguma coisa no Amazonas, e só.  Ele deixou bem claro a sua preocupação, quase paranoia, em não melindrar a imprensa, em não transmitir a ideia de que o governo pensa em “censurar” conteúdo, mostrando que quase ninguém no governo está preparado para o debate em torno da democratização da mídia.

A palavra chave para fugir dessa armadilha, ministro, é “pluralidade”. Todos no governo deveriam repetir essa palavra várias vezes por dia, para a terem sempre na ponta da língua. Outra é “concentração”. A terceira é “constituição”.  Ao governo cabe estimular a pluralidade e combater a concentração dos meios de comunicação, porque é isso que consta em nossa Constituição e é isso que os países avançados têm feito. Leiam o recente relatório da União Europeia, segundo o qual os países que não fomentarem e financiarem a pluralidade na mídia, com ênfase na mídia política, e não combaterem a concentração, a propriedade cruzada e os monopólios, não poderão sequer fazer parte da comunidade!

O cuidado de Gilberto, no entanto, não adiantou muito. Horas depois, os jornalões publicavam manchetes dizendo que Gilberto “culpava a imprensa” pelos atrasos na Copa.

Além do mais, o tal portal lançado é uma iniciativa que só irá durar alguns meses se o governo não ganhar as eleições, pois duvido que Aécio Neves daria continuidade a um projeto ainda incipiente, ainda sem reconhecimento popular, e tão simbolicamente ligado ao governo atual.

Fora que, aqui entre nós, não entendi nada. O projeto todo me pareceu um tanto confuso – mas isso deve ser culpa minha. Além do portal, acho que tem alguma coisa a ver com desburocratizar a relação entre governo e Ongs e Oscips. E se tem uma coisa que não entendo, nem quero entender, é ong e oscip. Não porque eu seja contra ongs e oscips. Se forem boas, sou a favor. Mas porque nessa vida a gente não pode entender de tudo, e essa não é, definitivamente, a minha praia.

Outra coisa que me decepcionou foram as vuvuzelas. Vocês me acharão pueril em gastar tinta com isso, mas eu fiquei triste com aquele buzinaço do lado de fora do Planalto. Era um grupo de uma dúzia de sindicalistas ou, mais provavelmente, contratados por sindicalistas, que ficavam tocando vuvuzelas, e o som chegava forte lá dentro.

O Gilberto comentou o buzinaço com naturalidade, falando algo sobre democracia, mas eu penso diferente. Um palácio de governo é como um hospital. Ninguém faria buzinaço perto de hospital, certo? Eu sou um entusiasta pela democracia. Meu livro de cabeceira é Democracia e seus Críticos, do Robert Dahl, e por isso mesmo eu acho que deveríamos respeitar profundamente os ambientes onde se formulam as decisões políticas soberanas de um país. A troco de que meia dúzia de pessoas se dão o direito de atazanar o trabalho que se faz ali dentro, por causa de um demanda salarial talvez importante, talvez não, mas sempre corporativa?

Uma coisa é fazer uma manifestação ali perto. Outra coisa é contratar duas ou três pessoas para tocarem vuvuzela o dia inteiro em frente ao Palácio do Planalto. O fato do Planalto achar isso normal me parece uma visão mesquinha, quase acovardada,  do que seja democracia. Ora, o silêncio necessário para uma tomada de decisão, para o nascimento de uma ideia não é importante? Não é ali que são tomadas decisões que podem impactar o país não apenas para os próximos anos, mas às vezes para os próximos séculos?

Querem fazer barulho, usem o gogó! Qual será o próximo passo, fazer uma rave diante do Palácio? E ninguém vai fazer nada?

Acho que estamos desenvolvendo uma ideia bisonha de democracia. A criminalização da política, a campanha sistemática de desqualificação do trabalho do Congresso e do Executivo, estão começando se introjetar nas próprias autoridades. Elas próprias parecem agora achar que não valem muita coisa, e que merecem ser torturadas, durante o dia inteiro, com buzinaços corporativos.

Eu não sou importante. Sou apenas um blogueiro. Mas estava ali, no saguão do Planalto, enquanto aguardava o início do debate, querendo pensar alguma coisa importante sobre o Brasil. Não pude. Apenas fiquei ao lado de um segurança, companheiro de infortúnio, olhando pelo grande vidro da janela, tentando identificar as duas pessoas que manipulavam aquelas malditas vuvuzelas.

Ele me disse que era assim quase todo dia, o que me deixou estarrecido. Não estou falando de “jornadas de junho”. Estou falando de gente contratada por algum dos milhares de sindicatos, sediados em Brasília ou não, que ficam diante do Palácio do Planalto fazendo buzinaço, por horas, todos os dias! Os mais atormentados, naturalmente, são os seguranças e trabalhadores do Planalto, que passam o dia inteiro ali.

Não seria o caso de baixar uma norma proibindo buzinaço diante do Palácio. Seria uma violação à democracia? É isso a democracia? O direito de fazer buzinaço dia e noite diante do Palácio de Governo, nem que seja só de sacanagem?

Democracia não é isso. Com certeza não é isso!

Voltando ao portal, uma coisa que eu não disse ao ministro, mas que digo agora: uma das armadilhas da internet é a facilidade com que podemos lançar um “portal”. É lindo e emocionante! Sobretudo para quem o faz pela primeira vez. O mais sedutor é o custo. Gasta-se quase nada e se obtêm um resultado inicial fabuloso. Duzentas mil pessoas entraram e participaram do portal, disse o ministro, ou funcionário a seu lado.

Acontece que isso não adianta muito se não houver produção continuada de conteúdo de qualidade, e a consolidação de um processo ao longo dos anos.

O mais importante, para aumentar a participação da sociedade na formação das políticas públicas, é dar-lhe uma infra-estrutura melhor de internet. O governo tem de fazer investimentos em banda larga da ordem de dezenas de bilhões de reais. Fazer portal é legal, mas sem banda larga é empulhação. Não tem impacto sequer simbólico (quanto mais político)  junto aos milhões de internautas.

A Abreu Lima está custando R$ 40 bilhões? Ok, legal, mas também não tem impacto simbólico. E tem impacto político negativo, por causa da manipulação da mídia.

Já o investimento maciço para melhorar a internet brasileira, levando banda larga de qualidade para regiões que hoje só conhecem internet discada, e aumentando a banda nas regiões metropolitanas, iria impactar diretamente a qualidade de vida das pessoas. Todos ganharíamos tempo. Melhoraria inclusive o transporte urbano, pois poderíamos baixar aplicativos para saber a melhor hora de sair de casa.

Seria o prego final no caixão da oposição, ministro!

Agora que o marco civil foi aprovado, uma iniciativa neste sentido, com a grandeza que ela merece, seria mais importante que uma lei de mídia!

foto (1)

Foto da janela do Palácio do Planalto. No grupo do outro lado da rua tinha duas vuvuzelas que ecoavam infernalmente dentro do Planalto.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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16 comentários

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ramoom

24 de maio de 2014 às 21h11

Bom noite, amigos!!! Vamos continuar, juntos, combatendo as manipulações e mentiras do PIG? Curtam e compartilhem: https://www.facebook.com/Brasilantipig

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Alessandro Dantas

23 de maio de 2014 às 23h48

Altamiro
Acredito que neste provável segundo mandato, Dilma entrará de sola nestas espinhosas questões que ficaram engessadas durante seu primeiro mandato.
Nada de omeletes, nem comemorações com barões da mídia tradicional.
E o establishment sabe que se não vencer em outubro, a coisa vai ficar feia.
Acredito a princípio na troca de 2 ministros que estão emperrando e afundando este governo: Bernardo Plim-Plim e Zé da Justiça.
Aguardemos e sempre alertas!

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renato

23 de maio de 2014 às 18h11

Rosario, não adianta o Governo fazer um “BLOG”…
Nós queremos participar d um grupo, onde saibamos que somos ouvidos ” lidos”, já nos basta…
Nossa opinião…
Comecei a dois anos atras participando de comentários de BLOGs, no começo apanhei muito, o pessoal, coloca a gente nas rédeas, e depois você se semte participe de algo importante..
É assim que eu penso.
DILMA 13 2014.

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renato

23 de maio de 2014 às 18h08

Rosário, parabens, você parece mineiro..
Come quieto….e na veia..
parabens…

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elizabeth pretel

23 de maio de 2014 às 15h11

Alguém ficou sabendo sobre o que o rola, digo, reinaldo azevedo disse hoje na folha? Pelo que se lê, foi atingido, pois a reunião com os Blogueiros deixou-o “indignado”, “meteu o pau” no Gilberto Carvalho.

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Zilda Rodrigues

23 de maio de 2014 às 14h26

Concordo com você Miguel. Parece que caímos de um extremo a outro. Da ditadura para o democratismo. Tudo cabe dentro do conceito de democracia. Vale o “é proibido proibir”, que na minha modesta opinião não é muito democrático. Tantas medidas que foram adotadas e que já merecem ser rediscutidas. Não para acabar com elas, mas para saber se é isso mesmo, se no modelo que está aí funciona e beneficia a todos: categorias profissionais, cidadãos, sociedade…Cito como exemplo as “greves” intermináveis de servidores das IFES – sem nenhuma consequência; as eleições diretas para dirigentes das IFES, das diretorias de departamentos das IFES, das polícias….Desde 1988, já se passaram muitos anos e essas questões deveriam ser rediscutidas para ajustes, eventuais mudanças nos processos ou o que for necessário. Em suma: para aperfeiçoar esses processos porque em quase 100% dos casos é o cidadão comum, a ponta vulnerável da sociedade que fica com os prejuízos.
PS: candidatei-me a contribuir com seu blog porque admiro muito seu trabalho. Agora, mudou de novo a forma de participar da manutenção do blog. Quem já está na modalidade antiga vai ficar como? Vamos assinar agora, por enquanto fica assim mesmo, como é?

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Paulo

23 de maio de 2014 às 07h25

Olá, Miguel!
Vou ocupar um pouco do seu tempo relatando um problema que acabei de constatar clicando em um dos links do blog o`cafézinho.
O link em questão é o da Cynara Menezes. Ao clicar no link, não consegui abrir o blog e um alerta do meu anti-vírus soou. Tentei por outro navegador, e aconteceu a mesma coisa.
Sei que a culpa não é do seu blog. Porém, faço um alerta e peço para que repasse à Cynara e à todos os blogueiros independentes e parceiros na luta pela democratização jornalística: em tempos de eleições, e constante desinformação midiática inútil, os blogs “sujos” mais uma vez correm o risco de serem atacados pelos soldados cybernéticos da oposição.
Sou um leitor assíduo desses blogs, e acredito que, infelizmente, esses espaços de opinião sejam os únicos contrapontos políticos/econômicos/sociais disponíveis para quem ainda usa a cabeça para pensar, e não para separar as orelhas.
Não bastasse encher os olhos e ouvidos da população com tanto lixo midiático, ainda tentam calar àqueles que conseguem se destacar no combate diário ao monopólio da imprensa-empresa.

Parabéns pelo blog e pela lucidez com que o conduz.
Atenciosamente,

Paulo Gama

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    Miguel do Rosário

    23 de maio de 2014 às 13h40

    Já falei com a Cynara. Ela está tentando resolver.

    Responder

Mauro

22 de maio de 2014 às 20h21

Uma pergunta pertinente Miguel,
recentemente assisti no Discovery Civilization ao Franklin Martins numa série muito boa sobre presidentes africanos.No episódio 1 tem até a aparição do Lula.
Por que o Franklin Martins não está no governo, foi decisão dele ou da Dilma, e por quê?

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Porto Filho

22 de maio de 2014 às 18h45

O Governo deveria dar o exemplo, mas será difícil com uma SECOM cheia de jornalistas que são anti Lula e anti Dilma, declarados e descarados.

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anac

22 de maio de 2014 às 18h19

De gente boa e bem intencionada o inferno está cheio. Exigimos mais, muito mais. É hora de avançar. Acabar com a estagnação.

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Altamiro

22 de maio de 2014 às 16h52

Miguel,

Você é um dos jovens blogueiros mais lúcidos que vejo escrever. Tão lúcido que duvido que a turma do PT vai te ouvir. Não que existam pessoas lúcidas naquele partido, mas é que a maestra que conduz este país pensa diferente e todos vão no seu embalo.

Dilma quando foi na sede da Folha de São Paulo logo no início de seu mandato já demonstrou que não tentaria quebrar esse monopólio da mídia que já serviu para desestabilizar governos populares como do Getúlio, JK e Jango.

Acho que o fato dela ter lutado contra a ditadura, pela democracia, criou um obstáculo em qualquer propósito de quebrar essa estrutura viciada e canalha que se criou com essa mídia.
Ela parece que criou uma armadilha mental ao seu redor.

Esses caras nunca tiveram compromisso com a democracia. Eles apoiaram um sistema que excluia as pessoas de melhorarem de vida. PONTO!

Vejo o PIG defendendo todo tipo de ação dos EUA. Os EUA colocaram neo-nazistas na Ucrânia e lá vem a mídia nativa aplaudir!

Lula e seu imenso carisma popular acovardou o PT, parece que é isto. Só quando eles perderem o mandato é que vão ver o quanto se acovardaram em não terem mudado este estado de coisas que vemos no país.

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Stella Mares

22 de maio de 2014 às 16h48

VOTO MIGUEL DO ROSÁRIO PARA LIDERAR A SECOM!!! NÃO TEM OUTRO MAIS COMPETENTE E LÚCIDO DO QUE ELE, MINHA GENTE!!!

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    Miguel do Rosário

    22 de maio de 2014 às 17h00

    Não exagera, rs!

    Responder

      ari

      22 de maio de 2014 às 19h42

      parece exagero, mas também parece uma excelente idéia!

      Responder

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