Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Confira íntegra do relatório do Datafolha

Por Miguel do Rosário

03 de julho de 2014 : 12h26

Reproduzo textos e relatório publicados no site do Datafolha.

Em mês marcado por Copa, Dilma recupera preferência de eleitores

A presidente Dilma Rousseff (PT) recuperou pontos na corrida presidencial ao longo de junho – mês de realização da maior parte da Copa do Mundo – e, se a eleição fosse hoje, teria 38% das intenções de voto, índice que mostra avanço na comparação com pesquisa realizada na primeira semana de junho (quando 34% optavam pela petista) e estabilidade quando comparado aos resultados obtidos no início de maio (37%) e abril (38%). A preferência por seu nome neste momento, no entanto, ainda é inferior à obtida no início de fevereiro (44%), no primeiro levantamento realizado pelo Instituto Datafolha em 2014.

O adversário mais próximo de Dilma, Aécio Neves (PSDB), ficou estável entre junho e julho, oscilando de 19% para 20%. Em maio, o tucano também era apontado por 20%. Ele é seguido por Eduardo Campos (PSB), cujas intenções de voto haviam caído de 11% para 7% entre maio e junho e agora também mostram recuperação, alcançando 9%.

A candidatura do pastor Everaldo Pereira (PSC) segue estável, com 4%, e em seguida aparecem José Maria (PSTU), com 2%, e Luciana Genro (PSol), Eduardo Jorge (PV), Mauro Iasi (PCB), com 1% cada. As intenções de voto em Eymael (PSDC) e Levy Fidelix (PRTB não alcançaram 1%. A intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados recuou de 17% em junho para 13% em julho, o menor índice em 2014. A fatia dos que não opinaram teve oscilação negativa no mesmo período, de 13% para 11%.

A recuperação de Dilma mostrada pelo levantamento atual se deu justamente nos estratos em que ela havia perdido terreno entre maio e junho. Entre as mulheres, por exemplo, a petista ganhou cinco pontos e passou de 33% para 38% entre junho e julho, voltando ao patamar de maio (37%). No grupo de eleitores que tem de 35 a 44 anos, a intenção de voto na petista passou de 34% em junho para 40% em julho, também em nível similar a maio (39%). Na região Nordeste, a preferência por Dilma alcançou 55%, sete pontos acima de junho (48%) e similar a maio (54%).

A análise pelos segmentos de escolaridade mostra um crescimento da petista de 41% em junho para 47% em julho entre aqueles que estudaram até o ensino fundamental. Neste caso, o retorno dos votos acontece após três meses de baixa, já que em maio ela tinha 42%, e só agora volta para o nível de abril (47%). Situação parecida ocorre no segmento dos eleitores que tem de 45 a 59 anos, no qual Dilma tinha 42% das intenções de voto em fevereiro, caiu para 36% em abril, oscilou para 34% em maio, foi a 33% em junho, e agora atinge 40%.

O principal adversário de Dilma no momento, Aécio Neves, continua angariando apoio entre os mais escolarizados e atualmente é o preferido de 36% deste segmento, alta de 7 pontos percentuais na comparação com junho (29%). A presidente tem a intenção de voto de 25% deste grupo.

Entre os favoráveis à realização da Copa, Dilma tem um índice acima da média de intenções de voto (45%), e empata com Aécio entre os contrários ao evento (25% para cada um deles).

Na pesquisa espontânea, sem a apresentação de nenhum nome aos eleitores, Dilma Rousseff alcançou seu maior índice de intenção de voto (25%) desde o início de junho de 2013 (27%), antes do início dos protestos e manifestações que começaram em São Paulo e se estenderam por todo o país. Desde o início de seu governo, a maior taxa de indicações de voto espontâneas à petista foi registrada em março de 2013 (35%). Na comparação com junho deste ano, Dilma registrou avanço de 6 pontos percentuais (tinha 19%). O segundo colocado atualmente é Aécio Neves, citado por 9% (ante 7% no mês anterior), e em seguida aparecem Eduardo Campos (3%, mesmo índice de junho), Lula (2%) e Marina Silva (1%). Metade (48%) não soube indicar espontaneamente nenhum nome (no levantamento anterior, 55%), e 9% disseram votar em branco ou nulo.

Nas duas situações de segundo turno consultadas pelo Datafolha, Dilma lidera, com ligeiras mudanças na comparação com o levantamento anterior. Contra Aécio Neves, Dilma tem 46% das intenções de voto, ante 39% do tucano. No mês passado, esses índices eram de 46% e 38%, respectivamente. Neste caso, 10% votariam em branco ou anulariam, e 5% não opinaram. Quando o adversário é o ex-governador de Pernambuco, Dilma tem 48% das intenções de voto (em junho, 47%), ante 35% de Campos (ante 32% em junho). Votariam em branco ou nulo, nessa disputa, 12%, e 6% não souberam responder.

Líder nas intenções de voto, Dilma também aparece à frente quando se trata da rejeição aos postulantes à presidência. Três em cada dez brasileiros (32%) não votariam de jeito nenhum na petista. O segundo mais rejeitado é o pastor Everaldo (18%), em patamar similar ao registrado por Aécio Neves, em quem 16% não votariam de jeito nenhum. Eymael, Levy Fidelix e José Maria são rejeitados por 15%. Com 12% aparecem Mauro Iasi, Eduardo Campos, e Luciana Genro, e com 11%, Eduardo Jorge. Uma fatia de 9% votaria em qualquer um deles, 5% rejeitam todos, e 13% não souberam responder.

A taxa de rejeição a Dilma é mais alta entre os mais jovens (42%), entre aqueles com ensino superior (51%), na região Sudeste (40%) e entre aqueles contrários à Copa do Mundo no Brasil (47%). No caso de Aécio, destaca0-se a rejeição fica acima da média no Nordeste (25%).

Devido à oficialização de candidaturas e a entrada de novos nomes na lista apresentado pelo Datafolha para medir o grau de rejeição, não é possível comparar os resultados obtidos neste levantamento, para o indicador de rejeição, com os anteriores.

De forma geral, a petista também é a mais conhecida entre os principais candidatos: 99% declaram conhecê-la, ante 81% quando o nome apresentado é o de Aécio (avanço de 3 pontos na comparação com junho, quanto tinha 78%) e 64% no caso de Campos (ante 59% em junho).

Três em cada cinco brasileiros (73%) declaram ter interesse pelas eleições presidenciais deste ano, sendo que 33% têm grande interesse. Os demais se dividem entre aqueles com médio interesse (30%) ou pequeno interesse (10%). Entre os homens, 38% têm grande interesse, ante 29% entre as mulheres. No eleitorado mais jovem, 26% têm grande interesse, índice que cresce conforme o avanço na faixa etária e atinge 38% entre os mais velhos. Na parcela dos eleitores com curso superior, metade (51%) tem grande interesse na eleição presidencial, ante 29% na parcela dos que estudaram até o ensino médio e 31% entre os que têm escolaridade fundamental. O maior grau de desinteresse é registrado justamente entre aqueles que declaram voto em branco ou nulo (57%, ante 26% na média do eleitorado).

Questionados sobre a obrigatoriedade do voto, a maioria (54%) afirma que não iria votar nas próximas eleições caso não fosse obrigado, e 44% iriam votar. Em maio, esses índices eram de 57% e 42%, respectivamente. No levantamento de julho, 1% não opinou sobre o tema. A opinião sobre a obrigatoriedade do voto também é favorável para os que defendem o voto facultativo: seis em cada dez eleitores (59%) são contra o voto obrigatório, 36% são a favor, e 3%, indiferentes. Em maio, esses índices eram de 61%, 34% e 4%, respectivamente. Uma fatia de 1% não opinou sobre o tema no levantamento mais recente.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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11 comentários

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Maristela Sol

04 de julho de 2014 às 21h32

Os profissionais da educação da Prefeitura do Rio de Janeiro pedem apoio da população, pois tiveram seu salário cortado pelo prefeito Eduardo Paes, que ignora as leis. Punição por terem lutado, em greve, por uma educação pública de qualidade.

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Dore Almeida

04 de julho de 2014 às 15h54

entre esses candidatos ela é a melhor representação, o PSDB já conhecemos o que fez.

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Fernando Silva Fernando

04 de julho de 2014 às 11h48

DILMA É BRASIL E AÉCIO É ATRASIL.

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Sidnei

04 de julho de 2014 às 07h43

Meu medo é o segundo turno.
Todas essas alianças engessadoras de mudanças feitas por Dilma garantem uma vantagem de tempo extraordinária no horário eleitoral.
Mas isso só é vantagem no primeiro turno.
No segundo turno, tanto faz ter uma coligação gigante quanto ser um candidato de partido nanico: o tempo é igual.
E há o grande problema não somente do voto oposicionista, como também do chamado “não voto”.
O “não voto” dá ares de ser incoerente na sua forma de protesto. É puro achismo, mas tenho pra mim que não faltará gente que, no primeiro turno, com dez opções, opte por anular o voto; ao chegar no segundo turno, havendo somente dois, para protestar opte pelo candidato da “mudança”. É ridículo mas não é improvável.
Sejamos cínicos e pragmáticos: para fazer valer todas as alianças sem critério programático, só mesmo se for pra liquidar no primeiro turno.

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Marcos P Silva

04 de julho de 2014 às 04h06

Dilma subiu nas pesquisas por causa da copa, Dilma tá em primeiro por causa do bolsa família, qual a próxima desculpa dos vira-lata ?

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Maria Helena

03 de julho de 2014 às 23h22

Independente de qualquer pesquisa, meu voto é para Dilma. A melhor.

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Evandro Carlos Rosini

03 de julho de 2014 às 23h53

Policia brasileira prende quadrinha que vendia ingressos ilegalmente.
Dai temos algumas reflexões:
1- Os ingressos são os chamados de primeira linha (Vip e os destinados à federações) que leva crer que quem forneceu os ingressos é bem graúdo;
2- Os ingressos eram vendidos a valores exorbitantes, então quem comprava tem grande poder aquisitivo. Ou seja, quem comprou são os coxinhas. Os mesmos que reclamam de políticos corruptos mas acham que o que fazem é normal (“Eu não sou melhor que ninguém, só paguei mais caro que os outro….”);
3- Essa quadrinha já vinha agindo Nas ultimas 4 copas (FRANÇA, JAPÃO, ALEMANHA e Africa do Sul). Notem, 3 pais do primeiro mundo e eles foram presos pela nossa incompetente policia.
Cade a vergonha que nós passaríamos? Ou a direita vai criticar a policia porque está se prendendo gente rica?

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Evandro Carlos Rosini

03 de julho de 2014 às 23h53

Policia brasileira prende quadrinha que vendia ingressos ilegalmente.
Dai temos algumas reflexões:
1- Os ingressos são os chamados de primeira linha (Vip e os destinados à federações) que leva crer que quem forneceu os ingressos é bem graúdo;
2- Os ingressos eram vendidos a valores exorbitantes, então quem comprava tem grande poder aquisitivo. Ou seja, quem comprou são os coxinhas. Os mesmos que reclamam de políticos corruptos mas acham que o que fazem é normal (“Eu não sou melhor que ninguém, só paguei mais caro que os outro….”);
3- Essa quadrinha já vinha agindo Nas ultimas 4 copas (FRANÇA, JAPÃO, ALEMANHA e Africa do Sul). Notem, 3 pais do primeiro mundo e eles foram presos pela nossa incompetente policia.
Cade a vergonha que nós passaríamos? Ou a direita vai criticar a policia porque está se prendendo gente rica?

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Preto Velho

03 de julho de 2014 às 20h42

O bom é a margem de erro, de 2%. Considerando a margem, Aécio pode tanto estar ganhando quando perdendo.

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Jorge Couto E Silva

03 de julho de 2014 às 19h17

O problema é que a oposição está dividida. Aécio tira votos de Campos que tira votos de Aécio. Mas acho que Dilma perde no Sudeste, Sul e Centro Oeste.

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SykAryo DoPovo

03 de julho de 2014 às 16h55

Temos que torcer para que os cabeças-de-bagre da Diretoria do PT não coloquem tudo a perder com falatórios imbecis. Por favor, Lula, mantenha o Rui Falcão e o Gilberto Carvalho longe dos microfones.

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