Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Estranho Brasil que proíbe sites e libera jatinhos fantasmas

Por Miguel do Rosário

17 de setembro de 2014 : 11h09

 

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Muito se fala em reforma política, e por isso mesmo cumpre trazer ao debate os problemas reais derivados do sistema atual.

Por exemplo: pesquisas eleitorais.

Pesquisas eleitorais não são apenas para apurar a intenção de votos.

Há sempre outras perguntas, ainda mais importantes.

O que você pensa dos impostos? Gosta de que jornais? Quais os que você não gosta?

Quem escolhe o que será perguntado, tem o poder.

Aliás, a própria abordagem, naturalmente, implicará em alguma reação.

É por isso que a Globo, hoje, paga o Datafolha e paga o Ibope.

E a grande mídia só dá destaque a essas duas pesquisas, tidas como as melhores, as mais profissionais.

A concentração de dinheiro em mãos da Globo facilita tudo.

Isso deverá ser discutido numa reforma política, e que virá através de um plebiscito e da eleição de uma constituinte exclusiva.

É preciso estimular a diversidade de pesquisas. Não pode ficar tudo nas mãos de um só, como hoje, com a Globo.

Ter o controle da pesquisa, quais perguntas fazer, que regiões pesquisar, qual a abordagem, quando publicar, é um tremendo poder!

Poder demais para um só!

A pesquisa eleitoral restitui à mídia o poder que ela havia perdido na área de informação e, sobretudo, em opinião e debate, para as redes sociais e blogs.

A opinião da pessoa sobre a criminalização do aborto poderia mudar radicalmente, se a pergunta fosse feita de outra forma.

Você acha que as mulheres merecem morrer por causa de uma legislação atrasada?

Você sabe que direitos possuem as mulheres em outros países desenvolvidos?

Você sabia que os programas sociais na Europa são cinco vezes maiores que os do Brasil?

Que o número de servidores públicos por mil habitantes é bem maior nos EUA do que no Brasil?

Diante disso, você ainda acha que nosso setor público é “inchado”?

Daí voltamos à guerra da comunicação.

Censuram um candidato em São Paulo, processam tuiteiros, entram com ações no TSE para derrubar o site do adversário.

O que leva um ministro do TSE a mandar fechar o site de uma campanha para presidente da república, a pouco mais de uma semana do pleito?

Que tipo de democracia é essa, que juízes decidem monocraticamente quem pode e quem não pode falar?

Criamos, por fora do debate parlamentar, um novo regime político, regido por mandarins do judiciário e barões de mídia?

O TSE entendeu que o Empiricus tem o direito de anunciar no Youtube um vídeo de campanha negativa contra a Dilma.

É do jogo, concluiu o TSE.

Um site que integra o núcleo da comunicação de uma campanha, através do qual milhares de jovens estão interagindo e discutindo política, esse pode fechar.

O TSE desenvolveu uma postura criminalizante, rígida, mal humorada, diante da liberdade democrática.

Tudo é sujo e feio.

O procurador-Geral, Rodrigo Janot, diz que a campanha de Dilma não pode criticar Marina.

Marina pode criticar Dilma, pode falar que o PT botou um diretor por 12 anos para roubar na Petrobrás.

Dilma não pode usar a linguagem audiovisual para comunicar o que pensa do projeto de Marina de dar independência ao Banco Central.

Os “melhores”, os “mió do mió”, querem assumir o comando da democracia brasileira. E por isso se identificam com o discurso autocrático e guardianista de Marina Silva.

Identificam-se e interferem no processo eleitoral.

Há tempos acusamos a transferência do autoritarismo dos generais para os juízes.

Não todos, mas para alguns juízes, que acham saber o que é o “melhor” para o Brasil.

Jatinhos fantasmas?

Isso não é problema.

O PSB agora diz que a culpa é do morto, exclusivamente dele.

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Em nome do poder, que se dane o culto a Eduardo Campos, é a mensagem de Marina Silva.

Não é bem assim. Campos não pode levar a culpa disso sozinho. É óbvio que há tesoureiros e assessores envolvidos.

Campos não iria se meter numa furada dessas por conta própria, afinal ele era um político, não um corretor de jatinhos.

O tesoureiro de Marina Silva participou da negociação do jato? Já sabia o que estava acontecendo?

O nome dele é Rubens Novelli e sumiu do mapa.

Onde está Rubens Novelli, que trabalhou com Marina em 2010 e agora em 2014?

O homem de confiança de Marina em se tratando de dinheiro, onde está?

Ah, isso é secundário!

O problema são esses malditos sites e blogs!

Ai de quem mandar fechar um site da Globo, da Folha, do Estadão.

O da presidente da república, esse pode derrubar.

Um site da campanha de Dilma não vale nada, não é, seus juízes?

Um site da presidenta eleita com 55 milhões de votos em 2010, e que pode ter ainda mais votos este ano, não vale nada.

Enquanto isso, o poder se cala sobre os donos do jatinho fantasma de Marina Silva.

Jatinhos são sagrados.

Embora possam ser derrubados pela “providência divina”.

Como os sites.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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22 comentários

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Alexandre

18 de setembro de 2014 às 16h21

Com certeza esse blog é do PT.
Por que não fala aí dos superfaturamentos das obras da Copa, Corrupção na Petrobras e muitos outros que compromete a Dilma.
Não voto na Dilma e nem na Marina (farinha do mesmo saco).
Quero ver publicar esse comentário

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    jeova nina rocha

    19 de setembro de 2014 às 10h29

    Lamento que esse Alexandre pense assim. Pois é, o seu comentário foi publicado. E agora? Ficou com o ridículo a que se expôs?!
    Gostaria de lhe sugerir apenas uma coisa: pense e repense no passado desse país (leia a história do Brasil,)e compare o passado com o presente, e tire as suas conclusões…

    Responder

fernando oliveira

18 de setembro de 2014 às 06h55

Com trinta moedas, compraram a maior traição do mundo, diz a bíblia. Agora, nos tempos modernos, com três moedas, se vende um País inteiro, não é candidata?

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Fabrício Procópio

18 de setembro de 2014 às 03h48

E essa bandeira, ato falho? http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u79588.shtml

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Gilda Jabaroca

18 de setembro de 2014 às 02h35

Marina conseguiu o seu primeiro emprego. O segundo, depois das eleições lhe foi prometido que ela vai ser caixa em uma agência do Itaú na av. paulista. OLHA AQUI: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=915340178494404&set=a.181771921851237.50919.100000552917624&type=1&theater

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Gilda Jabaroca

18 de setembro de 2014 às 02h35

Marina conseguiu o seu primeiro emprego. O segundo, depois das eleições lhe foi prometido que ela vai ser caixa em uma agência do Itaú na av. paulista. OLHA AQUI: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=915340178494404&set=a.181771921851237.50919.100000552917624&type=1&theater

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Mozart Souza

17 de setembro de 2014 às 23h37

Tá falando bobagem, se eu for levar propostas de negócios para outro pais não terei credibilidade se for de teco teco, se liga cara!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Messias Franca de Macedo

17 de setembro de 2014 às 17h50

Justiça determina retirada de matérias do DCM sobre o caso do helicóptero dos Perrellas

Postado em 17 set 2014por : Kiko Nogueira

FONTE: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/justica-determina-retirada-de-materias-do-dcm-sobre-o-caso-do-helicoptero-dos-perrellas/

LÁ VEM O MATUTO QUE SENTE CHEIRO DE GOLPE DESDE O DIA EM QUE NASCEU EM PINDORAMA!

… Reitero: devemos recorrer às instâncias internacionais toda vez em que o nosso aparato jurídico demonstrar-se capcioso, tendencioso, aético e descomprometido com a democracia e os preceitos Legais!…

Do contrário, a Casa Grande será eternamente inimputável!…

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Rodrigo Jardim Rombauer

17 de setembro de 2014 às 20h36

jatinhos fantasmas que matam presidenciáveis.

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Helio Balde

17 de setembro de 2014 às 20h31

Muito estranho mesmo o que aconteceu com a investigação de Janot do jatinho? Aceitou os documentos maquiados e ficou por isso mesmo?

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Neumir Magalhaes

17 de setembro de 2014 às 20h03

Mas é muito estranho mesmo. Palhaçada.

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Maurilio Costa

17 de setembro de 2014 às 19h36

Ai eu pergunto,onde está a familia do morto que não o defente???

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Ornitorrinco Prata

17 de setembro de 2014 às 19h26

Falou e disse…

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Neuza Palaro

17 de setembro de 2014 às 19h19

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Celia Maria Rodrigues Silva

17 de setembro de 2014 às 19h15

Muito estranho e o morto que ressuscitou e transferiu mais de dois milhões para Marina, esse dinheiro deveria dar a família de Eduardo porque era o dono do jato e morreu, só ele sabia das coisas,, ficando para a família o ônus com a indenização das vítimas e esse dinheiro ia servir, muitas despesas com casas destruídas, fora os mortos.

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