Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Brasília- DF- Brasil- 12/05/2015- Luiz Edson Fachin, indicado pela presidenta Dilma Rousseff para substituir o ministro Joaquim Barbosa no STF, durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A hora das grandes mentiras

Por Miguel do Rosário

16 de dezembro de 2015 : 13h17

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Análise Diária de Conjuntura – 16/12/2015

A velha máxima de que a primeira vítima da guerra é a verdade nunca foi tão atual.

A grande imprensa e seus tentáculos, como o blog Jota, iniciaram uma série de operações informativas com vistas não apenas a enganar a opinião pública como a interferir diretamente no jogo político.

O blog Jota publicou matéria, há pouco, sobre reunião de pmdebistas que estariam planejando desembarcar do governo. Até aí tudo bem.

Só que o Jota ouviu apenas a versão de Eduardo Cunha, tratado na matéria como importante e influente líder do partido, e Michel Temer, tratado como aliado e mesmo subalterno a Cunha.[/s2If]

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A matéria não ouviu Pezão, governador do Rio de Janeiro, ou Eduardo Paes, prefeito da capital do mesmo estado, importantes quadros do PMDB, nem os Picciani, pai e filho, o primeiro presidente do partido no Rio e o segundo líder do PMDB na Câmara até pouco.

Tampouco ouviu Renan Calheiros, presidente do Senado – apenas externou boatos sobre sua possível contrariedade com o avanço de Ministério Público e Polícia Federal em seu encalço.

A grande imprensa aliou-se à dupla Cunha e Temer, apesar de fingir fazer oposição ao primeiro.

De maneira geral, todos os jornais parecem ter se aliado a Cunha, forçando a barra nas pequenas vitórias da ala golpista do PMDB contra a ala governista, numa guerra que está longe de acabar e cujos resultados, sobretudo, estão longe de estarem definidos.

A agência Fitch acaba de rebaixar a nota do Brasil, tirando o grau de investimento. É sempre importante lembrar o histórico dessas notas para o país:

historico

Ou seja, nós só atingimos o grau de investimento a partir de 2008, no segundo mandato do governo Lula, em plena crise financeira mundial. A própria agência admite que  a crise política é um dos principais fatores que nos levou ao rebaixamento.

Mas temos também boas notícias no front econômico. O IBGE divulgou hoje que o varejo parou de cair e cresceu 0,6%, nas contas já dessazonalizadas. A alta foi puxada principalmente pelas compras de supermercados.

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No acumulado do ano e na comparação com o ano anterior, os números ainda são negativos, mas o crescimento no mês indica o vigor do consumo interno num país com 204 milhões de habitantes.

Outra notícia boa é o acordo político entre Senado e governo para aliviar a meta do superávit fiscal de 2016, que não mais precisará ser de 0,7% como queria Levy, e sim de zero. É um alívio econômico, porque evitará que o governo seja obrigado a fazer novos cortes. E um alívio político, porque mostra a base parlamentar do governo ampliando seu poder de influência num Planalto até agora tiranizado pelo ministério da Fazenda.

Aliás, a notícia de que Levy está prestes a pendurar as chuteiras é outra excelente notícia, visto que se trata de um ministro notoriamente medíocre, que não fala sobre a atividade produtiva, emprego. Levy vê a economia, que é um ecossistema vivo e delicado, apenas como uma estatística fiscal.

A conjuntura política está complicada. O ministro Luiz Edson Fachin faz um jogo de morde e assopra típico de todos os ministros do STF, todos intimidados pela mídia. Nesta quarta-feira, ele se reuniu com líderes da oposição, provocando alguma desconfiança no campo governista de que ele estaria cedendo a pressões espúrias para dar voto favorável às teses golpistas de Eduardo Cunha.

Não adianta, porém, especularmos muito sobre isso antes da decisão do plenário, que deverá ser dada até a noite.

De qualquer forma, apesar das irregularidades jurídicas notórias do impeachment, o processo deverá ser decidido em plenário, onde a capacidade política do Planalto de articulação e mobilização será testada.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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4 comentários

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GERALDO MAGNO DE MIRANDA

13 de janeiro de 2016 às 09h12

ESPERO LER MATÉRIA ISENTA E QUE INFORM SEM TORCER OS FATOS, SEM OMISSÕES E SEM MENTIRAS COMO SE DÁ, p.ex., NO JORNAL QUE SEMPRE LI:”O ESTADÃO”.

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Euro Kleber

16 de dezembro de 2015 às 21h11

O que o pt e a dilma falaram até agora é tudo verdade?

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Kleber Silva

16 de dezembro de 2015 às 18h56

#NãoVaiTerGolpe #DilmaFica #ForaCunha #EsseImpeachmentÉGolpe

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