Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Notas anti-apocalípticas: Superávit é “positivo” mesmo com queda nas exportações, diz secretário

Por Redação

04 de janeiro de 2016 : 18h13

por Mariana Branco, na Agência Brasil

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Daniel Godinho, disse hoje (4) que superávit na balança comercial “é sempre positivo, uma vez que impacta positivamente nas contas externas do país”.

Daniel Godinho deu a declaração ao comentar o resultado da balança, que encerrou o ano passado positiva em US$ 19,6 bilhões, mas com queda de 14,1% na média diária das exportações. Foi a queda mais acentuada da média de importações, de 24,3%, garantiu o saldo positivo anual.

“É óbvio que queremos, nos próximos anos, registrar superávits com crescimento de exportações. É nisso que nós apostamos”, acrescentou.

Segundo Godinho, o resultado da balança em 2015 até novembro foi responsável pela redução de mais da metade do déficit em transações correntes (compras e vendas de mercadorias e serviços com o resto do mundo) do Brasil. “Quando atualizarmos [o número], [a influência da balança comercial] deve ser ainda mais relevante”, afirmou o secretário de Comércio Exterior.

Ele destacou que houve alta no quantum exportado pelo país e que a queda nos valores exportados reflete a redução de preços principalmente das commodities (produtos básicos com cotação internacional).

De acordo com dados do ministério, o volume total exportado pelo Brasil em 2015 foi de 637,6 milhões de toneladas. O número supera os 576,7 milhões de toneladas registrados em 2014, e é a maior quantidade desde o início da série histórica do governo, em 1997.

Entre os produtos afetados pelo fenômeno da queda de preços estão o minério de ferro, complexo soja e petróleo bruto. Segundo o secretário de Comércio Exterior, eles responderam, juntos, por cerca de 70% da queda total das exportações brasileiras em 2015.

O minério registrou queda de 44,8% no valor exportado, mas alta de 7,6% nas quantidades embarcadas. A soja, recuo de 8,8% no valor vendido e aumento de 20,3% nas quantidades. No caso do petróleo, o valor exportado caiu 27,1% e o volume embarcado subiu 48% em relação a 2014.

Por outro lado, houve itens da pauta de exportações que foram exceções e registraram alta no valor e na quantidade exportadas, mesmo com a tendência mundial de queda de preços. No caso da celulose, o valor exportado cresceu 6,9% e a quantidade, 9,8%, mesmo com queda de 2,7% nos preços no mercado internacional.

Os aviões também estão nesse grupo, com alta de 19% no valor vendido e de 21,9% na quantidade, mesmo com os preços recuando 2,3%. Os automóveis de passageiros tiveram elevação de 6,6% no valor exportado e de 9,9% na quantidade, apesar de queda de 3% nos preços. Conforme Daniel Godinho, nesses casos os volumes embarcados compensaram os preços em baixa.

Em 2015, o Brasil registrou queda no valor exportado para alguns de seus principais parceiros comerciais. As vendas para a China, por exemplo, recuaram 11,3% e para os Estados Unidos, 9,7%. O secretário de Comércio Exterior afirmou que 2015 foi um ano “difícil para o comércio internacional como um todo”.

Para Godinho, os 70 países que representam 90% de todo o comércio internacional tiveram, em conjunto, queda de 11% nas exportações e de 13% nas importações. Ele admitiu ainda que a redução nas importações brasileiras em 2015 esteve relacionada à queda na atividade econômica interna.

O secretário acrescentou que o governo projeta um cenário melhor para 2016, pelo menos para as exportações. Estas, segundo ele, devem ser beneficiadas pelo aumento da safra de grãos e pela expectativa de estabilidade nos preços das commoditiesagrícolas.

Além disso, o governo prevê dólar que o valorizado continuará ajudando as exportações de manufaturados. O secretário manteve previsão do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro, de superávit da balança de US$ 35 bilhões em 2016.

Um dos destaques entre os parceiros comerciais do Brasil em 2015 foi a Argentina. Segundo Daniel Godinho, o Brasil reduziu a queda nas exportações para o país vizinho de 27%, em 2014, para 9% em 2015.  “Nós apostamos que, mesmo com a desvalorização cambial [na Argentina], temos tudo para aumentar as exportações para lá.”

O novo presidente argentino, Maurício Macri, cumpriu promessa de campanha e eliminou as barreiras comerciais que tornavam difíceis as transações comerciais do Brasil com o país. No entanto, o governo de Macri também derrubou as restrições à compra de dólares, o que provocou uma valorização da moeda norte-americana desfavorável a que a Argentina importe bens.

Edição: Armando Cardoso

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27 comentários

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James Cerede

05 de janeiro de 2016 às 20h55

Miguel, você só pode ser retardado mesmo! Com dolar em R$ 4,00 é obvio que teremos superavit na balança… Aff..!

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Diego

05 de janeiro de 2016 às 09h09

Se consegue isso mesmo com a Lava jato que é movida por mega interesses externos, destruindo empregos.

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Chico Costa

05 de janeiro de 2016 às 02h36

Com esse dólar nas alturas, lógica elementar.

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Gerson Pompeu

05 de janeiro de 2016 às 01h05

Miguel, com todo o respeito, um desqualificado de nome Wilson Calheiros fez um comentário de uma ignorância e falta de respeito absurdos.

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Lidia Macedo

05 de janeiro de 2016 às 00h24

Entendi que as exportações em toneladas foi a maior registrada desde o início da série histórica registrada a partir de 1997, o que fez ela ser menor em questão de dólares foi o preço das comodites mais baratas no mercado mundial à exemplo do petróleo ferro e soja.

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Fabio Monteiro

05 de janeiro de 2016 às 00h16

Tendencioso como a Vejinha.

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Fabio Monteiro

05 de janeiro de 2016 às 00h03

PORQUE O DÓLAR AUMENTOU!
ANTES VALIA 2,15 e hoje vale 4 reais.
PENSA GÊNIO.

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Marcos Portela

04 de janeiro de 2016 às 23h46

FIM DE JOGO, bem que os FASCISTAS tentaram DESTRUIR o PAÍS, mas com a FORÇA do POVO nas RUAS e com o RESULTADO que confirmou a vitória da DEMOCRACIA, mostrou ao POVO que nem todos os Ministros do STF são CORRUPTOS e que o “Ministro” GILMAR falhou na NEGOCIAÇÃO com seus colegas, na REDE GLOBO já davam a VITÓRIA do GOLPE como CERTA, anunciada com antecedência pelo MERVAL que seria um MASSACRE a VOTAÇÃO no STF, prepararam um SHOW de prêmios na DEMÔNIOS FEST do FAUSTÃO, com distribuição de troféus de MELHORES GOLPISTAS 2015, como a VEJA, que MODIFICOU a sua capa com o “Juiz” MORO sendo a PERSONALIDADE do ANO para ser o que SALVOU o ANO dos que NÃO foram PRESOS do DEM, PSDB e PMDB e ainda tiveram seus PROCESSOS ENGAVETADOS, uma grande CONSPIRAÇÃO e TRAIÇÃO denominada de “PATRIOTAS” para esconder os HIPÓCRITAS, também premiariam os aliados da IMPRENSA MONOPOLIZADA do PAÍS, o AÉCIO, o CUNHA, o GILMAR e o traíra TEMER, mesmo ESTANDO ENVOLVIDOS na INSTALAÇÃO do CAOS que ATACOU EMPRESAS que operavam e geravam EMPREGOS com várias OBRAS de INFRAESTRUTURA no PAÍS, clonaram e veicularam repetitivamente palavras de ordem na MÍDIA, como AMIGOS do LULA, CRISE, IMPEACHMENT, INFLAÇÃO… e também envolvidos em CRIMES de EXTORSÃO, TRÁFICO de COCAÍNA, SONEGAÇÃO, VENDA de SENTENÇAS e HABEAS CORPUS JUDICIAIS, que não vem ao caso para a SOCIEDADE ALIENADA pela MÍDIA, portanto se pretendem INICIAR um novo ATAQUE ao PAÍS, serão mais uma vez combatidos pelo POVÃO e em última instância pela intervenção MILITAR que tanto DESEJARAM.

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Ge Munhoz

04 de janeiro de 2016 às 22h40

U´´e, nao foi noticiado um super mega blaster de superavit na exportaçao? e o secretario diz que foi positivo mesmo com queda? Xiiii.. entendo nada, agora menos nada. hahahaha….

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Wilson Calheiros Neto

04 de janeiro de 2016 às 22h09

Cafezinho calma bando de viadinhos do PT. A cadela da Dilma vai se fuder!!!!! Kkkkk

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    Vicente

    04 de janeiro de 2016 às 20h38

    Wilson, com um comentário sem argumentos, apenas com ofensas sem razão eu torço muito para que votes sempre no PSDB.
    Lula 2018, para que a desigualdade social continue caindo e as oportunidades aumentando!

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Osmarzinho Gpop Santos Lima

04 de janeiro de 2016 às 21h13

Sempre querendo entender, o que é melhor para o Brasil, importar ou exportar…

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    Fabio Monteiro

    05 de janeiro de 2016 às 00h17

    depende do que você exporta.
    No nosso casso exportamos apenas commodities (o que é ruim).

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Marco Avanzi

04 de janeiro de 2016 às 21h04

Hahahaha…..brincar de otimista é ótimo….Superávit positivo???….Nesse caso só quer dizer que a queda nas exportações só não foi maior que a queda nas importações….Questões semânticas apenas.

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    Vicente

    04 de janeiro de 2016 às 21h39

    Tu deves achar melhor que o Brasil se dê mal com a crise internacional. Por que esta torcida contra o Brasil? Só porque hoje exportamos petróleo? Só porque hoje temos projeto de Nação Independente, coisa que o FHC achava impossível com suas teorias da dependência? És eleitor do Aécio? Aquele sim tem projetos. Imagina quanto aeroporto, quanto avião à disposição ele teria se tivesse sido eleito….

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    Gerson Pompeu

    05 de janeiro de 2016 às 00h59

    Não. Questão de inteligência.
    Caíram os valores, por queda de preços, não quantidade.

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    Joaquim Vaz

    05 de janeiro de 2016 às 10h25

    És muito “inteligente” cara, parabéns, continue assim, seu dna vai invadir o oceano e derrotar o sal que teima em te “sabotar”.

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    James Cerede

    05 de janeiro de 2016 às 20h57

    E pq o PT já fez um Superávit negativo… ??? esses Miguel é uma besta mesmo!!!

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