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‘Escandalização da esquerda por viagem de Jean Wyllys a Israel é erro político’

Por Redação

14 de janeiro de 2016 : 18h49

Difamar de modo inquisitório um dos mais importantes lutadores atuais do Brasil contra as repressões e mazelas da nossa democracia inacabada é um erro

Jean Wyllys fez bem em ir a Israel?

por Paulo Abrão, no Opera Mundi

A visita de Jean Wyllys a Israel é legítima.

O boicote para impedir (ou desincentivar) visitas ao Estado de Israel deve alcançar também as ações da resistência local israelense contrárias à ocupação da Palestina? O boicote deve condenar ao isolamento as resistências acadêmicas e intelectuais do país?

Essas são as perguntas que devem ser feitas ao se discutir a respeito da visita do deputado Jean Wyllys, em suas férias, à Universidade Hebraica.

O convite partiu de um grupo intelectual que, desde dentro do país (e pela esquerda), fazem um bom combate universitário ao pensamento único oficial do Estado de Israel, debatendo as contradições e incoerências da ocupação da Palestina, explicitando os equívocos dos radicalismos, advogando a pluralidade de pensamentos, mostrando as tragédias das escolhas do atual governo e, principalmente, defendendo a necessidade de se manter diálogos com a intelectualidade e as autoridades da Palestina para que n?o se percam as pontes possíveis e desejáveis de aproximação social, condição básica para a chance de algum processo de paz.

Esse específico grupo politico-intelectual da Universidade Hebraica está entre os últimos remanescentes que ainda resistem às pressões ostensivas e a um tipo de assédio moral sistemático de outros colegas acadêmicos para que sejam rompidos, de forma definitiva, quaisquer canais de diálogos com os grupos intelectuais e políticos palestinos.

Já foram convidados deste “programa acadêmico de resistência” alguns brasileiros: cineastas, juristas, dirigentes de organizações não governamentais de direitos humanos, intelectuais e, desta vez, um parlamentar.

A agenda inclui debates críticos e plurais na Universidade Hebraica com estudantes e professores, visita à Palestina e à universidade Al-Quds, visita a líderes políticos, intelectuais e partidos políticos da esquerda israelense, deslocamentos ao muro da vergonha, visita a lugares de memória e consciência sobre o holocausto e sobre a luta da causa palestina, atividades de escutas e expressões de solidariedade.

Eu pude estar em uma destas ocasiões. Na época, a visita resultou na articulação posterior de um seminário inédito realizado no Brasil (em São Paulo e no Rio de Janeiro) que permitiu sentar estudantes e professores das duas universidades, Hebraica de Jerusalém e Al-Quds, em condições de igualdade na mesma mesa de diálogos. Um fenômeno atualmente quase impossível de ocorrer localmente em virtude do crescente radicalismo. O diálogo centrou-se na oportunidade de se dar voz às juventudes sobre o futuro das religiões, da política, da economia e das relações internacionais entre palestinos e israelenses.

jeanwillys2

É claro que a visita de Jean reveste-se de um impacto diferenciado em relação à dos demais, pois se tem exigido a adesão ao BDS [movimento em prol de boicote, desinvestimento e sanções a Israel] especialmente de relevantes personalidades públicas (além de governos e empresas), como é o caso.

De todo modo, falar seriamente em boicote à atual política de Israel significa, sim, recusar-se a participar de ações que deem sustentação estrutural ao modelo e ao grupo político que promove as graves violações aos direitos humanos do povo palestino mas também significa, primordialmente, ajudar a empoderar a resistência a esse modelo.

Independentemente da validade do uso de bloqueios e a sua eficácia (essa é outra discussão) nenhum bloqueio poderia ser absoluto a ponto de deixar de se manter ações relacionais com a oposição e a resistência, especialmente a acadêmica, inclusive dentro do próprio Estado de Israel.

Se a concepção do bloqueio inclui sacrificar e penalizar a resistência local a ponto de se estrangular debates acadêmicos que permitem a emergência de uma crítica ao pensamento oficial, de se restringir um espaço onde se constrói alternativas de conhecimentos para formar uma juventude que poderá vir a transformar a atual realidade, então teremos desistido da política e da esperança. Poderíamos imaginar o que teria sido o boicote à África do Sul do apartheid se tivesse sido acompanhado de um concomitante isolamento das formas de resistência ao regime?

Participar de um programa dessa natureza assume sentido diametralmente diverso, por exemplo, ao episódio do show de Caetano e Gil por aquelas bandas. A viagem de Jean a este programa é uma ação política contra uma forma de opressão, já o espetáculo, por sua vez, foi ato comercial no circo cultural local. Nestes termos, vale fugir das simplificações, pois participar ou apoiar atividades de resistência não pode ser visto como “furo ao bloqueio”.

Nas diversas críticas à visita em si, há algumas que são incoerentes ou seletivas (curiosa, por exemplo, a indignação condenatória dos que – como eu – apoia o governo brasileiro que, sejamos francos, mantém laços econômicos com Israel, incluída aí cooperação militar), há outras manifestações que replicam preconceitos e pré-juízos e até a destilação de rótulos estigmatizantes sobre a militância dos outros (sob a pretensão do domínio verdade).

Essa escandalização feita pela esquerda desta viagem de Jean Wyllys para apoiar a resistência acadêmica em Israel mais parece um erro político e uma perda da memória da esquerda no Brasil.

O erro político está em difamar de modo inquisitório e apressado um dos mais importantes lutadores atuais do Brasil contra as repressões e mazelas da nossa democracia inacabada. É um erro julgá-lo terminativamente sem considerar as circunstâncias, as peculiaridades e o caráter da visita.

Já a perda de memória parece ocorrer ao não se lembrar que a resistência brasileira também dependeu de solidariedade internacional para vencer a ditadura. Uma solidariedade articulada por dentro e por fora do país. A propósito, um dos personagens que veio ao Brasil para apoiar e resistir ao lado das organizações sociais durante a nossa ditadura é, não por acaso, um dos protagonistas deste grupo de intelectuais que estão na Universidade Hebraica organizando esta “resistência acadêmica por dentro”. James Green e seus colegas sabem muito bem o que estão fazendo e onde pretendem chegar com essa agenda de trabalho. James conhece na pele (e no coração) os efeitos e os riscos do ato de coragem de se entrar num país repressor e reverberar discursos de apoio à luta contra o poder.

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Convidar Jean Wyllys foi um gesto de coragem desse grupo intelectual em Israel. Ao elegerem um parlamentar brasileiro para estas atividades, escolheram um deputado de esquerda, uma voz das minorias, um defensor das religiões afrodescendentes, um combatente defensor dos direitos humanos. Uma presença considerada subversiva para parte dos valores dominantes locais.

Jean Wyllys, por sua vez, aceitou cumprir essa agenda e tem socializado suas experiências em relatos expostos nas redes sociais. Nestes relatos ele expressa opiniões, aprendizados, percepções e emite alguns juízos sobre o conflito histórico.

Sobre o conteúdo destes relatos, as pessoas podem e devem debatê-los, de forma racional. É mais que legítima a formação de juízos sobre as coerências argumentativas, as precisões conceituais ou sobre as reações do próprio às críticas postadas em seus perfis. Afinal, tratou-se de uma escolha do homem público que preza a transparência disponibilizá-los nas redes e, como diz o jargão popular, quem está na chuva é para se molhar.

Mas vale diferenciar o debate no marco de uma discussão livre, franca e aberta sobre o mérito das ideias expressas pelo parlamentar e sobre uma temática complexa, daquelas discussões atinentes à condenação da visita em si, no contexto de um programa de apoio à resistência local. Não é preciso concordar com Jean em tudo que ele diz, mas isso não deslegitima a sua visita a Israel.

Em resumo, condenar governos autoritários e, ao mesmo tempo, solidarizar-se ativamente com a sua resistência interna é uma fórmula política legítima que nunca deveria ser abandonada pelas esquerdas.

Paulo Abrão é Doutor em Direito, ex-Secretário Nacional de Justiça e atual presidente da Comissão de Anistia e Secretário Executivo do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Mercosul

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56 comentários

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Vera Lu Cruz

15 de janeiro de 2016 às 13h34

não me surpreende prá quem defende espancador de idosas, defender sionista é simples. Não se espero nada de bom desse homem. Nada.

Responder

Selma Vital

15 de janeiro de 2016 às 11h36

Gosto muito do Jean Wyllys mas considero esta visita um erro político sério para quem como ele defende os direitos humanos.

Responder

Mauricio Cardoso Bento

15 de janeiro de 2016 às 10h34

Remeta-o para Birkinal-Auschwitz.

Responder

Roberto Torres

15 de janeiro de 2016 às 02h16

Cagou no pau!!!

Responder

Paulo Piza

15 de janeiro de 2016 às 01h07

Jean Wyllys vacilou feio!Não tentem justifica-lo que só vai piorar.Assumir o erro é muito mais producente e honesto.

Responder

Cléa Regina Marquesi Cortez

15 de janeiro de 2016 às 00h17

Não suporto esse sujeito.

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Carlos Alberto

14 de janeiro de 2016 às 23h56

Uma bicha é uma bicha. Se tivesse moral não seria uma bicha. Desconfio desse joguinho pra galera gay que o admira e o elege.

Responder

Eduardo Braga

14 de janeiro de 2016 às 23h29

Esquerda segue sendo Esquerda! rs

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Valner Armando

14 de janeiro de 2016 às 22h53

Acho o seguinte: Estao confundindo açoes de um governo extremista com o povo. A culpa nao.é do país. E de algumas pessoas.

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    Anônimo

    15 de janeiro de 2016 às 15h11

    Tem razão. A culpa não é de Israel, é dos soldados que são homens maus e jogam bombas em comunidades populosas.

    Responder

Carlo Guaraní Kaiowá Casaretti

14 de janeiro de 2016 às 22h48

se eu não expressar quanto penso estaria fazendo uma autocensura abominável nesta sede. Erro político tem. É grande. Ed é tudo do Jean Wyllys. Inescapável

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Andre Delage

14 de janeiro de 2016 às 22h44

Ele que se diz um defensor da minorias !!
Para min e só um ex BBB.

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    Jaime Cohen

    15 de janeiro de 2016 às 04h57

    Ele é defensor dos direitos humanos. Mas não é como pseudo-ativistas que não saem das redes sociais onde adoram linchar os outros. Jean foi lá, com muita coragem, apresentar o que pensa e aprender os fatos.

    Responder

    Carlo Guaraní Kaiowá Casaretti

    15 de janeiro de 2016 às 10h58

    Jaime Cohen como defensor dos direitos humanos não deveria dialogar com as autoridades israelenses, que no mínimo podem ser consideradas genocidas e racistas

    Responder

Groll

14 de janeiro de 2016 às 20h16

Plestina Livre!
Free Palestine!

Responder

Marcelo Silva

14 de janeiro de 2016 às 21h54

Quem começou com essa sacanagem toda? O sionismo e os holofotes! O resto é frescura!

Responder

Gustavo Dias

14 de janeiro de 2016 às 21h54

Jean defensor da democracia e em Israel é tão coerente qto um vegetariano defensor da churrascaria.

Responder

    Jaime Cohen

    15 de janeiro de 2016 às 04h50

    Comparação absurda. Correto é: o ativista vegetariano foi visitar outros ativistas vegetarianos de um país onde parte da população come carne.

    Responder

João DaSilva

14 de janeiro de 2016 às 21h54

Primeiro, ele viajou à Palestina ocupada. Segundo, foi a uma instituição que é o think tank nazista, construída em terra invadida, apoiadora ferrenha da ocupação militar – faz campanha pra angariar fundos para soldados da força de ocupação – e forma a elite da inteligência nazista, de serviços de segurança e repressão

E JW foi lá ajudar ele a a lavar mais rosinha as mãos sujas de sangue.

Só isso.

Bobagenzinha, né.

Perdeu meu apoio e meu respeito. Se precisar, faço campanha contra. Não vou ter nenhum tipo de associação com apoiadores de nazistas.

#antifa!

Responder

Gustavo Bodaneze

14 de janeiro de 2016 às 21h45

Erro político é alguém dar trelha pra esse palhaço.

Responder

Julia Joyce

14 de janeiro de 2016 às 21h43

mas quanta canalhice do O Cafezinho em postar esse texto.
porq no texto o abrão não cita que as instalações da Universidade Hebraica foi construída em terras palestinas na Jerusalém Oriental.??? Essas terras foram expropriadas ilegalmente,ou seja =>ROUBADAS ..

Responder

    Julia Joyce

    14 de janeiro de 2016 às 21h47

    Esmeraldo Cruz Sampaio

    Responder

    Esmeraldo Cruz Sampaio

    14 de janeiro de 2016 às 21h50

    Politico é assim. Uma hora defende uma coisa, minutos depois já defende outra. Talvez tenha perdido toda base eleitoral com essa cartada errada. Os sionistas já possuem seus representantes e com certeza ele jamais será aceito nessa “roda”. Triste fim do bbb Jean, ” vem pra cá, Jean! Vc é o eliminado da semana!

    Responder

    O Cafezinho

    14 de janeiro de 2016 às 21h57

    canalhice do cafezinho? nem entrei nessa polemica. estou reproduzindo artigo para gerar debate

    Responder

    Gregorio Silva

    14 de janeiro de 2016 às 22h00

    Esmeraldo Cruz Sampaio, ou seria pq ele é humano. Ele abriu os olhos de muitos, mostrou que não existe ideologia certa. Sempre há os dos lado da moeda. Sua negação que é política.

    Responder

    Julia Joyce

    14 de janeiro de 2016 às 22h02

    poisé O Cafezinho, mas vocês são uma página que debatem políticas voltadas pra um setor pra ~~esquerda~~também cabe a vocês do O Cafezinho saber que um congressista que se diz lutar por minorias deveria ir a Israel somente para DENUNCIAR(esse Estado) publicamente pela ocupação da Palestina. Esse cara=jean,certamente não deveria ir a Israel para declarar que há algum tipo de conflito simétrico, a ser pacificado, entre as duas nações.ele foi DEFENDER O LOBY SIONISTA.
    saca???

    Responder

    Esmeraldo Cruz Sampaio

    14 de janeiro de 2016 às 22h22

    Nada de Humano. Ele foi com a midia e destinado a atingir um publico alvo. Se queria anonimato usaria outra forma de “visita”.

    Responder

    O Cafezinho

    14 de janeiro de 2016 às 22h22

    julia, não entendi nada. a matéria é do Paulo Abrão, um quadro da esquerda, sec nacional do min da justiça, etc, publicada no opera mundi, site de esquerda, sobre um dos parlamentares mais queridos da esquerda brasileira.

    Responder

    Gustavo Dias

    14 de janeiro de 2016 às 22h29

    Eu sou a favor do Jean ir fazer campanha lgbt na Palestina, vai ser mto bem recebido.?

    Responder

    Esmeraldo Cruz Sampaio

    14 de janeiro de 2016 às 22h33

    “Esquerda” nome generico usado no Brasil para cooptar pessoas de boa indole, nichos eleitorais e blocos não atingidos pelo pensamento dominate de poder. Não existe oposição no brasil.

    Responder

    Jaime Cohen

    15 de janeiro de 2016 às 04h38

    Júlia, o campus da Universidade Hebraica de Jerusalém foi construído em 1918, antes de qualquer guerra entre árabes e judeus. Você nos explica agora como pode ter sido em terra roubada.

    Responder

    Julia Joyce

    15 de janeiro de 2016 às 04h44

    Jaime Cohen a guerra de israel é de origem milenar e carregam uma longa história de desavenças religiosas e do roubo de terras. “Desde os tempos bíblicos-https://www.youtube.com/watch?v=P6nKH1yTg0w

    Responder

    Julia Joyce

    15 de janeiro de 2016 às 04h52

    Jaime Cohen a guerra de israel é de origem milenar e carregam uma longa história de desavenças religiosas e do roubo de terras. “Desde os tempos bíblicos-https://www.youtube.com/watch?v=P6nKH1yTg0w

    Responder

    Jaime Cohen

    15 de janeiro de 2016 às 05h18

    Sinceramente, eu acho que você devia estudar um pouco de história antes de querer defender a *justa* causa palestina pelo viés histórico. Na história milenar, dizem, dois templos judaicos de Jerusalém foram saqueados e destruídos, e o povo hebreu expulso, muito antes de qualquer conflito entre israelenses e palestinos. Nos parece que essa narrativa não interessa nem um pouco aos palestinos, pensa bem. O relevante aqui é o que ocorreu no século XX, que levou a independência de Israel e a não criação do estado palestino em 1948 e todas as guerras que seguiram.

    Responder

Everton De Oliveira Dias

14 de janeiro de 2016 às 21h43

Martha Naves e Sandro Vieira esse episódio só mostrou que tem muitas pessoas da Esquerda sem noção também assim como os de Direita e Coxinhas!

Responder

    Sandro Vieira

    14 de janeiro de 2016 às 21h46

    A esquerda no Brasil é popular, não partidária.

    Responder

    Everton De Oliveira Dias

    14 de janeiro de 2016 às 21h48

    Sandro Vieira talvez vc não tenha entendido o que eu quiz dizer! Eu apoiei essa fala dessa matéria! Foi perfeita! Há pessoas na esquerda sem noção assim como os Coxinhas e Fascistas da Direita!

    Responder

    Martha Naves

    14 de janeiro de 2016 às 21h52

    Ódio? Que ódio? Discordar é o mesmo que odiar pra vcs?

    Responder

    Sandro Vieira

    14 de janeiro de 2016 às 21h54

    Aliás, a pequena parcela da esquerda. Não essa ex-querda medíocre

    Responder

    Sandro Vieira

    14 de janeiro de 2016 às 21h54

    Entendi Everton.

    Responder

    Sandro Vieira

    14 de janeiro de 2016 às 22h04

    São nesses pontos, Everton, que essa ex-querda rihappy é nada mais que espelho do facismo. Creio que a militância tem que ser levada mais a sério. Essa atitude do deputado só coloca em xeque a militância esquerdista…

    Responder

    Everton De Oliveira Dias

    14 de janeiro de 2016 às 22h14

    Sandro Vieira amigo o dep não fez nada demais!

    Responder

    Sandro Vieira

    14 de janeiro de 2016 às 22h19

    Aí discordo. É essa esquerda que caga tudo. Não aceita crítica e coloca como escândalo.

    Responder

    Sandro Vieira

    14 de janeiro de 2016 às 22h20

    Aceitar convite de um Estafo facista não é nada demais?

    Responder

    Sandro Vieira

    14 de janeiro de 2016 às 22h28

    Martha, eu também discordo.

    Responder

Jhon Caldeira

14 de janeiro de 2016 às 21h42

Sabe oque eu acho engraçado, nem o PSOL 50 – Partido Socialismo e Liberdade, Luciana Genro, Chico Alencar ou qualquer outro do partido dele, saiu para defende-lo do suposto “linchamento moral”, mas no real os que mais estão defendendo são as mídias “governistas” (governista no bom sentido).

Responder

Claudia Lima

14 de janeiro de 2016 às 21h38

Pq?

Responder

    Sandro Vieira

    14 de janeiro de 2016 às 21h43

    Creio que a crítica a ida de Jean à Israel é válida, visto o massacre contra à Palestina e o posicionamento “progressista” do deputado.

    Responder

    Sandro Vieira

    14 de janeiro de 2016 às 21h45

    Qual a justificativa de um deputado de ex-querda participar dr um evento organizado por um Estado genocida?

    Responder

    Claudia Lima

    14 de janeiro de 2016 às 21h52

    Sandro Vieira mas a Palestina não é santa! Eles matam os gays! As supostas adúlteras! Nenhum Estado merece mais que o ser humano! Esse é o meu pensamento!

    Responder

    Sandro Vieira

    14 de janeiro de 2016 às 22h00

    Então Cláudia, respeito você. Concordo também. Não concordo compactuar com um Estado facista como Israel. A Palestina precisa de independência pra resolver problemas internos. Israel só contribui com o agravamento dos mesmos. Sobre estes problemas dr crimes dr gênero e trans, Jean deveria dialogar com a Palestina, já que ele é militante.

    Responder

    Claudia Lima

    14 de janeiro de 2016 às 22h18

    Sandro respeito vc! Não levanto bandeira para ninguém! Acho que temos muitos problemas aqui para resolver! Mas valeu!

    Responder

    Sandro Vieira

    14 de janeiro de 2016 às 22h26

    Valeu Claudia. Boa noite.

    Responder

    Jaime Cohen

    15 de janeiro de 2016 às 05h03

    Sandro, o evento não foi organizado pelo Estado (nem pelo governo de Israel). Ele foi organizado por militantes de esquerda. Pregar o boicote é aceitável, mas linchar quem defende a mesma causa porém com outros métodos, aí é intolerância.

    Responder

Sandro Vieira

14 de janeiro de 2016 às 21h34

Escandalização? Menas, beeeeeem menas… (y)

Responder

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