Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Golpistas abandonam apartidarismo e vão à luta. Melhor assim!

Por Redação

19 de janeiro de 2016 : 11h08

Movimento Brasil Livre lançará 123 candidatos em 23 estados, a maioria por siglas de oposição

Movimentos pró-impeachment mudam discurso e vão às urnas

por Maria Lima, no O Globo

Os líderes dos movimentos que foram às ruas para pressionar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff abandonaram a distância que mantinham de partidos políticos e, após verem frustrada até agora sua principal reivindicação, decidiram se filiar a siglas de oposição e buscar mandatos de vereadores em outubro. Compostos em sua maioria por empresários, advogados e engenheiros, esses grupos rejeitavam a ideia de se tornarem braço de partidos.

Com plataforma eleitoral liberal (livre mercado, privatização, fim da corrupção), o Movimento Brasil Livre (MBL) lançará 123 candidatos em 23 estados por PSDB, Partido Novo, DEM, PSD, PSC e PPS. O Vem Pra Rua irá nessa linha, mas seu maior líder, o empresário Rogério Chequer, não decidiu se será candidato.

Um dos formuladores do programa do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri — que não será candidato, mas viajará o país apoiando as candidaturas dos coordenadores do movimento —, anunciou que a campanha será baseada numa cartilha liberal, que prega, entre outras metas, a redução da intervenção do Estado na economia e na vida da população.

— Estamos nos filiando a esses partidos para disputar a eleição, mas a ideia é que, como existe a bancada evangélica, formemos uma bancada liberal independente — diz.

Um dos coordenadores nacionais do MBL, o advogado Rubens Nunes buscará uma vaga de vereador em Vinhedo (SP).

— Concluímos que, para conseguirmos ter uma mudança efetiva no país, temos que sair das ruas e estar dentro da política representativa — diz Rubens Nunes.

Atuante em comunidades carentes na Região Norte de Goiânia, o coordenador do Vem Pra Rua de Goiás, Johnny Santos, participou das manifestações contra o governo. Atendendo a um manifesto feito nas redes sociais, lançou-se candidato a vereador pelo PPS. Mas lembra que, por enquanto, são todos pré-candidatos.

— Tento resolver problemas da população carente na Câmara de Goiânia e tenho conseguido muita coisa. Então o povo dessas comunidades me disse: “Johnny, você luta tanto, briga tanto, por que não sai candidato?” — diz Johnny.

CAIADO INCENTIVA

Outro liberal que disputará uma vaga na Câmara de Goiânia é o advogado Selmar Serafim, integrante do movimento S.O.S, formado por profissionais liberais e que dá apoio a movimentos de rua, como o MBL e o Vem Pra Rua:

— Dentro dos movimentos de rua há um consenso que precisamos participar do processo político. Enchemos as ruas, mas não vemos consequência no Congresso Nacional.

Os candidatos das ruas sabem que as campanhas são caras. Dizem que terão que ser criativos para financiá-las.

— Minha campanha será de porta em porta. Não tenho dinheiro para nada e vou me virar com o material que o partido me der — diz Johnny Santos.

Oriundo do movimento ruralista — presidiu a União Democrática Ruralista (UDR) durante a Constituinte — o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) é um dos parlamentares mais próximos dos movimentos de rua e diz que os incentiva a participar da política representativa.

— Devemos a eles essa mobilização da população contra a corrupção, a favor do impeachment. Mas não adianta só ir para a rua, tem que buscar dar consequência aos pleitos com um mandato eletivo — diz Caiado.

Coordenador nacional do Movimento Brasil Livre, o advogado Rubens Nunes explica que o fato de integrantes do movimento decidirem buscar uma vaga de vereador, prefeito ou outro mandato legislativo nas próximas eleições, não significa que deixaram de lado as manifestações de rua, ou que desistiram de batalhar pelo impeachment.

— O impeachment é pauta do MBL e da política nacional como um todo, tendo sido recebido pelo presidente da Câmara e objeto de apreciação no Congresso Nacional no retorno do recesso, sendo que o MBL tem manifestações convocadas em prol deste para o próximo dia 13 de março, o que corrobora o discurso e linha de atuação — disse o advogado.

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30 comentários

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Enio

21 de janeiro de 2016 às 10h54

Essa elite criminosa tem MEDO do povo brasileiro.

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Djalma P. de Cerqueira

21 de janeiro de 2016 às 01h45

Esse sempre foi o plano.

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Patric Victoria

20 de janeiro de 2016 às 20h11

Libertários que sonham em mamar nas tetas do estado mauzão. Farsantes!

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LUIZ

20 de janeiro de 2016 às 12h13

Se vocês acham que a atual legislatura é ruim, é porque ainda não viram a próxima. Imaginem esses idiotas imbecilizados ocupando cargos públicos. TRAGÉDIA.

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Vera Lúcia Piesanti Molinar

20 de janeiro de 2016 às 10h36

na foto aí só coxinha.

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Carmem Witt

20 de janeiro de 2016 às 05h11

estes aí= Somos todos cunha !!!!…. são os novos ricos = canalhas =espertalhóes ,q vão encher o cofrinho em 4,8 anos,,, e segue o baile…tudo do mesmo como sempre,,,

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Renato Lira

20 de janeiro de 2016 às 03h08

Estes golpistas vagabundos nunca foram apartidários.

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Mauricio Gomes

19 de janeiro de 2016 às 16h54

O Kim Becil não vai ser candidato? Puxa vida, que pena….vai fazer falta para os programas humorísticos.

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Regis Serpa

19 de janeiro de 2016 às 16h45

Depois que se “sujarem” na política e ver que as coisas não acontecem só “porque a gente quer”, o apoio a eles vai minguar.

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Robério Leal

19 de janeiro de 2016 às 15h47

Que apartidarismo?

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Meire Souza

19 de janeiro de 2016 às 15h40

Isto é democracia. TODOS QUE ESTIVEREM DENTRO DOS REQUISITOS CONSTITUCIONAIS para se candidatarem que o façam.

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    Carmem Witt

    20 de janeiro de 2016 às 05h07

    outros APROVEITADORES!!!!,,, vão ficar ricos em 4 anos,,,,, são CANALHAS…., nem trabalhar ,trabalham….

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    Carmem Witt

    20 de janeiro de 2016 às 05h09

    ..e vai ter TROUXAS os elegendo e os espertalhões = canalhas, a encher o cofrinho = $$$$$ com o voto dos TROUXAS!!!!

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Fabrício Cerradero DuBrasil

19 de janeiro de 2016 às 15h34

Não possuem 1/100 da fibra do MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra .

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Lina França

19 de janeiro de 2016 às 14h19

Henrique Lorea caiu a máscara, só espero que não sucedam

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Marcos Marcos

19 de janeiro de 2016 às 14h17

Se Bolsonaro pode, por quê esse samurai do, também, lixo da direita não pode representar sua ralé fascista. Do modo como o Brasil está, até Hitler pode se candidatar e receber apoio da mídia, desde que seja para derrubar a esquerda, comem qualquer lixo.

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    Henrique Teixeira

    19 de janeiro de 2016 às 21h38

    vermelhos, vcs perderam, o brasil está livre deste cancer

    Responder

    Renato Lira

    20 de janeiro de 2016 às 03h34

    Hein?

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    Carmem Witt

    20 de janeiro de 2016 às 05h05

    Henrique Teixeira em compensação, estes daí são os novos abutres, aproveitadores, come-dorme , não trabalham, só vão ficar ricos em 4 anos = APROVEITADORES, reaças, e CANALHAS !!!,outros BOSSALNAROS, Malufs, Caiados,etc…..

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    Carmem Witt

    20 de janeiro de 2016 às 05h06

    ..as cores destes aí = $$$$$$$$$$$..!!!!!!

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Andre Luiz Prado Prado

19 de janeiro de 2016 às 14h04

podres

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Roberto Oliveira

19 de janeiro de 2016 às 13h36

Esse de braços abertos ´eo “preto” que não gosta de “preto”? O Holliday da África. PS, não sou racista.

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Tiago Augusto

19 de janeiro de 2016 às 13h36

Brasil, mostra sua cara!

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Sergio Ferreira

19 de janeiro de 2016 às 13h26

Vao atrair muitos incautos.

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Ronaldo Junior

19 de janeiro de 2016 às 13h26

Se depender de nós, vão ficar no anonimato. querem substituir os Ratos de esgoto pelos ratos molhados.

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Alexandre MB

19 de janeiro de 2016 às 13h26

melhor quando identificados, mais facil puni-los,,,

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Romulo Macedo

19 de janeiro de 2016 às 13h25

“Com plataforma eleitoral liberal (livre mercado, privatização, fim da corrupção)” . Agora fim da corrupção é uma bandeira liberal. Bacana esse tipo de mongolice.

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