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Doleiro detalha propina milionária para Cunha, o arquiteto do golpe

Por Miguel do Rosário

08 de abril de 2016 : 10h29

No Brasil 247:

Doleiro detalha como Cunha recebeu propina de US$  5 milhões

O deputado Marcos Rogério (DEM-RO), relator do processo contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, questionou, há pouco, o proprietário do Laboratório Labogen, Leonardo Meirelles, se os recursos enviados a suas empresas no exterior tinham origem licita ou Ilícita.

“As transferências financeiras que teriam partido do empresário Julio Camargo para suas empresas em Hong Kong e, posteriormente, em uma outra transação, esses recursos teriam entrado no Brasil e teriam como destinatário o senhor Eduardo Cunha, como o senhor afirma ter ouvido de Alberto Youssef. Esse dinheiro era licito ou ilícito?”, indagou.

Em reposta, Meireles disse que o dinheiro destinado pela Vigela Associated [de Júlio Camargo] a suas empresas era de origem ilícita. “O contrato firmado entre minha empresa e a Vigela era fictício. O dinheiro, portanto, é ilícito”, afirmou.

Por sua vez, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) perguntou se poderia dizer que todo o dinheiro movimentado pelas empresas não foi declarado. “Não, até porque eu fui responsabilizado por isso”, respondeu Meirelles.

O deputado Sandro Alex (PSD-PR) questionou a testemunha sobre o valor total de recursos movimentados por suas empresas em cerca de 4 mil operações. Em reposta, Meirelles disse que suas empresas movimentaram cerca de US$ 140 milhões.

Alex então questionou se Alberto Youssef chegou a comentar se os US$ 5 milhões, supostamente repassados a Eduardo Cunha, tinham como objetivo quitar dívidas envolvendo contratos da Petrobras.

“Sim, porque, no principio das operações, as empresas de fachada usadas pelo Youssef eram prestadoras de serviço das empreiteiras e, por conta disso, a origem dos recursos foi a emissão de nota fiscal em contratos fictícios”, declarou. “Aí no Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] e no Banco Central, as informações vão sendo cruzadas e haverá mais informações ao longo do tempo”, completou.

 

 

 

 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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Adansil Rover

12 de abril de 2016 às 21h22

O que mais me intriga é ver como um ladrão e mafioso, como este Cunha, consegue dominar completamente cerca de 180 deputados federais, que não passam de meros lacaios desta figura demoníaca. Ao que sabemos, o seu dinheiro podre, fruto dos roubos dos cofres públicos, comprou a eleição e a alma destes políticos, sem moral nenhuma. Mas o que é mais intrigante e preocupante é ver como este crápula tem todos os “deputados evangélicos” sob seu completo domínio. Sabemos que também foram eleitos graças ao dinheiro sujo deste salafrário. Mas estes políticos pastores se dizem servidores do SENHOR DEUS e servem fiel e cegamente a este ser diabólico e sem limites. Quer dizer que estes ditos pastores, na realidade não acreditam em nada daquilo que pregam, pois servem a este político inescrupuloso e extremamente maquiavélico. Isto não condiz em hipótese alguma, com os preceitos religiosos que pregam, pois estão servindo a dois senhores ao mesmo tempo. Ou seja, estão servindo a DEUS e ao diabo, ao mesmo tempo, como se isso fosse possível e se quer admissível. Só posso chegar a uma conclusão: o dinheiro podre deste ser abominável, comprou não só a consciência destes políticos, mas também as suas almas, se é que realmente eles creiam que exista uma.

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