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PGR espera passar o golpe para denunciar Aécio

Por Miguel do Rosário

02 de maio de 2016 : 13h47

PGR envia pedidos de inquérito contra Aécio e outros políticos

Na Folha

A PGR (Procuradoria Geral da República) enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pacote de pedidos de aberturas de inquéritos com base na delação do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), dentre eles duas investigações contra o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e outra que atinge a cúpula do PMDB no Senado.

Caso o ministro Teori Zavascki determine a abertura dos inquéritos, Aécio passará a ser oficialmente investigado em desdobramento da Operação Lava Jato. São duas linhas de apuração contra o senador: uma, a suspeita do recebimento de propina de Furnas, e outra, a acusação de que maquiou dados do Banco Rural para esconder o mensalão do PSDB.

No caso do Banco Rural, também deve ser investigado o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), próximo a Aécio e que, segundo Delcídio, sabia que os dados estavam sendo maquiados.

Na época da divulgação de delação de Delcídio, Aécio classificou de “falsas” e “mentirosas” as acusações.

Outro inquérito solicitado pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot é contra os senadores do PMDB Romero Jucá (RR), Jader Barbalho (PA), Valdir Raupp (RO) e Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, sob suspeita do recebimento de propina das obras da hidrelétrica de Belo Monte.

Neste caso, a PGR pediu que os fatos relativos a Belo Monte sejam distribuídos nos inquéritos já existentes contra esses senadores, sem a abertura de um procedimento específico sobre o caso.

Em sua delação, Delcídio afirmou que houve pagamento de ao menos R$ 30 milhões de propina pela construção de Belo Monte, “pagos ao PT e ao PMDB”, e citou esses senadores que devem ser investigados por Janot.

Uma quarta investigação mira o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Vital do Rêgo e o deputado Marco Maia (PT-RS) pela participação na CPI Mista da Petrobras realizada em 2014. Eles foram acusados de participar de um esquema para achacar empresas investigadas pela CPI em troca de recursos para a campanha. Vital era o presidente da comissão e, Maia, o relator.

Delcídio afirmou ainda aos investigadores em sua delação que o então senador Vital do Rêgo (PMDB), atual ministro do TCU, e os deputados Marco Maia e Fernando Francischini (SD-PR) cobravam “pedágios” para não convocar e evitar investigações sobre os empresários Leo Pinheiro, Julio Camargo e Ricardo Pessoa, que são alvos na Lava Jato. Segundo Delcídio, a CPMI de 2014 obrigava os três empresários a jantar todas as segundas-feiras em Brasília para negociar o pagamento de propina.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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7 comentários

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Geysa Helena Dantas Guimarães

02 de maio de 2016 às 19h52

Magina se vira alguma coisa além de arquivamento ou atestado de inocência!

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Luiz Augusto

02 de maio de 2016 às 19h13

Por que estas investigações não foram feitas anteriormente? Somente agora…….. após o GOLPE DE ESTADO NO BRASIL. É muito lamentável

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Sue

02 de maio de 2016 às 18h23

O TITULO DA REPORTAGEM É MEIO INAPROPRIADO. NÃO VAI TER GOLPE!!!!

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Elizabete Rodrigues Oliveira

02 de maio de 2016 às 17h56

Balão de ensaio para limpar a barra do Janot. O STF vai sentar em cima dos processos.

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Pelezinho

02 de maio de 2016 às 17h31

Muito estranho abrir investigação contra Aécio só agora, tendo ignorado umas 7 delações anteriores, quando ele não serve mais aos interesses golpistas, e ainda mais com essa delação do Delcídio, que acusa deus e o mundo, incluindo Dilma.
Tá parecendo que vem chumbo grosso na Dilma e Lula por aí…

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Zé Horacio Phips

02 de maio de 2016 às 16h12

Conversa pra ^bovino^ dormir…

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José Marcelo

02 de maio de 2016 às 16h08

Esse inquérito terá o mesmo fim que aquele do senador Anastasia. A quem esse povo quer enganar.

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