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Ditadura se horroriza com críticas à Lava Jato e corta cabeças em Minas Gerais

Por Redação

25 de maio de 2016 : 21h09

Prova com críticas à Lava Jato causa exoneração na Procuradoria de MG

Prova para seleção de estagiários do Ministério Público Federal apresenta questões de teor político

na Folha

Uma prova com questões de teor político para seleção de estagiários do Ministério Público Federal resultou na exoneração de uma funcionária e instalação de investigação interna. Na avaliação, havia alternativas como “segundo renomados juristas, a presunção de inocência, apesar de configurar direito constitucional, vem sendo ignorada pela Operação Lava Jato”.

Outra alternativa dizia que “os golpistas ficaram prostrados com a reação que se viu nas ruas em defesa da democracia”. Ainda havia frases como “na atual conjuntura, é preciso saber discernir entre fatos e manipulações” e “o tráfico de influência é uma das práticas mais comuns na Câmara dos Deputados”.

O processo seletivo foi aplicado pela Procuradoria de Minas Gerais no último domingo (22) e as questões que causaram polêmica estavam na prova de língua portuguesa. Nelas, o candidato deveria selecionar as frases sem erros de português.

Ainda havia alternativas como “o juiz infringiu a legislação ao divulgar o conteúdo das interceptações telefônicas” –referência à divulgação de escutas telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no âmbito da operação Lava Jato, pelo juiz federal Sergio Moro–, e “o analfabetismo político é um mal cada vez mais comum em quem assiste ao Jornal Nacional”.

Em nota, o Ministério Público Federal de Minas afirmou que “as opiniões externadas não refletem a visão da instituição” e informou que a servidora responsável pela elaboração das questões foi exonerada de cargo comissionado. O órgão ainda diz que instaurou sindicância para apurar os fatos.

“Foram anuladas as questões que suscitaram questionamentos”, diz o comunicado.

A Procuradoria também diz que tem “compromisso com a atuação apartidária e impessoal em defesa da ordem jurídica e dos direitos e garantias fundamentais”.

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15 comentários

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lucca

27 de maio de 2016 às 14h24

Acho que bastava não usar a palavra “golpista” e estaria expresso com nítida imparcialidade. Acabou dando motivo e caso sem ela seria bem mais difícil censurar e qualquer tentativa nesse sentido iria expor os golpistas mais uma vez ao ridículo com provas materiais. Perdemos essa oportunidade!

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Miguel Araujo de Matos

26 de maio de 2016 às 21h45

Se as questões atacassem o PT, estaria tudo bem.

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Claudia Lucia Alves de Santana

26 de maio de 2016 às 13h14

Gilmar e os Ministros golpistas devem ter recebidos uma boa dosagem de suprimento de pó do Aécim. Eles estão cheirando há muito tempo. Não conseguem enxergar os crimes dos patrícios. Esses Juízes partidários e bandidos que mancham a nossa Casa de Justiça Suprema. Mas quem ficou doidão foi o Jucá , S. Maranhão e o Renan. Agora a pergunta que não quer calar! Janot, vai investigar Aécim, ele esta na lista dos primeiros a ser comido, Alexandre Frota esta na área e se diz pronto para exemplificar e aplicar o real significado da palavra comido para a cultura do país! queremos ao menos que ele não seja um Senador comido, com F. privilegiado e sim um bandido comum comido.

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gilberto

26 de maio de 2016 às 11h34

Não adianta enfiar a cabeça no buraco e exibir as partes pudentas, o Brasil e o mundo já constataram o erro que foi dotar o MP com poderes ilimitados.

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Octavio Filho

26 de maio de 2016 às 10h29

Atuação apartidária do MP .. Conta outra!!

Por favor, divulguem o nome da pessoa exonerada. Gostaria de homenageá-la!!

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nelodecarvalho

26 de maio de 2016 às 09h26

Estão querendo esconder que é Golpe até nas conversas de rodada de bar, ontem assisti o Jó Soares, dava para ver a censura imposta nas tais meninas do Jô. Censura não só da Globo, mas a intrínseca. Sabe quando a pessoa quer falar de uma coisa que vem sempre em mente, mas não pode? Era isso que se podia ver: línguas apertadas e mentes oprimidas.

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Lily

26 de maio de 2016 às 02h21

Eu já havia gostado bastante da última prova do ENEM, que falou bastante sobre o emponderamento feminino e a violência sobre a mulher, mas essa prova foi ótima. Quem a formulou, certamente vai arrumar um emprego melhor, pois é um ser pensante.

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Janeto Bobo

26 de maio de 2016 às 02h03

É a informação lúcida que não pode ser calada. Como bem demonstrou Umberto Eco em “O Queijo e os Vermes”, nem com fogueiras se cala o pensamento. Como dizia Millôr: “Livre pensar é só pensar”.

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Nilson Moura messias

26 de maio de 2016 às 00h56

KKKKKK Canalhas!

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Bruno Costa

26 de maio de 2016 às 01h21

Passando para divulgar texto sobre a seletividade política e o patriotismo equivocado na sociedade brasileira. http://goo.gl/27ho0u

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JOHN J.

25 de maio de 2016 às 23h59

OS BANDIDOS TOGADOS NÃO PERDOAM.
São assim mesmo, punem inocentes e beneficiam bandidos amigos.
E FICAM HORRORIZADOS AOS SEREM CHAMADOS DE BANDIDOS DE TOGA.E PARA DESABAFAR SUAS MÁGOAS PUNEM QUEM OS CHAMAM DE GOLPISTAS.
OS BANDIDOS DE TOGA E OS GOLPISTAS PASSARÃO PARA A HISTÓRIA COMO UM TAL “joaquim silvério dos reis” E AINDA VIVOS SERÃO SEMPRE HOSTILIZADOS PELAS PESSOAS BOAS E HONESTAS QUE NÃO COMPACTUAM COM SUAS DESONESTIDADES.

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    André Crasoves

    26 de maio de 2016 às 01h38

    Quem conviveu com esse câncer sabe do que eles são capazes. Justiça é só uma coisa em torno da qual trabalham e onde fazem e desfazem, sempre colocando à frente seus preconceitos e sua prepotência. Tive oportunidade de ver de perto um canalha desses pavoneando-se para um grupo de jurados e demonstrando como conseguia torcer a visão daqueles que não embarcassem nas suas teses. O número de pessoas pobres e incapazes de se defender presas injustamente no nosso país é algo monstruoso. Há uma cultura da injustiça e a certeza de que jamais serão confrontados pelos seus desmandos, tanto os MP como do judiciário. Se um dia o Brasil se levantar da vala em que foi foi jogado por esses canalhas, uma coisa é certa: há que colocar-lhes limites claros, pois, de servidores da sociedade, tornaram-se monstros prepotentes e irresponsáveis, acima das leis e da decência.

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Marc Henri Dubois

25 de maio de 2016 às 23h50

PARABÉNS A ESSA SERVIDORA PELA CORAGEM DE AFRONTAR A HIPOCRISIA DESSA CORJA DO JUDICIÁRIO

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    Eisenheim

    26 de maio de 2016 às 00h23

    Marc, a teoria dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário) foi fruto do pensamento de Montesquieu.

    E o Ministério Público não faz parte do Poder Judiciário. Embora os integrantes do MP digam que não, mas o órgão é ligado ao Poder Executivo.

    Porém, o que vemos hoje é a Polícia Federal e o Ministério Público brigando para ver quem é o quarto poder. E seguindo a lógica, o quinto.

    Tudo isso porque o governo do PT lhes deu autonomia e nunca os impediu de trabalharem.

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Eisenheim

25 de maio de 2016 às 22h41

As frases devem ter sido retiradas de jornais, revistas ou internet. A finalidade era encontrar o erro contra o vernáculo. Acredito que nada foi inventado, apenas usaram textos que tratava de política. Parabéns pela criatividade!

Francamente: será que ninguém do MP (promotor/procurador) conferiu as provas antes de serem aplicadas? Se não o fizeram, foi pura prevaricação. Mas a corda arrebenta sempre do lado mais fraco. Sobrou para a funcionária.

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