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Fim do mito do aparelhamento petista: Governo Federal tem quase mesmo número de tucanos e petistas

Por Miguel do Rosário

26 de maio de 2016 : 11h10

Charge: Xalberto

PT, PMDB e PSDB lideram indicados com filiação para cargos em comissão

Na Folha

Os três maiores partidos do país, PT, PSDB e PMDB, lideram o número de filiados que são indicados para ocupar cargos em comissão no governo federal.

É o que aponta relatório aprovado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) que fez uma análise sobre a ocupação de cargos de comissão e funções gratificadas nos três poderes da União, conforme a Folha antecipou nesta quarta-feira (25).

De acordo com o relatório do ministro Vital do Rego, numa análise sobre os 22,2 mil cargos em comissão do executivo federal (descontadas estatais e outros órgãos vinculados), foram encontrados 2.444 filiados a partidos políticos. Os salários dos DAS variam de R$ 2,2 mil a R$ 14 mil.

Os cargos em comissão, também chamados DAS, são de livre nomeação e podem ser ocupados por servidores ou por pessoas sem vínculo com o serviço público. Segundo o relatório, 31 partidos tinham filiados ocupando cargos. O PT, partido que estava no governo durante o levantamento, do fim do ano passado, tinha 13,6% desse total, seguido do PMDB com 10,98%, partido do então vice-presidente.

O PSDB, mesmo sendo oposição há 13 anos, vem logo atrás dos dois partidos do governo, com 9,64% de filiados, número maior que o do PDT, por exemplo, que tinha 6,56% e foi aliado do PT desde que o partido assumiu a presidência em 2003.

No Ministério Público e na Justiça também foram encontrados cargos em comissão ocupados por filiados a partidos (4% e 5% respectivamente) mas o trabalho não apresentou de quais partidos eles são.

Vital, que foi senador pelo PMDB e é investigado na operação Lava Jato, aponta em seu relatório que o alto número de servidores com cargos comissionados ou funções gratificadas, quase um de cada três, cria nove riscos para o serviço público, entre eles gastos desnecessários, escolha de pessoas não qualificadas, conflito de interesses entre público e privado e pessoas exercendo esses cargos sem estar chefiando algum serviço. Esses cargos e funções, pelas normas, deveriam ser dados a quem exerce alguma função de comando.

“Tem lugar que tem mais cacique que índio”, disse o ministro que determinou aos órgãos técnicos do TCU que passem a pautar os julgamentos sobre servidores com base no levantamento feito e o envio dos dados a órgãos do executivo, legislativo e judiciário.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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3 comentários

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Jó Ge

27 de maio de 2016 às 05h43

Pelo fim da ingerência política nos escalões inferiores. Indicações políticas deveriam ser limitadas ao primeiro e segundo escalão, no máximo, tipo Presidente e Diretores de uma instituição, nada além. Não faz sentido o Presidente da República, ou seus auxiliares, indicar o chefe da cozinha do restaurante de uma empresa ou o chefe dos faxineiros, como se todos os cargos fossem “políticos”.

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Marivane

26 de maio de 2016 às 22h06

vamos colocar somente tecnicos

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Jojo The Man

26 de maio de 2016 às 15h15

Nenhuma palavra de coxinha ?

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