Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Aécio é comido pela Lava Jato

Por Miguel do Rosário

15 de junho de 2016 : 16h16

Chicletinho queimado tá ficando quente!

Essa delação tá um pouco melhor, porque não vem com história de criminalizar o caixa 1. Machado fala em caixa 2 e dá detalhes. Detalhes que poderiam ser melhor investigados pelos procuradores, delegados e imprensa, né?

Dezenas de procuradores, delegados, repórteres fuçaram o sítio em Atibaia frequentado por Lula, vamos ver se haverá o mesmo interesse pelos esquemas do Aécio, o “primeiro a ser comido”.

E pensar que foi essa turma que derrubou Dilma, uma das poucas honestas nesse lamaçal…

***

No blog do Fausto, no Estadão.

Machado revela propina de R$ 1 milhão para Aécio e caixa 2 do PSDB em 1998 e 2000

POR MATEUS COUTINHO, JULIA AFFONSO, FAUSTO MACEDO, ISADORA PERON E GUSTAVO AGUIAR
15/06/2016, 15h41

Ex-presidente da Transpetro, que era líder do PSDB no Senado na época, diz que planejou com o hoje presidente tucano um esquema para financiar 50 deputados por meio de pagamentos ilícitos de empreiteiras e de um esquema de caixa dois que teria sido montado pelo então coordenador da campanha de FHC Luiz Carlos Mendonça de Barros

Em sua delação premiada, o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado revelou a existência de um grande esquema de corrupção quando ele ainda era líder do PSDB no Senado, em 1998, para eleger o hoje presidente da sigla Aécio Neves à presidência da Câmara em 2000 e estruturar uma ampla base de apoio para o governo Fernando Henrique Cardoso no Congresso. O próprio Aécio, de acordo com Machado, teria recebido na época R$ 1 milhão em dinheiro vivo.

Segundo o delator, ele, o então senador Teotônio Vilela e o então deputado Aécio traçaram um plano em 1998 para “ajudar financeiramente” 50 deputados a se elegerem naquele ano para garantir o apoio à eleição de Aécio para a presidência da Câmara, em 2000. O dinheiro teria sido captado por meio de propinas de empresas e de recursos ilícitos da campanha de Fernando Henrique Cardoso à reeleição

“Que decidiram (os três no encontro) que iriam dar entre R$ lOO mil reais e R$ 300 mil reais à cada candidato”, relata Machado, que diz ter recebido propinas de empresas doadoras de campanhas tucanas, e também ter procurado o então ministro das Comunicações e coordenador da campanha de FHC Luis Carlos Mendonça de Barros para captar recursos ilícitos.

Leia mais: ‘Pro Michel eu dei’, confessa delator

“Que eles (campanha de FHC) nos garantiram que parte desses recursos ilicitos, à época cerca de R$4 milhões de reais, viriam da campanha nacional através do então ministro das Comunicações Luis Carlos Mendonça de Barros”, afirma Machado, segundo o qual parte do dinheiro ilícito vinha “do exterior”, sem dar mais detalhes de como era operacionalizado e qual a origem dele.

“Que esses recursos ilicitos nos foram entregues em várias parcelas em espécie, por pessoas indicadas por ele (Luis Carlos Mendonça de Barros). que a maior parcela dos cerca de R$7 milhões arrecadados à época, foi destinada ao então deputado federal Aécio Neves, que recebeu R$1 milhão em dinheiro”.

Machado diz que o tucano recebia estes recursos de um amigo de Brasília “que o ajudava nessa logística” e afirmou apenas que a pessoa era um jovem moreno que “andava sempre com roupas casuais e uma mochila”.

Além do esquema montado por Mendonça Barros, Machado citou também o caixa dois da Camargo Corrêa para campanhas tucanas no período e admitiu que chegou a receber na época R$ 350 mil em dinheiro vivo da empreiteira. Todo o esforço do esquema ilícito, que também teria financiado as campanhas municipais do PSDB em 2000, segundo o delator, permitiu ao PSDB eleger a segunda maior bancada da Câmara.

“Que a partir dessa articulação e captações feitas em 1998 e 2000 na eleição para prefeito, o PSDB conseguiu eleger 99 deputados”, segue Machado. Segundo ele, porém, o então presidente Fernando Henrique Cardoso era contra a articulação para que Aécio se elegesse presidente da Câmara, pois temia na época um racha de sua base.

Apesar disso, Aécio acabou sendo eleito presidente da Casa.

A reportagem entrou em contato com as assessorias do PSDB, de Aécio e de Fernando Henrique Cardoso, mas ainda não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestação deles.

Abaixo, documento com a delação de Machado contra Aécio.

[slideshare id=63108700&doc=delacaomachadoaecio-160615190727&type=d]

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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3 comentários

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Jadir Rocha

16 de junho de 2016 às 08h47

Aécio o trambiqueiro.

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Daniel

15 de junho de 2016 às 19h35

Quando é que vão degustar o Aécim? Corre o risco de Cunha ser saboreado antes dele.

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Atreio

15 de junho de 2016 às 17h36

é….500 anos de sujeira suja muito….Em 2000 diziam q a fome no brasil passava de 200milhões de brasileiros e isso era insolúvel – precisaríamos de 50 anos de muito trabalho pra acabar com ela. Mas pouco mais de 10 anos de PT resolveram a fome no brasil: resolveremos essa bagunça deles tb.

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