Ato público pela valorização do serviço público

De Paulo Freire a Temer, a reforma da educação com e sem diálogo

Por Redação

23 de setembro de 2016 : 13h34

por Luciana Oliveira, em seu blog

No 23 de setembro de 1964, o educador e filósofo Paulo Freire, criador do método que revolucionou a alfabetização de adultos, era libertado após 72 dias na prisão. Seu crime, querer transformar o pensamento pedagógico ao aproximar o processo de ensino do contexto social e político do país.

Para os militares era um projeto subversivo, pois alfabetizados passam a contestar a realidade, o que dificulta a submissão.

No inquérito, Amado Menna Barreto Júnior (funcionário público do Ministério da Educação e Cultura) afirmou “que o PNA visava não apenas a alfabetização e conscientização da massa analfabeta, mas muito particularmente a sua politização, com a evidente intenção de formar um eleitorado perfeitamente identificado com os princípios que até então nortearam as atividades subversivas no país”.

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Paulo Freire havia realizado uma experiência-piloto no município de Angicos (RN), quando alfabetizou 300 trabalhadores em 40 horas, o que inspirou a construção do método que influenciou o pensamento pedagógico em vários países.

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A iniciativa ganhou imensa repercussão e mesmo preso no 14ª Regimento de Infantaria em Recife, um capitão pediu que ele alfabetizasse os recrutas. “Mas, capitão, é exatamente por causa do método que estou aqui”, disse o educador.

Da prisão seguiu para mais de uma década de exílio e até a anistia, o Método Paulo Freire o consagrou como o maior educador brasileiro. Os mais de 40 livros que escreveu foram traduzidos em dezenas de idiomas e a tese de unir a prática dialética com a realidade libertou milhões da alienação.

AJB/RIO - 24/07/09 PAULO FREIRE - EDUCADOR, REGRESSA AO BRASIL DEPOIS DE 10 ANOSDE EXILIO. FOTO PRODUZIDA EM 10/08/79 FOTO: ISAIAS FEITOSA/CPDOC JB

AJB/RIO – 24/07/09
PAULO FREIRE – EDUCADOR, REGRESSA AO BRASIL DEPOIS DE 10 ANOSDE EXILIO.
FOTO PRODUZIDA EM 10/08/79
FOTO: ISAIAS FEITOSA/CPDOC JB

Não tivesse sido preso e a implementação de seu método no Brasil adiada, certamente haveria mais gente politizada para contestar a reforma do ensino médio proposta pelo governo de Michel Temer sem consulta à sociedade e, sobretudo aos educadores.

Que deve haver reforma ninguém duvida, mas não sem diálogo, não por meio de Medida Provisória, não com mudanças que afetam o conteúdo e o formato das aulas.

A reforma feita às escuras prevê que conteúdos como artes, educação física, filosofia e sociologia deixem de ser obrigatórios no ensino médio.

O quanto isso vai impactar na formação dos estudantes, sobretudo no que diz respeito aos conteúdos que promovem a formação da consciência política, ninguém sabe, porque não houve debates preliminares.

E justamente com diálogo, não só do ponto de vista de método, mas pelo caráter democrático, que Paulo Freire tanto lutou.

“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho”, dizia.
Ao novo governo, não importa o contexto das mudanças que passarão a valer tão logo aprovadas.

O jornalista e doutor em ciência política, Leonardo Sakamoto, resumiu a reforma de Temer, sem diálogo, como golpe ao ensino médio. “É um desrespeito e uma violência aos milhões de profissionais que atuam em educação, aos militantes que participam dos inúmeros fóruns e instâncias de educação no país, aos alunos que ocupam escolas em busca de uma voz. Em resumo: a todos que não têm medo do debate – ao contrário do governo”.

Há 52 anos Paulo Freire era preso durante um golpe propondo o diálogo para o revolucionar o processo de alfabetização e formar cidadãos conscientes. Na mesma data em que o educador foi libertado, Michel Temer, sob um novo golpe, impõe arbitrariamente uma reforma sem debates sobre os impactos na educação.

O presidente catapultado por um golpe avisou em alto e bom som que não dá a mínima para as vozes das ruas. Não gostou, incomforme-se.

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13 comentários

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Leonardo Sverzut Ramone

26 de setembro de 2016 às 18h14

Nunca houve educação nenhuma neste país, com ou sem Paulo Freire.
Tudo é mentira por aqui o sistema educacional sempre foi totalmente falho e continuará sendo.
As escolas brasileiras se parecem muito mais com um cadeião do que com uma escola, são cheias de grades e portões,etc, com salas de aulas quentíssimas muitas sem sequer um ventilador de teto, particularmente não acho que as pessoas se sintam confortáveis para estudar dentro de lugares assim, os materiais oferecidos e utilizados geralmente são da Idade de Pedra, em algumas escolas encontram-se alguns equipamentos de informática que que no entanto também são bastante arcaicos e ultrapassados, mas as vezes ainda funcionam, porém, quando o Mestre resolve utiliza-lo a conexão de Internet é mais lenta do que a antiga Internet discada. Ainda podemos dizer que há conexão Wi-Fi em algumas unidades escolares, mas estas não são para a utilização dos alunos e sim para alguns gestores e Mestres ficarem trocando piadas no Whatsapp.
Oras que democratização e universalização de acesso a Internet é essa? onde o aluno é impedido de usar a rede dentro da escola
A escola não é capaz de dialogar com o mundo que existe além dos seus ridículos muros. Façam uma visita à uma escola e observe, quando você estiver lá dentro, perceba que não há nenhuma forma de ver a rua ou a calçada ou as pessoas e os carros que passam do lado fora, logo sempre tive e tenho a impressão de que estou preso como se fosse um marginal qualquer.
As pinturas das paredes geralmente são velhas e desgastadas e bem pouco harmoniosas, com cores bem cansativas e de péssimo gosto, nas épocas de chuvas as goteiras são muito comum dentro das salas de aula, além das tomadas que não funcionam e instalações elétricas deficientes.
Os livros das bibliotecas escolares encontram-se aos pedaços e o acervo está totalmente desatualizado e fora do contexto do séculoXXI, ainda há os livros que não podem sair da biblioteca como se fossem uma cópia raríssima de algum autor.
As refeições servidas nas unidades também não são aquelas coisas, o peixe por exemplo nunca vi em nenhuma unidade.
Os banheiros femininos até hoje não contam sequer com uma máquina de absorventes para as meninas, se acontecer de uma menina menstruar durante o período ou ela improvisa com um pedaço de pão velho ou vai á direção ou vê se alguma colega lhe empresta ou lhe dá um absorvente.
Em muitas escolas geralmente há um consultório odontológico e um profissional da área, mas não há nenhum incentivo aos cuidados da higiene bucal, a não ser por um ou outro cartaz afixado nas paredes de forma bem discreta, foram pouquíssimas as vezes que vi alunos escovarem os dentes após a merenda ou consumir as guloseimas da cantina escolar, até porque também não há dentifrícios ou sequer um fio dental ou anti-séptico bucal.
Nas unidades escolares fala-se muito também sobre o ensino de música, mas não há instrumentos musicais nas unidades como violões, contra-baixos, guitarras, teclados, baterias, pianos, corais,etc, porém, as vezes há alguns instrumentos musicais como percussões de fanfarra e quando os ensaios são feitos atrapalham as aulas dos demais porque embora geralmente aconteçam no turno inverso do estudante as escolas operam com dois ou três turnos, os ensaios geram estorvo para os alunos do turno em que ocorre o ensaio.
Os laboratórios de química e física foram desativados e viraram depósitos de materiais de limpeza ou móveis quebrados, quando não foram adaptados para serem salas de aula.
As aulas de Educação Física acontecem com meninos e meninas juntos, não que eu ache que esta pratica seja um problema, mas, como pode o Mestre ensinar algum fundamento esportivo sobre vôlei, basquete, futebol ou handball com 30 alunos em uma quadra de 40x20m?
Os Mestres e pais de alunos sequer sabem de quanto será o orçamento anual da unidade, aliás a unidade não tem autonomia de decidir onde deveria investir seu orçamento, (E olha que nem estou falando de valorização do ordenado dos profissionais que lá trabalham).
Portanto caros srs. e sras. não importa se o modelo pedagógico é Freiriano ou não, se o governo é de esquerda ou direita, não são reformas da grade curricular e muito menos fórmulas mágicas que vão resolver os problemas estruturais e organizacionais das escolas brasileiras.
Me desculpem, mas essa discussão dos srs. e sras sobre Paulo Freire, Esquerda, Direita está um pouco defasada e passional demais, que tal sairmos um pouco do discurso ideológico, entrarmos no plano da realidade que é onde as coisas acontecem e discutirmos o que realmente importa, que é cobrar os nossos governantes sejam eles de esquerda ou direita sobre o que se faz necessário e com urgência em nossas escolas?
Penso que quando começarmos a cobrar nossos por melhorias estruturais efetivas nas unidades escolares, aí sim teremos dado o primeiro passo para uma educação de qualidade.

Responder

    Doutor Octopus

    27 de setembro de 2016 às 16h51

    Falou muito bem acerca da questão. A realidade é esta apontada no discurso. As escolas além de parecerem cadeias, também parecem favelas. Tudo quebrado e descuidado. Quebrado inclusive com a ajuda dos próprios alunos. O que dizer dos muros e paredes pichadas? O que dizer de professores que são ameaçados e agredidos por alunos dentro da própria escola?
    Discordo (e concordo) ao mesmo tempo com uma coisa: falou que temos de cobrar dos nossos governante e que quando isso acontecer, veremos mudanças. Aqui é onde discordo. Em meu entender, não adianta cobrar. Vamos cobrar cobrar cobrar e nada vai acontecer. Acredito que algo possa realmente acontecer se partirmos para o cacete nas ruas, para a violência mesmo..nua e crua. Eu lamento dizer uma coisa dessas, mas não vejo outra forma. Se for só na conversa bonita, vão ser mais 500 anos de escravidão!!! O sistema que nos domina vem nos testando há algum tempo para verificar até aonde vamos. Já perceberam que o povo brasileiro, apesar de reclamador, é passivo e cativo…e acima de tudo vendido. Quer dizer, olhamos muito para o nosso umbigo..e o resto que se “foda”. Então, para o sistema basta pegar um reclamão (tipo líder de movimento social) e dar um emprego para ele, ou para o irmão, ou para mãe…enfim, coopta e está resolvido.
    Também não podemos esquecer que os donos do poder contam 24 horas por dia, sete dias por semana com os escravinhos pessoais deles, que é a polícia (na verdade, “puliça”) Rapidamente a “puliça” responde aos comandos de agredir pessoas que reivindicam seus direitos, que protestam, que exigem seus direitos.
    Outra coisa, basta também hipnotizar o povão com uma música de quinta categoria, oferecer bebidas e drogas, além de putaria, e está resolvido. As novelas da GROBO se prestam bem a esse papel.
    Então esta é a realidade atual: temos uma nação fodida, um povo fodido e queremos parecer primeiro mundo. Não tem como…Agora diga: tem jeito um negócio desse? Se tiver, não vai ser em nosso tempo.

    Responder

Leonardo Sverzut Ramone

26 de setembro de 2016 às 17h30

Nunca houve educação nenhuma neste país, com ou sem Paulo Freire.
Tudo é mentira por aqui o sistema educacional sempre foi totalmente falho e continuará sendo.
As escolas brasileiras se parecem muito mais com um cadeião do que com uma escola, são cheias de grades e portões,etc, com salas de aulas quentíssimas muitas sem sequer um ventilador de teto, particularmente não acho que as pessoas se sintam confortáveis para estudar dentro de lugares assim, os materiais oferecidos e utilizados geralmente são da Idade de Pedra, em algumas escolas encontram-se alguns equipamentos de informática que geralmente também são bastante arcaicos, as vezes ainda funcionam, porém, quando o Mestre resolve utiliza-lo a conexão de Internet é mais lenta do que a antiga Internet discada. Ainda podemos dizer que há conexão Wi-Fi em algumas unidades escolares, mas estas não são para a utilização dos alunos e sim para alguns gestores e Mestres ficarem trocando piadas no Whatsapp.
Oras que democratização e universalização de acesso a Internet é essa? onde o aluno é impedido de usar a rede dentro da escola
A escola não é capaz de dialogar com o mundo que existe além dos seus ridículos muros. Façam uma visita à uma escola e observe, quando você estiver lá dentro, perceba que não há nenhuma forma de ver a rua ou a calçada ou as pessoas e os carros que passam do lado fora, logo sempre tive e tenho a impressão de que estou preso como se fosse um marginal qualquer.
As pinturas das paredes geralmente são velhas e desgastadas e bem pouco harmoniosas, com cores bem cansativas e de péssimo gosto, em épocas de chuva as goteiras são muito comum dentro das salas de aula, além das tomadas que não funcionam e instalações elétricas deficientes.
Os livros das bibliotecas escolares encontram-se aos pedaços e o acervo está totalmente desatualizado e fora do contexto do séculoXXI, ainda há os livros que não podem sair da biblioteca como se fossem uma cópia raríssima de algum autor.
As refeições servidas nas unidades também não são aquelas coisas, o peixe por exemplo nunca vi em nenhuma unidade.
Os banheiros femininos até hoje não contam sequer com uma máquina de absorventes para as meninas, se acontecer de uma menina menstruar durante o período ou ela improvisa com um pedaço de pão velho ou vai á direção ou vê se alguma colega lhe empresta ou lhe dá um absorvente.
Em muitas escolas geralmente há um consultório odontológico e um profissional da área, mas não há nenhum incentivo aos cuidados da higiene bucal, a não ser por um ou outro cartaz afixado nas paredes de forma bem discreta, foram pouquíssimas as vezes que vi alunos escovarem os dentes após a merenda ou consumir as guloseimas da cantina escolar, até porque também não há dentifrícios ou sequer um fio dental ou anti-séptico bucal.
Nas unidades escolares fala-se muito também sobre o ensino de música, mas não há instrumentos musicais nas unidades como violões, contra-baixos, guitarras, teclados, baterias, pianos, corais,etc, porém, as vezes há alguns instrumentos musicais como percussões de fanfarra e quando os ensaios são feitos atrapalham as aulas dos demais porque embora geralmente aconteçam no turno inverso do estudante as escolas operam com dois ou três turnos, os ensaios geram estorvo para os alunos do turno em que ocorre o ensaio.
Os laboratórios de química e física foram desativados e viraram depósitos de materiais de limpeza ou móveis quebrados, quando não foram adaptados para serem salas de aula.
As aulas de Educação Física acontecem com meninos e meninas juntos, não que eu ache que esta pratica seja um problema, mas, como pode o Mestre ensinar algum fundamento esportivo sobre vôlei, basquete, futebol ou handball com 30 alunos em uma quadra de 40x20m?
Os Mestres e pais de alunos sequer sabem de quanto será o orçamento anual da unidade, aliás a unidade não tem autonomia de decidir onde deveria investir seu orçamento, (E olha que nem estou falando de valorização do ordenado dos profissionais que lá trabalham).
Portanto caros srs. e sras. não importa se o modelo pedagógico é Freiriano ou não, se o governo é de esquerda ou direita, não são reformas da grade curricular e muito menos fórmulas mágicas que vão resolver os problemas estruturais e organizacionais das escolas brasileiras.
Me desculpem, mas essa discussão dos srs. e sras sobre Paulo Freire, Esquerda, Direita está um pouco defasada e passional demais, que tal sairmos um pouco do discurso ideológico, entrarmos no plano da realidade que é onde as coisas acontecem e discutirmos o que realmente importa, que é cobrar os nossos governantes sejam eles de esquerda ou direita sobre o que se faz necessário e com urgência em nossas escolas?
Penso que quando começarmos a cobrar nossos por melhorias estruturais efetivas nas unidades escolares, aí sim teremos dado o primeiro passo para uma educação de qualidade.

Responder

Tulio Stephanini

25 de setembro de 2016 às 16h46

Paulo Freire revolucionou a educação, se ela é o lixo que é hoje é graças a ele.

Responder

Luiz Baptista

23 de setembro de 2016 às 16h45

E o medo que esses caras têm de quem pensa?
Faz um certo tempo, que vejo a dificuldade de certos profissionais em responder a indagação mais simples e universal – o porque?
A resposta dos dignos futuros sinhozinhos educados na “escola sem partido” vai ser uma só: “porque eu quero”.

Responder

    HUEHUEBR

    23 de setembro de 2016 às 17h36

    Os países de esquerda são os que mais temem quem pensa, e inclusive bloqueiam comunicação na internet. Os países de direita lucram com as mentes pensantes. Paulo Freire é o responsável pela péssima qualidade da educação hoje, onde um aluno que assiste aulas tem mais chance de se tornar um bandido do que um jovem que nunca foi ao colégio. O coitadismo é enfiado na mente dos alunos lhes dando o direito de matar e roubar porque não possuem iPhones. Paulo Freire sim forma zumbis que aceitam qualquer idéia que seja revestida com ideais da luta de classes.

    Responder

      Luiz Baptista

      23 de setembro de 2016 às 17h40

      Trollzinho de merda desinformadores e burros como sempre

      Responder

        HUEHUEBR

        23 de setembro de 2016 às 17h43

        Sim, vamos dar um dólar por dia para os miseráveis do Brasil e dizer que tiramos milhares da pobreza! Alunos do Paulo Freire vão nos idolatrar para sempre!!

        Responder

          Luiz Baptista

          23 de setembro de 2016 às 17h52

          Paulo Freire 40 livros traduzidos em 20 idiomas e adotado em várias escolas da Europa e você um trollzinho de merda

          HUEHUEBR

          23 de setembro de 2016 às 17h54

          Sim, modelos de controle de mentes quando bem sucedidos correm o mundo!

          Bartleby

          26 de setembro de 2016 às 10h08

          perdeu oportunidade de ficar calado

          HUEHUEBR

          26 de setembro de 2016 às 10h49

          Defende o diálogo e me quer calado, é mais fácil discutir só pessoas idiotizadas que concordam com tudo o que tu pensa

          Bartleby

          27 de setembro de 2016 às 10h51

          Eu não sou Paulo Freire, bocó!


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