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Requião: crise fiscal é resultado da destruição da capacidade produtiva do país

Por Miguel do Rosário

13 de abril de 2017 : 12h06

(Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado)

Previdência: Meirelles blefa e mente chantageando o Brasil com um ataque de juros

Por Roberto Requião, enviado por email

Os métodos de mistificação do governo Temer atingiram alturas infinitas no que se relaciona com a infame reforma previdenciária. Não é possível mais contestar com racionalidade os desvarios do ministro Henrique Meirelles em seus esforços de empurrar goela abaixo do Congresso Nacional e da sociedade brasileira uma iniciativa repelida, com absoluta razão, por todo o povo brasileiro. Por ele já não fala mais a razão, mas a mentira descarada. Já não há cuidado em confundir dados, mas em simplesmente distorcê-los e inventá-los.

No último dia 10, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, disse solenemente Meirelles: “Não vou entrar em detalhes, mas quanto mais generosa e mais cara é a Previdência maior é a taxa de juros estrutural da economia”. Isso é a mais absoluta bestialidade jamais pronunciada por alguém com cargo de ministro no Brasil, e talvez no mundo. Relacionar a Previdência com a taxa extravagante de juros que os bancos servidos por Meirelles usufruem na economia do país é a mais extravagante mistificação.

Quando tomei conhecimento dessa declaração absurda, pensei comigo mesmo: onde estamos e para onde vamos? Se um ministro fala o que falou, tudo é permitido em termos de manipulação da opinião pública. Mesmo porque, me perdoem se estou errado, não vi um único representante da grande mídia, um grande jornal e ou uma televisão, que considerasse estranha relação entre Previdência e juros. Todos engoliram o que Meirelles falou sem qualquer questionamento, como se fosse a verdade eterna.

No entanto, estamos diante do maior dos absurdos, de um acinte contra a sociedade brasileira. Por outro lado, devemos entender que o despudorado governo Temer precisa achar desculpas para a taxa de juros de agiotagem com que premia o sistema bancário brasileiro, cujos representantes estão sentados nas cadeiras de Ministro da Fazenda e de presidente do Banco Central. Como desculpar essas taxas de juros absurdas, as maiores do mundo, a não ser encontrando algum culpado, mesmo que falso? Sim, a culpa dos juros, para Meirelles e Temer, é da “excessivamente generosa” Previdência Social do país.

Basta. Ou Temer se livra desse ministro enganador e falso, que despe sua desfaçatez na frente de toda a sociedade brasileira, ou teremos que buscar caminhos para fixar novos destinos para a cidadania brasileira. Não é possível suportar tanta incompetência e tanta arrogância. A crise fiscal brasileira não é uma crise do Brasil, mas uma crise da estupidez do Governo que destrói a capacidade produtiva do país na tentativa frustrada de equilibrar o orçamento, gerando recorrentemente menos receita fiscal e, em seguida, cortando mais direitos e investimentos sociais, fazendo a economia e a arrecadação voltar a cair e colocando a Nação em um ciclo vicioso pérfido.

Se este Governo fosse confiável, se não estivesse a serviço exclusivamente da banca e do capital estrangeiro, seria possível reunir rapidamente um grupo de economistas que traçasse um plano de recuperação para a economia, fora das trilhas imbecis da “Ponte para o Futuro”.

Isso não é nada difícil, há várias experiências exitosas no mundo, inclusive no Brasil em 2009 e 2010. Infelizmente não é possível, já que os recursos eventualmente levantados para serem aplicados num programa de retomada seriam consumidos na voragem dos juros extorsivos praticados no país. Aparentemente, não temos saídas normais. Aqueles que gritam nas ruas e nos auditórios fora Temer tem razão.

Conclamo meus pares, aqueles que, diferentemente de Temer e Meirelles, tem que dar satisfação de seus atos ao eleitorado, que joguem a reforma da Previdência no lugar que ela merece, ou seja, a lata de lixo. Que não temam as ameaças de Meirelles de que, se ela não for aprovada, o país quebra. De fato, nos termos da política de Meirelles e de Temer, o país já quebrou. São três anos sucessivos de contração, fato inédito no Brasil e no mundo, e uma taxa de desemprego sem precedentes. Assim, só nos resta juntar forças para viabilizar a retomada com um governo que venha a suceder ao atual.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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17 comentários

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Patrício Sousa

14 de abril de 2017 às 01h42

Esse cara é o relator do projeto de lei para intimidar juízes e promotores!! O mesmo que no fim de semana foi se aconselhar com presos por corrupção e lavagem de dinheiro!! Bandidos petistas!! Vaccari Neto e Antonio Palocci!! Os políticos brasileiros são uma lástima e esse senhor é um dos piores que existe!! Envolvido em corrupção, ou seja, uma velha raposa cuidando do galinheiro!!

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    leonardo

    14 de abril de 2017 às 21h51

    mais 1 MIDIOTA AMANTE DA IMPRENSA E DO MORO!

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Dilciany de Oliviera

13 de abril de 2017 às 22h09

Ué a esquerda não é contra a elite? A elite não é quem detem os meios de produção então sem empresas sem empregos. Gol da esquerda! Se eu fosse empreendedor eu iria embora daqui. Ser empresário no Brasil não é para qualquer um…ficar a mercê do jogo de interesses da política e ainda ameaças de sindicatos que dizem que estão do lado dos trabalhadores…estamos vendo os nomes dos defensores das minorias na lista de Janot. Simplesmente patético.

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    Ana Bulhões

    14 de abril de 2017 às 01h11

    Os dados do BC contam-me outra versão dos fatos. Em quem deverei acreditar: na Dilciany de Oliveira ou na FGV?Nos governos da esquerda todos ganharam: povo, sociedade, avanços sociais, bancos, empresários, trabalhadores,empreiteiros, tanto é que o Brasil quase chegou a 5a Economia Mundial;.. Em 2011, Dilma recebeu do ex-presidente Lula o governo com US$ 297,696 bilhões em reservas internacionais. Em quatro anos, conseguiu elevar o montante em 20%, como mostra a série histórica de variação das reservas internacionais, disponibilizada aqui pelo BC. A mesma série mostra que em dezembro de 2002, fim do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, o Brasil tinha US$ 39,594 bilhões. O Estado brasileiro possuía até darem o golpe na ex presidenta Dilma o montante de US$ 371,929 bilhões em reservas internacionais, segundo o último saldo divulgado pelo Banco Central, um montante extraordinário que representa 16,8% do PIB do Brasil e põe entre os dez países com maiores reservas do mundo. Após o golpe…. o Brasil está sendo entregue, desmontado … Simplesmente patético … https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2010/02/11/era-lula-foi-a-melhor-fase-da-economia-brasileira-dos-ultimos-30-anos-diz-fgv.htm

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    Dilciany de Oliviera

    14 de abril de 2017 às 01h23

    Você tem razão. ..não deve se distanciar das suas crenças. Eu apenas analiso os fatos e nem sempre as informações que chegam até nós correspondem a verdade. Respeito sua verdade. Abraços fraternos

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Fabiano Edy Balistieri

13 de abril de 2017 às 17h01

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Elenice Lobo Santos Ribeiro

13 de abril de 2017 às 16h40

Será que foi sobre isso que Requião foi conversar com Dirceu e Vaccari!

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maria do carmo

13 de abril de 2017 às 13h28

Grande senador Roberto Requiao, etico e equilibrado, bom seria se tivessemos 50% dos senadores como Roberto Requiao, que independente de seu partido e sempre justo!

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    Anônimo

    14 de abril de 2017 às 15h35

    O pior cego é aquele que não quer ver…

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Gustavo Pacheco

13 de abril de 2017 às 16h16

Ninguem acredita nesse mais nesse Requeijão podre. O rei está nu. A máscara caiu. Será o fim do Lula e o PT.

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    leonardo

    14 de abril de 2017 às 21h53

    outro MOLEQUE IMBECIL MIDIOTA

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Humberto Barbosa

13 de abril de 2017 às 15h51

Ele está certo , país de economia frágil , sem tecnologia é pouco industrializado só tem uma saída , aumentar os impostos !

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Roberto Mendes

13 de abril de 2017 às 15h42

E AI PETRALHAS IMUNDOS, O QUE DIZER DA DELAÇÃO DO MARCELO , A CASA CAIU EM???kkkk

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Laercio Ferreira

13 de abril de 2017 às 15h40

OA CRISE FISCAL É RESULTADO DA DESTRUIÇÃO CAPACIDADE PRODUTIVA , CONCORDO EM GÊNERO E NÚMERO COM REQUIÃO, E DE INTELECTUAIS DO PAÍS E DOS POLITICALHOS , ELEITOS POR EMPRESAS MULTINACIONAIS , QUE COBRAM POR SEUS JUROS, PELOS INVESTIMENTOS DE CAMPANHAS ELEITORAIS , E ESTÃO ENROSCADOS CHAFURDANDOS, NOS GOVERNOS MUNICIPAIS , ESTADUAIS E FEDERAIS ?

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Cléber Policarpo

13 de abril de 2017 às 15h14

….e a destruição da capacidade produtiva se deve à incompetência da administração Dilma. Essa esquerda, tão corrupta quanto a direita, cagou e sentou em cima!!!

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    Hannibal de Sousa

    13 de abril de 2017 às 21h17

    Os dados do IBGE contam-me outra versão dos fatos. Em quem deverei acreditar: no Policarpo ou no IBGE? ;)

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    Ana Bulhões

    14 de abril de 2017 às 01h38

    Cleber Policarpo … Em 2011, Dilma recebeu do ex-presidente Lula o governo com US$ 297,696 bilhões em reservas internacionais. Em quatro anos, conseguiu elevar o montante em 20%, como mostra a série histórica de variação das reservas internacionais, disponibilizada pelo BC, informe-se. A mesma série mostra que em dezembro de 2002, fim do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, o Brasil tinha US$ 39,594 bilhões. O Estado brasileiro possuía até darem o golpe na ex presidenta Dilma o montante de US$ 371,929 bilhões em reservas internacionais, segundo o último saldo divulgado pelo Banco Central, um montante extraordinário que representa 16,8% do PIB do Brasil e põe entre os dez países com maiores reservas do mundo. Reeleita para 2015 ela não conseguiu governar pois o Congresso com as pautas bombas do Cunha, dem, psdb, pp e demais a impediu. Após o golpe…. o Brasil está sendo entregue, desmontado … e o seu emprego Cleber , o meu, a aposentadoria, como de todos os brasileiros está em jogo… https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2010/02/11/era-lula-foi-a-melhor-fase-da-economia-brasileira-dos-ultimos-30-anos-diz-fgv.htm

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