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MPF/MG arquiva pedido de investigação de grupo de estudos marxistas da UFMG

Por Miguel do Rosário

03 de agosto de 2017 : 15h57

Ainda bem!

NOTA DE ESCLARECIMENTO: MPF/MG ARQUIVOU PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO DE CENTRO DE ESTUDOS DA UFMG

Atuação do Grupo de Estudos e Pesquisas Marx, Trabalho e Educação foi considerada perfeitamente regular

O MPF/MG arquivou de plano denúncia anônima questionando a atuação do “Grupo de Estudos e Pesquisas Marx, Trabalho e Educação, da Faculdade de Educação, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A representação, formulada por particular que pediu para não ser identificado, afirmava que o Grupo de Estudos representa um instrumento de pregação político-ideológica.

Ao indeferir a instauração de qualquer procedimento no âmbito do MPF/MG, o procurador da República Edmundo Antonio Dias ressaltou que “a vivência educacional democrática supõe a ampla discussão política, nas mais variadas compreensões político-ideológicas, sem o que não se alcança a formação integral do cidadão, missão universitária que, portanto, não pode ser apartada da autonomia constitucionalmente conferida às Universidades”.

Para o MPF/MG, a representação “não demonstrou, minimamente, qualquer irregularidade quanto ao funcionamento do ‘Grupo de Estudos e Pesquisas Marx, Trabalho e Educação’. Ao contrário, evidencia-se, em geral, que o pluralismo de ideias previsto no projeto constitucional de 1987-988 pressupõe ampla e livre discussão no ambiente universitário, para o que contribuem, inquestionavelmente, as atividades de grupos de estudo universitários.” No arquivamento, o MPF/MG ainda afirmou que a atuação do MPF, com relação a “diretrizes de gestão da UFMG, deve ser extremamente criteriosa, pautada pela observância do princípio da autonomia universitária, previsto no art. 207 da Constituição da República de 1988.”

Diante desses fundamentos, não chegou a ser instaurado inquérito civil pelo MPF/MG. No dia 05/07/2017, o arquivamento foi comunicado ao Grupo de Estudos.

Para ler a íntegra da manifestação, clique aqui.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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7 comentários

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Tatiana Ribeiro de Souza

05 de agosto de 2017 às 16h51

É preciso ter cuidado ao se qualificar as instituições, porque, uma vez que são integradas por pessoas, são também heterogêneas e espaços de disputas. Este caso do arquivamento da representação contra o grupo de estudos marxistas da FAE/UFMG revela que existem pessoas comprometidas com os princípios democráticos e constitucionais no MPF.

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Carlos Adonias

04 de agosto de 2017 às 17h44

Uma representação que pretenda cassar o direito à pesquisa científica, à busca da verdade, atenta contra as LIBERDADES DEMOCRÁTICAS duramente conquistadas nas ruas nos anos de chumbo da ditadura. De que tem medo essa gente que sequer é capaz de apor sua identidade em uma petição? Medo de QUEM PENSA, esta é a grande verdade.

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Celso N Morais

04 de agosto de 2017 às 16h40

Bem, se um grupo de estudos universitários pode ser denunciado por “representar um instrumento de pregação político-ideológica”, vou começar a denunciar reuniões de maçons, pastores evangélicos, partidos políticos, o Datena, Boris Casoy, William Bonner… ideologia ainda não é crime nesse caos chamado Brasil. Ainda.

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joao carlos AGDM

04 de agosto de 2017 às 11h33

Ainda bem que foi somente um ignorante que só deve ler o Diário de Minas e ver a Globo. Cabeça totalmente envenenada, não é este “particular” que está preparado para fazer o Brasil progredir, ser um país melhor de se viver. Pelo contrário.

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Paulo Melchor

03 de agosto de 2017 às 22h30

Custa-me acreditar que em pleno século XXI poderia ainda existir esse tipo de representação!!! O momento que atravessamos no pais, arrisco a dizer que esse grupo teve muita sorte dessa representação cair na mão de um procurador sensato que observa a Constituição Federal; que nem sabemos mais se ainda vigora!

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C.Poivre

03 de agosto de 2017 às 20h51

O FRACASSO TOTAL DA AGENDA ECONÔMICA DOS DERROTADOS DE 2014:

http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/O-fracasso-de-Meirelles/7/38570

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Irion

03 de agosto de 2017 às 19h37

Nada mais oportuno do que estudar Marx. Se nesta guerra de classes que os ricos moveram contra os pobres (direita contra a esquerda), os ricos estão expropriando todos os direitos da classe pobre (direito ao voto, a CLT, previdência, salários, empregos, etc.). Por que motivo a classe pobre não pode expropriar os bens dos ricos, as terras, os bancos, por meio de uma revolução? Por que deveria respeitar o direito de propriedade? Para ser roubada? Para morrer de fome? Enquanto os ricos sonegadores e corruptos desfilam em seus carrões? Só os direitos dos ricos devem ser respeitados?

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