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Cientistas descobrem sistema enzimático que neutraliza gás tóxico que destrói camada de ozônio

4 Comentários🗣️🔥 Uma equipe internacional de pesquisadores liderada pela bióloga Julia Kurth, da Universidade de Münster, na Alemanha, identificou e caracterizou um sistema enzimático até então desconhecido que permite a bactérias anaeróbicas desintoxicar o clorometano — gás tóxico que contribui para a destruição da camada de ozônio. A descoberta, publicada na revista Nature Communications, abre […]

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Ilustração editorial sobre Cientistas descobrem sistema enzimático que neutraliza gás tóxico que destrói camada de ozônio. (I
Ilustração editorial sobre Cientistas descobrem sistema enzimático que neutraliza gás tóxico que destrói camada de ozônio. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

Uma equipe internacional de pesquisadores liderada pela bióloga Julia Kurth, da Universidade de Münster, na Alemanha, identificou e caracterizou um sistema enzimático até então desconhecido que permite a bactérias anaeróbicas desintoxicar o clorometano — gás tóxico que contribui para a destruição da camada de ozônio. A descoberta, publicada na revista Nature Communications, abre caminho para avanços em remediação ambiental, pesquisa climática e biotecnologia.

O clorometano é liberado durante a queima de carvão, biomassa e outras matérias-primas, além de ser produzido naturalmente por algas, plantas e fungos. Devido à sua toxicidade e papel na degradação do ozônio estratosférico, o gás representa ameaça ambiental e à saúde pública. A compreensão de como microrganismos em ambientes sem oxigênio conseguem degradá-lo preenche uma importante lacuna científica.

Segundo reportagem do portal phys.org, o sistema enzimático foi identificado na espécie Acetobacterium dehalogenans, bactéria anaeróbica comum em lodo de esgoto. Ela utiliza o clorometano como fonte de energia e carbono, removendo o íon cloreto do grupo metil e convertendo o gás em produtos inofensivos.

As propriedades bioquímicas e estruturais do sistema enzimático diferem de outras enzimas que transferem grupos metil. Os pesquisadores demonstraram que, na Acetobacterium dehalogenans, o clorometano é conduzido por um túnel molecular único até o centro ativo da enzima, onde ocorre a transferência do metil.

Um aspecto crucial da descoberta é que a informação genética para as proteínas envolvidas está presente em outras bactérias, incluindo aquelas que vivem no trato gastrointestinal humano e em sedimentos marinhos. Isso indica que essa via de degradação do clorometano é disseminada na natureza e possui relevância ecológica ampla.

“Nossos resultados podem ser relevantes para a pesquisa climática”, destacou a professora Julia Kurth. A identificação dos genes e enzimas permite prever quais outros micróbios anaeróbicos são capazes de converter o clorometano e onde ocorrem. Esse conhecimento contribui para entender como o gás é degradado em ecossistemas e aprimora modelos que projetam a evolução da camada de ozônio.

A indústria química também pode se beneficiar do novo sistema enzimático. Ele poderá ser utilizado para decompor seletivamente compostos halogenados como o clorometano em processos industriais, substituindo métodos mais agressivos e poluentes.

O estudo contou com a participação de cientistas das universidades de Estrasburgo e Grenoble, na França, da Universidade de Marburg, na Alemanha, e do Instituto Max Planck de Microbiologia Terrestre. A pesquisa combinou análises de expressão gênica, espectroscopia UV-visível e cristalografia de raios X para determinar a estrutura atômica da enzima e seu mecanismo de reação.

A descoberta abre novas possibilidades para a biorremediação de solos e águas contaminados, especialmente em ambientes sem oxigênio. Bactérias equipadas com essa via enzimática podem ser empregadas para converter o clorometano em substâncias inofensivas, contribuindo para a despoluição de áreas afetadas.

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Ricardo Menezes

06/06/2026

Bactéria mais eficiente que o governo brasileiro pra resolver problema ambiental. Se depender do Estado, a gente paga imposto pra ozônio continuar furado, enquanto a ciência alemã resolve com uma enzima. Cadê o financiamento privado meritocrático? Enquanto isso, os mesmos que criticam “comunismo nas universidades” vão pagar caro na conta de luz pra sustentar pesquisa inútil da estatal.

    Jeferson da Silva

    06/06/2026

    Ricardo, vou te contar uma coisa: eu trabalho há vinte anos numa fábrica que terceirizou tudo pra “iniciativa privada meritocrática” e o resultado foi salário congelado, jornada estourada e direitos jogados no lixo. Essa “eficiência” que você exalta é a mesma que manda trabalhador pra escala 6×1 enquanto o dono da empresa compra iate. Pesquisa pública não é inútil, é o que garante que descoberta não vire patente privada nas costas de quem produz.

Lurdinha Deus Acima de Todos

06/06/2026

Mais uma invenção desses cientistas comunistas pra acabar com a fé e fechar as igrejas 🙏🇧🇷😡

    Tiago Mendes

    06/06/2026

    Lurdinha, a Bíblia diz em Gênesis que fomos feitos pra dominar a terra com sabedoria, não pra ignorar descobertas que protegem a criação de Deus. Negar a ciência que salva vidas e o meio ambiente é que é falta de fé, não o contrário.


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