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Intercept estoura caixa preta do Senac-RJ e encontra os pixulecos pagos à Globo

Escrito por , Postado em Redação

Esse post não faz parte da série “Quem ganhou com o golpe?”, mas tem tudo a ver com ela.

Auditoria obtida pelo Intercept mostra que, entre 2015 e 2016, ou seja, no período em que a Globo preparava o golpe contra a Dilma, o Senac-RJ torrou quase R$ 400 mil com palestras do Merval Pereira, do Conselho Editorial do Grupo Globo, além de R$ 91 milhões com publicidade, quase tudo na Globo.

Os recursos do Senac-RJ, por serem retirados compulsoriamente, por lei, de empresários e trabalhadores, pode ser considerado dinheiro público.

Há uma ironia macabra: enquanto recebia dinheiro público para dar palestras cujo tema oficial era “como evitar o impeachment no congresso”, Merval Pereira participava de reuniões com Eduardo Cunha e era um dos mais ativos defensores do golpe. O tema de suas palestas era, naturalmente, uma cortina de fumaça, ou, para ser mais direto, um exemplo grotesco de falsidade ideológica.

 

O golpe pode ter destruído economicamente o país, e com especial brutalidade a economia fluminense, mas os pixulecos pagos aos golpistas são impressionantes, que o diga Geddel Vieira Lima e os mais de R$ 50 milhões encontrados em seu apartamento.

***

Trechos de matéria do Intercept, dos colegas George Marques e Rubem Berta.

(…) Entre 2015 e 2016, chamaram especialmente a atenção dos auditores os altos valores repassados para a empresa P.I. Representações de Veículos Publicitários, Promoções e Marketing. Segundo o relatório, foram pagos, de forma adiantada, sem a prévia comprovação do serviço, R$ 91,1 milhões à firma, o que teria contribuído diretamente para a queda da reserva financeira do Senac-RJ nos últimos dois anos.

(…) The Intercept Brasil apurou que uma das principais funções da firma seria a intermediação de inserções de publicidade em veículos da grande imprensa. Uma nota fiscal de agosto do ano passado obtida pela reportagem revela um reembolso de R$ 198 mil para a P.I. Representações como “cachê de merchandising” de propagandas do Senac-RJ na Rede Globo. O principal telejornal local da emissora, o RJ-TV, por exemplo, tem como um de seus principais patrocinadores o Sistema Fecomércio-RJ.

Palestras de Merval Pereira sobre Dilma

Além da publicidade, o relatório aponta para altos gastos do Senac-RJ com a realização de palestras. Dentro do tema, há um capítulo exclusivo que fala sobre a contratação de profissionais ligados ao Grupo Globo. Segundo os auditores, um total de R$ 2,979 milhões foi pago a jornalistas, colunistas e comentaristas em 2016. “Verificamos que a ligação dos prestadores de serviços com as Organizações Globo é uma das características singulares apresentadas com vistas a justificar a não observância do dever de licitar”, diz o documento, que dedicou um capítulo inteiro para pedir esclarecimentos da relação entre o Senac-RJ e o Grupo Globo.

O jornalista que recebeu mais pelas palestras, de acordo com o relatório, foi o colunista do jornal “O Globo” e da Globonews Merval Pereira. Ao todo, os auditores apontam gastos de R$ 375 mil pela participação dele no evento “Mapa do Comércio”, realizado em diversos municípios do Rio de Janeiro. Notas fiscais a que The Intercept Brasil teve acesso mostram que, por cada uma das palestras, Merval recebeu R$ 25 mil.

O documento não aponta problema em si no trabalho do profissional, mas destaca que o processo de sua contratação teve ao menos duas falhas. O jornalista foi contratado para falar de temas que fugiriam do objetivo principal do Senac-RJ (promover educação profissional) e não houve licitação para o serviço.

A alegação de que as palestras do colunista seriam de natureza singular, única, o que impediria uma concorrência, não convenceu os auditores. Merval foi contratado para falar sobre o tema “Perspectivas para o Brasil”. O detalhamento dizia que o jornalista faria uma “análise prospectiva sobre o que o Governo Dilma pode fazer para evitar o impeachment no Congresso, e avaliação do que seria um novo governo de união nacional com a derrubada da presidente e a chegada de Michel Temer ao governo”.

(…)

 

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