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novembro 2017

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Os três governos anões da América do Sul

Escrito por , Postado em Tulio Ribeiro

(Crédito de imagem: Telesur)
Infelizmente começou depois de 200 anos um passo decisivo para os Estados Unidos oficializar o seu objetivo de poder sobre Amazônia. Desde 1817 os americanos do norte acham legítimo dominar a grande floresta do sul.

Entre 6 e 13 de novembro, 1533 militares brasileiros, 150 colombianos ,120 peruanos e 30 estadunidenses realizam exercícios militares na Amazônia. A proporção está certa, afinal o comando (mesmo não oficialmente), não necessita ser majoritário em numerário em relação aos comandados. O Brasil convida um ambicioso pretendente para visitar suas reservas de recursos naturais e uma biodiversidade estratégica para o planeta.

Será que ajuda financeira e militar, através das 7 bases dos EUA na Colômbia, retiraram sua condição de líder mundial de produção de cocaína? Claro que não! O Peru evoluiu com suas 3 bases estadunidense? Não! A presença do país do norte, que nunca faz operações em seu território com aliados, é de fixar oficialmente o seu poder sobre a Colômbia, Peru e Brasil, enquanto ameaça a Venezuela de olho nas suas reservas de petróleo, ouro e gás.

O Brasil com o índice de desenvolvimento humano de 0,754 , Peru com 0,737 e Colômbia com 0,711 não deveriam estar alienando a sua Amazônia aos EUA (0,911), e sim investindo para desenvolver sua população. A Colômbia é líder em desigualdade na América do Sul ao lado do Paraguai, seu estado não consegue sequer unir o país e nem estar presente em políticas sociais que substituam as ¨ações¨ do narcotráfico.O seu governo esqueceu na Venezuela 6 milhões de colombianos que vivem a custa de programas sociais do vizinho.

O Peru não conseguiu proteger 700 mil pessoas nas enchentes de março deste ano, e alimenta um muro (10 km) da ¨vergonha¨que separa em Lima, o seu povo originário de ¨Pamplona Alta¨ dos brancos ricos do condomínio ¨las casuarinas¨. O Brasil, refém de uma crise institucional, perdeu os avanços sociais dos últimos anos para voltar ao mapa da fome.

As razões reverberadas pelo oficialismo são que o exercício ¨servirá para mostrar um duplo desempenho das tropas tanto para guerra, quanto pra paz, mediante um debate científico e tecnológico¨. Simplesmente não se sustenta na realidade. O Brasil não pratica atualmente exercícios humanitários relevantes que beneficie qualitativamente a vida de sua população. O Brasil abandona sua vocação de líder continental isento, para servir uma possível invasão terceirizada a Venezuela. Estes vizinhos não podem indicar padrões para Venezuela, já que o país caribenho possui um IDH melhor com índice de 0,767. Na prática, presidentes impopulares que patrocinam esta atividade escondem seus desgovernos, e perseguem a nação de Simón Bolívar que se aproximou da Rússia e China.

A verdade mostra que a operação visa assegurar o controle dos recursos naturais pelos Estados Unidos, oficializar o poder político e militar dos EUA na região e vergonhosamente ameaçar a Venezuela, podendo retirar dos sul-americanos cem anos de paz entre suas nações.

Ps: IDH é o índice padrão da ONU para medir desenvolvimento humano, entre 0 e 1 onde o mais alto número representa uma realidade mais favorável (dados do último relatório).

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