Haddad no Pânico

Gilmar, guerreiro, do povo brasileiro!

Por Miguel do Rosário

20 de dezembro de 2017 : 21h48

O título é irônico, claro.

Gilmar Mendes mandou soltar o ex-governador Anthony Garotinho.

E agiu corretamente.

Eu o parabenizo por isso.

Mais uma vez, todavia, lamento que seja Gilmar Mendes o único juiz com coragem para peitar o regime de exceção implementado por juízes a soldo da Globo.

Dias atrás, o mesmo Gilmar enterrou a prisão coercitiva – um golpe em mercenários como Moro, Bretas e afins.

Falta agora pôr um freio na prisão cautelar e regulamentar a delação premiada, e aí voltaremos à democracia no país.

Mas deve-se separar o Gilmar anti-meganha do Gilmar golpista, que quer driblar a democracia através da implementação de um “semi-parlamentarismo”.

Eu ficaria, porém, mais satisfeito se os outros ministros do STF mostrassem um pouco de serviço e também viessem a campo defender a democracia brasileira.

É inacreditável que Lula e Dilma não tenham indicado um ministro disposto a enfrentar a mídia e os patos da classe média, e defender o país!

Pra começar, poderiam anular os processos contra Lula, que são absurdos, e garantir que ele disputasse as eleições presidenciais de 2018, conforme deseja o povo brasileiro.

***

No Brasil 247

GILMAR MENDES MANDA SOLTAR ANTHONY GAROTINHO

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu há pouco habeas corpus para soltar o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho; na decisão, Gilmar afirma que não verificou a “presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva”, e que, na decisão que mandou prender o ex-governador, o TRE não “indica, concretamente, nenhuma conduta atual do paciente (Garotinho) que revele, minimamente, a tentativa de afrontar a garantia da ordem pública ou econômica, a conveniência da instrução criminal ou assegurar a aplicação da lei penal”

20 DE DEZEMBRO DE 2017 ÀS 21:05 // INSCREVA-SE NA TV 247 Youtube

Rio 247 – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu há pouco habeas corpus para soltar o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho. O pedido foi feito pelo advogado de Garotinho, Fernando Augusto Fernandes. Gilmar concedeu o habeas corpus como ministro do TSE.

Na decisão, Gilmar afirma que não verificou a “presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva”, e que, na decisão que mandou prender o ex-governador, o TRE não “indica, concretamente, nenhuma conduta atual do paciente (Garotinho) que revele, minimamente, a tentativa de afrontar a garantia da ordem pública ou econômica, a conveniência da instrução criminal ou assegurar a aplicação da lei penal”.

O ministro do TSE afirma, ainda, que “o decreto de prisão preventiva (…) busca o que ocorreu no passado (eleições de 2014) para, genericamente, concluir que o paciente em liberdade poderá praticar novos crimes, o que, ao meu ver, trata-se de ilação incompatível com a regra constitucional da liberdade de ir e vir de cada cidadão, em decorrência lógica da presunção de inocência”.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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12 comentários

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Jorge Panazio

22 de dezembro de 2017 às 12h50

Com todo respeito e admiração ao Rosário, extensivo à imprensa alternativa, a presente análise do ato do Gilmar Mendes é ingênua, hipócrita e/ou politicamente equivocada. NÃO HÁ MAIS a mínima possibilidade de bons modos com esse tipo de golpista, ainda mais pela posição que ocupa.

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Fátima

21 de dezembro de 2017 às 22h26

Esse bandido golpista merece ir a forca e nenhum elogio. Foi decisivo à favor do golpe, impedindo ex-presidente LULA de tomar posse como Ministro de DILMA.

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vera vassouras

21 de dezembro de 2017 às 13h31

E, assim, um político golpista vai ganhando o tempo que necessita para FRAUDAR AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES. Afinal, essas agremiações que se autodenominam esquerdas VÃO AGUARDAR o segundo capítulo de BRASIL-HONDURAS para , ai então, começar a reclamar que a eleição foi comandada por um político absolutamente imoral. Afinal, a lei só começa a ser aplicada quando os membros da quadrilha correm risco de perder a liberdade. Observe-se o sadismo, digno de psicopatia genética de prender um ancião, mais de quarenta anos após o início dos delitos que o Brasil inteiro conhecia. Como afirmo, somente uma nova Constituição poderá criar uma Nação brasileira, com o aprisionamento dos psicopatas a que se instalaram secularmente nos poderes da res-pública, saqueando-a, enquanto o povo definha. Uma lástima e, por um pedaço de pão e uns minutos de fama, os par-ti-dos de esquerda mais uma vez se dividirão, colaborando com o sistema de fraude eleitoral. Uma lástima. Um jogo sujo cujo crime começa nas escolas e se estabelece como regra nas universidades.

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Reginaldo Gomes

21 de dezembro de 2017 às 11h52

Vai uma dica pro Fernando Morais.
Se quer ficar rico , escreva a biografia desse sujeito gilmar mendes! É o único que consegue fazer a realidade superar a ficção de forma surpreendente , pra mim , quase que inacreditável. Na fauna brasileira não tem um espécime mais doido.

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Humberto de Oliveira

21 de dezembro de 2017 às 09h34

Como separar uma pessoa em duas? Não podemos incentivar este tipo de avaliação. É o mesmo ser humano que toma atitudes segundo seus interesses. Neste momento, sua decisão nos é interessante. Em outros momentos contribuiu ou decidiu pela destruição de um projeto político que intentava oferecer condições para o bem estar da maioria da população. Mas é o mesmo cidadão dotado de poderes para interferir na vida política e “melar” o jogo democrático, quando assim o quiser.

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Maria Thereza

21 de dezembro de 2017 às 08h17

Posso estar sendo otimista e ainda falta muito pra voltarmos à normalidade e segurança jurídica. Mas GM acabou com o show das conduções coercitivas (nem quero saber se é pra proteger alguns, mas acaba protegendo todo mundo desses espetáculo de horror) e Lewandowski pôs freio no usurpador, ao vetar o aumento da contribuição previdenciária dos servidores públicos e manter o reajuste salarial. Pelo menos já são 2 apontando que há possibilidade do stf entrar nos eixos.

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jetro oliveira

21 de dezembro de 2017 às 02h20

A arte da POLITICA e complicada porque quase sempre o limpo esta mesclado com o sujo. Preto e branco estao entrelacados. Uma decisao louvavel traz consigo atos espurios. O Ministro em questao me parece um poco de interesses ambulante. Falta-lhe carater e integridade. E bom que esteja agindo a favor da democracia e do direito mas pode estar se posicionando para promover ou apoiar algo autoritario, do que muito se beneficiaria. Deixo aqui meu apreco sincero ao deputado Wadih Damous pela sua participacao na audiencia publica sobre o projeto contra abuso de autoridade. Bastante precisa sua avaliacao sobre alguns colegas congressistas: Burros ou covardes!!

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Carlos

21 de dezembro de 2017 às 01h24

O Brasil virou uma esculhambação a mando dos Marinhos. Ao PT faltou culhão, mas acho que o Lula já entendeu que água e vinho não se mistura

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    Flávio

    21 de dezembro de 2017 às 13h08

    “água e vinho não se mistura” é ótimo. Você é o retrato do fracasso da pátria educadora !

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    vera vassoura

    21 de dezembro de 2017 às 13h37

    Flávio, será que entendeu mesmo? Se aos votantes, que não passam de 35% dos eleitores, não for dada a possibilidade de constituir um parlamento com conteúdo humano, os trogloditas continuaram a exterminar o futuro. Afinal, pergunto: COMO É POSSÍVEL ACEITAR QUE UM PSEUDO-PODER, cuja competência exclusiva SERIA a de dissipar conflitos, seja não só POLÍTICO, COMO RESPONSÁVEL PELA CONDUÇÃO DE ELEIÇÕES, quando esse mesmo poder ESTÁ ACIMA DA LEI? Francamente!

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Batista

21 de dezembro de 2017 às 00h28

Essa mesma “ousadia”e “valentia” certamente não será usada nos casos que envolvem petistas.

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Alex Tenorio

20 de dezembro de 2017 às 23h37

Moro permite que Polícia Federal acesse banco de dados da propina da Odebrecht

Acordo de leniência previa que somente o Ministério Público teria acesso ao sistema Drousys. Decisão do magistrado libera dados à Polícia Federal.

Moro fez uma revisão de um trecho da própria decisão – ele homologou o acordo de leniência da Odebrecht, que previa acesso exclusivo do Drousys ao MPF.

Na nova decisão, ele permitiu o acesso ao Drousys pela Polícia Federal e ouviu o Ministério Público, que concordou com o acesso, mas pediu cautelas e restrições. A Odebrecht também foi ouvida e concordou, mas pediu prazo adicional de 30 dias para fazer um aditivo com o MPF sobre esse acesso.

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, comemorou a liberação do acesso ao Drousys. Segovia disse que isso “vai acelerar as investigações” e que a decisão do juiz Moro é “extremamente sábia porque busca a verdade real dos fatos, que é o principal pilar da investigação criminal”.

https://goo.gl/w2biuH

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