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dezembro 2017

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2017, o ano mais difícil de nossas vidas (e uma lição de Marighella!)

Escrito por , Postado em Redação

Queridas e queridos internautas, o Cafezinho deseja a todos um ótimo Natal e uma maravilhosa passagem de ano. Esperamos que 2018 traga um pouco de luz a esse país tão sofrido.

2017 foi um dos anos mais difíceis de que se tem notícia. Para o Cafezinho, como para todos, também não foi fácil.

O golpe foi brutal, sádico, violento. Asfixiou empresários, governos e cidadãos. Às vezes penso que fez isso deliberadamente, para deixar o país de joelhos, sem forças sequer para protestar.

As fontes de financiamento para a imprensa alternativa secaram, porque a iniciativa privada (com exceção de bancos e agentes do mercado financeiro, a quem nós combatemos) faliu ou ficou paralisada, com medo do regime de exceção. As fontes públicas voltaram a ser monopólio da Globo. E os cidadãos, assustados com o desemprego, priorizam, naturalmente, a segurança econômica de suas famílias.

Mas sobrevivemos. Resistimos. E encerramos o ano de 2018 mais forte do que o começamos.

Esta é nossa última campanha de arrecadação de fundos deste ano tão sofrido, tão duro, um ano que servirá, no entanto, para nos lembrarmos de um país que não queremos, de um país não-democrático, de um país de meganhas, de um país que não ouve seus próprios cidadãos, de um país que não respeita nem direitos sociais, nem individuais, de um país que despreza a própria Constituição.

Esse é o Brasil de 2017, e este é o Brasil que iremos, cedo ou tarde, derrotar.

Agradecemos imensamente aqueles que puderem ajudar o blog a fechar as contas do ano, fazendo qualquer colaboração.

Clique aqui para ajudar ao Cafezinho.

Permaneceremos ativos 24 horas por dia, por todo esse período de natal e reveillon, mas possivelmente com um ritmo menor de atualização.

Como muitos de vocês tirarão férias, viajarão e também reduzirão o ritmo das leituras, despedimo-nos desde já

Amigos e amigas, encontramo-nos em 2018, que será mais um ano de resistência democrática.

O jornalismo, num país como o nosso, com a mídia que nós temos, é uma atividade revolucionária.

Porque não basta contar a verdade. É preciso também combater a mentira! É preciso martelar a verdade, a ferro e sangue, na consciência do povo!

E para isso é necessário um jornalismo combativo, apaixonado, infinitamente criativo!

É isso que tentamos fazer.

Revolucionária também tem sido a defesa da legalidade e das garantias individuais, uma bandeira estreitamente vinculada, a nosso ver, a um jornalismo humanista e democrático.

Estaremos nas trincheiras da luta por quantos anos, décadas, séculos forem necessários.

Por que é a luta que dignifica o homem – e a mulher.

E, como diria Marighella, a única luta que se perde é a que se abandona!

Obrigado por tudo e bom descanso a todos!

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  1. José de Arimateia Morais
  2. Romanelli
    • layz
  3. Luis CPPrudente
  4. Marcelo
  5. Marcos Manoel
  6. JoApaS
  7. janice souza de alcantara
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