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Valter Pomar: Resposta a Miguel do Rosário

Por Redação

05 de maio de 2018 : 17h45

Miguel do Rosário leu e comentou texto de minha autoria, criticando a possibilidade de apoio do PT ao Ciro Gomes, possibilidade atribuída a Jaques Wagner, que publicou desmentido a respeito.
O texto de Miguel do Rosário está aqui: https://www.ocafezinho.com/2018/05/03/ciro-gomes-e-o-pt/
Miguel do Rosário inicia sua crítica com quatro afirmações, que listo a seguir, em sequência de minha responsabilidade:
-diz que “alguns amigos” pediram para criticar minha posição;
-afirma que só “por algum milagre” o PT conseguirá levar adiante a candidatura Lula;
-afirma que não entende o que significaria uma “anticandidatura”;
-afirma que minha posição é “Lula, ou nada!”.
Começo pelos “amigos”: há uma enorme pressão para que o PT desista da candidatura Lula.
Esta pressão vem de todos os lados, inclusive de gente progressista.
Mas a quem interessa que o PT desista da candidatura Lula? Quem será beneficiado por isto? O PT? A esquerda? Os progressistas? Os que lutaram contra o golpe? O povo brasileiro?
A resposta é: nenhum dos anteriores.
Quem seria beneficiado se o PT desistir da candidatura Lula será, única e exclusivamente, o golpismo. Pois tirando Lula da disputa, o caminho estará aberto para uma vitória do golpismo nas eleições presidenciais de 2018.
Miguel do Rosário afirma que só por um “milagre” Lula será candidato.
Bizarro este jeito de argumentar. Lula não está morto. É o líder das pesquisas. Não teve seus direitos políticos cassados. Por estes e outros motivos, sua candidatura não depende de milagre: depende de luta, de pressão social.
É difícil? É difícil. Muito difícil. Mas só seria impossível se achássemos que depende de um milagre.
O grande problema dos que defendem Plano B é exatamente este: por achar impossível,desistem antecipadamente de lutar em favor da candidatura Lula.
O curioso é que acham impossível garantir a candidatura Lula, mas acham possível vencer as eleições sem Lula.
Acreditam que, mesmo preso, mesmo sem poder fazer campanha, mesmo sem poder aparecer no horário eleitoral gratuito, Lula seria capaz de transferir votos e levar alguma candidatura para o segundo turno, como fez com Dilma em 2010.
Por acreditarem nisto, não conseguem nem mesmo compreender o que seria uma “anticandidatura”. Acham que isto seria “nada”. Acham que isto seria “abandonar o processo eleitoral” ou “participar dele pela metade”, pensando “apenas” em “denunciar golpe ou fraude”.
Comecemos eliminando esta falsa polêmica: não conheço ninguém que defenda “abandonar” o processo eleitoral.
A discussão se limita a tática que deve ser adotada nas eleições presidenciais, na hipótese do golpismo ter êxito em interditar a candidatura Lula.
Ninguém questiona o lançamento de candidaturas parlamentares, ao senado e aos governos estaduais.
Portanto, além de não proceder, chega a ser ofensivo acusar a esquerda de pretender “deslegitimar uma eleição que envolverá quase 150 milhões de eleitores, e dezenas de milhares de candidatos para os mais diversos cargos estaduais e federais, é desrespeitar a democracia”.
Se há alguém desrespeitando a democracia e deslegitimando as eleições, é o golpismo, não a esquerda. O que defendemos é impedir a fraude; e, caso não consigamos impedir, defendemos deslegitimar a fraude. Onde está, portanto, a real divergência? Está em saber se “eleição sem Lula é fraude”, ou não.
 
A fraude
Para Miguel do Rosário, denunciar golpe ou fraude converte-se num detalhe, que ele chega a resumir na palavra “apenas”.
Segundo ele, “quanto à denúncia de fraude e golpe, a estratégia de combatê-los não pode ser emulando os piores exemplos da direita venezuelana”, “pondo a culpa no processo eleitoral, e não no adversário”.
Repito a frase: o erro estaria em por a “culpa no processo eleitoral, e não no adversário”.
Vamos por partes: se Lula for impedido de ser candidato, o “processo eleitoral” terá sido fraudado pelo “adversário” (prefiro falar em inimigo, correndo o risco de Miguel do Rosário achar isto uma expressão deselegante).
O que fazer diante disto? Depende.
Há situações em que a esquerda participou de eleições fraudadas, há situações em que as boicotou. Não se trata de uma questão de princípio, mas de tática.
Os que defendem como única hipótese, em qualquer cenário, participar “normalmente” da eleição, consideram sempre o melhor cenário: que será possível disputar, que será possível ir ao segundo turno, que será possível vencer.
Não percebem e/ou não concordam que o golpismo está preparando uma eleição “pela metade”. Que sem Lula a eleição estaria fraudada, o resultado estaria definido de antemão. Se for este o contexto, é essencial denunciar isto antecipadamente.
Não apenas pela denúncia em si, mas também porque esta denúncia nos fortaleceria inclusive eleitoralmente e nos prepararia para fazer uma oposição à altura ao governo golpista que, neste cenário citado, emergiria da fraude eleitoral.
Em nossa opinião, se efetivamente ocorrer, a interdição de Lula tornaria muito pouco provável, para não dizer praticamente impossível, que a esquerda possa estar no segundo turno das eleições presidenciais de 2018.
Neste contexto, se não deixarmos claro que se trata de uma fraude, vamos legitimar a fraude. E seremos duplamente derrotados: não poderemos nem mesmo reclamar que fomos vítimas de uma fraude.
 
Lula ou “nada”
Por isto é que, na minha opinião, só há duas alternativas aceitáveis no que diz respeito à eleição presidencial: ou participamos com Lula candidato; ou participamos com o objetivo de denunciar a fraude, deslegitimar o resultado e criar assim melhores condições para fazermos oposição ao futuro governo federal.
E como participar denunciando a fraude? Neste momento, considero duas hipóteses de ação no tal cenário: ou não substituir Lula, caso ele venha a ser “interditado definitivamente”; ou lançar em seu lugar uma “anti-candidatura”, que tenha como objetivo denunciar o golpe e defender o PT.
“Anticandidatura”, neste caso, quer dizer: sabemos que a eleição foi fraudada.
Participaremos, para denunciar o ocorrido, sem ter a ilusão de que haverá vitória.
Sem que sirva como modelo para o nosso caso, mas apenas como exemplo de algo que recebeu o mesmo nome, recomendo ler a seguinte documentação:
http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/arquivo-pessoal/UG/textual/documentos-sobre-a-anti-candidatura-de-ulysses-guimaraes-e-barbosa-lima-sobrinho-a-presidencia-e-vice-presidencia-da-republica-incluindo-discurso-
Miguel do Rosário está preocupado não apenas em “participar da campanha presidencial”, mas também em “emplacar uma boa bancada no congresso e nas assembleias legislativas”.
Concordo com ambas as preocupações. Mas se Lula for arbitrariamente impedido de participar da disputa presidencial, e até mesmo impedido de fazer campanha, considero necessário adotar uma política criativa, ao invés de repetir o feijão-com-arroz das eleições ocorridas desde 1989 até 2014.
Pois caso interditem Lula, as eleições de 2018 estarão fraudadas antes mesmo de ocorrerem e, portanto, nossa tática deve inovar.
Não basta, neste cenário, uma “estrategia política e eleitoral consistente, íntegra, substantiva”. É preciso uma tática eleitoral de novo tipo, consistente com uma nova estratégia, que seja capaz de enfrentar uma situação completamente diferente do que ocorreu desde 1989.
Miguel do Rosário chega a afirmar que “o último bastião da nossa democracia são as eleições de 2018”. Mas logo em seguida afirma que não acha “inteligente encará-las como uma batalha de vida ou morte”.
Se de fato as eleições de 2018 forem nosso “último bastião”, então penso que cabe travar uma batalha de “vida ou morte”.
Isto não quer dizer que, se perdermos, “acabou-se o mundo, podemos ir para casa”.
Explico: o golpe de 2016 revelou que os capitalistas brasileiros não querem conciliação e que as direitas não querem respeitar o resultado da eleição.
As eleições de 2018 podem reverter isto; ou podem ser mais um “golpe dentro do golpe”. Para reverter, Lula tem que ser candidato.
Se Lula não for candidato, teremos consumado outro “golpe dentro do golpe”.
Prevalecendo esta segunda opção, o mundo não terá acabado, nem iremos para casa. Mas ficará mais do que evidente a necessidade de adotar outra estratégia, muito diferente daquela que a esquerda brasileira adotou desde 1989.
Miguel do Rosário vislumbra isto, quando diz que os “horizontes pós-eleitorais permanecem tomados de perspectivas infernais, perdendo ou ganhando”. Mas não percebe que, se Lula for impedido de participar, os horizontes pré-eleitorais já serão infernais.
Por isso mesmo, embora não aprecie os termos, não discordo do objetivo de tratar as eleições “como um valor em si mesmo, como uma oportunidade de transformá-lo num processo de educação política”.
A questão é como fazer isto: de um jeito tradicional ou de um jeito criativo, coerente com a situação nova criada pelo golpe?
Miguel do Rosário reconhece que o impeachment foi golpe e também reconhece que a retirada de Lula do pleito corresponde a uma insuportável fraude no processo eleitoral.  Concorda que isso deve ser denunciado agora e sempre.
Mas não percebe que frente a esta situação insuportável, é preciso travar a luta democrática de outro jeito.
No fundo, no fundo, Miguel do Rosário é mentalmente um conservador, que não consegue enxergar outras formas de participar das eleições, que não as de sempre.
Acha que lançar uma anticandidatura, ou defender o voto em Lula mesmo que ele não esteja na urna eletrônica, é igual a desistir da luta democrática.
A divergência nesta questão está, reitero, em que — mesmo caso Lula seja interditado — Miguel do Rosário propõe intervir nas eleições do modo tradicional, ou seja, de modo similar a como fizemos entre 1989 e 2016.
Não considera a necessidade de adotar, frente a uma situação muito diferente, uma tática também muito diferente.
Ou melhor dizendo: ele propõe sim uma mudança importante. A saber: que neste caso o PT considere apoiar a candidatura a presidente de Ciro Gomes.
Ciro Gomes
Miguel do Rosário defende que o PT deva se aliar a Ciro Gomes. É direito dele, assim como é meu direito, como filiado ao PT, considerar que isto é um imenso erro.
Da mesma forma, é direito de Miguel do Rosário achar “deselegante” que eu fale da “condição hegemônica do PT”, embora eu considere que o termo deselegância deveria ser proibido, num debate envolvendo Ciro Gomes.
Agora, deselegante ou não, os fatos são: o PT é muitas vezes maior e mais influente, eleitoralmente e socialmente, do que os demais partidos de esquerda, populares, progressistas.
Isto não tira o direito de Ciro, Manuela e Boulos serem candidatos. Mas vale o mesmo para o PT: é absolutamente legítimo que o PT tenha o direito de decidir o que fazer de si mesmo.
Aliás, Miguel do Rosário acha legítimo e propõe que o PT decida descarregar toda sua força em favor de uma candidatura de outro partido. Isso em si também não é um problema de princípio.
O problema são os motivos. Vejamos o que ele diz: “mesmo na vazante, o antipetismo ainda é extremamente pesado, e perigoso, porque não é mais apenas um sentimento de antipatia política contra um partido. O antipetismo incorporou elementos emocionais próprios do fascismo, e contaminou setores poderosos dos estamentos, em especial suas áreas mais burocráticas e autoritárias (…) Neste sentido, de pensar uma estratégia que nos permita driblar o ódio fascista, que infectou setores poderosos do Estado, e que parecem dispostos a abandonar qualquer escrúpulo democrático, brandindo, a todo momento, intervenções militares, é que vale a pena discutir uma aliança com Ciro Gomes.”
Ou seja, o PT cresceu depois do golpe, mas o antipetismo também cresceu, então para “driblar” o antipetismo, o PT poderia apoiar uma candidatura de outro partido. Qual? A de Ciro Gomes.
Aliás, Miguel do Rosário admite candidamente que “Ciro Gomes tem feito críticas duras ao PT, mas isso todo o mundo faz, inclusive o próprio PT. Não concordo com todas as críticas de Ciro ao PT. Mas concordo com outras. E, o que me parece mais interessante, algumas de suas críticas estão quase mudando minhas ideias”.
Miguel do Rosário tem todo o direito de apoiar Ciro Gomes. Mas ele o faz exatamente pelo mesmo motivo que eu acho incorreto que o PT apoie Ciro Gomes.
Reproduzo a frase: “Deve ser verdade que Ciro Gomes tenha uma estratégia “sem o PT”. Mas este é o ponto em que nos perguntamos: e daí?”
Para quem não é do PT, para quem não compreende o papel que o PT jogou e joga na história brasileira, a questão pode ser resumida assim mesmo: “e daí?”
Mas para quem compreende que a existência do PT foi decisiva para libertar a classe trabalhadora brasileira da condição de linha auxiliar de partidos burgueses e pequeno-burgueses de centro-direita, a simples hipótese de apoiar Ciro Gomes consistiria num enorme retrocesso estratégico.
Exatamente porque no centro está a luta de classes, não me engano, não subestimo nem superestimo os discursos e  o programa defendido por Ciro Gomes. O que interessa é: que classe social e que projeto histórico ele representa?
Miguel do Rosário cobre o PT de elogios, mas a conclusão que ele tira é pedir ao PT que apoie uma candidatura não apenas de outro partido, mas de outra vertente sócio-política.

O Partido dos Trabalhadores é o eixo ao redor do qual a maior parte da esquerda brasileira se fortaleceu desde 1989 e vem resistindo ao golpe desde 2016. Renunciar voluntariamente à esta condição (hegemônica: a palavra é esta, deselegante ou não), tendo como argumento esconder nosso partido e suas lideranças atrás de um biombo, que nos permita (supostamente) driblar o antipetismo, não contribuiria para derrotar o golpismo, nem ajudaria a esquerda a reencontrar nosso caminho para o poder, para as reformas democrático-populares e para o socialismo.

Finalmente
O texto de Miguel do Rosário é extenso e algumas coisas que ele diz são, do meu ponto de vista, corretas. Por exemplo quando ele afirma que corremos, nós do PT, o risco de cair na armadilha do debate principalmente judicial, deixando de lado o essencial, que é o debate sobre os rumos do Brasil do ponto de vista da classe trabalhadora. Assim como está certo em dizer que “o PT cometerá um erro se construir uma estratégia sem Ciro Gomes”, aos quais acrescento Boulos e Manuela D´Ávila.
Apesar destes acertos, a posição defendida por Miguel do Rosário é no fundamental incorreta. Isto porque, ao defender o apoio do PT a Ciro, ele na verdade defende desistir da candidatura Lula. Ou seja, defende desistir da única chance real que temos de derrotar o golpe nas eleições 2018.
Como citamos antes, Miguel do Rosário acha que só por um “milagre” Lula será candidato.
Não acredito em milagres. Mas se é para discutir nestes termos, então prefiro dizer que só por um “milagre” o PT desistirá de lutar pela liberdade e pela candidatura de Lula.
Eleição sem Lula é fraude!

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41 comentários

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Laroyê L. Egbara

11 de maio de 2018 às 23h14

Pomar é honesto em suas colocações e isso já valoriza imensamente sua fala militante. E só. Colocar PT junto com o conceito de luta de classes é forçar e abusar da capacidade intelectual dos leitores que não se afogam no Fla x Flu eleitoral. A redução do sentido e da história da esquerda ao PT/Lula é aviltante. Luta de classes? Com um governo onde havia Temer, Cunha, Palocci, Sarney, Catia Abreu e outros ilustres comandados por Meireles e dirigidos por Delfin Neto? ( a lista é longa e não acaba aqui). Capital financeiro (bancos), grandes empresas ( Odebrecht, OAS, etc) e os juros mais altos do mundo somados a destruição e acumulação (vide Usina de Belo Monte, para ficar só em um exemplo). Isso é esquerda? Se for falar em luta de classe muito claro está a serviço de quais classes ficaram os governos petistas. Bem, tinha o bolsa família…quanto pesou isso no jogo alto do capital?

Responder

ANGELA MARIA

11 de maio de 2018 às 16h00

DEBATE DEMOCRÁTICO É ISSO AÍ!

RESPEITO A OPINIÃO DE MIGUEL DO ROSÁRIO,
ACOMPANHO SUAS PUBLICAÇÕES TEM TEMPOS,
E O ADMIRO!

MAS,
NESTE CASO,
NÃO PENSO COMO ELE!

PARA MIM, HÁ QUE SE CONTINUAR
A LUTA CONTRA O GOLPE DE 2016,
E
ISTO SIGNIFICA:
#LULALIVRE
E
#DEMOCRACIASEMPRE.

Responder

euclides de oliveira pinto neto

11 de maio de 2018 às 08h46

O Valter está certo. Ainda é muito cedo para criar definições e adotar estratégias… as alianças poderão ser feitas para o segundo turno – não existe nenhum candidato com possibilidades de ser eleito no primeiro escrutínio – quando as negociações políticas deverão ser embasadas em resultados eleitorais obtidos pelos partidos, inclusive com uma prévia composição do Legislativo, importantíssimo fator para a governabilidade e execução do programa de reformas necessárias… Vamos agregar o maior número possível de adesões, buscando eleger parlamentares sérios e discordantes desse Congresso atual… e juntar forças para elegermos o próximo presidente da república, com programas que atentem para o desenvolvimento economico e social, alinhamento político com outros governos que possuem alinhamento politico socialista…

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Sormani Irineu Ribeiro

07 de maio de 2018 às 09h24

Gosto dos comentários do Miguel do Rosário. Sempre muito pertinentes. Mas dessa vez ele está
bastante equivocado e aderindo à uma tese que só interessa à direita golpista e à esquerda sem votos . Ora, nada melhor pra direita que excluir nosso melhor jogador antes do início da partida. Assim poupam novas arbitrariedades contra Lula que revelam a fraude eleitoral que vai se tornando essas eleições sem Lula. Por outro lado, nada mais conveniente pra esquerda sem votos. Se acham o destino natural dos votos do Lula. Quanto ao Ciro, a pressa de se fazer candidato viável, o fará se aconchegar aos pés do patronato mais cedo do que o costume. Por isso, ainda fico com Lula que respondeu a Jacques Wagner sobre os urubus de plantão que já disputam o seu espólio político : “essa gente toda não tem os votos do povo que segurar a minha alça do caixão.” É o caso. Lula tem o faro e a perspicácia política que muitos na blogosfera e alguns partidos de centro-esquerda e esquerda julgam ter. Acrescido de uma vantagem. Lula tem votos. Essa gente toda, tem muita empáfia e pouco voto. Portanto, vou aguardar, o Lula e o seu tempo. A estratégia dele e o do PT que o acompanha tem se revelado eficaz e correta do ponto de vista político e eleitoral. Só precisamos controlar a impaciência juvenil de nossa blogosfera de esquerda.

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Jaciara Siqueira Coelho

06 de maio de 2018 às 12h55

“Novo tipo”? Um general ameaça abertamente uma ministra do supremo, um presidente da república com várias denúncias, continua em seu cargo, não ocorrendo nenhum movimento de patos para exigir sua renúncia, senador ameaça em gravação mandar matar seu primo e nenhum movimento social para exigir que seja punido e temos que continuar apostando em salvar o PT, ignorando que as ideias de um mundo melhor não se reduz aos quadros do Partido dos Trabalhadores? Se Lula e a esquerda petista , de fato, tem compromisso com os trabalhadores de nosso país, é urgente construir uma estratégia de apoio a um candidato progressista. Por que não recuar dois passos?

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joao sigrist

06 de maio de 2018 às 11h26

Eleiçao se decide no voto.Sem candidato que a maioria quer votar e golpe.Vamos de Lula2018 para ganhar e restaurar desta casta ignobil que esta no poder usurpado.

Responder

Denise Rohloff

06 de maio de 2018 às 11h10

O texto “resposta a todo mundo” de Miguel do Rosário com 2 km de extensão serviu pra explicar o pq de sua adesão à idéia de Ciro cabeça de chapa numa composição com o PT. O texto- resposta de 1,5km de extensão de Gabriel Dias e serviu pra explicar pq não acha que Ciro deva encabeçar a tal chapa com o PT. O candidato é Lula e qualquer pessoa com um mínino de caráter não vai nem pensar em abandoná-lo preso sem lutar. Lula é um preso político , Golpe é Golpe, eleições sem o candidato favorito é fraude e Ciro…… ben, Ciro é Ciro e nada mais que Ciro., #LulaLivre #Lula2018

Responder

cunha e silva ,

06 de maio de 2018 às 10h40

As divergências levam a convergência . O ponto principal é estender r a decisão final do PT até o limite final da indicação e da impugnação se ocorrer da candidatura Lula ( Livre ). As manifestações de definição antecipada darão tempo e munição para os anti petistas atacarem judicialmente e midiaticamente o indicado . Acelerarem impugnação de candidatura , ataques de Fake News , e outras manobras . Mas grande parte da análise e posicionamento de Pomar estão corretos . ” SEM LULA A ELEIÇÃO DE 2018 É FRAUDE” .

Responder

Glaucia Oliveira

06 de maio de 2018 às 10h32

A imprensa alternativa NÃO VAI CONSEGUIR colocar Ciro Gomes como nosso candidato! Sinceramente, O Cafezinho, o DCM , o Brasil247 e JornalGGn combinaram com quem essa candidatura? Não conhecem a militância do PT? Fora Ciro!

Responder

Luis CPPrudente

06 de maio de 2018 às 10h28

Estou até o último momento com Lula Livre, Lula Presidente do Brasil 2018. Por enquanto ele é o plano A, plano B, plano C, todos os planos. Queremos Lula Presidente, além de um congresso, assembleias e o governo de São Paulo progressistas (sem os bandidos do prefake Dória ou o pato da fiesp Skaf).

Responder

Luiz Carlos P. Oliveira

06 de maio de 2018 às 09h28

Acho que você usou muito gre gre para dizer Gregório. Esqueceu que 31% dos eleitores pesquisados sobre uma eventual eleição sem Lula cravaram no “não sei, brancos e nulos”. Por acaso não te ocorreu que esse eleitor é da maioria que diz “voto em Lula ou em quem ele indicar”? Eu duvido que o Lula possa concorrer, pois até o Gilmau já vem sinalizando isso. Para mim o ideal seria uma chapa com Celso Amorim/Jaques Wagner ou até mesmo Celso Amorim/indicação do Psol, PCdoB. Amorim é o ideal porque a Globo não tem como atacá-lo, sob pena de escancarar mais sua tendência política, pois ele é visto por todos os brasileiros como homem íntegro.

Responder

Agostinho

06 de maio de 2018 às 08h47

Apequenar -se é apoiar, já a esta altura, Ciro Gomes, é desistir de Lula, da eleição e da democracia. Passar recibo para o golpe. A luta agora é por #LulaLivre. Com ele livre e ativo na campanha, pensaremos aonde ir.

Responder

Adalberto

06 de maio de 2018 às 07h54

O presidente Lula foi preso injustamente para tira-lo das eleições e reduzir seu peso político. Assim mesmo, ele lidera as pesquisas. Ponto pacífico. Ele tem que ser mantido candidato. Se o seu Fux caçar seu registro, fica mais cabal que é perseguição política e Lula terá mais capital politico ainda para apoiar quem ele queira num eventual segundo turno. Fico abismado quando, mesmo assim, facções do PT acovardadas ou, posso especular, vendidas resolvem testar a ideia de capitular e apoiar este ou aquele candidato do espectro moderado. Quem apoia esta ideia, esta desonrando o sacrifício que o presidente Lula esta fazendo por nos, quando se entregou a sana daqueles alucinados de Curitiba. Estamos seguindo o roteiro que foi traçado pela mídia comercial legitimando esta arbitrariedade? O PT que se suicidar, criando um Holand ou um Macron tupiniquim? Dane-se o mercado. O candidato tem que agradar o povo brasileiro e lhe dar um pouco de confiança no futuro, como foi no período dos governos de Lula e Dilma.

Responder

Benoit

06 de maio de 2018 às 07h29

Se entendi bem, o propósito da anticandidatura seria simplesmente o de denunciar a fraude das eleições sem Lula. Acredito que nesse caso não haveria a expectativa de ganhar as eleições, mas no máximo de formar uma base forte para a futura oposição a um governo de direita. Valter Pomar também parece pensar que um outro candidato de esquerda não poderia vencer as eleições. Ele diz: “….se efetivamente ocorrer, a interdição de Lula tornaria muito pouco provável, para não dizer praticamente impossível, que a esquerda possa estar no segundo turno das eleições presidenciais de 2018.” A conclusão dele é que ou Lula é candidato e ganha as eleições ou ele não é candidato e nesse caso o melhor seria ver e tratar as eleições de antemão como uma fraude a ser denunciada.

Acho isso tudo um equívoco. O PT pode denunciar a fraude mesmo apoiando um candidato comum das esquerdas. Um candidato da esquerda apoiado pelo PT talvez pudesse ganhar as eleições, talvez tivesse tantas chances ou até mais chances de ganhar as eleições do que o Lula, caso o Lula viesse a ser candidato a presidente. Não vejo porque excluir essa possibilidade. Não acredito que as perspectivas eleitorais da esquerda como um todo diminuissem por causa de uma aliança em torno de um candidato comum.

Para Valter Pomar a possibilidade de denunciar o golpe, acredito, corre o risco de virar uma desculpa barata antecipada para as derrotas, a primeira delas a derrota do impeachment, a segunda delas a da prisão do Lula. O problema disso é que a direita já teve sucesso com o impeachment, com a prisão do Lula e ficaria extremamente contente com uma vitória do candidato deles facilitada pela renúncia do PT a apoiar um candidato comum para as eleições. Caso o Lula viesse a ser o candidato do PT e ganhasse as eleições, eles fariam exatamente o que o Valter Pomar gostaria de fazer caso o PT perca as eleições. Caso o Lula ganhasse e a direita perdesse as eleições eles também irão para as ruas para fazer tudo para deslegitimar um governo do Lula, talvez até venham a denunciar a fraude eleitoral. O Lula seria alvo de uma campanha cerrada de ódio, “o candidato que veio da prisão”, ” a corrupção no poder”, ” Lula de volta na prisão”. Bastaria haver uma conjunção política e econômica desfavorável, em parte promovida pela direita, e o governo do Lula estaria arruinado do mesmo modo que o da Dilma. Aí sim, todos os devaneios do Valter Pomar de transformações socialistas do país entrariam pelo cano. Caso, pelo contrário, a direita ganhasse as eleições, que possibilidades reais o PT teria de deslegitimar as eleições e o governo? Seria possível que o PT conseguiria abalar um governo conservador e tomar o poder? Acho que isso só aconteceria se a situação social e econômica do país piorasse muito. Mas nesse caso tudo seria possível, um golpe militar, ingovernamentabilidade, etc. Só não acho que no final a esquerda ganhasse com isso. É claro que isso é uma possibilidade extrema, o mais provável é que a direita conseguisse estabilizar as coisas a um nível baixo, aumentando a repressão e continuando a governar. Afinal, o Lula já está na cadeia, o impeachment já foi consumado, a situação econômica já não é boa. Se isso tudo não favorece uma vitória de um candidato comum de esquerda, não sei o que poderá levar a sucesso eleitoral e administrativo da esquerda. Como é que o PT poderá denunciar o golpe, deslegitimar a fraude eleitoral no futuro se agora o PT não foi capaz de impedir todos os revéses e derrotas? Como o PT vai fazer isso sem acesso às grandes mídias que ele agora não tem? A esquerda e o PT dependem inteiramente do Lula?

Quer dizer, a posição do Valter Pomar me parece uma posição burocrática de funcionário de partido para quem o partido e a campanha eleitoral estão acima de tudo, mesmo que ele refira esses fins a um ideal superior distante. O que a direita quer é que a esquerda desista das eleições porque as eleições são a única chance real de mudar qualquer coisa, o que coincide na prática com a posição do Valter. Para ele, V. Pomar, o Ciro não seria o candidato ideal ou aceitável da esquerda. Não sei quem seria o melhor candidato, isso seria uma questão a ser discutida. Mas tem-se que lembrar que o Lula (e o PT) fez toda espécie de compromissos de modo a poder chegar à presidência e governar. Faz sentido recusar liminarmente o Ciro quando o PT governou com o Temer como vice-presidente?

O Valter Pomar parece excluir de qualquer modo a possibilidade de o Lula como possível futuro presidente vier a falhar, embora a Dilma tenha falhado, por culpa dela ou não, não importa. Eleger o Lula por eleger o Lula não tem nenhum valor para mim, mesmo que isso melhore marginalmente as chances do PT como um todo. O que tem uma valor para mim seria tirar o Lula da prisão, eleger um governo que possa continuar um projeto progressista e que possa dar perspectivas futuras para o Brasil. Ficar falando de fraude e tomar agora uma atitude partidária egoista não vai adiantar nada porque ninguém vai se importar com isso. Eleger um bom candidato para o momento seria importante, mesmo correndo o risco de derrota em eleições.

Responder

    Marcos Luiz Ribeiro de Barros

    06 de maio de 2018 às 19h25

    Ciro é um novo Macron!

    Responder

Mirko Kraguljac

06 de maio de 2018 às 06h28

Vamos analisar pouco. Candidatos da esquerda são Lula, Manuela, Boulos e Ciro. Exceto lula, líder disparado nas pesquisas, todos outros, incluindo Ciro, são candidatos de um digito só. As pesquisas mostram que Lula pode transferir boa parte de votos para quem quiser, incluindo poste. Então, invés de Ciro, no segundo turno vai entrar poste do Lula. Enquanto pesquisas mostram esse quadro, por que PT deveria publicamente reconhecer existência do plano B, C, etc.? Por que? Para satisfazer a direita? Para diminuir liderança nas pesquisas do Lula? Para mostrar, antes do dia 15 de agosto, que Lula não tem chance de candidatar se? Para legitimar golpe? Repito, por que? Diante do quadro dos presidenciáveis, desempenho ruim de todos candidatos da esquerda e da direita, exceto fascista Bolsonaro, a estrategia do PT é certa! No caso PT resolver boicotar eleições fraudulentas, vai começar uma outra luta, bem diferente, para a volta de democracia. É uma outra estoria. Caso resolver Lula transferir votos para poste, tem que resolver antecipadamente quem vai ser poste do Lula? Mas, em segredo, claro Simples assim.

Responder

Hildermes José Medeiros

06 de maio de 2018 às 05h31

Acrescentar o quê a esse texto do Pomar? É Lula livre! É Lula, lá!

Responder

Rodrigo Alves Cordeiro

06 de maio de 2018 às 05h01

A questão é bem simples. O Lula está inelegível em virtude das disposições do Art.1, I, “e”, 1 e 6, da Lei Complementar 64 de 18 de maio de 1990. Sendo assim, salvo se for absolvido – pelo STJ ou em última instância pelo STF – antes do pleito de outubro de 2018, ao lançar a candidatura sua chapa toda será impugnada, uma vez impugnada será cassada.
Desta forma, a esquerda terá que decidir algo que deveria ser óbvio. Se a absolvição não sair a tempo vai manter um voto que vai ser desperdiçado? Sim, porque mesmo que o Lula ganhe não assumirá por estar preso e, sendo assim, quem assumirá será o vice que também será cassado.
Sendo assim, o que adiantaria uma candidatura do Lula? Qual a finalidade? Como derrotaria o golpe? Seria uma vitória moral? Pois efetivamente não resultaria em nada além de mais uma derrota ao ver a chapa cassada.
O Miguel está certo e esse movimento todo é irracional, principalmente quando virá a artilharia ao Ciro Gomes. Ademais, manter a candidatura do Lula é a certeza da continuação do carcere e do isolamento, ou não se entendeu isso ainda?
A condenação do Lula foi uma farsa as eleições sem ele não.

Responder

Antonio Passos

06 de maio de 2018 às 02h23

Realmente está tudo muito confuso, as pessoas dizendo uma coisa agora e outra daqui a pouco. Num momento diz-se que há plano B, daqui a pouco declara-se que isso nunca foi dito.
Só sei é que votos quem tem é Lula e que, sem Lula, qualquer eleição terá a legitimidade que teve a indireta que elegeu Tancredo.
Ou seja, com Lula impedido ou “vetado” pelo golpe, qualquer um eleito terá a força de uma banana podre diante desse judiciário.

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john jahnes

06 de maio de 2018 às 01h33

O jeito é: CAIR NA REAL.
O Judiciário tem hoje, milheres de BANDIDOS DE TOGAS, todos muito bem protegidos pelo CORPORATIVISMO que impera nesse podre poder.
Sendo assim, LULA não será candidato, não terá a mínima chance de ser, pois os BANDIDOS DE TOGAS, unidos à direita e aos fascistas que emergiram com suas aberrações jurídicas e com o golpe comandado por Temer, Cunha, Aécio, FHC, Serra e outros bandidos da política,que não têm escrúpulos nem ética, nem honra e aceitam qualquer coisa para se enriquecerem mais ainda do já roubaram do erário, inventarão muitas novas mentiras .para encobrir as que já disseram, propagaram e até incluiram em processos contra petistas, com o único intuito de tirar do PT a chance de voltar ao governo.
POR ISSO ISSO, QUE DEFENDO LULA E O PT, MESMO NÃO SENDO PETISTA, TENHO A CERTEZA QUE OU SE ALIA AO CIRO, OU VAI FICAR FORA DO GOVERNO POR 4 LONGOS E TENEBROSOS ANOS, ONDE O QUE TEMER DEIXAR DE BOIM, SE HOUVER ALGO AINDA, VAI SER EXTERMINADO PELO GOLPISTA QUE SERÁ ELEITO, como está acontecendo em todos países onde a direita conseguiu se eleger, como Argentina, França e muitos outros.

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Hell Back

06 de maio de 2018 às 01h09

Se o seu avô (Tancredo Neves) vivo fosse, jamais aceitaria que essa aberração fosse presidente da república.

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Spinola

06 de maio de 2018 às 01h05

Miguel do Rosário gosta de plano B. B de bolas nas costas. Ele ama. Lula2018.

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Régis

06 de maio de 2018 às 00h09

O critério de moderação pelo jeito foi para o espaço! Deixar pessoas com ódio e ignorância aparecer nos comentários rebaixa e muito o nível desse renomado site de notícias! Se quisermos ler ódio, ignorância e baixo nível é só procuramos qualquer site de notícias da direita. Lá tem milhares iguais a esse ai ao lado.

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    Adalberto

    06 de maio de 2018 às 08h02

    Concordo. Não adianta ficarmos sendo “didáticos” com trogloditas, que devem até ser pagos para fazer isso. Deixe que eles se afoguem em seu próprio fel. Miguel ou estagiários, por favor, não deixem mais passar estas criaturas do pântano e seu senso comum, relativização, etc, etc. Prefiro um artigo sem comentários do que ler “furico de petista” e outras gracinhas oriundas de guerreiro virtual “anti-comunista”, mas que na vida real é aquele tiozão simpático que nos podemos encontrar na fila da padaria.

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Francisco de Assis

05 de maio de 2018 às 23h46

Na verdade, uma certa esquerda lançou seu próprio movimento “Cansei” – “cansei de lula”, “cansei do pt”, “agora é Ciro Gomes” -, cujo guru intelectual – inimaginável! – é o professor Wanderley, que, de intelectual brilhante passou a ser militante político do cearense macho, saco roxo, ex-arena-pds-pmdb-psdb-pps-psb-pros” e, por enquanto, neo-pedetista-brizolista.

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Dhionne

05 de maio de 2018 às 23h39

Parabens pela discussão, o debate é muito importante ness momento crítico, qualquer coisa doversa à essa é ignorancia, esse é o caminho. Portanto, ratifico o posicionamento de haddad publicada hoje, onde defende o grande debate sobre o momento atual, e a busca para que a esquerda consiga chegar ao planalto.

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Rafael

05 de maio de 2018 às 23h26

Esses textos são muito longos. Divagam demais. Não é possível liderar sem simplicidade e objetividade.
Na minha opinião, os três caminhos desconhecidos que se apresentam são os seguintes:

1 – Capitular pode representar uma grande derrota no futuro, pois o povo queria seguir um partido combativo e encontrou uma agremiação covarde. Preferiria ser derrotado lutando do que capitular antecipadamente. Assim, mesmo derrotado o PT seria visto como um legítimo representante dos interesses do povo para futuras batalhas. Assim, o ideal é marcar posição para uma batalha futura, mesmo sabendo que a derrota, neste momento, é líquida e certa.

2 – Não traçar outra estratégia, sabendo previamente que será derrotado pode representar um suicídio político. Numa visão mais pragmática, tomar uma decisão contrária a vontade da maioria do povo causaria uma revolta num primeiro momento, mas depois o povo reconheceria que aquela foi a melhor opção. Do contrário, o preço a pagar seria muito alto. E assim, o povo veria o partido como uma agremiação que soube lhe apontar o melhor caminho, soube ser vanguarda, não deixou ele se enganar. Todos teriam a ganhar no futuro.

3 -Tergiversar diante da batalha é antecipar a derrota. E ninguém segue um derrotado por antecipação. Além disso, à medida que não há um substituto a altura do líder, debater sua substituição antes de esgotada todas as possibilidades, representará uma dispersão das forças e, portanto, uma derrota certa – sem ao menos arriscar a luta. Isso seria fazer o jogo do adversário. Nesse caso, o certo é lutar acreditando na vitória sem descartar previamente nenhuma alternativa a ser tomada no tempo limite. Afinal, e se houver um fato imponderável que desperte uma grande revolta popular, nesse caso, seria possível voltar atrás de uma estratégia derrotista? Por outro lado, em caso de derrota, em que condições isso acontecerá? Alguém do partido ou fora dele não poderá despontar desse processo? Que nível de unidade ou dispersão essa luta produzirá? Enfim, não é melhor lutar e aguardar até o último momento, usando o tempo a favor da definição da melhor estratégia do momento, sem descartar a priori nenhuma hipótese – como defende Breno Altman?

Penso que a terceira alternativa é a melhor. É arriscada, porém, é preciso saber correr riscos calculados.

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SERGIO MARTINS

05 de maio de 2018 às 22h52

Debate cansativo e repetitivo. Lula livre sim pois é acusação sem prova , é golpe. Paramos aqui. Agora o protagonismo político ser dos puros santos petista ai é outra história. Voltemos a 1979 , muito longe , é pois é , quanta burrada, lembram da volta dos exilados. hum , parece que foi ontem a chegada do velho Prestes , lembram disso. Lembram o que o velho disse em 1966 no congresso do PCB. A história se repete não como farsa mas mais por interesses muito longe de um pensamento revolucionário. Falta de organicidade esta imensa. Falta de capilaridade enorme . falta de militante ideológico. Falta células de combatividade politica na propaganda e na formação de opinião. Falta muita coisa , mas principalmente humildade revolucionária para ouvir opiniões divergentes e dialéticamente ganhar o debate no convencimento. A que hora vem o povo !

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    Rodrigo Alves Cordeiro

    06 de maio de 2018 às 05h03

    Perfeito!

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rolando de de rir

05 de maio de 2018 às 22h04

côcô criticando fezes …

presidiario algum jamais seria ou será presidente..
o exercito jamais aceitaria
a pf mpf judiciario jamais aceitariam…
o povo brasileiro jamais aceitaria..
tem os mortadels blogueiros que mamaram na teta da dilma ai falando essa bizarrice..
mais como eu disse
sao so o coco falando mals das fezes.

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    Spinola

    06 de maio de 2018 às 01h03

    Você votou no Aécio. Cala a boca. Lula2018.

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    Luiz Carlos P. Oliveira

    06 de maio de 2018 às 09h35

    Hienas riem à toa. Hienas analfabetas políticas riem mais ainda. Quando essa farsa a jato acabar, você terá que se esconder num buraco, para não ser motivo de chacota. A propósito: você ainda guarda certo adesivo com os dizeres “Eu não tenho culpa, eu votei no Aécio”?

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    ari

    06 de maio de 2018 às 10h09

    Três condições para participar de um debate: ideias, educação e respeito. Você passa longe das três. Adeus!

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    , wanderley kusma de faria

    06 de maio de 2018 às 10h59

    Pelo seu COMEN OTÁRIO, vê se logo que voçê é um ANALFABETO FUNCIONAL, pois não sabe nem assinar seu nome, coco ou côcô, só a título de informação seu nome escrito corretamente é COCÔ, está fazendo o que neste blog, o ANTA AGONIZA é em outro lugar.

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Régis

05 de maio de 2018 às 21h26

Escolher justo o Ciro Gomes? Com perfil elitista, que não esteve com Lula para apoia-lo no sindicato em São Bernardo nos dias que antecedeu sua injusta prisão? Que com inveja, crítica o PT e o próprio Lula de vez em quando. Político violino, que pega com a esquerda e toca com a direita? Político que faz jogo duplo?
Não! Se é pra desistir da candidatura Lula e lançar outro, que seja Boulos , Manuela D’ Ávila ou Gleisi Hoffman.
Não dá pra lançar um candidato que mais parece um agente secreto duplo dos banqueiros espertalhões! Acorda Miguel do Rosário.

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beth

05 de maio de 2018 às 21h07

Eleição sem Lula é fraude! Espero sinceramente que o PT não vire de vez a sua própria canoa mas permaneça firme em defesa da candidatura Lula. Sem isso, o partido irá ajudar a legitimar um processo eleitoral fraudulento e um futuro governo fraudulento. Quem lutou contra o golpe não pode aceitar a segunda etapa do mesmo golpe, que consiste em afastar Lula do cenário eleitoral para impedir que o Brasil tenha um governo diferente desse ilegítimo que aí está. Sem Lula, estaríamos consolidando o cenário preparado pelos golpistas, já que nenhum candidato de esquerda ou apenas progressista terá a menor chance de chegar ao segundo turno. Eleição sem Lula é fraude!

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NeoTupi

05 de maio de 2018 às 20h56

Só discordo do Palmar quanto à anticandidatura. Essa seria para perder. O PT deve lançar a candidatura de luta Lula 13 com ou sem Lula, pois essa seria para ganhar além de denunciar a fraude. Se impedirem Lula, O PT deve até lançar a coligação com nome “Lula e povo livres” ou “Frente Lula de libertação nacional”. E fazer a campanha “Eu sou Lula. Voto em Lula-13 de presidente a deputado” para aumentar bancadas. O candidato do PT deve registrar o nome na urna como Lula ex: Haddad Lula ou Wagner Lula.

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José Guilherme Silva Biserra

05 de maio de 2018 às 20h02

Excelente contraponto ao Miguel. O Valter colocou elementos importantes de estratégia, saindo do açodamento taticista, eminentemente eleitoral. Não há hipótese de “pagina virada”, o golpe está ai! e ele continua produzindo os efeitos reacionários planejados.
Outra questão muito bem abordada por Valter Pomar, esta relacionada à uma suposta possibilidade de se ocultar o PT, para fugir ao ódio fascistizante. Esta tática é no mínimo infantil, pois a ferocidade da direita, articulada interna e externamente com sua tática de guerra híbrida, não se direciona exclusivamente contra o PT, mas sim contra qualquer opção progressista, e anti- imperialista.

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Beto Castro

05 de maio de 2018 às 19h51

O PT tem que segurar a candidatura de Lula até a tentativa de registrar a sua candidatura. Em caso de decisão do partido só existe um candidato do PT capaz de substituir o Lula em plano B – O Senador Paulo Paim. É o único que tem densidade eleitoral para ganhar as eleições pela sua luta de décadas em favor dos trabalhadores, aposentados, afro-descendentes, além de baixa rejeição. Se o colocar entre os candidatáveis Paim sairá com 60% e ganhando no primeiro turno, até de Lula. Somente os afrodescendentes, aposentados e trabalhadores setoriais já o colocaria na dianteira disparada. O segundo nome do PT é Lindbergh Farias pela seu dinamismo, juventude e densidade eleitoral no Rio de Janeiro e fidelidade às teses de Lula. Lindbergh arrastaria milhões votos entre os jovens, estudantes e intelectuais da Academia, além de ter uma base portentosa no Nordeste, por ser paraibano. Já a estratégia para enfrentar os golpistas neste intervalo são CPI ferozes e arrasadores no congresso contra os corruptos do Fifagate (Rede Golpe) e dos colaboracionistas treinados nos EUA. Uma dupla Paim-Lindbergh seria imbatível (Sul-Norte-Nordeste). Lógico, devidamente apresentados, indicados e apoiados pelo Lula. A estratégia dessa luta inglória dos causídicos como se estivessem no Estado Democrático de Direito é completamente suicida. Pura ingenuidade. É o mesmo que gritar para atmosfera e se queixar aos bispos. Do Exterior nada pode se esperar em função da autodeterminação dos povos. Sobre um prêmio Nobel da Paz em outubro, Inês já estaria falecida. Ciro seria a última alternativa para salvar o Brasil da Barbárie Golpista Tucana.

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Ilma Cordeiro de Macedo

05 de maio de 2018 às 19h12

Concordo plenamente eleição sem Lula é fraude , Lula é inocente. Não vamos perpetuar a barbárie.

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PauloDAndrad

05 de maio de 2018 às 19h09

Alto nível… sem desmerecer a posição divergente… Parabéns, O Cafezinho, por promover o debate nesses termos!

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