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Deputados avançam projeto para entregar patrimônio elétrico nacional

Por Miguel do Rosário

10 de julho de 2018 : 17h08

No Jornalistas Livres

Distribuidoras brasileiras poderão ser vendidas por 50 mil reais

Deputados adequarão projeto que permite a venda das distribuidoras, dando o ponta pé inicial na privatização da Eletrobras

por Marina Azambuja 10 julho, 2018

Os deputados federais finalizarão essa semana as alterações do Projeto de Lei 10.332/18 que facilita a privatização das seis distribuidoras subsidiárias do complexo Eletrobras, além de apropriar as concessões das usinas termelétricas. O início da votação está marcado para a tarde de hoje e terá continuação nos dias 11 e 12 de julho.

O projeto que enfrentou resistências no Congresso Nacional, foi aprovado na Câmara dos deputados na última quarta (04/07), mesmo com o impasse decretado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que proíbe a venda de empresas estatais sem a aprovação do Congresso Nacional, porém o governo golpista insiste em privatizar a gigante da energia.

Após a votação das mudanças do PL, a proposta seguirá para o senado e caso seja aprovada será conduzida para o presidente interino Temer para aprová-la ou vetá-la.

As distribuidoras Amazonas Energia, Ceron, Eletroacre, Ceal, Cepisa, Boa Vista Energia, estão localizadas no Norte e Nordeste do país e são responsáveis por levar energia a milhares de brasileiros. Elas podem ser vendidas pela bagatela de R$50 mil cada, valor inferior a um apartamento popular financiado pelo programa Minha Casa Minha Vida, mas só poderão ser compradas por grandes empresas do ramo energético.

Para melhorar o negócio (para os compradores), as dívidas dessas distribuidoras, que somam R$ 11 bilhões, serão repassadas à estatal Eletrobras, a quem caberá pagá-las. Ou seja, quem pagará a dívida será o povo brasileiro. Isso garantirá maiores lucros aos novos proprietários das distribuidoras.

Outra consequência dessa privatização é a demissão imediata de seis mil trabalhadores das subsidiárias. Esses funcionários esperam que uma das mudanças no projeto de lei garanta a estabilidade de 18 meses no trabalho após a venda das subsidiárias.

A venda das seis distribuidoras pode ser o início da privatização do complexo Eletrobras. Considerada a maior empresa de energia da América Latina e uma das maiores do mundo, a Eletrobras possui um patrimônio superior a R$400 bi, mas corre o risco de ser vendida para empresas estrangeiras por apenas R$12 bi, valor que não cobre os investimentos realizados durante os últimos anos.

A privatização do setor elétrico no Brasil pode ter várias consequências graves para a população, como o fim de incentivos a projetos sociais, como os programas de acesso à energia elétrica; o controle dos rios do país nas mãos de empresas estrangeiras, o aumento na conta de luz. Isso sem mencionar os apagões contantes e os acidentes residenciais que podem ocorrer.

O projeto é de relatoria do deputado Júlio Lopes (PP/RJ) que é acusado de receber 15,6 milhões da Odebrecht entre 2008 a 2014 e de participar da CPI dos transportes quando erai secretário do governo Cabral no estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Site FNU

Saiba mais sobre os detalhes do projeto e sobre a votação neste artigo

https://bit.ly/2lW9KN7

Edição Laura Capriglione

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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12 comentários

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maria do carmo

11 de julho de 2018 às 18h57

Sociedade brasileira trabalhadores os eleitores ATENCAO nao votem nos deputados senadores e politicos em geral que apoiam as privatizacoes que e a destruicao do patrimonnio brasileiro,nao elejam os apoiadores de Temer e todos os corruptos de todos os partidos pois nao existem partidos corruptos e sim politicos corruptos com provas robustas acobertadas pelo infame poder judiciario em todos os partidos, chegou a hora de fazer valerem seus direitos civil o VOTO nao tratem a politica como time de futebol, pois politica e o presente e futuro seu e de sua familia ( ou a destruicao ) pesquizem procurem as fontes de noticias serias NAO a globo.folha, band, estadao pois deturpam a verdade, votem em quem ja fez algo pelos menos favorecidos, nao esquecam nao votem em quem apoiou tercerizacao destruicao da CLT e previdencia, os responsaveis pelo desemprego, destruicao da saude publica e educacao acordem quem gosta do povo e o povo! Sao os brasileiros trabalhadores!

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vitorf

11 de julho de 2018 às 11h25

Que vergonha dessas hienas da direita , comem merda sorrindo.

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Thiago Melo Teixeira

11 de julho de 2018 às 08h02

Até dezembro vão privatizar até o poder Executivo. Pois o legislativo e judiciário já trabalha para os interesses do imperialismo, que tal deixar uma empresa multinacional cuidar do orçamento da União? Somos corruptos e incompetentes, não é mesmo?

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Ricardo

10 de julho de 2018 às 23h38

Tem que privatizar tudo: Eletrobras, Petrobras e deixar o governo como acionista nao majoritario. Nada de cabide de empregos ou pontes para licitacoes fajutas. O governo tem so que arrecadar, administrar bem a maquina publica e trabalhar com investimento sob supervisao de tribunais de conta independente. Qualquer indicio de falcatrua é processo

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    Alan Cepile

    11 de julho de 2018 às 14h05

    Ok, agora cite um país do mundo que é assim…

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Wilton Santos

10 de julho de 2018 às 18h11

Enquanto isso o líder “nacionalista” Ciro Gomes apóia a candidatura do Márcio França em São Paulo, que acaba de vender a eletropaulo, uma das maiores empresas de energia do país, para uma empresa italiana.

Interessante notar que os responsáveis por todas essas privatizações são aliados do Ciro Gomes. A começar pelo Benjamin Steinbruch ex-patrão e provável vice presidente na sua chapa, que adquiriu a CSN de forma obscura durante as privatições criminosas do governo FHC.

Vão fazer com as empresas de energia o mesmo que fizeram com a CSN, a maior siderúrgica da América Latina, criada pelo Getúlio Vargas. O presidente da CSN, o tucano Márcio França o Rodrigo Maia não apoiariam a candidatura do Ciro por acaso.

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    Kaleb Sales

    10 de julho de 2018 às 19h03

    Perfeito.

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    Brasileiro da Silva

    10 de julho de 2018 às 19h19

    A Eletropaulo era privada, não era estatal. Não foi o governador que vendeu, foram os acionistas. E se livraram de um prejuízo de R$ 844 milhões no último período. Melhor vc se informar, antes de criticar os candidatos.

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      Neto P.

      10 de julho de 2018 às 19h28

      Os tucanos destruiram a eletropaulo.

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        Brasileiro da Silva

        10 de julho de 2018 às 19h59

        Imagino. Por isso a Enel pagou R$ 5,5 bilhões em 73% de uma empresa destruída. A esses italianos. Não entendem nada de negócios.

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          Caíque Pereira

          10 de julho de 2018 às 22h28

          Se a Eletropaulo estivesse inteira ou pelo menos NORMAL, pagariam R$ 10 Bilhões…tsc,tsc,tsc…

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    Alan Cepile

    11 de julho de 2018 às 06h39

    Quanta fake news junta, meu Deus!!!!

    Ciro não tem vice, e quando tiver não será nenhum ladrãozinho de PMDB.

    Ciro apoia quem???? Essa “notícia” deve ser do “sério” Brasil247, né??

    E o Márcio França é de qual partido mesmo?? E qual partido que o PT estava tentando apoio mesmo??? Ahhh, agora ficou clara a mágoa…

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