Hangout com Miguel do Rosário: Bolsonaro nos EUA

Hindsights on the growing politicization of inequality, in Brazil

Por Miguel do Rosário

25 de outubro de 2018 : 13h37

Wid.World is a research project which has the participation of Thomas Piketty.

On Wid.World

By A. Gethin and M. Morgan

BRAZIL DIVIDED: HINDSIGHTS ON THE GROWING POLITICIZATION OF INEQUALITY (WID.WORLD ISSUE BRIEF 2018/3)

In the third issue brief released by the World Inequality Lab, Amory Gethin and Marc Morgan combine inequality statistics and opinion polls to contextualize the rise of Jair Bolsonaro and the extreme polarisation visible in the 2018 Brazilian presidential election.

The political polarisation surrounding the 2018 Brazilian presidential election can be associated to class cleavages linked to the Workers’ Party’s policies in directly improving the living conditions of the poor, and indirectly benefiting elites, largely to the neglect of the middle class. The poorest 50% in the income distribution have been increasingly more likely to vote for the PT and other left-of-centre parties since 2002 compared to the richest 10%. This striking evolution occurred in a context of strong income growth for the bottom deciles (almost twice the national average), compared to the lower-than-average-growth for the upper-middle class. The richest percentiles also benefited from stronger-than average growth during the high-growth phase of the 2000s.

The rise of class cleavages in Brazil, 1989-2018

The difference between the rich and the poor is that the former’s recent voting intentions seem to be more motivated by “luxury” concerns about corruption, security and education, than employment or health issues, which are more often cited by members of the Bottom 50%. The Bolsonaro vote has gathered those who are disappointed with the political system’s corruption and complacency for security issues, as well as those who are appeased by the candidate’s liberal economic program. In Europe or the United States, the increasing support for “populist” far-right movements has often been attributed to individuals with lower levels of education and income. In Brazil, on the contrary, Bolsonaro has attracted greater proportional approval from the country’s high-education and business elites.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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12 comentários

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Izaias Almada

26 de outubro de 2018 às 09h59

A resposta tem que ser em inglês? Rsrsrs…

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Nelson Ferreira

25 de outubro de 2018 às 17h16

Very interesting!

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Serg1o Se7e

25 de outubro de 2018 às 16h35

O problema sempre foi esse: o pt, e seu chefe presidiário, sempre tiveram o discurso de hipervalorização das classes mais pobres em detrimento da classe média.
A classe baixa precisaria de mais oportunidades de trabalho.
A classe média de mais reconhecimento.

A polarização que hoje existe foi causada única e exclusivamente pela política do próprio pt.

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    Zé da Cabras

    25 de outubro de 2018 às 21h46

    Vem cá o seu Exclusivamente… sabes porque a cabrita caga pelotinhas redondinhas?

    Responder

      Serg1o Se7e

      26 de outubro de 2018 às 11h18

      Porque o choro é livre, mas Lula não.

      Responder

        Zé da Cabras

        26 de outubro de 2018 às 18h54

        Errou !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! é para você comer com essa boquinha de peixinho…

        Responder

    Luiz Cláudio Pedroso da Fonseca

    26 de outubro de 2018 às 06h13

    Do ponto de vista social, fazer média com a classe média é uma vã esperança quando não se pode preencher os números com conteúdos materiais. Já a lógica financeira permite que se faça média (demagogia) com o fascismo.

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      Caindigo Arlo

      26 de outubro de 2018 às 07h35

      A nossa esquerda é muito diferente da esquerda americana ou européia. Os esquerdistas Americanos e Europeus sabem da importancia do liberalismo economico e individual e querem alinhar isso com medidas mais fortes de seguro social. Nossa esquerda ainda esta nos tempos da guerra fria, defendendo que o Estado tem que controlar os meios de producao e acao dos indivíduos, midia e intelectual. Ainda se escuta nos programas politicos que os ricos e empresarios sao um “bixo do mal” que querem explorar a indefesa classe “proletaria”, que devemos fazer uma “revolucao” e um grande lider virá salva-lo.. Termos abandonados a decadas pelas esquerdas desses outros paises da comparacao da reportagem

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        Luiz Cláudio Pedroso da Fonseca

        26 de outubro de 2018 às 12h03

        O Bolsonaro é uma excelente demonstração de que tudo o que você diz é uma paranoia de direita. Existem sócios demais hoje em dia, por isso as aspas em proletário?

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          rodrigo silva

          26 de outubro de 2018 às 13h38

          A dinâmica do mercado, dentro de um ambiente econômico justo, sem privilégios, com uma política fiscal e tributárias que promova o bem-estar social, pode ser muito útil. É esse equilíbrio que a esquerda gringa busca.
          Agora o Haddad prometer gás a 49 reais, não dá, neh!!! Desprezar todos os custos da cadeia produtiva e tabelar um preço único para todo o Brasil? Apesar de votar nele contra Bolsonaro, isso é populismo e não desenvolvimentismo, nem social-democracia!!!

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            Airnéa Coelho

            29 de outubro de 2018 às 11h04

            Talvez o que o Senhor chama de populismo seja uma visão mais global da desaceleração do mercado das commodities.

            Responder

              Luiz Cláudio Pedroso da Fonseca

              30 de outubro de 2018 às 09h35

              A propósito, a globalização se constitui sobretudo por ambicionar um controle macroeconômico precipuamente monetarista? Não está na base do conservadorismo monetário o princípio neoliberal do moralismo monetário? Será que as leis de mercado são neutras quanto à distribuição de renda, mas o “equivalente geral” é passível de ser viciado na relação espaço-temporal?

              Responder

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