Cafezinho 2 minutos: Posse de Bolsonaro e alegações finais contra Lula

(Marcelo Freixo/Flickr)

Freixo: “Quem tem movimento de rua é o PSOL e o PT, não o PDT”

Por Miguel do Rosário

12 de novembro de 2018 : 20h16

Na Época

“A pauta não pode mais ser o Lula Livre”, diz Marcelo Freixo

Deputado eleito pelo PSOL do Rio afirma que soltura do ex-presidente não unifica a esquerda e que é preciso olhar para evangélicos e debate na segurança pública

Decidi procurar o deputado federal eleito Marcelo Freixo, do PSOL, após ler, na última terça-feira, uma entrevista do petista histórico e ex-ministro Gilberto Carvalho ao site da BBC Brasil. Estão lá todos os elementos que revelam a dificuldade que a esquerda terá para virar a página da derrota para Jair Bolsonaro neste ano. Destaco duas frases de Carvalho:

“Então, para nós é muito importante retomar a denúncia de que o Lula foi preso para não ganhar a eleição. Vamos relançar agora a campanha ‘Lula livre'”, disse o ex-ministro, para depois concluir: “Esse antipetismo que surgiu aí, que para mim é uma pena que voa, é um antipetismo baseado na mentira. Mentira de que nós iríamos ‘venezuelizar’ o país, a mentira de ter um kit gay contra família, toda essa multidão de fake news que não permanece”.

Para Freixo, é evidente que o PT ainda tem ativos para seguir relevante na política nacional. Elegeu a maior bancada da Câmara e será o partido com mais governadores do Brasil. Ressalto aqui ainda que seu candidato Fernando Haddad alcançou 47 milhões de votos para presidente. No entanto, restringir o repertório a pedir a soltura de Lula, atacar a operação Lava-Jato e dizer que Bolsonaro se elegeu apenas por causa da guerra suja na internet é não entender o que aconteceu no Brasil em 2018.

O psolista chegará a Brasília no ano que vem após um longo período como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio. Neste ano, foi o segundo mais votado no estado para deputado federal, perdendo para Hélio Negão (PSL), ou Hélio Bolsonaro, que usou no Rio o mesmo número do filho do presidente eleito, Eduardo, parlamentar mais votado de São Paulo. Abaixo alguns trechos da conversa:

Bolsonaro teve apoio maciço entre lideranças e eleitores evangélicos. Por que a esquerda tem dificuldades de entrar nesse segmento?

Não tem como ter um projeto popular se não envolvermos os evangélicos. Eles já são 30% da nossa sociedade. É preciso fazer uma reflexão importante. Nos anos 80, três pilares ajudaram a construir o PT. Sindicatos, universidades e um setor progressista na igreja muito forte que formava a Teologia da Libertação. Hoje, as universidades se fecharam e vivem crise de identidade. Os sindicatos estão mais frágeis com a precarização do trabalho, nem greve no setor privado existe mais. O setor evangélico foi crescendo com uma pauta de costumes muito diferente da teologia da libertação e se consolidou. A esquerda criou uma pauta identitária importante para setores como gays e mulheres, mas sem voz em setores populares.

Em entrevista ao Globo neste ano, Ciro Gomes fez exatamente essa crítica à esquerda…

Não acho que seja por isso que a esquerda vá ganhar ou perder. Só que, nesse sentido, o Ciro tem alguma razão. Esse tipo de pauta é importante, mas não pode levar a esquerda para um gueto que não dialoga com a população. A esquerda precisa entender que vai precisar fazer uma disputa entre os evangélicos, esse setor não é necessariamente reacionário. Temos que achar lideranças progressistas no meio para debater outros temas. Estou encontrando várias para o PSOL.

Na área da segurança pública, a esquerda também não falha na apresentação de propostas para combater a criminalidade?

Sim, a esquerda errou ao se empenhar apenas nos debates sobre reforma agrária, educação e saúde. Não houve dedicação ao tema segurança pública mesmo com o crescimento da população carcerária e o aumento da violência policial. A esquerda não fez esse movimento e parece que vivemos ainda na década de 80. O mundo tornou-se mais urbano, as contradições das cidades ficaram mais agudas e sequer apresentamos intimidade para falar do tema. Não temos propostas para os 62 mil homicídios por ano do Brasil. Demos para a direita a possibilidade de diálogo com a principal pauta que gera medo nas pessoas. Outra coisa: não enxergamos o policial como um agente trabalhador. E ele é trabalhador, assim como qualquer outro.

Qual deve ser a prioridade da esquerda em 2019?

Essa nova esquerda que vai surgir terá inevitavelmente uma pauta reativa a partir do governo Bolsonaro. Isso vai acontecer naturalmente. Com reforma da previdência ou as mudanças na carteira de trabalho, teremos agenda em sintonia com os movimentos sociais. E aí vamos ter uma unificação do nosso campo como há muito não tínhamos. Isso vai empurrar a esquerda para uma rearrumação. A dificuldade será de fazer a agenda que não é reativa.

Como assim?

Vamos ter que ser propositivos também, mas a pauta não pode ser mais o ‘Lula Livre’. Isso não vai unificar a esquerda. Até porque a frente que tem que se construir hoje é democrática. Mais do que uma frente de esquerda. Tem um setor do PSDB, por exemplo, que se recusa a acompanhar o João Doria e não irá para o colo do Bolsonaro. É nesse ponto que acho que o Ciro Gomes sai fragilizado do processo eleitoral.

Por quê?

Ele sai muito chamuscado pela incapacidade de pensar no país. Olhou apenas para a sua trajetória futura. Enfrentar a hegemonia do PT, como ele quer, não significa deixar o partido de fora de uma resistência ao fascismo do Bolsonaro. Não tem cabimento, o PT elegeu mais deputados que o PSL. Imaginar que o Ciro vai fazer uma oposição com a Marina sem o PT não dialoga com o mundo real. Até porque a Rede só elegeu um deputado. Isso não vai acontecer na realidade das ruas. Quem tem movimento de rua é o PSOL e o PT, não o PDT.

Mas o PSOL do Rio não é muito ‘Zona Sul’ e pouco povo?

Em 2016, de cada dez votos que tive, cinco foram na Zona Norte, três na Zona Oeste e dois na Zona Sul. Neste ano, meu voto repetiu a lógica. Tive 48% de eleitores na Zona Norte, 37% na Oeste e o resto no Centro e Zona Sul. Isso está mudando.

Thiago Prado é editor-adjunto de País de O Globo. Trabalhou na revista Veja (2010-2018) e no jornal O Dia (2006-2010)

Leia mais: https://epoca.globo.com/thiago-prado/a-pauta-nao-pode-mais-ser-lula-livre-diz-marcelo-freixo-23229184

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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61 comentários

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Augusto Carone

14 de novembro de 2018 às 10h28

Engraçado que o Psol “tem movimento”, mas a votação foi a pior de todas, nem 1% dos votos, enquanto Ciro teve mais de 12% dos votos válidos.Inclusive no Rio de Janeiro do Freixo, Ciro venceu PT e o Psol, ficou em segundo lugar, atrás somente do Bolsonaro.

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    CAR-POA

    14 de novembro de 2018 às 11h24

    É a prova perfeita do quanto IMBECIL é o povo do Río.

    Responder

    david marques

    14 de novembro de 2018 às 09h34

    Sim, movimento de ruas…. ou você que PCC, Comado Vermelho, ADA e outras facções criminosas não são movimentos de ruas. Por que você acha que ele vive defendendo vagabundo.

    Responder

Emily

13 de novembro de 2018 às 20h28

Freixo é maravilhoso, muito inteligente, trabalha muito… Sempre compra briga pelos pobres e minoria

Responder

    david marques

    14 de novembro de 2018 às 09h35

    Aproveita e dá pra ele……………………

    Responder

      cabra retado

      14 de novembro de 2018 às 10h44

      Vixe! Ficou com inveja foi????

      Responder

Marcelo

13 de novembro de 2018 às 19h32

Freixo e o PSOL cumprem bem o papel imposto pela matriz.

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Apolônio

13 de novembro de 2018 às 16h55

Na verdade, ninguém “tem” a propriedade sobre movimento nenhum. O Ciro e o PDT estão justamente entrando na disputa para atrair o máximo possível dessas pessoas para a sua órbita. Isso é política, é perfeitamente legítimo. Assim como é legítimo o PT tentar se defender e manter a hegemonia dentro da esquerda. O que eu me pergunto é se um partido com a mentalidade sindicalista do tudo-ou-nada, como é o PT, vai agir com a cabeça ou com o fígado nessa disputa. Se não mudar nada, será a segunda opção, e o PT vai preferir tacar fogo na esquerda brasileira a deixá-la para ser liderada por outro partido.

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Adauto

13 de novembro de 2018 às 16h26

PDT e o Ciro não tem militante, é a família Gomes o que é.

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Vladimirovic

13 de novembro de 2018 às 15h45

Que pena desse Freixo. O café tá pronto e ele não sentiu o cheiro ainda. Partido pra pessoas de caráter a partir de agora só vai servir pra época eleitoral. Ao invés de seguir caciques partidários as pessoas agora seguem seus princípios. Não é o PDT não cara, é o Ciro que está (como mobilizador) no mesmo patamar de Lula e Bolsonaro. O Brasil disse PT nao, e nem sabe o que é PSOL. A sociedade que importa, não militância.

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    CAR-POA

    14 de novembro de 2018 às 11h26

    ?????????????????????????????procura um médico,…na boa.

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    Alan Cepile

    14 de novembro de 2018 às 12h03

    Exatamente! A “militância” da petezada vive uma realidade paralela à margem da sociedade.
    Esse partido continua fingindo que o Mano Brown nem subiu naquele palanque…

    Responder

Francisco

13 de novembro de 2018 às 15h03

Divertidíssimos os comentários que colocam em dúvida a força do PT.

Baseando-se em fatos, deixando de lado ter sido o partido que mais elegeu parlamentares e governadores no Brasil, seu candidato a presidente em campanha de um mês, recebeu 29,2% dos votos válidos no primeiro turno e 45,0% no segundo turno.

Mas o inacreditável nisso tudo e que fazem questão de ignorar nos comentários, esses resultados aconteceram, deixando-se de lado a persecução rotineira que sofre o partido desde sua fundação, com o partido sendo fustigado sem tréguas pelo judiciário e pelo monopólio da mídia desde o mensalão em 2005 e de forma mais intensa, a partir de março de 2014, com a criação da operação lava jato, visando criminaliza-lo e varre-lo do cenário político brasileiro, primeiramente tentando eleger Aécio, através da blitzkrieg na Petrobras, envolvendo até a NSA, culminando com a capa da Veja, ás vésperas da eleição de 2014, “Eles Sabiam”.

Perderam e continuaram na operação, processando e prendendo petistas, com aquele cano no JN jorrando todo santo dia corrupção do PT, até conseguirem o golpeachment em Dilma, Temer e quadrilha no governo e no último ato, a condenação e prisão de Lula, para evitar que fosse candidato e vencesse as eleições, impedindo-os de legalizarem o golpe, com os mesmos canos, naquele fundo vermelho, sem pararem de jorrarem corrupção do PT, todo dia, no JN.

Observando-se todas as manobras executadas pelo judiciário lavajateiro contra o PT e Lula, sem falar no comandante do exército ameaçando o STF no twitter, caso dessem HC a Lula, ainda não satisfeitos e sem qualquer pudor com a escancarada campanha política, ás vésperas do primeiro turno, moro avoca para o processo a delação premiada de Palocci e libera-a para o monopólio da mídia fazer sua campanha política particular, a partir do indefectível JN, da Globo.

Acordem e tenham vergonha na cara ou se juntem aos inimigos, pois com 1% dessa campanha contra qualquer partido e candidato, apenas nos últimos três meses, não restaria pó de ambos.

Quanto durariam, Ciro e o PDT? Quantos votos teriam, quantos elegeriam?

Precisa ter muita cara de pau ou muita ignorância informativa, para ignorar em que condições o PT e Lula operaram à campanha, principalmente nos últimos quatro anos, e inverter os fatos, pois não há na história do mundo, partido que tenha sofrido tal intensidade de criminalização e desconstrução, por instituições políticas, midiáticas e jurídicas, e ainda conseguir obter, nessas mais que adversas circunstâncias, um resultado de tal tamanho nas urnas.

Acordem!!!
Deixem esse trabalho sujo ao inimigo comum.

Responder

    CAR-POA

    14 de novembro de 2018 às 14h30

    O que vc diz é a constatação do óbvio.
    A leitura fria dos fatos ,sem partidismos ou fanatismos,leva a essa conclusão.
    Vivemos num país de escassa massa cinzenta ,onde aplicar a lógica e praticar o questionamento são tarefas quase “impossíveis”,e melhor seguir a corrente ,ouvir deles o que queremos escutar.
    Persista no seu esforço,ao menos lhe ficará a certeza de ter combatido o bom combate.

    Responder

    darcy cruz

    14 de novembro de 2018 às 14h37

    Concordo integralmente. Você expandiu meu comentário abaixo. Enquanto a direita e esquerda disputam a primazia de quem ataca mais o PT, o PT continua, mesmo com as conhecidas baixas, o maior partido do Brasil. Com o olhar vesgo do nazifascismo fizeram tudo para liquidar de vez o PT, era essa a missão principal de políticos e juristas, o “acima de qualquer suspeita” Moro à frente. Não conseguiram. E os babaquaras da vez, tipo Ciro, continuam esse sambinha de uma nota só. Vão ter imaginação assim na casa do bostanázi…

    Responder

Bozo & Andrade Artigos para Festas Infantis

13 de novembro de 2018 às 13h19

Movimento de rua peteca-psolista foi verdadeiramente ensurdecedor. Dilma Roussef, Fernando Pimentel… até mesmo o probo Eduardo Suplicy foi engolfado pela repulsa à burocracia partidária pestilenta.

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Monalisa

13 de novembro de 2018 às 12h51

Assim como também eliminar a Crítica pela Crítica e o uso dela somente nas rodas universitárias. E aí?! Vamos sair dos muros das universidades?

Responder

Marcos Videira

13 de novembro de 2018 às 12h07

Nas manifestações #EleNão tinha bandeiras do PDT e de Centrais Sindicais que apoiavam Ciro. Na CUT tem até representantes do PCO. Penso que o PT tem mais força para mobilizações por causa de Lula, por ser o maior partido da oposição e pelo apoio que recebe de outras organizações não-petistas. Mas dizer que os demais não vão pra rua é bobagem. Até a Força Sindical faz manifestações de rua quando interessa (raramente).

Responder

ari

13 de novembro de 2018 às 11h26

“Com reforma da previdência ou as mudanças na carteira de trabalho…”
Enfim, vai-se continuar com a mesma de atuação parlamentar, perdendo todas, em vez de partir para a luta organizando e mobilizando o povo.

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Alan Cepile

13 de novembro de 2018 às 11h26

As grandes “mobilizações populares” do PT aqui onde eu moro só tinham bandeiras da CUT, que espantavam qualquer participação popular. E do PSOL então eu nem consigo falar, pois nunca vi uma…

Responder

João Rios

13 de novembro de 2018 às 11h16

PT não tem mais nenhuma força de mobilização popular. Prova disso, é que não houve nenhuma manifestação legitimamente popular contra o impeachment e menos ainda contra a prisão de Lula. Os “gatos pingados” que foram às ruas eram todos linhas auxiliares do PT (MST, CUT, UNE e etc….), linha auxiliar que está virando o PSOL, lamentavelmente. Lula é muito maior que o PT, e o PT não tem mais nenhuma liderança, a ponto do PT ter que lançar mão de outro poste sem carisma, sem liderança e sem votos em 2018, depois do absurdo erro de ter lançado a Dilma em 2010, mas o PT não tinha mais ninguém. Nesse cenário Ciro surge naturalmente como líder da esquerda, uma nova esquerda limpa, ética e com pautas voltadas aos trabalhadores e aos mais pobres.

Responder

    Olavo

    13 de novembro de 2018 às 13h08

    O maior erro do ciro e de sua turma é querer ocupar uma ‘faixa do campo’ que já tem dono: o PT. O PT é o maior partido de esquerda do país e tende a ser orbitado por outros do espectro mais a esquerda como o PSOL e o PCO.

    ciro e o PDT, se fossem inteligentes e sensatos, deveriam tentar se firmar no centro político no lugar que um dia já foi do PSDB, no momento em estado vegetativo.

    ciro nunca será representante da esquerda porque essa não é sua turma, como centrista ele pode colher melhores resultados e um dia ser um grande político quicá construindo uma candidatura competitiva à presidência da república.

    Responder

Cristofer

13 de novembro de 2018 às 11h02

E o Bolsonaro tem movimento de WhatsApp. PSOL se sujeitando a ser linha auxiliar do PT, que bosta. Mais outro espertão…sempre se acham mais inteligentes q o resto

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CezarR

13 de novembro de 2018 às 10h53

Olha, essa estória de movimentos de rua é bom até a página 10. Quem são esses movimentos de rua? São alguns sindicatos e centrais. alguns movimentos identitários e outros historicamente ligados ao petismo. Se o PT conseguisse transcender isso e voltasse a ter uma base popular sólida, trazendo de volta o povão, aí sim. De resto, o PSOL está se provando mais um puxadinho ou está comendo pelas beiradas para tomar o lugar do PT, a quem ludibria.

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    ari

    13 de novembro de 2018 às 12h24

    Meu amigo, não existe esse negócio de “povão”. Existe sim “povo organizado” e povo organizado é atrav´s de sindicatos, associações de classe UNE, MST, etc. Infelizmente voltamos a um período de trevas que, salvo engano meu, durará muitos, muitos anos.

    Responder

Magno Lima

13 de novembro de 2018 às 10h52

Conte-nos mais sobre ter “movimentos de rua” e perder a eleição???? Conte-nos mais sobre um suposto golpe, criado pelas mentes mediocres e mesquinhas Ptistas, para disfarçar a verdade que, o Povo Brasileiro não quer mais o PT por causa de MENSALÃO, PETROLÃO, FISIOLOGISMO, Destruição da Indústria Nacional e o MAIOR ENDIVIDAMENTO PÚBLICO E DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS que esse país já viu. Maconheiro, Lunático e Imprestável.

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Pingu

13 de novembro de 2018 às 10h25

O meu é maior que o seu…

Responder

Ultra Mario

13 de novembro de 2018 às 09h50

Esqueci de comentar, o que seria “setores populares”?

Mulheres são metade do eleitorado. Pardos e pretos são metade do eleitorado.

“Setor popular” para o Ciro são a minoria de homens brancos?

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Ultra Mario

13 de novembro de 2018 às 09h47

Porque evangélicos são cheios de ódio pelo próximo. Vide o seu líder, Jair Bolsonaro, um nazista.

Por que a esquerda precisa ir atrás dessa corja, maioria pobre e miserável que vai sofrer tanto quanto quem eles odeiam num governo Bolsonaro?

Deixa definhar igual no período Collor e FHC. Depois vem rastejando para a esquerda, como os ratos que são.

Responder

    Gabriel

    13 de novembro de 2018 às 15h56

    Isso é preconceituoso e falso. Conheço muitos evangélicos que foram contra o Bolsonaro, fora tantos outros que acham que igreja não tem que se meter em política. Os evangélicos estão divididos e há muito debate entre eles. Ignorá-los, além de ser burro do ponto de vista pragmático, é uma mostra de como parte da esquerda se tornou elitista e arrogante.

    Responder

darcy cruz

13 de novembro de 2018 às 09h14

Eu nunca fui petista, mas passei a ser (claro, isso não tem importância nenhuma, ninguém vai deixar de dormir por causa disso), simplesmente, não aguento mais essa história de tudo de mal que aconteceu no país se deve ao PT. Quer seja pela direita ou pela esquerda, o mote é esculhambar o PT. Agora, friamente, se com todo esse bombardeiro, o PT sai das eleições como o partido que mais recebeu votos, tem 4 governadores, e parece que 56 deputados federais, o maior número na Câmara esse partido realmente é imbatível. No fundo Ciro e outros que vão pintar por aí, querem repetir Bolsonaro, ter uma votação esmagadora, tendo como proposta principal bater no PT o tempo todo. É muita ingenuidade, achar que essa balda vai durar eternamente. Se querem ser eleito, vai aí uma dica, comecem desde já a se valer dos Whatsapps da vida com ou sem fake news, esqueçam essa história de corpo a corpo, ir pro Metrô pedir votos, isso já acabou, claro que só funciona nos lugares onde tais meios eletrônicos não chegaram. Parem de querer imitar essa coisa horrenda chamada bostanázi e se reinventem e deixem o PT em paz.

Responder

    Rosa

    13 de novembro de 2018 às 11h54

    Gostei.
    Penso igual.

    Responder

Pj

13 de novembro de 2018 às 08h46

Quanta diferença entre está entrevista e a do Ciro. Vemos nesta uma crítica à esquerda, com propostas de mudar os erros. Freixo lembra dos evangélicos, do enfraquecimento dos sindicatos, etc. O outro, do PDT, só se sente a vontade para falar q Lula está preso que Leonardo Boff é um bosta (não entendi ainda como ele conseguiu xingar o Boff na entrevista ao D’Ávila sem o entrevistador ter feito qualquer menção) e que o PT errou e erra.
Um tem projeto pro país. Ciro tem projeto pessoal. Brizola, por onde andas??? Puxe a orelha do falastrão do seu partido! Quanta saudade do velho PDT!!!

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    Vladimirovic

    13 de novembro de 2018 às 15h41

    Acho que você não entendeu nada. Seguinte. Ciro é Ciro, partido é só veículo. Tem que ser fiel ao povo e a quem representa e não a caciques partidários. Vai perguntar como se dá entrevista a Gleise e vai ver que “nem com reza brava” o Ciro vai se aliar com essa corja do PT. Se um dia o partido passar pra mão de Jaques, Suplicy e Haddad ou algum outro da banda boa pode ser. Mas dessa corja de Gleise e etc. nunca. Por fim, Ciro não fala mal ou bem de pessoas ele elogia atitudes elogiáveis e crítica ATITUDES ciritcáveis, como qualquer pessoa de caráter. Enquanto você tá aí falando essas merdas e batendo palma pra doido do freixo dançar, tem gente que fala que o Ciro defende o PT demais. Se não entender com essa tenta desenho. Mas eu não que eu não sei desenhar. Masoltov

    Responder

Menestrel

13 de novembro de 2018 às 07h47

Como que o PSOL vai se aproximar dos evangélicos? Defendendo pautas como a legalização de maconha da qual não abrem mão?
Os evangélicos votam no Lula sem problema já no PSOL…

Responder

Murilo Humberto Cavalcante da Silva

13 de novembro de 2018 às 01h44

foda o PSOL se limita a ser puchadinho do pt

Responder

    Carcará

    13 de novembro de 2018 às 08h30

    Mas o Psol é um filho do PT que conquistou autonomia. Qual o problema ? A inveja e a desqualificação do outro é uma mer………daaaaaaaaaaaa!!!!!!!

    Responder

    Alan Cepile

    13 de novembro de 2018 às 10h05

    O PSOL é hoje um partido ideologicamente perdido, vinha muito bem até o governo Dilma, onde fazia oposição inteligente, mas depois se limitou a ser puxadinho do PT.

    Responder

Alex Pinto

13 de novembro de 2018 às 00h49

Deixa essa esquerda amolecida e atrasada achar que o PDT não tem militante, vão cair do cavalo….

Responder

Tamosai

13 de novembro de 2018 às 00h27

A entrevista teve pontos muito relevantes. Um deles refere-se a pautas que devem ser levadas mais a sério, como a da segurança e a dos evangélicos. Lula é um personagem político importante, mas não pode ser a única bandeira a ser utilizada. O próprio governo Bolsonaro vai fornecer rapidamente os temas principais para a luta. Mas por favor não vamos colocar os temas identitários como foco principal, porque isso é utilizado para dividir e reduzir a força dos movimentos progressistas.

Responder

moisesdossantos

12 de novembro de 2018 às 23h53

Não existe oposição sem o PT e PSOL .

Responder

    Alan Cepile

    13 de novembro de 2018 às 10h08

    Veja a entrevista do Cid Gomes, estão articulando uma oposição sem PT e PSOL (não que estes estejam excluídos, se quiserem participar serão bem vindos) que poderá ser maioria no senado.

    Responder

      moisesdossantos

      13 de novembro de 2018 às 10h31

      So falta o voto na rua e os segmentos da sociedade apoiarem Ciro , coisa que eu não acredito .

      Responder

      moisesdossantos

      13 de novembro de 2018 às 10h32

      So falta o voto na rua .

      Responder

        Alan Cepile

        13 de novembro de 2018 às 10h55

        Nem é o momento de apoiar um nome, o que precisamos agora é de uma oposição inteligente que possa conquistar o centro/centro-esquerda para combater mais perdas no congresso, a partir disso ir construindo uma ideologia forte para 2022 sempre dialogando com o povo.

        Responder

moisesdossantos

12 de novembro de 2018 às 23h52

Não existe oposição sem o PT e PSOL , os segmentos da sociedade jamais apoiarão Ciro Gomes .

Responder

Alan Cepile

12 de novembro de 2018 às 22h28

Será a coisa mais idiota do mundo se essa divisão da esquerda continuar agora no pós eleição, não está na hora de determinar quem terá a “hegemonia”, tanto pq isso será conquistado naturalmente por algum ator do campo progressista.
Ciro sai na frente por não ser alvo do antipetismo (maior fenômeno e força política da eleição) e por ser de longe o mais preparado e com maior traquejo político em todas as esferas, com diálogo com direita e centro, coisa que PT e PSOL não tem.
Enfim, a esquerda deverá fazer uma oposição inteligente e propositiva, essa de quanto pior melhor é coisa de tucano lesa-pátria, eu gostei da proposta do Cid Gomes que o Cafezinho publicou a entrevista, se sair como ele disse a esquerda poderá inclusive ter maioria no senado, se acontecer mesmo será excelente e um ótimo começo.

Responder

    Padre Olegário

    13 de novembro de 2018 às 08h24

    Você acredita que Ciro sai na frente porque entrou neste discurso dos bolsonarianos de corrupção no PT. Não quer hegemonia porque sonha com o meio, isto é, com votos do Bolsonaro e com votos do PT. Insiste nisto. Pode até tornar-se evangélico sem autenticidade ISIS e sair por aí gritando fora satanás, fora Lula… Mas o diabo faz a ursada e esquece de tapar a pela… O Moro vai acabar com sua secretaria super com as informações da Gestapo e da Cia ( lava-jato ) em perseguição política ( SS ). Então os rabinhos dos Gomes vão aparecer existindo ou não, inocentes. O PT não tem que mudar estratégias porque o freixo analisa desta ou daquela forma. Antes escutar o PCO! Voltar para as bases sim, nunca abordar uma religião específica. E outra… o jogo vai mudar, já está mudando, inflação voltando, anarquia econômica, fim dos direitos dos trabalhadores ativos e inativos & desempregados! Isso sim é a pauta que já e sempre está dada. E contra o golpe também! Lula Livre! Como vamos abandonar o velho se estes votos são dele ? Não! E quem que disse que é a pauta principal ? Pode ser prioridade em alguns momentos mas o partido seguiu fazendo o melhor programa etc. Não precisa dar maiores explicações para este joguete político que continua como antes das eleições, não mudou nada além de alguns dados das urnas. Só não vê quem não quer que o PDT vai apoiar o bolsonarismo para isso que falei. O Psol é uma dissidência do PT, que faça suas opções.

    Responder

      Alan Cepile

      13 de novembro de 2018 às 10h17

      Dizer que o PDT vai apoiar Bolsonaro só por não gostar de alguns membros do partido além de ser uma infantilidade estratosférica não ajuda em nada, ao contrário, só enfraquece o campo progressista onde me parece que o PT tb está incluído, logo, é fazer gol contra.
      Fazendo uma comparação futebolística, já que disso o nosso povo entende muito bem, dizer que o Messi não joga nada só pq eu não gosto do Barcelona.

      Responder

        Padre Olegário

        13 de novembro de 2018 às 14h42

        Mais gol contra do que você faz ? Você fala demais e pensa que é dono da esquerda direita! Vai entender!

        Responder

          Carlos Eduardo

          14 de novembro de 2018 às 09h26

          Só lembrando as sandices que a “militância” petista já disse:
          Que Ciro é de direita, que foi da ARENA, que procurou o centrão quando na verdade foi procurado, e agora que vai apoiar o palhaço bozo, inacreditável, o petismo parece estar na primeira infância, aquela fase onde a criança pensa que o mundo só existe pq ela existe.
          Qual vai ser a próxima do partideco que tem “movimento de rua”? Dizer que o papa Francisco é evangélico?

          Responder

Risadinha

12 de novembro de 2018 às 22h11

Poxa, até numa entrevista do PSOL o Miguel aproveita pra achar um “o Ciro tem razão” :D

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    Claudio Santos

    12 de novembro de 2018 às 22h53

    Psol e PT, infelizmente, só colocam ativistas na rua. Precisamos rever nosso discurso pra conseguir levar também o “povão”.

    Achei divertido porque na entrevista o Freixo até fez um certo esforço pra discordar do Ciro, mas no fim das contas, não teve muito como fugir.

    A esquerda ainda tá muito desnorteada com essa derrota nas eleições. Até conseguir encontrar um rumo, ainda veremos muitas declarações amargas, provocações e vote shaming.

    A merda é que fica tudo registrado na blogosfera. Mais tarde já prevejo aquele festival de print pra esfregar na cara a contradição. rs rs rs rs

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      NELI SILVA TEIXEIRA

      13 de novembro de 2018 às 20h54

      Uma das coisas e deixar as bandeiras em casa e usar apenas cartazes, pinturas, porque ao usar as bandeiras de CUT/MST/PSOL/PT partidariza a manifestação e já causa repulsa …Eu, por exemplo, na época das grandes manifestações 2013 não fui pra rua por dois motivos, primeiro não tinha uma “bandeira” (no caso uma causa só) e por ter tanta pauta eu fiquei com um pé atrás de quem estava por trás disso. Depois começaram os movimentos com camiseta da CBF pedindo impeachment, sabia que também não era pra mim…E veio o PT conclamando as pessoas pra rua, mas também não fui, pois eu achava que primeiro o PT tinha que assumir as mancadas nunca fizeram…Então não mereciam meu apoio. Quando rolou um ato chamado por artistas contra o Temer em SP eu só não fui porque não estava em São Paulo, mas era um ato que eu iria de boa

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    Marcos Videira

    13 de novembro de 2018 às 12h20

    RISADINHA: Pelo visto você ficou contrariado com o fato de Freixo ter reconhecido que “Ciro tem alguma razão”. Por que essa postura intransigente, cara ? Ciro tem razão algumas vezes, outras não. Como todo mundo. Inclusive é bom lembrar que Lula é um ser humano (portanto, sujeito a erros).

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Padre Olegário

12 de novembro de 2018 às 21h36

Os métodos que os bolsonarianos usaram para chegar ao poder são nazistas. A forma de propaganda é a mesma e continua agora depois da eleição para galgarem mais poder. Querem massacrar a classe trabalhadora como aos judeus na Alemanha. Não custa repetir. E o Ciro com a Marina parece que vão ficar na oposição amigável ao Fürer! Cambada de sem vergonha!

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CAR-POA

12 de novembro de 2018 às 21h10

DIALOGAR COM EVANGÊLICO É COMO TENTAR FAZE-LO COM UM CARA DO ISIS.
ELES IDOLATRAM UM CARA QUE HOJE SERIA MORTO POR “COMUNISTA” ,PIOR,UM ÍDOLO QUE FOI —TORTURADO—ANTES DE SER MORTO!!!!!!!!!!
E ELES VOTARAM NUM FASCISTA QUE FAZ APOLOGIA DA TORTURA!!
A MENTE DESSA GENTE É CONTROLADA PELOS PASTORES,O MEDO DO —DEPOIS DA MORTE– É A FERRAMENTA USADA MAIS FREQUENTEMENTE POR ELES.
MANTER A LUTA POR —–LULA LIVRE—- É MANTER ATUAL O GOLPE DE ESTADO DE 2016 E OS MOTIVOS QUE LEVARAM ELES A COMETER ESSE CRIME.

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Nostradamus ( poltrona & livros )

12 de novembro de 2018 às 20h32

Ocorre que dialogar com setores evangélicos da linha da prosperidade que são a maioria não é possível porque já estão fechados com Bolsonaro como um Estado Islâmico. Precisa conhecer de perto as pessoas destas igrejas para ver como já estão doutrinadas!

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