Cafezinho 2 minutos: Posse de Bolsonaro e alegações finais contra Lula

Irresponsabilidade de Bolsonaro produziu crise dramática na saúde pública

Por Miguel do Rosário

30 de novembro de 2018 : 14h27

A irresponsabilidade de Bolsonaro produziu caos na saúde pública brasileira, trazendo sofrimento a milhões de famílias.

Os médicos que estão se inscrevendo no Mais Médicos estão abandonando outro programa ainda mais importante, que é o Saúde da Família, que atende a rede municipal. Ou seja, para cobrir o buraco criado pela saída dos cubanos, expulsos por Bolsonaro, o governo criou um buraco ainda mais grave.

Para piorar, as inscrições não estão sendo, nem de longe, suficientes, para compensar a saída dos cubanos. Apenas 3% dos médicos selecionados começaram a trabalhar.

Está claro que o governo federal precisará tomar medidas mais fortes para resolver o problema com urgência e, sobretudo, fazer o que até hoje não foi feito para sanar o déficit de médicos no médio e longo prazo, por conta do lobby das ultra elitistas corporações médicas: promover uma grande revolução no ensino universitário, ampliando o número de vagas em faculdades de medicina para estudantes de baixa renda, acompanhado de bolsa e literatura necessários para os jovens levarem adiante seus estudos.

***

No Globo

Mais Médicos: Com menos de 3% dos selecionados em atividade, governo vai disparar ligações aos inscritos

Ministério da Saúde anunciou que pedirá a profissionais que antecipem ida aos municípios
Por Renata Mariz

29/11/2018 – 12:24 / 29/11/2018 – 20:36

BRASÍLIA — Menos de 3% dos 8,3 mil selecionados para o Mais Médicos começaram a trabalhar. São 230 médicos já “homologados”, ou seja, que estão atuando nas cidades onde escolheram entre 940 “validados”, que se apresentaram no local ou fizeram contato com a prefeitura para acertar detalhes, segundo balanço apresentado nesta quinta-feira pelo governo em reunião com secretários de Saúde. Para evitar desistências em massa, o Ministério da Saúde vai fazer a partir desta quinta-feira um mutirão de ligações telefônicas para os profissionais. A ideia é pedir que eles antecipem a ida aos municípios ou que desistam de imediato caso não queiram o emprego naquele local. O prazo final para começar a trabalhar é 14 de dezembro.

Além do risco de não comparecimento, gestores alertaram a pasta que ao menos 2.844 médicos inscritos no programa estão saindo de equipes de Saúde da Família da rede municipal, atraídos por vantagens do Mais Médicos — o que abrirá novas frentes de desassistência nos postos abandonados. O número de profissionais “migrando” representa 34% dos 8,3 mil médicos já selecionados, mas foi calculado em uma base de 7.271 nomes disponibilizados no balanço da última segunda-feira.

— Vamos ligar para cada médico para pedir que antecipem a ida aos municípios. Aqueles que desistirem que o façam de imediato junto ao gestor — disse Cavalcante.

Ficou acertado que será instalada uma “sala de situação” no prédio do Ministério da Saúde, em Brasília, para que os gestores municipais acompanhem os desdobramentos da seleção. O governo vem apontando a adesão ao Mais Médicos como um grande sucesso, com preenchimento de mais de 97% das vagas deixadas pelos cubanos em menos de uma semana, mas prefeitos e secretários têm dúvidas quanto à efetiva ocupação dos postos por conta da resistência dos profissionais a irem para locais de difícil acesso.

As vagas remanescentes serão abertas em um segundo edital para médicos formados no exterior que não tenham diploma validado no Brasil. A seleção atual é apenas para os profissionais com registro no país — ou porque se formou aqui ou porque passou no teste brasileiro de revalidação do título da graduação. Os editais foram lançados emergencialmente após Cuba romper o termo de cooperação com Brasil, atribuindo a decisão a declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro.

ADESÃO AO MAIS MÉDICOS FAZ ROMBO DE QUASE 3 MIL PROFISSIONAIS NAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA

Levantamento do Conasems mostra que médicos estão deixando seus postos atuais para atuar no Mais Médicos em outros municípios e dentro fora do estado onde estavam:

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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29 comentários

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Capanema

03 de dezembro de 2018 às 12h19

Onde já se viu um programas para “médicos” estrangeiros desembolsar 11 mil por médico e um para médicos brasileiros pagar menos?

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Ioiô de Iaiá

03 de dezembro de 2018 às 03h43

O Boçal já começou mal. Ele vai ser um Robin Hood ao contrário. Vai tirar dos pobres para dar para os ricos e entregar nossas riquezas para os americanos.
Os que dizem que os cubanos são mal remunerados são hipócritas, já que apóiam um governo de ruralistas escravocratas e neoliberais escravistas. Façam fila indiana e dirijam-se à pqp.

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Fraga

01 de dezembro de 2018 às 11h32

Chora mais mortadela perdedor…,.o Bolsonaro só vai fazer algo após a posse….e certamente é corrigir as falcatruas feitas pelos teus idolos quadrilheiros.

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    Ioiô de Iaiá

    03 de dezembro de 2018 às 03h48

    Hahaha, o próprio Boçal disse que sonega. Recebeu propina da JBS. Tinha funcionária fantasma. No poder vai se locupletar. Os milicos de pijama vão se decepcionar.

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ernesto

30 de novembro de 2018 às 23h17

Como disse o colega, isso parece post do 171 ou Tijolaço. Bolsonaro fez? Ele nem governa ainda. Quem retirou os médicos abruptamente sem necessidade alguma foi a ditadura cubana, que preferiu perder dinheiro para tentar incomodar o inimigo do seus sócios petistas ou esconder alguma coisa mais grave.

E se faltavam 18 mil médicos em 2013, quem os deixou faltar desde 2003? Se falta uma política adequada no setor, quem não a construiu em quatro mandatos?

Isso tudo é parte da herança maldita do petismo, que ao invés de procurar resolver honestamente as questões procurou apenas meios de usar nosso dinheiro para sustentar uma ditadura criminosa. E provavelmente levar algum na jogada, é claro.

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    Nostradamus ( banquinho & bacia )

    01 de dezembro de 2018 às 09h37

    Deixa de ser delirante e malévolo cabra da peste! Olha os povos do mundo, pelo menos os latinos, com alteridade. Deixa de ser vira latas, sem noção das coisas, sem saber distinguir entre a tua mão direita da esquerda!

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    Carlos

    01 de dezembro de 2018 às 11h51

    Pelo jeito você não está bem informado. Quando se criou o programa Mais Médicos em julho de 2013 o então deputado federal Jair Bolsonaro foi contra a criação do programa, tanto que ele recorreu com uma liminar no STF pra suspender o programa. http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2013/08/ministro-do-supremo-nega-liminar-contra-programa-mais-medicos Quando se trouxe os médicos cubanos para o Brasil, o então deputado Jair Bolsonaro já era contra e tinha o mesmo discurso ideológico que tem agora como presidente eleito e a prova disto foi um discurso que ele fez no parlatório da Câmara dos Deputados em agosto de 2013. https://www.youtube.com/watch?v=NtL7q1Yqc5k Agora é um outro fato é que a saída médicos cubanos do Brasil é uma promessa de campanha que vem sendo cumprida pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. No dia 22 de agosto de 2018 (dias antes do atentado a faca) o então candidato Jair Bolsonaro em visita a a cidade de Presidente Prudente (cumprindo a sua agenda eleitoral de campanha), disse que expulsaria os médicos cubanos do Brasil. https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2018/08/22/bolsonaro-diz-que-vai-usar-revalida-para-expulsar-medicos-cubanos-do-brasil.ghtml

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    Benoit

    01 de dezembro de 2018 às 12h25

    Ô ernesto, e antes dos governos do PT havia médicos atendendo nessas localidades? Não,não havia. Voce abriu a sua boca para reclamar disso, para reclamar da falta de médicos? Não. Voce é um hipócrita.

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Alberto

30 de novembro de 2018 às 20h38

Esse pessoal de brasiliia não conhece o Brasil. Não conhece nem mesmo o estado e as capitais de onde sairam. Bolsonaro é ume exemplo clássico da ignorancia política.

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Paulo

30 de novembro de 2018 às 19h38

Há desencontro de informações evidente, nesse debate. Prefiro aguardar!

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Admar

30 de novembro de 2018 às 18h16

Toda leitura rasa sobre um tema complexo, se torna em imbecilidades!!!

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Justiceiro

30 de novembro de 2018 às 17h06

Miguel, por favor. Você não é do 247. E nem do tijolaço. Que isso?

Que irresponsabilidade, Miguel? Querer pagar aos cubanos a integridade de seus salários e o direito de trazer suas famílias? Isso foi gesto nobre. Se o Brasil está se servindo dos serviços dos médicos cubanos, por que não receber os familiares destes?

Você sabe, Miguel, que tem médico cubano querendo ficar no Brasil até pra limpar cocô de cachorro nas ruas, mas não quer voltar mais para o paraíso caribenho.

Vocês já estão sabendo que tem um grupo de médicos cubanos querendo processar a Opas, que serviu de laranja para a contratação deles?

Miguel, publica meu comentário. Acho que dá um bom debate.

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    ari

    30 de novembro de 2018 às 17h56

    É provável que vc nunca tenha sido atendido por um cubano ou mesmo nunca tenha visto um. Pois é, eu não só fui atendido como conheci vários e tive o privilégio da amizade de um casal. Vc simplesmente está se emprenhando por muita coisa que viu na internet. É óbvio que, num universo de 20 mil pessoas,como em qualquer empresa, há os incompetentes, insatisfeitos, os revoltados, os chatos e os cretinos. No caso dos cubanos, isto está longe de ser a regra. Então sugiro que procure se informar melhor e, se puder, vá a Cuba passar uns 15 dias e na volta conversaremos. Ah, quem foi atendido por um cubano não quer nem ouvir falar dos passadores de receita brasileiros.

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      Roque

      30 de novembro de 2018 às 20h45

      Se eles são tá bons assim, pq não aceitam ficar para receber o salário integral, receber a família, e principalmente mostrar através do Revalida que são mesmos competentes.E outra, qual a responsabilidade do Bolsonaro neste caso? Afinal, ele só assume em 2019…

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        loise

        07 de dezembro de 2018 às 14h21

        O Capitão providenciou um comunicado escrito em inglês para a Ilha, dizendo que não aceitaria mais os termos do contrato. Foi o Capitão não o Fidel. Quanto aos familiares dos cubanos a embaixada de Cuba informou que os médicos podiam trazer seus familiares e inclusive poderiam trabalhar no Brasil. Quem levantou a voz no Congresso para impedir que os médicos trouxessem a família foi de novo o Capitão. Pessoalmente acho que seria um absurdo trazer médicos estrangeiros para o Brasil, se aqui houvessem profissionais para o serviço. Como diz a Bíblia a “Verdade voz libertará”.

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    Nelson

    30 de novembro de 2018 às 23h50

    Tá bom, tá bom, meu chapa. Você desempenhou bem a tarefa que te foi dada pelo Tio Sam.

    Agora, é só aguardar que a CIA, a NED, a NSA ou o escambau enviem o teu soldo.

    Responder

Leando

30 de novembro de 2018 às 17h06

Se os profissionais do programa “Mais Médicos” fossem americanos e os EUA fizessem o que fez Cuba com o Brasil e com os brasileiros, às vésperas da posse de um governo de esquerda, a essa hora os petistas e gritando ” É górpi, é górpi, é górpi ” !

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Eu Mesmo

30 de novembro de 2018 às 16h14

Bozo fez o certo ao exigir o que no inicio não foi exigido: revalidação dos diplomas. E ele não tem nada a ver com a decisão do governo cubano, de chamar seus escravos de volta.
Engraçado que se dizia que faltaria médico mas poucos dias depois de toda essa bagunça praticamente todas as vagas já estão preenchidas. Vai entender……..

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    Carlos

    30 de novembro de 2018 às 20h27

    Sugiro que você veja o comentário do jornalista Kennedy Alencar fez em seu blog e na Rádio CBN (que pertence ao grupo Globo) na semana passada (dia 23 de novembro de 2018). O jornalista Kennedy Alencar (que está longe de ser um jornalista de esquerda) apurou os bastidores em Brasília, no qual disse que pessoas ligadas ao governo Temer sugeriram ao Jair Bolsonaro que ele recuasse quanto a questão dos médicos cubanos e procurasse negociar com o governo de Cuba. Pessoas ligadas ao governo de Michel Temer temem um apagão na saúde com a saída dos médicos cubanos, segundo o jornalista Kennedy Alencar. https://www.blogdokennedy.com.br/governo-temer-sugere-a-bolsonaro-recuo-em-critica-a-mais-medicos/

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    Alan Cepile

    01 de dezembro de 2018 às 21h55

    Eu mesmo.
    Me desculpe mas tua falta de conhecimento sobre o assunto impressiona….

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Renato

30 de novembro de 2018 às 14h54

Irresponsabilidade foi do Petê que deixou a saúde pública brasileira nas mãos e à mercê dos humores de um governo estrangeiro !

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    Nostradamus ( banquinho & bacia )

    30 de novembro de 2018 às 15h15

    Irresponsabilidade do fabricante de patê que comeste durante a vida toda que acabou se transformando nesta pasta intestina que tens na cabeça !!!

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    Francisco

    30 de novembro de 2018 às 15h30

    “Às vezes é melhor ficar calado deixando que os outros pensem que você é um idiota, do que abrir a boca e não deixar nenhuma dúvida.” (Lincoln)

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      ari

      30 de novembro de 2018 às 17h50

      Cara, você acertou na mosca.
      “A única profissão para a qual nenhum tipo de treinamento é necessário é a de idiota.”

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    Rodrigo

    30 de novembro de 2018 às 15h57

    Bla, bla, bla, culpa do PT…

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    Carlos

    30 de novembro de 2018 às 20h47

    O problema é que os médicos brasileiros não querem trabalhar nas áreas isoladas, nas pequenas cidades e nas periferias das grandes cidades. Hoje no Brasil apenas os filhos da classe média alta e da elite é que podem estudar medicina, pois o curso de medicina é muito caro para os filhos das classes populares. Desta forma a profissão de médico no Brasil virou uma profissão de elite e a saúde no Brasil virou um negócio (dinheiro), pois a grande maioria dos médicos quer ficar nos grandes centros urbanos e trabalhando em clínicas particulares para ganhar mais dinheiro. Quanto aos médicos cubanos é importante lembrar que o acordo com o governo de Cuba, foi mantido durante o governo Temer, mesmo com o governo cubano não tendo boas relações com o presidente Michel Temer.
    Agora com relação aos médicos cubanos e o presidente eleito Jair Bolsonaro é importante dizer que ele está apenas cumprindo uma promessa de campanha. No dia 22 de agosto de 2018 (dias antes do atentado a faca) o então candidato Jair Bolsonaro em visita a cidade paulista de Presidente Prudente no cumprimento da sua agenda eleitoral, prometeu que se eleito expulsaria os médicos cubanos do Brasil. https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2018/08/22/bolsonaro-diz-que-vai-usar-revalida-para-expulsar-medicos-cubanos-do-brasil.ghtml

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