Hangout com Miguel do Rosário: Bolsonaro nos EUA

Notas internacionais (por Ana Prestes) 24/12/18

Por Ana Prestes

24 de dezembro de 2018 : 10h40

– Continua a pressão de Trump sobre o Congresso americano para que saia o financiamento do muro na fronteira com o México. Governo e Congresso estão em um impasse. O custo do muro é de aproximadamente 25 bilhões de dólares e Trump quer que o Congresso aprove pelo menos um quinto do valor para o orçamento de 2019. Com a polêmica, o país está em “shutdown”, quando várias atividades de fundos e agências federais são interrompidas. O shutdown atinge cerca de 800 mil funcionários públicos.

 

– Foi assinado nos EUA o “Nica Act” (Lei de Condicionalidade do Investimento da Nicarágua), que limita o acesso do país a empréstimos de organismos multilaterais.

 

– Por falar em Nicarágua, seus representantes também foram “desconvidados” para a posse de Bolsonaro no próximo dia 1º. de janeiro. Assim como os representantes de Cuba e Venezuela.

 

– Pelo sexto sábado consecutivo, os jalecos amarelos estiveram nas ruas da França. Em Paris, pela manhã as manifestações foram as mais tranquilas já vistas, mas no período da tarde houve uma verdadeira batalha campal entre manifestantes e forças de segurança do governo. A participação em número de pessoas foi menor do que nas manifestações anteriores.

 

– Os EUA tem um novo Secretário de Defesa. Ele assume em 1º. de janeiro e seu nome é Patrick Shanahan. Ele vai substituir Jim Mattis que se demitiu após a decisão de Trump de retirar as tropas americanas da Síria.

 

– O presidente francês, Macron, foi um dos que criticou a saída dos EUA da Síria, alegando que “um aliado deve ser confiável, coordenar-se com seus outros aliados”. Macron ainda elogiou o anterior secretário de defesa, o demissionário Jim Mattis, dizendo que ele sim era um interlocutor confiável.

 

– A saída dos EUA da Síria pode agradar sobremaneira o turco Erdogan, por deixar os curdos novamente mais vulneráveis. Pode interessar também à Rússia por sair do processo como a grande definidora do desfecho da guerra da Síria.

 

– Além do secretário de defesa, um outro enviado dos EUA para a Síria, Brett McGurk, pediu demissão após a decisão da Casa Branca de sair da Síria.

 

– Foi aprovado no último sábado (22) em Havana o projeto de nova Constituição, com importantes alterações econômicas para o país. O projeto vai a referendo em fevereiro. Quase nove milhões de pessoas participaram do processo de discussão do projeto entre agosto e novembro de 2018.

 

– Com o impasse sobre o Brexit, aumenta a tensão entre as duas Irlandas no Reino Unido. Por ser a única fronteira terrestre entre o Reino Unido e a Europa, o território deverá ser usado para controle de pessoas e mercadorias, o que restabeleceria uma fronteira mais “dura”, bem diferente de como funciona hoje.

 

– Líder da oposição na Grã-Bretanha, o trabalhista Jeremy Corbyn, disse no sábado (22) que seu propósito é de seguir com o Brexit, caso os trabalhistas ganhem o governo no próximo ano. Ele é contrário à realização de um novo referendo.

 

– Um tsunami de grandes proporções atingiu a Indonésia no último sábado (22). Até agora são 280 pessoas mortas.

 

– Continua a tensão entre Assange e o governo do Equador sobre sua permanência na embaixada equatoriana em Londres. Lenin Moreno tem criado todo tipo de constrangimento e dificuldades práticas para a permanência de Assange na Embaixada, mas este se recusa a sair por temer ser preso pela polícia londrina.

 

– Bolívia se prepara para um ano eleitoral em 2019, com primárias em janeiro (pela primeira vez) e eleições em outubro. Não será fácil a reeleição de Evo, que já enfrenta diversas tentativas de inviabilização de sua candidatura, tentativa de manobras sobre as primárias, ações de “fiscalização” da OEA, organização de grupos violentos com financiamento externo, tais os que colocaram fogo em um tribunal eleitoral em Santa Cruz na semana passada.

 

– O impacto da crise econômica argentina já aparece nos índices. A economia encolheu 3,5% em comparação entre o terceiro trimestre (jul-set) de 2017 e o de 2018. Desemprego agora é de 9%. A pobreza cresceu em mais de 2 milhões de pessoas. São os dados da Universidade Católica Argentina, compilados por Julio Gambina.

 

– Agentes da ONU chegaram no final de semana ao Iêmen, para tentar implementar o Acordo de Estocolmo de cessar fogo entre as forças beligerantes.  Os quatro anos de guerra do Iêmen geraram aquela que é hoje a maior crise humanitária do planeta.

 

– Avançaram no domingo (23) as conversações entre chineses e norte-americanos sobre a construção de um acordo comercial, segundo o Ministério do Comércio da China.

 

 

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5 comentários

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Reginaldo Gomes

31 de dezembro de 2018 às 14h46

Estava intrigado tentando entender esse bolsonaro pagando pau toda hora para o esquisitíssimo estado de israel.
Foi aí que vi na internet uma hipótese da conspiração que achei razoável.
O bolsonaro quer globalizar os atentados terroristas, No mundo inteiro tem; e só na América latina não tem . Só que os terroristas não querem vir pro Brasil soltar bomba, os brasileiros são gente boa. Agora , se o Brasil se tornar esposa do estado Israel, aí, a porca torce o rabo . Vai ter fila de espera de terrorista querendo entrar no Brasil pra tocar o terror no povo. E povo aterrorizado aceita tudo!!!!!
Vai aprovar tudo, posse de arma, importação de arma, fabricação de bomba, repressão de todo tipo,
e toda uma fauna de leis do cão.
Que Deus e Jesus Cristo nos proteja.

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Jose

29 de dezembro de 2018 às 10h42

Regime bolsonaro e aliadaos da direita e extrema direita pregam abertamente ódio, violência e exterminio. Não há motivo algum para se participar de qualquer celebração deste regime.

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Velvet

28 de dezembro de 2018 às 16h42

Empresários russos e alemães estudam alternativa ao sistema de pagamento americano em dollar.

Pelo menos duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas quando um ônibus que transportava turistas vietnamitas em sua viagem às antigas pirâmides de Gizé foi atingido por um artefato explosivo improvisado em cairo, capital do Egito.

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Paulo

24 de dezembro de 2018 às 12h01

“Foi aprovado no último sábado (22) em Havana o projeto de nova Constituição, com importantes alterações econômicas para o país. O projeto vai a referendo em fevereiro. Quase nove milhões de pessoas participaram do processo de discussão do projeto entre agosto e novembro de 2018.” Agora, eu me pergunto: como é que 9 milhões de pessoas participam realmente de um processo de discussão? Ao ler essas pérolas, não posso deixar de me lembrar de meu professor de história, no cursinho pré-vestibular que fiz, nos já longínquos anos 80. Ele, comunista ferrenho (quase todos os professores – e obrigatoriamente os de humanas- eram de esquerda), explicando os tais planos, como se fossem uma obra prima do comunismo stalinista e do planejamento estatal soviético (claro que não explicava os “pormenores”, rs), merecendo assim figurar portanto nos anais da história mundial, com o objetivo de comprovar para uma audiência sonolenta e indiferente os grandes méritos do “homo sovieticus”, he, he, he. Ah, esses comunas!

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    Paulo

    24 de dezembro de 2018 às 12h25

    Só pra completar: refiro-me aos assim denominados Planos Quinquenais da era stalinista…

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