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Bolsonaro libera R$ 500 milhões para caminhoneiros autônomos

Por Redação

16 de abril de 2019 : 14h56

Governo anuncia R$ 500 milhões do BNDES para caminhoneiros autônomos

Publicado em 16/04/2019 – 12:40
Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil Brasília

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizará R$ 500 milhões e abrirá uma linha de crédito especial para caminhoneiros autônomos. Os recursos deverão ser usados para aquisição de pneus e manutenção dos veículos.

O crédito faz parte de um pacote de medidas anunciadas hoje (16) pelo governo federal para atender o setor de transporte de cargas do país. “Nós temos que lidar com uma realidade que é a escolha que o Brasil fez há cinco décadas, do modal rodoviário, e que precisa ser enfrentada para garantir respeito e valorização do trabalhador e o abastecimento da população brasileira”, disse o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

De acordo com ele, a falta de manutenção de veículos é um dos principais problemas, identificados em blitz da Polícia Rodoviária Federal, que impacta na segurança das rodovias brasileiras. Manter as condições dos caminhões em ordem também tem um custo alto para os profissionais autônomos, segundo o ministro.

Para atingir especificamente os caminhoneiros autônomos, o credito será limitado àqueles que possuem no máximo dois caminhões registrados em seu nome. A linha de crédito deverá ser ofertada, inicialmente pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Cada caminhoneiro terá direito a R$ 30 mil para comprar pneus e fazer a manutenção dos seus veículos.

A política de preço de combustíveis e as medidas para atender o setor de transporte de cargas, como o tabelamento do frete, foram tema de reunião ontem (16), no Palácio do Planalto, entre ministros de Estado, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco e o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, participou por meio de videoconferência.

Política de preços

A política de preços da Petrobras também é uma reivindicação dos caminhoneiros e será tema de uma nova reunião na tarde de hoje, desta vez com a presença do presidente Jair Bolsonaro. Pela manhã, o presidente se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com representantes de empresas do setor de combustíveis.

“Os ministérios e a Petrobras vão discutir esse tema. Agora, o governo sempre disse que a Petrobras tem autonomia e liberdade para exercitar aquilo que é necessário do ponto de vista de política de combustível”, disse Onyx.

Na semana passada, a Petrobras havia anunciado um reajuste de 5,7% do no preço do óleo diesel nas refinarias, mas a medida foi suspensa a pedido do presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro disse que quer entender aspectos técnicos da decisão da Petrobras e negou que haja interferência do governo na política de preços da estatal.

O presidente disse que há preocupação com o reajuste dos combustíveis pelo impacto no setor de transporte de cargas, afetando diretamente os caminhoneiros. Em maio do ano passado, a alta no preço do combustível levou à paralisação da categoria, que afetou a distribuição de alimentos e outros insumos, causando prejuízos a diversos setores produtivos.

Ao deixar o Palácio do Planalto, ontem, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a decisão de suspender o reajuste do óleo diesel foi empresarial e que o presidente da República apenas alertou que o aumento poderia desencadear insatisfação dos caminhoneiros.

Após a decisão de suspender o reajuste do diesel na sexta-feira (12), houve queda na bolsa de valores e desvalorização de 8,54% das ações da Petrobras. Apesar de negar que está intervindo nos preços, o mercado costuma reagir mal quando o governo interfere diretamente em uma estatal competitiva como a Petrobras.

Em março, a Petrobras já havia anunciado mudança na periodicidade do reajuste no preço do diesel nas refinarias. Segundo a estatal, os preços nas refinarias da companhia correspondem a cerca de 54% dos preços ao consumidor final e não será reajustado em prazos inferiores a 15 dias.

Texto atualizado às 14h37.

Edição: Valéria Aguiar
Publicado na Agência Brasil

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5 comentários

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Paulo

16 de abril de 2019 às 22h59

Mais um remendo de ocasião. Não resolve, e, talvez, provoque novos conflitos a médio prazo…

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NeoTupi

16 de abril de 2019 às 17h26

Mais uma Bozonarice.
Além de não satisfazer os caminhoneiros (que consideraram esmola), deixa ferrovia Oeste-leste (Tocantins até Bahia) parada com cerca de 30% pronto e vai investir em rodovia.
Arruma brigou com a China que queria financiar a Ferrovia Transoceânica (ligando a Norte-Sul em Goiás ao Pacífico no Peru),e vai gastar em rodovia.
Enquanto isso a China está financiando ferrovias na Indonésia, no Vietnam, em países Africanos e na Rússia, além de investir em ferrovias europeias que já ligam Portugal à costa chinesa no pacífico.

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    lucio

    16 de abril de 2019 às 17h54

    as montadoras estrangeiras nao querem ferrovias… assim como empresas de onibus nao querem metró

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Nostradamus ( escada & binóculos )

16 de abril de 2019 às 17h13

Onde é esse posto que vende gasolina a 4.34 aí ?… eu vou correndo para lá abastecer o carango… kakakakakaka… A propaganda é a alma do negócio dos governos! kakakakaka… Credo em cruz!!! Tá um chapéu velho! Pega fogo Cabaré Francês! Ameniza, ameniza, ameniza quafezinho! 4.34!!! Cinco e pouco! Ah!… é foto da greve passada! Eu sou falador…

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Sérgio Araújo

16 de abril de 2019 às 16h56

Um País desse tamanho não possuir ferrovias é ridículo.

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