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Universidade do Rio persegue professoras por Marielle

Por Redação

12 de agosto de 2019 : 15h03

Com informações da Revista Época.

Duas professoras da Universidade Estácio de Sá, um dos maiores grupos de ensino privado do país, acusaram o diretor do campus em que atuam, no Centro do Rio de Janeiro, de perseguição ideológica. Uma delas judicializou o caso.

Amanda Mendonça e e Laila Domith tiveram calendários com a imagem de Marielle Franco arrancados de suas salas e receberam pedidos para que se desculpassem e não participassem de protestos contra o governo Bolsonaro.

Mendonça, que coordenava o curso de pedagogia, é ex-assessora de Marielle Franco.

Domith, demitida na semana passada, é ex-coordenadora adjunta de Direito, e entrou com uma denúncia no Ministério Público do Trabalho contra a Estácio, um dos maiores grupos de ensino privado do país. 

Em 17 de maio, quando ainda coordenava o curso de pedagogia, Mendonça foi chamada para uma reunião com Jorge William Yoshida, o diretor do campus.

Yoshida segurava as partes rasgadas do calendário que a professora afixara desde janeiro em sua mesa de trabalho na sala da coordenação — uma recordação da vereadora.

Segundo a professora, ela ouviu do chefe que o calendário e suas postagens nas redes sociais tinham sido objeto de uma denúncia por “propaganda ideológica”.

O diretor pediu que a professora se desculpasse e garantisse que não participaria novamente de greves e manifestações, como a de dois dias antes, em 15 de maio, contra os cortes na Educação. Mendonça se recusou a atender aos pedidos e entregou o cargo de coordenadora.

No dia seguinte, em 18 de maio, foi a vez de Laila Domith ser chamada por Yoshida.

Segundo ela, a conversa foi semelhante. Domith também usava um calendário com a foto de Marielle e participara do protesto contra o governo Bolsonaro.

Também se recusou a seguir as orientações. Na semana passada, foi demitida e entrou com uma denúncia no Ministério Público do Trabalho.

Respondendo pelo diretor, a Estácio afirmou que é “apartidária”, disse repudiar condutas preconceituosas e prometeu apurar os dois casos.

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5 comentários

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Justiceiro

12 de agosto de 2019 às 15h49

Essa Universidade é privada, tem suas regras. Se as puxa-sacos dos esquerdistas desrespeitaram as regras, R U A!

Responder

    Marcio

    12 de agosto de 2019 às 20h05

    Mesmo se fosse publica deveria ser a mesma coisa, escola nào è lugar para palhaçadas politicas (que abundam nas faculdades Brasileiras).

    Responder

    marcos

    12 de agosto de 2019 às 20h10

    discriminaçao por opiniao politica é crime. vc é um criminoso porqué faz apologia ao crime.

    Responder

      Renato

      13 de agosto de 2019 às 02h20

      Quem é pago para ensinar e quer ; na casa dos outros; fazer doutrinação política tem que tomar um pé na bunda. Ruuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuua ! kkkkkkkk

      Responder

Marcio

12 de agosto de 2019 às 15h09

Mais do que certo.

A escola não é lugar para fazer política.

O calendário de quem você quiser o coleque na sua casa.

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