Incêndios na Amazonia mobilizam governos do mundo inteiro

Cortes na educação tem sensibilizado amplos setores da população, o que explica a massiva adesão nos atos anteriores

Estudantes e professores voltam às ruas!

Por Redação

13 de agosto de 2019 : 10h48

Estudantes preparam novo ‘tsunami’ da educação neste 13 de agosto

Será a terceira vez que estudantes, profissionais da educação e movimentos sociais saem às ruas contra cortes nas universidades e institutos federais

12/08/2019 16:07

RBA – Estudantes secundaristas, do ensino universitário e da pós-graduação realizam protestos, atos e passeatas, por todo o país, nesta terça-feira (13), contra os cortes do governo Bolsonaro na educação. O objetivo é retomar, com apoio de movimentos sociais, as manifestações de maio, que ficaram conhecidas como “tsunami”. Desde o início do ano, universidades e institutos federais perderam R$ 5,84 bilhões em verbas, ameaçando o funcionamento de alguns campi universitários, que podem ter que suspender suas atividades, a partir de outubro. A falta de recursos não atinge apenas o ensino superior, mas atinge também a educação básica.

As restrições orçamentárias também devem atingir as pesquisas, que também podem ser paralisadas a partir do mês, não apenas por conta do corte de 2.700 bolsas, anunciado pelo Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes), mas também pela falta de recursos para manter os laboratórios funcionando.

Os estudantes também saem às ruas contra a projeto Future-se, apresentado pelo Ministério da Educação (MEC), que prevê a ampliação do financiamento privado no ensino superior, o que deve levar a um sucateamento ainda maior das universidades. Neste domingo (11), para lembrar o Dia Nacional do Estudante, além dos 81 anos de fundação da União Nacional dos Estudantes (UNE), eles realizaram uma aula pública, na Avenida Paulista, região central de São Paulo, para alertar a população sobre a “situação dramática” da educação.

“Parcerias com a iniciativa privada já existem em todas as universidades, e não pode suplantar o principal papel dessas instituições, que é produzir conhecimento para solucionar os problemas sociais do nosso país”, afirmou o presidente da UNE, Iago Montalvão, em alusão ao Future-se. “A universidade pública não vai conseguir sobreviver, se não houver investimentos públicos.” Na semana passada, o governo Bolsonaro retirou mais R$1 bilhão da educação para comprar votos de parlamentares pela aprovação da “reforma” da Previdência – tema que também pauta as manifestações do chamado #13A.

Segundo o presidente da UNE, o corte de 30% nos recursos de custeio das universidades, decretado em maio pelo MEC, atingiu verbas que seriam utilizadas para pagar serviços básicos, como água, luz, limpeza, além de materiais de laboratório. “O que os reitores estão dizendo é que, até o próximo mês, muitas universidades podem parar de funcionar porque não têm recursos para pagar esses serviços básicos.”
Reunião e repressão

Na última quarta-feira (6), representantes da UNE se reuniram com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para pressionar pela liberação de recursos para as universidades e institutos federais. Segundo, Montalvão, o ministro não apresentou qualquer solução para aquilo que o governo vem chamando de “contingenciamento”.

Em vez de aprofundar o diálogo, Weintraub preferiu requerer ao ministro da Justiça, Sergio Moro, a utilização da Guarda Nacional para coibir os protestos dos estudantes. Prevista para agir, inicialmente, na Esplanada dos Ministérios, os soldados da guarda poderão atuar também em campi das universidades federais em qualquer cidade do pais.

Para o presidente da UNE, a iniciativa é uma tentativa do governo para amedrontar as pessoas e desestimulá-las a participar das manifestações, mas poderá ter efeito contrário. “Quando fazem isso, deixam as pessoas ainda mais indignadas com os ataques à democracia, e vai fazer com que mais gente participe. Mas nós vamos procurar também ações jurídicas, ver se há possibilidade de contestar esse tipo de medida.”

Programação

Segundo Iago Montalvão, as manifestações do “tsunami pela educação” devem ocorrer em pelos menos 80 municípios do país, incluindo capitais e grandes cidades. Na capital paulista, os estudantes se reúnem a partir das 15h, em frente ao Masp. Será a terceira vez que eles ocuparão às ruas do país contra os cortes do governo Bolsonaro. Em 15 de maio, o primeiro “tsunami” pela educação reuniu mais de 1 milhão de pessoas. Duas semanas depois, em 30 de maio, também reuniu milhares de pessoas nas principais cidades do país.

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27 comentários

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Doda

14 de agosto de 2019 às 10h20

Esse pessoal na UNE já viraram estudantes profissionais!

Essas manifestações foram fakes, na verdade só queriam pregar o “Mariele Vive” , Lula Livre” e etc..

A esquerda ainda não se deu conta de que perdeu seu principal triunfo que era o poder de mobilização das massas.

Hoje em dia com tantos canais de acesso à informação ficou mais difícil tentar ludibriar a população, o povo acordou…

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    Marcio

    14 de agosto de 2019 às 10h34

    Foi um ensaio dos blocos de rua para o proximo Carnaval, nada mais que isso.

    Responder

    Alan C

    14 de agosto de 2019 às 10h45

    “estudantes profissionais” kkkkkkkkkkkkkkkk

    Esses animais vão inventar o que agora??? O profissional filantrópico? huauhahuauhauhauha

    Responder

    Marcio

    14 de agosto de 2019 às 11h43

    Contingenciamentos sào feitos desde sempre e nào prejudicam nada mas sò agora esses pseudo estudantes (tontoloides completos) ficaram sabendo….sào definitivamente explorados politicamente, retardados inutèis,

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Alan C

14 de agosto de 2019 às 08h46

Certíssimo, tem que protestar mesmo, tá educadinho até demais, tinha que tacar fogo em tudo.

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    Lib

    14 de agosto de 2019 às 09h35

    seu Fascista

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      Alan C

      14 de agosto de 2019 às 10h28

      Se combate assim, tá pouco, não se fazem mais estudantes como antigamente.

      Responder

Justiceiro

13 de agosto de 2019 às 17h01

Depois da “manifestação’ esses ai vão receber a recompensa: um baseado pra cada um(estão acostumados a dividir um tarugo) e 20 contos pra voltarem pra casa.

Estudar? Ora, estudar.

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cruz

13 de agosto de 2019 às 15h27

O bozo perdeu totalmente a noção, ele está fazendo tanta coisa contra nosso país que já nos tornamos mais uma republiqueta sul-americana e, pior, preocupando o mundo com essas sandices que afetam o equilíbrio global. Daqui a pouco ele vai transformar o laranjal/bananão num bagaço tal que não vai nem conseguir vender para a pátria mãe, EEUU, como é de seu desejo, eles lá não querem rebotalhos.

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Adevir

13 de agosto de 2019 às 14h10

Bandeiras do MST, gente mascarada, bloqueio de vias, baderna… isso aí não são estudantes de verdade. Os verdadeiros estão em sala de aula em plena terça-feira.

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    Marcio

    13 de agosto de 2019 às 14h50

    Sem por e nem tirar.

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    RaY

    14 de agosto de 2019 às 01h50

    Concordo em números, gênero e grau com você.

    Responder

Guilherme Nagano

13 de agosto de 2019 às 14h01

Organização esperava protestos em pelo menos 140 cidades! Até as 14:00 conseguiram 36 cidades…

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    degas

    13 de agosto de 2019 às 14h39

    E com pouquíssimas pessoas em cada uma. Talvez eles consigam mais gente à tarde em alguns grandes centros, trazendo militantes de todo lado. Mas é tão pequeno como se esperava.

    Responder

João do Amor Divino de Santana e Jesus

13 de agosto de 2019 às 12h55

Ai meu Deus do Céu, pensei que a nossa Rede Globo tinha conseguido colocar esses demônios do lado da Lava-jato,da honestidade e do nosso querido capita das Agulhas Negras. Mas vejo que não, estes capetinhas voltam a lotar as ruas pedindo que o criminoso de Curitiba,seja libertado. Pior que ele tem o apoio do futuro Maduro milongueiro portenho.
Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece.

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Dutra

13 de agosto de 2019 às 12h55

Renato é um miliciano da turma do Bozo! Ódio puro ao PT.Vc vai morrer de raiva seu corno! A esquerda vai retomar o poder nesse país e bordar esse bando de fascistas e incompetentes no ostracismo

Responder

    Marcio

    13 de agosto de 2019 às 13h06

    Tomar o poder…?

    Responder

    Renato

    13 de agosto de 2019 às 15h28

    Ultra machão revolucionário de internet (vulgo CC petista desempregado, estilo 247)….

    Responder

Dutra

13 de agosto de 2019 às 12h52

Renato é um miliciano da turma do Bozo! Ódio puro ao PT.Vc vai morrer de raiva seu corno! A esquerda vai retomar o poder nesse país e botar esse bando de fascistas e incompetentes no ostracismo!

Responder

    Alexandre Neres

    13 de agosto de 2019 às 13h55

    Gente, deixe o Renato pra lá. Ele é burro. Simples assim. Educação, cultura, tudo isso leva a um pensamento crítico. Em vez de humanismo e consciência cívica, ele quer a volta das aulas de Educação Moral e Cívica. Enfim, pra que discutir com madame?

    Responder

    Renato

    13 de agosto de 2019 às 18h32

    Pagando em dia meu belo subsídio; a esquerda pode voltar à vontade. Lula e Dilma sempre foram corretos comigo; sempre pagando bem e em dia; nobre corno petista ! kkkk

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13 de agosto de 2019 às 12h32

Vamos amigo lute! Vamos amigo ajude. Se não a gente acaba perdendo o que já conquistou.Que a vida não parou
A vida não pára aqui
A luta não acabou
E nem acabará
Só quando a liberdade raiar… yeah
Só quando a liberdade raiar…

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Renato

13 de agosto de 2019 às 11h23

Os remelentos de sempre . Os estudantes que nao querem nada com o estudo !

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degas

13 de agosto de 2019 às 11h12

Como sempre, farão os protestos em locais extremamente movimentados e na hora da saída do trabalho, para dizer que quem passa por ali por obrigação estava se manifestando. Depois multiplicarão o público real por vinte ou trinta.

Me acordem quando conseguirem (de verdade) uns dez por cento do que os coxinhas botaram na rua para chutar a Jumenta. Aí subam para 11, depois 12… Do final de 2026 o Bolsonaro não passa.

Responder

Guilherme Nagano

13 de agosto de 2019 às 11h06

Protestos vazios! O de sempre….

Responder

Marcio

13 de agosto de 2019 às 10h58

Meu Deus do Cèu…

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