Câmara discute privatização da Eletrobras

As duas estratégias da esquerda carioca para derrotar o conservadorismo

Por Redação

10 de setembro de 2019 : 15h31

A coluna Radar, da Veja, confirma movimentações, por parte da esquerda carioca, que os observadores atentos já tinham detectado há algum tempo.

O deputado federal Alessandro Molon, do PSB, esteve recentemente na sede do PDT fluminense.

A indicação do ex-deputado e ex-ministro  Carlito Rocha como pré-candidato do PCdoB à prefeitura do Rio, por sua vez, é uma sinalização dos comunistas na direção do trabalhismo.

Carlito, também conhecido como Brizola Neto, fez sua carreira no partido de seu avô, Leonel, e depois de um tempo afastado por divergências internas, voltou a ter boas relações com sua antiga legenda.

Recente evento organizado no Rio, intitulado Fórum de Resistência Democrática, não teve participação de nenhum nome do PDT ou PSB. Ambos os partidos preferiram organizar um seminário à parte, do qual também participarão, contudo, PCdoB e PCB.

O enfrentamento de Crivella, que se elegeu em 2016 com o voto evangélico em massa, terá de ser articulado com muito cuidado e inteligência.

Para parte da esquerda carioca, o nome de Marcelo Freixo, associado ao PT, oferece sinais de “radicalismo” que dificultarão muito uma vitória sobre o conservadorismo religioso.

Abaixo, a nota publicada há pouco no Radar.

***

Esquerda organiza aliança para abandonar PT e PSOL no Rio

Alessandro Molon, do PSB, Martha Rocha, do PDT, ou Carlito Brizola, do PCdoB, seriam nomes alternativos a Marcelo Freixo; seminário ocorrerá em outubro

Por Robson Bonin
10 set 2019, 08h13

De olho na disputa eleitoral do ano que vem pela Prefeitura do Rio, três partidos — PSB, PDT e PV – de esquerda vão se reunir no mês que vem num seminário para tentar formar uma aliança. A ideia e discutir um programa de centro-esquerda que ofereça ao Rio uma alternativa a Marcelo Freixo e o eixo PT-Psol na capital.

A avaliação dos articuladores da possível aliança é de que o Rio carece de um programa livre do radicalismo. PCdoB e PCB também participarão do seminário de outubro e podem vir a integrar o grupo.

Há três possíveis candidatos para encabeçar a chapa: Alessandro Molon, do PSB, Martha Rocha, do PDT, ou Carlito Brizola, do PCdoB.

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4 comentários

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Alexandre Neres

11 de setembro de 2019 às 11h32

Pois é, Tiago, parece existir com o apoio da grande mídia uma espécie de esquerda consentida. Esquerda neste caso é uma espécie de eufemismo, vide os votos na Reforma da Previdência para entender que partes da “esquerda” são consideradas bem-vindas. A Redação do Cafezinho aderiu ao bolsonarismo, pois vê PT em todo lugar, a ponto de dizer que Marcelo Freixo é associado ao PT. Um radical! Bom mesmo são os moderados, que querem passar uma borracha no impeachment e na maior farsa judicial brasileira de todos os tempos, aliando-se a Kassab, FHC e Marta. Comprometeram-se a não pronunciar o nome a ser banido. Como você bem disse, o empecilho para a união das esquerdas não era o excesso de protagonismo do PT? Estranho.

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Renato

10 de setembro de 2019 às 23h17

No Rio , a esquerda só tem o apoio dos maconheiros da zona sul carioca; e só. O carioca preferiu votar no Crivella com todos os defeitos a votar no Marcelo Freixo; aquele coxinha que adora passar os diasde calor na piscina do Copacabana Palace.!

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Marcos Videira

10 de setembro de 2019 às 21h32

Na entrevista à CartaCapital, Lula reafirmou que vai continuar a polarização pras eleições e que o PT é o ÚNICO partido no Brasil. O resto são siglas (fez uma pequena concessão à história do PCdoB). Desse modo, Lula e o PT continuam acreditando que são superiores aos demais.
Portanto, ou os demais partidos procuram se fortalecer criando alianças, ou se submetem ao PT.
O curioso é que Lula afirmou que Cristina Kirchner, apesar de líder nas pesquisas, agiu corretamente ao apoiar a candidatura de Alberto Fernandes. Mas, contraditoriamente, não reconhece que sua estratégia foi errada e ensejou a eleição de Bolsonaro.

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Tiago

10 de setembro de 2019 às 17h20

A esquerda deveria se unir em torno do nome forte que é Marcelo Freixo. E depois dizem que o PT quer hegemonizar. Inventam a desculpa esfarrapa do RADICALISMO para disfarçar que colocam seus projetos e intrigas pessoais acima dos interesses de se vencer o retrocesso, criminoso, fundamentalista, cínico do Crivella.

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