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Focos de incêndio na Amazônia sobem 30% em 2019 na comparação com 2018, diz Inpe

Por Miguel do Rosário

08 de janeiro de 2020 : 21h30

Reuters Staff

SÃO PAULO (Reuters) – O número de focos de incêndios na Amazônia cresceu 30,5% em 2019 na comparação com 2018, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

No ano passado, o aumento das queimadas na floresta amazônica gerou críticas internacionais à política ambiental do presidente Jair Bolsonaro, assim como atritos entre ele e o presidente da França, Emmanuel Macron, entre outras personalidades mundiais.

Segundo o Programa Queimadas, do Inpe, que aponta o número de focos de incêndio detectados mês a mês desde 1998, o total de foco de incêndios na Amazônia foi de 89.178 em 2019, alta de 30% na comparação com os 68.345 focos de incêndio detectados na floresta em 2018.

As queimadas, entretanto, ficaram abaixo da média da série histórica, de 109.630 focos de incêndio na Amazônia por ano, ainda de acordo com dados do Inpe.

Bolsonaro tem sido alvo de críticas de ambientalistas, que afirmam que seu governo tem desmontado estruturas de fiscalização na área e que seu discurso, de defesa de avanço da atividade econômica na floresta —como por exemplo do garimpo em terras indígenas—, tem contribuído para o aumento do desmatamento.

O presidente chegou a responsabilizar organizações não-governamentais pelo aumento das queimadas na Amazônia e também apontar para o astro de Hollywood Leonardo DiCaprio, que também é um ativista ambiental.

Em novembro, o Inpe também divulgou um crescimento de 29,5% no desmatamento da Amazônia nos 12 meses encerrados em julho, chegando a 9.762 quilômetros quadrados, maior nível em mais de uma década.

Além da Amazônia, o Projeto Queimadas do Inpe também apura o número de focos de incêndio em outros biomas do Brasil. No caso do Pantanal, as queimadas aumentaram 493%, chegando a 10.025 em 2019. A média anual é de 5.980 focos de incêndio.

Já no Cerrado, os focos de incêndio aumentaram 62% no ano passado, na comparação com 2018, para 63.874 focos, patamar similar à média anual apurada pelo Inpe, de 68.650.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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3 comentários

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Evandro Garcia

09 de janeiro de 2020 às 07h40

Fiscalizar uma área do tamanho da Europa Ocidental com o dinheiro que deixariam nos cofres públicos os senhores Lula e Dilma…? Com o dinheiro que sumiu em 20 anos de assaltos dioturnos aos cofres públicos provavelmente seria mais fácil um pouco, assim como o resto.

O Brasil é um lixão a céu aberto, os brasileiros ainda no ano 2020 jogam tudo que é lixo na rua, queimam o mesmo (com plástico junto obviamente), não há coleta diferenciada, a reciclagem é mínima e não tem nem esgotos nas casas…os problemas ambientais do Brasil são bem outros, a Amazônia é usada somente para especulação política.

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Alan C

08 de janeiro de 2020 às 22h16

Ihh… a bozolândia odeia esse tema talkey?! rsrsrs

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chichano goncalvez

08 de janeiro de 2020 às 21h34

Tambem com um desgoverno desses, aliado ao fak news, depois de um golpe, tudo contribui, a unica coisa que esse desgoverno fez até agora é que ninguem mais consiga se aposentar, o resto, não tem nenhum projeto, ainda bem que faltam só trez anos, para mandar essa quadrilha embora.

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