Entrevista de Lula ao UOL

Ah, o liberalismo! De Bolle desnuda hipocrisias do conservadorismo “liberal”

Por Redação

15 de janeiro de 2020 : 09h10

O texto da economista Monica de Bolle toca em alguns pontos importantes do debate econômico em curso no Brasil e no mundo:

  • Sempre houve um enorme fosso entre o discurso e a prática dos governos “liberais” do mundo ocidental.
  • Na prática, esses governos sempre olharam primeiro para seus próprios interesses econômicos e geopolíticos, e só depois, bem depois, para a importância do liberalismo econômico.
  • Os países desenvolvidos apenas aceitam o liberalismo quando suas forças produtivas atingem algum tipo de hegemonia internacional que lhes permite abrir as porteiras.
  • A professora lembra que o berço do liberalismo clássico, a Inglaterra, praticou o mais feroz protecionismo justamente no auge de sua filosofia liberal.
  • Ela conta também que Estados Unidos e Alemanha usaram políticas de “substituição de importações” (um dos tipos de “política industrial” mais intervencionista, menos liberal) para desenvolverem suas próprias indústrias, e fazer frente à Inglaterra.
  • A lição da história, portanto, mostra que os estrategistas econõmicos brasileiros, liberais ou não, não tem o direito de ser ingênuos.
  • De nada adianta um país ser “liberal” e não ter indústria, não possuir serviços tecnológicos, não ter desenvolvimento efetivo.
  • O liberalismo não pode jamais esquecer suas raízes e suas ramificações filosóficas: seus principais pensadores e teóricos lutaram por liberdade, justiça e democracia, não para criar uma plutocracia distópica e sinistra.

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15 comentários

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chichano goncalvez

15 de janeiro de 2020 às 21h37

Os pseudos liberalistas do Brazil, são é mal intencionados, pois eles nada mais são do que uns entreguista, não passam disso. Caso a maioria do povo brasileiro fosse de seres humanos, o socialismo seria o caminho até chegarmos ao comunismo e posteriormente ao anarquismo.

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    Wellington

    15 de janeiro de 2020 às 22h16

    E para o gran finale o raelianismo !! Kkkkkkkkk

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Robert

15 de janeiro de 2020 às 14h07

Óbvio, se até as pedras sabem disso, porque será que nossos liberais tupinambás se regozija tanto pelo feito de colocar o Brasil de quatro para os imperialistas estadunidenses? Algum desejo anal reprimido?

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Paulo Cesar Cabelo

15 de janeiro de 2020 às 12h43

Ou seja , liberalismo no cú dos outros é refresco.
Os EUA só são o que são hoje graças ao desenvolvimentismo.

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putin

15 de janeiro de 2020 às 12h41

1) nao é só questao de protecionismo… a inglaterra na epoca atuou un colonialismo feroz (que só na india causou 50 milhoes de mortos) sem o qual ainda hoje estaria principalmente criando ovelhas, kkkk.
nunca se deve esquecer a questao GEOPOLITICA, e nisso a taxa de liberalismo é zero.

2) os paises melhores sao aqueles que aplicam uma integraçao de liberalismo e socialismo, 50/50 e ponto final.

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    Wellington

    15 de janeiro de 2020 às 13h14

    Concordo, é a alternância no poder que esquerdistas doutrinados detestam.

    Responder

      Gilmar Tranquilão

      15 de janeiro de 2020 às 13h31

      aí fica 50 anos sem ganhar uma eleição e toma a força, viva a alternância!! kkkkkkkkkkkkkk

      Responder

        Wellington

        15 de janeiro de 2020 às 14h08

        É uma tara mental, não tem outra resposta.

        Responder

          Gilmar Tranquilão

          15 de janeiro de 2020 às 14h13

          Não ter resposta é o seu mantra andressa kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

        Wellington

        15 de janeiro de 2020 às 14h36

        Quem quer tomar algo a força fica esperando 50 anos…?

        Responder

          Gilmar Tranquilão

          15 de janeiro de 2020 às 14h56

          tá perdidaço no forum heim adressa poha acorda ae minion!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

          Wellington

          15 de janeiro de 2020 às 17h58

          Pel Amor de Deus…

Alan C

15 de janeiro de 2020 às 11h26

Vale lembrar, mais uma vez aqui, que o Financial Times, a publicação nº1 do liberalismo mundial, chamou a bozolândia de PÁRIA, ou seja, sequer considera esses retardados que governam (?!) o Brasil de liberais.

Como a redação elencou no início, é simplesmente uma aberração um país não ter indústria forte e ser “liberal”, é ridículo e prova mais uma vez que o circo da bozolândia é apenas uma concentração de idiotas.

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Paulo

15 de janeiro de 2020 às 10h12

Isso é mais ou menos óbvio, pois, como dizia o filósofo, “na vida, a única coisa permanente é a mudança”. O que lança uma cortina de fumaça sobre o debate, prejudicando a percepção dos debatedores, é, precisamente, o radicalismo ideológico em economia, que vem na esteira do radicalismo ideológico na política. A direita se identifica com o liberalismo (seja o da Escola Austríaca, seja o neoliberalismo); e a esquerda, com o intervencionismo estatal (embora tenhamos tido governos de direita intervencionistas, como o de Vargas e o dos militares). A partir daí, a semente da discórdia está lançada e cada debatedor terá sempre um argumento ou exemplo prático para tentar vencer o oponente. Chega a cansar. Enquanto temos que ouvir Porco Guedes “et caterva” falar em “vender todas as estatais”, Trump negocia com a China a venda de produtos agrícolas em troca do reconhecimento de que os chineses não desvalorizam sua moeda.

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Andressa

15 de janeiro de 2020 às 09h32

Esse tal de liberalismo (que nao significa nada), nao è a normalida de qualquer Pais desenvolvido ou mais ou menos desenvolvido…?

Se os brasileiros aind nao aprendem a ler e escrever em 2020 a culpa è desse outro inimigo imaginario….?

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