Live do Cafezinho (18 h): Pós-verdade na política brasileira (uma conversa com Fabio Palacio)

Mulher de Adriano teria dito que não tinha certeza do apoio de políticos ligados ao marido, afirma testemunha

Por Redação

30 de julho de 2020 : 11h19

Uma testemunha ouvida na investigação sobre a fuga e a morte do ex-capitão do Bope-RJ e miliciano, Adriano da Nóbrega, disse aos investigadores que a mulher de Adriano, Julia Emília Melo Lotufo, afirmou em fevereiro deste ano que não tinha certeza sobre o apoio de políticos que teriam condecorado o marido.

“Não mais saber nem se teria o apoio de políticos que condecoraram o seu marido”, teria dito a testemunha sobre a suposta afirmação da esposa do miliciano.

No interrogatório, a pessoa também afirmou que Capitão Adriano teria “pendências” que seriam resolvidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Antes de ser morto na Bahia em fevereiro deste ano, Adriano e familiares eram investigados por suposto envolvimento no esquema das “rachadinhas” na Alerj, especificamente no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (2003-2018), filho do presidente Jair Bolsonaro.

As rachadinhas eram operadas por Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e ex-policial militar que atuou junto com Adriano no 16° Batalhão da Polícia Militar do RJ, no ano de 2003.

Os envolvidos no esquema são investigados por lavagem de dinheiro, organização criminosa e por contratação de assessores fantasmas. A investigação aponta que entre 2007 a 2018, cerca de R$3 milhões foram desviados do gabinete de Flávio Bolsonaro.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

Nenhum comentário

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »


Deixe uma resposta