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Roberto Freire defende Huck nas redes sociais

Por Redação

11 de janeiro de 2021 : 19h20

Nos últimos dias, o presidente Nacional do Cidadania (ex-PPS e PCB), Roberto Freire, têm usado suas redes sociais para defender a candidatura de Luciano Huck a presidência da República em 2022.

Fonte: Reprodução / Twitter
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3 comentários

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Alexandre Neres

11 de janeiro de 2021 às 20h10

Meudels, essa figura patética perdeu completamente o senso do ridículo. E olha que o sacripanta tem a capivara grande, desde os tempos do Garrastazu nos anos 70 até se tornar o Sancho Pança do Serra no século XXI. Por oportuno, vou reproduzir o comentário que escrevi há pouco:

Meus caros, preciso fazer um preâmbulo. Debate político requer nível, não discuto com polianas, obtusos, com quem desconhece solenemente Maquiavel e a realpolitik. Defendo ideias, não utilizo argumento ad dominem. Minhas ideias são lastreadas em argumentos, os quais como de costume não foram rebatidos. Por exemplo: como posso apoiar Baleia Rossi para defenestrar o boçal-ignaro se Baleia votou com Bolsonaro em 90% das vezes, mais do que o próprio Lira? Citei o maior quinta-coluna que já transitou pela esquerda brasileira e hoje está no lugar que fez jus, depois de galgar postos no Incra com o ditador mais sanguinário e de ser ministro da cultura temerário. Poderia também contar o caso do maior canalha da política brasileira, que fez o grande senador Lauro Campos (DF) trocar de partido devido à má-companhia. Lauro Campos era petista histórico, quando teve que mudar de partido por causa do crápula. Foi para o PDT, no que foi seguido pelo verme, e teve que mudar novamente para ter um pouco de sossego no PSOL no fim da vida. Todos os reitores do país abominam esse traíra. Intelectuais mundo afora, como o renomado sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, nutrem por ele grande desdém. Cidadania, nome de modinha, somente um rematado imbecil pode dizer que tal partido pertence ao campo da centro-esquerda. Huck vai cair como uma luva como candidato desse partideco.

Agora vamos ao que interessa. No mundo de hoje, muitas pessoas sofrem de falta de conhecimento histórico ou de amnésia seletiva. Vou recontar fatos elucidativos que comprovam por que o Brasil está nesta situação, em que velhacos querem se eximir de responsabilidade e transferi-la totalmente para Bolsonero. Se não, vejamos. Derrotada nas urnas, a oposição constituída por PSDB, DEM e Cidadania pediu a recontagem de votos que nem Trump e depois propôs projeto de lei obrigando o voto impresso, ao mesmo tempo em que bradava aos quatro ventos que foi roubada em 2014, isto é, lançaram suspeitas sem provas sobre o processo eleitoral, no que foi seguida por Bolsonero. Conseguiram aprovar a lei, que foi submetida à sanção presidencial e foi vetada pela presidenta. Lembrem-se que esta época era a das pautas-bombas, em que queriam de qualquer jeito derrotar a presidenta mesmo que para tanto o país e a população fossem prejudicados. Pois bem, esses cidadãos, que representam como ninguém o establishment politico que ao longo do tempo deu golpes e apoiou toda sorte de ditaduras existentes no país, derrubaram o veto presidencial, aprovando a lei tal qual eles queriam. Tal lei posteriormente foi submetida ao STF e o ministro Gilmar Mendes deu uma liminar tornando-a sem efeito. Depois foi para plenário do STF e a lei caiu. Hoje em dia, Aécio, Serra, Roberto Freire, Maia, Baleia Rossi e caterva, fingem que não é com eles, que nada têm a ver com isso, procurando se desvencilhar de Bolsonero e acusam-no de doidivanas e de golpista por querer o voto impresso em 2022.

Acho que não é muito difícil entender por que estamos em meio a essa distopia e as conexões existentes entre a derrota nas urnas de Aécio, o golpe híbrido de 2016 e a eleição do estrupício em 2018, juntamente com a demonização da política pelo PIG e pela Lava Jato. Para bom entendedor pingo é letra. Faltam bons entendedores, o infeliz até tem acesso à informação(acha que está é uma relação de consumo, se não estou satisfeito, mudo de fornecedor. Simples assim), mas não tem capacidade para processá-la.

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EdsonLuiz.

11 de janeiro de 2021 às 19h49

Muito admiro Roberto Freire. Foi meu primeiro voto para presidente da república. Em toda a vida só votei de novo para presidente em Cristóvão Buarque, um voto de homenagem ao tamanho e preparo desse homem, e em Marina Silva, em quem votei duas vezes.

Mas ter o Huck como candidato a presidente?

Um candidato a presidente sequer precisa ser especialista em tudo. A principal qualidade para ser presidente, afora liderar, obviamente, é ter capacidade de administrar o processo político geral. Para isso, é necessário conhecer minimamente os temas cruciais da realidade econômica e social e ter experiência institucional.

Afinal, o cara vai ser candidato à presidência da república, não a presidente do timinho de bolinha de gude da rua.

Admiro o Huck sim, admiro o trabalho dele como comunicador. Acho importante a valorização de todos que se ocupam do exercício da boa política, em todo o espectro. Não gosto é de quem demoniza aqueles de quem divergem, em um exercício abusado de antipolítica. Que bom que alguém popular como o Luciano Huck tem se interessado por política, mas eu estou achando que ele tem se interessado mais especialmente por política eleitoral.

Um dia, possa ser que eu ache que ele pode ser um bom candidato. Falta muito para isso.

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    Alexandre Neres

    12 de janeiro de 2021 às 20h49

    Meu caro Edson, reconheço que diversas vezes me excedi com você, fui extremamente rude. Você sempre se mostrou afável, cordial no trato. Assim, humildemente, te peço desculpas.

    Prezo as divergências políticas, a diversidade e abomino a antipolítica e quem demoniza os políticos. Deve ser um resquício do bolsonarismo introjetado em mim.

    Vou até replicar um trecho do artigo do brilhante jurista Silvio Almeida na Folha, que analisa muito bem o mundo de hoje e o quanto me angustia. Abraço:

    “Considerando esse estado de coisas é que temos que olhar para o Brasil. Não devemos esperar que no país dos golpes, das ditaduras e da escravidão mal resolvida as pessoas se comovam com os 200 mil mortos pela Covid-19, se indignem com a incompetência dos Ministérios da Saúde e da Economia, contem com a vergonha das Forças Armadas pelos atos de seu comandante-em-chefe ou mesmo se espantem com a insensibilidade do presidente da República.

    O mundo da vida precária, do racismo, da pandemia e da violência é o ambiente natural de líderes como os do Brasil e dos Estados Unidos. Este é o “Bolsoverso”. Assim, não é o presidente que está no lugar errado; nós é que estamos presos em seu mundo.”

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