Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Análise: Encontro de Lula com FHC simboliza o marco da reconstrução democrática e nacional

Por Gabriel Barbosa

22 de maio de 2021 : 11h01

Por Gabriel Barbosa

Goste-se ou não, o encontro entre os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula (PT) transmite a carga simbólica da civilidade que há tempos não vimos no Brasil. O colapso no sistema de Saúde no combate a pandemia e a crise sócio-econômica são tão inéditos e hiper dimensionados que não existe outro caminho além da reconstrução democrática através de gestos e simbolismos de grandeza.

Enquanto isso, Bolsonaro ficará isolado na sua extremidade, falando apenas para o seu “núcleo duro” entre 15% e 17% do eleitorado para transmitir a ideia de que está sendo resiliente para camuflar o fato de que seu governo estar em frangalhos e cada vez mais refém das negociatas fisiológicas. Seu objetivo é claro, tentar se segurar no cargo até o final de 2022 enquanto a pandemia avança, vacinação míngua e a economia despenca.

Com isso, o ex-capitão que foi expulso do Exército se torna o único “líder” político que busca uma polarização que até o momento, não está dada, pois não existe polarização se o seu maior adversário lidera as pesquisas com folga e adota um discurso de reconstrução, operando genuinamente como uma opção de Centro.

Voltando as duas figuras que realmente importam nessa análise, tanto FHC quanto Lula mostraram ao país que o momento é de construir um caminho de pacificação, pensando na questão nacional e de como podemos superar esse momento tão sombrio na nossa história. Contudo, também é preciso atentar para as questões eleitorais.

Me arrisco a dizer que será difícil uma chapa PT-PSDB em 2022, diria até improvável. O próprio FHC, horas depois da publicação de Lula sobre o encontro, reafirmou que o ‘plano A’ do PSDB é lançar uma candidatura que naturalmente terá o seu apoio.

Contudo, se a candidatura tucana não chegar ao 2° turno e se a disputa ficar entre o atual inquilino do Planalto e Lula, “não apoiarei o atual mandante, mas quem a ele se oponha, mesmo o Lula”. Considero que a postura de FHC é natural e legítima, vide a representação que ele carrega de um partido importante como o PSDB.

Já Lula opera corretamente, ao meu ver, no seu objetivo. Quem esperar do ex-presidente uma postura revolucionária e radical de extrema esquerda vai se frustrar profundamente. Quem esperava que Lula iria jogar no campo da polarização contra Bolsonaro também vai começar a se arrepender amargamente de ter apostado nesse embate.

Dialogando com lideranças ligadas ao lulismo, é nítido que após uma década de sucessivas crises e de terra arrasada deixada pelo Governo Bolsonaro, Lula vai para o jogo como o pacificador ou popularmente falando, aquele que vai tentar colocar a bola no chão. Sua “romaria” política não vai parar e em breve teremos notícia de Lula dialogando com diversos segmentos e até mesmo caciques do Centrão. A conferir!

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM.

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20 comentários

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Kleiton

23 de maio de 2021 às 13h25

Enquanto Lula e Fernandinho relembram o passado do qual fazem parte Bolosnaro flirta com os brasileiros no presente: https://fb.watch/5GekvG6z-D/

Caiam na real e comecem a trabalhar para o futuro, 2026 tá aí….o resto é ilusão.

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Manoel

23 de maio de 2021 às 07h29

O ato , concretiza o triste fim do miliciano. FHC, que de bobo não tem nada , anteve o futuro Presidente , e lhe dá aval em nome da banca internacional, e Lula trás a garantia de posse do Grande Irmão do Norte ,Cara – Pálida.

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Jorge Juca

22 de maio de 2021 às 22h52

Dois caras que tiveram tudo para mudar o país – popularidade alta, congresso a favor, mídia a favor – e não fizeram nenhuma reforma, não fizeram nada para melhorar o país estruturalmente, tiveram resultados pífios na economia, e tiveram governos marcados por corrupção. Não vamos cometer o erro de repetir o que já não deu certo.

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    dcruz

    23 de maio de 2021 às 11h52

    Taí um encontro até há pouco tempo improvável. Mas por mais incoerente que possa ser não fica nada mal dentro da atual conjuntura. Muito melhor esse encontro dos que já se realizaram a ainda vêm por aí. Pode-se até medir a importância pelas avaliações do ressuscitado Aécio, aquele que não é Aedes Egypti mas que inoculou o ódio no país, isso boz e o nenhum tira dele, foi o primeiro a transmitir o ódio como arma política e lançar as primeiras fake news sobre eleições fraudadas quado perdeu feio para Dilma.

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    Kleiton

    23 de maio de 2021 às 13h27

    FHC fez alguma coisa, Lula marcou as páginas mais podres da história brasileira.

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Luiz Cláudio

22 de maio de 2021 às 21h12

A imagem conciliatória de Lula e FHC joga efetivo véu, que bem pode ser chamado de “direito difuso ou coletivo”, indistintamente, sobre direitos e interesses. O correlato político-democrático parece induzir o liberalismo às candidaturas de Ciro Gomes e Tasso Jereissati, enquanto vieses, por enquanto, menos fisiológicos e mais ideológicos.

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carlos

22 de maio de 2021 às 18h12

O Bolsonaro não tem capacidade e estatura moral pra dirigir o Brasil, pra ser presidente do Brasil tem que ter o mínimo de conhecimento sobre a vida do país, no sentido da economia, do mercado e do trabalho, vejam bem o Bolsonaro disse ia para Paulo Afonso em Alagoas, imaginem um analfabeto que tem um mínimo de conhecimento sabe que Paulo Afonso é na Bahia, eu não gosto nem de direita nem de esquerda mas vou pela candidatura que é menos radical, que não seja ignorante sem conhecimento.

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Alan C

22 de maio de 2021 às 14h38

Peraí…. entendo a necessidade de varrer o asno da cadeira de presidente e nisso eu até tô de acordo, mas dizer que o encontro de Lula com um ícone do partido do “quanto pior, melhor”, que iniciou o movimento do golpe por uma birra totalmente estapafúrdia que não cabe mais em nenhum lugar do mundo democrático, o partido que foi a favor de todas as maluquices de um pseudo-juíz complexado só por não ter aceitado a derrota DEMOCRÁTICA nas urnas, de “marco da reconstrução democrática”????
Desculpe Cafezinho, meu conceito de democracia é bem diferente e complexo que o seu…

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Getúlio

22 de maio de 2021 às 13h52

Diálogo que simboliza civilidade e democracia, mesmo assim, gatos pingados do extremismo dialogam com eles mesmos. Lembram me de expressão rural com referência a reses que ficam perdidas no campeio “ARRIBADA”, a pesar do aboio dolente e harmonioso de lideranças, ainda existe elementos raivosos no meio do gado, numa quase deprimente solidão.

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Partagas

22 de maio de 2021 às 12h50

A reconstruçào democratica do mensalao.

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Zulu

22 de maio de 2021 às 12h46

O que os brasilerios querem saber de Fernando Henrique Cardoso e Lula ?

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    Willy

    22 de maio de 2021 às 18h51

    Nada, mas quando não há pra onde se agarrar no presente tentam voltar ao passado e até o PSDB finge de ser inimigo…. patético como sempre.

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Luan

22 de maio de 2021 às 12h09

E os idiotas que votavam para o PT e contra o FHC por ser privatista, neoliberal, etc…kkkkkkkkkkkkkkkk

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    Willy

    22 de maio de 2021 às 18h52

    São os mesmos idiotas que hoje acham bom essas palhaçadas…kkkkkkkk

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canastra

22 de maio de 2021 às 12h08

Dois cadaveres politicos, o passado que nao volta….fim da analise.

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    Kleiton

    22 de maio de 2021 às 18h56

    Perfeito…sem por e nem tirar.

    A esquerda não tem ninguém minimamente presentavel hoje e ao invés de tentar criar alguém para o futuro se agarram a esse velhos podres que os brasileiros pegariam a chineladas nas orelhas por horas se pudessem…um dia saem da infantilidade e caem na real.

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      Ronei

      23 de maio de 2021 às 10h24

      por e tirar, o carluxo amou!!! kkkkk

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Tony

22 de maio de 2021 às 12h07

Legal esse bla bla bla…quero ver Lula dialogando com os brasilerios…kkkkkkkkkkkkkkkkk

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Alexandre Neres

22 de maio de 2021 às 11h36

Muito boa a análise, meu amigo.

A carga simbólica do encontro foi muito forte. O Brasil precisava disso depois de anos surfando na antipolitica.

Não à toa Geisel se referia a Bolsonaro como “bunda suja”, por não ter conseguido galgar a carreira militar. Sempre foi do baixo clero, o eventual ocupante do Palácio não tem estatura para ocupar o cargo atual. Precisamos apagar logo está página infeliz da nossa história.

O próximo presidente, seja ele quem for, vai precisar de muita habilidade, pois vai pegar um cenário de terra arrasada, um Brasil conflagrado e com a miséria à espreita.

Vendo a fotinha e o que ela representa, como o amigo bem definiu, fico pensando no silêncio ensurdecedor do netinho, do romeiro, do menino do calabouço, do saulo e com vontade de mirar o mar. Será que ainda continuarão a vociferar contra a corrupção, com um discurso despolitizante, eivado de falso moralismo e de lavajatismo, tão démodé?

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Caio Manoel de Oliveira Andrade

22 de maio de 2021 às 11h31

Que decadência. Nunca esperava ler uma matéria chapa branca dessas no Cafezinho, lamentável!

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