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Presidente do Novo afirma que o partido vai caminhar rumo a “terceira via”

Por Redação

10 de outubro de 2021 : 09h51

O presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, rechaçou a hipótese da legenda apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro em 2022.

“É equivocado dizer que não está claro se o partido está ou não com Bolsonaro. Isso está pacificado dentro do partido. O Novo não vai estar com Bolsonaro”, disse no Estadão.

Segundo ele, o Novo vai caminhar rumo a terceira via. Ribeiro também rebateu João Amoedo que se referiu ao partido que ele próprio ajudou a criar como “sem identidade”.

“Sempre vamos respeitar a opinião dele (Amoêdo), mas não vejo que o Novo perdeu sua identidade. O partido tem uma marca muito forte. Essa identidade construída lá atrás não se perdeu, ao contrário de outros partidos que você nunca sabe como vão se posicionar em determinadas matérias”, afirma.

Em outro trecho da entrevista, o presidente do Novo admite que o seu partido votou com o governo nas pautas ultraliberais, mas também falou que Bolsonaro cometeu “estelionato eleitoral”.

“Durante o primeiro ano e meio (de mandato), o Novo votou muito com o governo em função das pautas econômicas. A agenda econômica era muito próxima. Parte do discurso do Bolsonaro foi muito parecido com o nosso. Desde então, ele mostrou ter cometido um grande estelionato eleitoral. Grande parte das questões econômicas está vindo à revelia do presidente. Ele, muitas vezes, trabalha contra”.

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3 comentários

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EdsonLuiz.

10 de outubro de 2021 às 19h50

*Há bons policiais bem preparados politicamente para a interferência institucional. No Rede, no Novo, no PT, no PSOL e no Cidadania há muitos bons filiados que são policiais. Em outros partidos também há de ter.

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EdsonLuiz.

10 de outubro de 2021 às 19h34

O Partido Novo não votou medidas econômicas propostas pelo governo bolsonaro por concordar com bolsonaro. Os posicionamentos de bolsonaro são de extrema-direita, já o Partido Novo é um partido de direita.

bolsonaro não tem nenhum conhecimento mais formal de teoria política ou em outra área de humanidades, como de resto ele certamente não conhece sequer a física da trajetória de um projétil disparado por uma arma, mesmo sendo militar aposentado.

O que bolsonaro faz, que é muito o que fazem policiais* quando se envolvem com política, é usar a intuição e aplicá-la à sua visão de mundo, adquirida por ideologismo introjetado por alguma estrutura de fanatização, como faz todo ativista de algum movimento que não se dá ao estudo e à leitura.

O militante intuitivo, quando muito, apanha cinco ou seis livros de três ou quatro autores na mesma linha e decora o máximo daquilo. Esses acabam virando jacobinos. Menos mal, melhores que MILITANTES171 e seus “formadores”.

Mas, bolsonaro, nem isso!

Seus posicionamentos de extrema-direita ele internalizou no convívio em aparelhos repressores e fanatizadores durante a ditadura militar. Veja-se que esses caras fizeram um trabalho muito bem feito. Essas cobras peçonhentas estiveram sempre entre nós durante todo o período pós abertura e nós não as víamos.

Já o Partido Novo, diferentemente de bolsonaro e da maioria de bolsonaristad, tem um posicionamento de direita definido e seus filiados possuem grande conhecimento adquirido por estudos e leituras das ideias que defendem.

Alguns trincam os dentes quando eu elogio a qualidade do Partido Novo. A pessoa discorda das ideias que o Partido Novo defende e expressa sua divergência com o Novo xingando e desqualificando o Partido. Em política não cabe desqualificação de quem é qualificado, não cabe desqualificação feita por leviandade e apenas para atingir reputação. Quem é qualificado e coerente merece elogio, mesmo por quem não concorda, não achincalhamento.

O Partido Novo tem quadros bem preparados politicamente e são muito coerentes. Conhecem o que defendem e aplicam. Ocorre que eles são de direita. Se o que eles defendem diverge do que eu quero, cabe a mim discutir essa diferença no campo de ideias. Mas não significa que o que eu quero tem que ser imposto porque eu sou superior e por isso eu passo a xingar quem elogia. Talvez eu nem seja superior porra nenhuma, só sou um presunçoso. Ou talvez o que eu quero está certo em algumas coisas e as que eles querem esteja certo em outras.

O Partido Novo sabe disso e é um partido democrático. Quando eles votam em certas propostas encaminhadas pelo governo bolsonaro, votam naquelas propostas porque acreditam nelas e não porque gostam de bolsonaro.

Mas a crítica feita ao Partido Novo pelo principal articulador da formação do partido, o economista multimilionário João Amoedo, de que o seu partido está apresentando problemas de identidade, tem um certo grau de razão. Eu mesmo, mais de uma vez, observei aqui em ‘ocafezinho.com’ que o Partido Novo precisava prestar atenção a suas forças internas, para não perder seus objetivos. Observei o mesmo sobre o PSOL, também mais de uma vez.

O Partido Novo, em sua formação, não aceitou filiados com mandato parlamentar e selecionou com muito cuidado os candidatos. Ocorreu então que o mundo que se abriu para os eleitos, em um partido tão recente, mexeu com vaidades e projetos mais pessoais. Alguns dos eleitos viram na aproximação com o poder, para além de votar as propostas com as quais concordam, uma possibilidade de garantir reeleição e consolidar uma carreira política. Isso não combina com um partido ideológico e com princípios como ė o Partido Novo.

O Partido Novo está apresentando problemas de identidade sim e precisa mesmo olhar para dentro e corrigir carreirismos.

Os partidos bem definidos que temos são o Novo, à direita, o PSOL, na esquerda, e o Cidadania23, na centro-esquerda. Se esses partidos perderem identidade, teremos o quê? O que precisamos é que esses partidos, que são pequenos, se consoludem, e que surja um partido de centro-direita bem definido no Brasil.

Responder

    EdsonLuiz.

    10 de outubro de 2021 às 19h47

    Para registrar:
    * Há policiais e militares bem preparados para a interferência institucional.
    Há bons policiais e com formação política e humana qualificadas no Partido Novo, no PSOL, no PT, no Rede, no Cidadania23 e em outros partidos.

    A Mariele Franco, assassinada por ex-policiais covardes, ao contrário do que falam seus detratores, em geral bolsonaristas repetindo o que lhes mandam dizer, não atacava o trabalho da polícia. Mariele, pelo contrário, atacava o trabalho sujo dos maus policiais e atuava junto com muitos bons policiais e com suas mulheres. Mariele atuava principalmente junto a mulheres de policiais que perderam a vida quando estavam a trabalho.

    Mariele acabou sendo covardemente assassinada. Todos nós perdemos com o assassinato de Mariele, os bons policiais, com quem ela atuava, também perderam.

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